ROMBO MILIONÁRIO: Justiça manda ex-chefões da Unimed Cuiabá devolverem R$ 700 mil

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ROMBO MILIONÁRIO: Justiça manda ex-chefões da Unimed Cuiabá devolverem R$ 700 mil

Esquema com “comissões fantasmas” leva ex-presidente, ex-diretora e empresa à condenação; caso envolve investigação de prejuízo que pode chegar a R$ 400 milhões

A Justiça de Mato Grosso bateu o martelo e condenou o ex-presidente da Unimed Cuiabá, Rubens Carlos de Oliveira Júnior, e a ex-diretora financeira Suzana Aparecida Rodrigues dos Santos Palma a devolverem R$ 700 mil aos cofres da cooperativa. A decisão também atinge a empresa Arché Negócios Ltda., ligada à médica.

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A sentença foi assinada pela juíza Olinda de Quadros Altomaré, da 11ª Vara Cível de Cuiabá, e publicada nesta quinta-feira (9). O caso gira em torno de pagamentos considerados irregulares feitos durante a antiga gestão.

Segundo a ação, auditorias e fiscalizações identificaram repasses elevados classificados como “comissões” e “corretagens” à empresa de Suzana. O detalhe que chamou atenção é que o suposto serviço intermediação de um empréstimo milionário teria sido feito sem qualquer participação real da empresa.

As investigações apontam que a Unimed desembolsou R$ 700 mil relacionados a um financiamento de R$ 33 milhões junto a uma instituição financeira. Porém, tudo indica que a negociação ocorreu diretamente entre as partes, sem necessidade de intermediários.

Na decisão, a magistrada foi direta ao afirmar que não há provas de que os serviços pagos tenham sido realmente prestados, caracterizando prejuízo aos cofres da cooperativa. Ela destacou ainda que autorizar valores altos sem justificativa demonstra, no mínimo, falha grave na administração.

No caso da ex-diretora e da empresa, a Justiça ressaltou que apenas apresentar notas fiscais não comprova que o serviço existiu de fato, principalmente sem relatórios ou documentos que sustentem a execução.

O escândalo é apenas uma parte de um problema maior. Rubens, Suzana e outros envolvidos são investigados por um possível rombo que pode chegar a R$ 400 milhões durante a gestão entre 2019 e 2023.

O grupo já havia sido alvo da Operação Bilanz, deflagrada pela Polícia Federal em outubro de 2024. Recentemente, Suzana firmou acordo de colaboração com o Ministério Público Federal.

Com a decisão, os condenados terão que ressarcir os valores considerados prejuízo direto à cooperativa um capítulo a mais em um dos maiores escândalos recentes envolvendo a área da saúde em Mato Grosso.