Francisco Rodrigues de Oliveira Junior, de 37 anos, morreu após procurar atendimento médico na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Pascoal Ramos, em Cuiabá, na noite do último sábado (7).
Ele havia ido até a unidade para tratar uma forte dor de garganta e dores pelo corpo.
De acordo com o cunhado da vítima, que o acompanhava no momento, Junior chegou à UPA por volta das 21h30.
Após aguardar atendimento, ele foi chamado e entrou na sala do médico andando e conversando normalmente, apesar de apresentar dificuldades por causa das dores.
Ainda segundo o familiar, o médico teria afirmado que o paciente estaria “fazendo corpo mole”.
Durante o atendimento, após ser examinado, Junior recebeu uma injeção. Pouco tempo depois, ele começou a apresentar sinais de confusão, passou a delirar e caiu na maca.
A situação se agravou rapidamente e, por volta das 22h37, o homem não resistiu e morreu dentro da unidade de saúde.
Familiares afirmam que receberam informações diferentes sobre o que teria ocorrido durante o atendimento.
Para alguns parentes, o médico teria dito que realizou uma lavagem estomacal no paciente.
Já para familiares da namorada da vítima, o profissional informou que foi necessário realizar a intubação, mas que Junior não resistiu.
Outro ponto que gerou indignação na família foi a informação de que o médico pretendia registrar no atestado de óbito que a causa da morte teria sido suicídio, levantando a hipótese de que a vítima teria ingerido alguma substância.
No entanto, os familiares contestaram a versão e exigiram a realização de uma autópsia para esclarecer as circunstâncias da morte.
Segundo amigos e parentes, Junior não apresentava problemas psicológicos e não demonstrava qualquer intenção de tirar a própria vida.
Eles afirmam que ele procurou a unidade apenas em busca de atendimento para aliviar as dores que sentia.
A família agora aguarda o resultado dos exames e pede que o caso seja investigado para esclarecer o que realmente aconteceu durante o atendimento médico.