Grupos viram arenas de ataques, xingamentos e embates políticos após STF manter ex-presidente na prisão preventiva e negar pedido de domiciliar humanitária.
A madrugada e a manhã deste sábado transformaram o Brasil em um enorme campo de batalha digital. A prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro, seguida da decisão do ministro Alexandre de Moraes negando o retorno à prisão domiciliar humanitária, desencadeou um verdadeiro terremoto nos grupos de WhatsApp, Telegram e nas redes sociais.
O que deveria ser apenas um espaço de convivência virou um palco de brigas, insultos, discussões acaloradas e rupturas familiares e políticas. Amigos de longa data romperam, parentes discutiram, vizinhos se bloquearam — tudo ao vivo, em tempo real, sob a chama intensa das opiniões extremadas.
🚨 URGENTE
Bolsonaro é preso em Brasília e país entra em alerta máximo — veja agora
⚖️ DECISÃO SUPREMA
Moraes rejeita pedido e mantém Bolsonaro na prisão preventiva
Em centenas de grupos, mensagens de defesa e ataques se multiplicaram com uma velocidade impressionante.
De um lado, apoiadores indignados, chamando a prisão de “perseguição política” e reforçando a narrativa de injustiça.
Do outro, críticos comemorando a decisão do Supremo e pedindo que a investigação avance com mais rigor.
A negativa de Moraes ao pedido de prisão domiciliar humanitária — pedido baseado na alegação de que Bolsonaro estaria doente e correndo risco de vida — acendeu ainda mais o estopim. Em seu despacho, o ministro afirmou:
“JULGO PREJUDICADOS os pedidos de concessão de prisão domiciliar humanitária e autorização de visitas.”

A sentença caiu como gasolina nas redes.
Nos grupos, o clima é tão tenso que muitos administradores chegaram a fechar conversas, desativar comentários e até expulsar membros após confrontos que passaram do debate ao ataque pessoal.

Especialistas alertam que esta é a maior onda de polarização digital desde as eleições de 2022. E a tendência é que as próximas horas sejam ainda mais quentes, enquanto o caso segue repercutindo no país inteiro.
A prisão do ex-presidente e a negativa da domiciliar colocam o Brasil, mais uma vez, no centro de uma disputa emocional, política e social que extrapola as ruas — e se instala definitivamente nas telas dos celulares.