Após ser chamada 10 dias depois para buscar perna amputada, família de jovem que morreu após acidente agora questiona procedimentos e cobra investigação
O caso envolvendo a morte de Claudio Ramos Mamora, de 27 anos, ganhou novos desdobramentos e aumentou ainda mais a revolta dos familiares.

GRUPO LAPADA

Em estado de choque, a família procurou a polícia e, segundo o advogado que acompanha o caso, deve formalizar denúncia junto ao Ministério Público para que todos os procedimentos adotados sejam investigados.
Claudio sofreu um acidente de moto no dia 30 de janeiro, foi internado no Hospital e Pronto-Socorro Municipal de Várzea Grande, passou por cirurgia para amputação de um membro inferior devido ao esmagamento da perna e morreu no dia 31, às 5h20, após parada cardiorrespiratória durante o procedimento.

Ele foi sepultado no dia 1º.
Mas no dia 10, a família recebeu a ligação informando que a perna amputada ainda estava no hospital e deveria ser retirada.
⚖️ FAMÍLIA QUESTIONA PROCEDIMENTOS MÉDICOS
Agora, além da dor, surgem dúvidas.
Segundo o advogado da família, houve doação de órgãos autorizada pelos familiares após a confirmação da morte.
“Se houve essa falha com um membro amputado, será que tiveram o devido cuidado com o restante dos procedimentos?”, questionou o representante legal.
A declaração aumenta a pressão por esclarecimentos formais e auditoria completa dos protocolos adotados.
❗ DENÚNCIA E POSSÍVEL INVESTIGAÇÃO
A família pretende:
• Registrar boletim de ocorrência
• Levar o caso ao Ministério Público
• Solicitar investigação administrativa
• Cobrar explicações oficiais da direção da unidade de saúde
Os familiares afirmam que não receberam informações claras no momento da liberação do corpo e que só descobriram a ausência do membro 10 dias após o sepultamento.
O jovem foi enterrado em Primavera do Leste, enquanto a perna será sepultada em Várzea Grande, após autorização formal.
“É COMO REVIVER TUDO DE NOVO”
Para os pais, o sentimento é de reviver o trauma da perda.
Primeiro, o acidente.
Depois, a cirurgia.
Em seguida, a morte.
Agora, a descoberta tardia do membro esquecido.
A reportagem acompanha o caso e aguarda posicionamento oficial do hospital sobre as acusações e sobre os protocolos adotados.
O que a família pede é simples:
Respeito.
Transparência.
E respostas.
