Dose pode passar de R$ 2 mil e só quem pode pagar terá acesso à proteção contra doença grave
O Ministério da Saúde decidiu deixar de fora do Sistema Único de Saúde (SUS) a vacina contra meningite do tipo B para bebês com menos de 1 ano. A decisão caiu como uma bomba e foi oficializada no Diário Oficial da União nesta sexta-feira.

Segundo o governo, o imunizante não atende critérios considerados essenciais, como preço viável e quantidade suficiente para atender toda a população infantil. Na prática, isso significa que milhares de famílias terão que colocar a mão no bolso se quiserem proteger seus filhos contra uma das formas mais comuns da doença no país.
Vacina vira “artigo de luxo”
Sem inclusão no SUS, a vacina segue disponível apenas na rede privada e com preço salgado. Cada dose pode custar entre R$ 600 e R$ 750. Como o esquema exige várias aplicações no primeiro ano de vida, o gasto total pode ultrapassar R$ 2 mil.
Enquanto isso, o SUS continua oferecendo proteção contra outros tipos da bactéria, como meningite C e ACWY, mas deixa de fora justamente o tipo B, que é o mais frequente no Brasil.
Decisão envolve dinheiro e prioridade
Especialistas apontam que a escolha não foi simples. O governo levou em conta fatores como número de casos, impacto da doença, custo da vacina e até a logística para distribuir milhões de doses em todo o país.
Apesar de grave, a meningite B não é considerada frequente o suficiente para justificar, neste momento, um investimento bilionário. Para se ter ideia, a inclusão da vacina poderia custar mais de R$ 5,5 bilhões em apenas cinco anos.
Proteção limitada e risco continua
A meningite meningocócica pode evoluir rapidamente e causar morte ou deixar sequelas severas, principalmente em crianças pequenas. A vacinação é a principal forma de prevenção mas agora fica restrita a quem pode pagar.
Uso pode acontecer em casos específicos
Mesmo com a negativa geral, existe a possibilidade de uso da vacina em situações especiais, como em pessoas com baixa imunidade ou em surtos localizados. Essa seria uma forma de reduzir riscos sem pesar tanto no orçamento público.
Decisão pode mudar no futuro
O Ministério da Saúde informou que o cenário pode ser reavaliado caso o preço diminua ou a produção aumente. Até lá, a realidade é uma só: proteção completa contra meningite B ainda não é para todos.
Resumo da bronca:
Enquanto o SUS investe bilhões em vacinação gratuita, a meningite B fica de fora e a conta vai direto para o bolso dos pais.