Facção sequestra, tortura vítimas e termina com criminoso morto em confronto com a polícia em Sinop

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Facção sequestra, tortura vítimas e termina com criminoso morto em confronto com a polícia em Sinop

Grupo promovia “tribunal do crime”; uma das vítimas teve dedo arrancado antes de ser resgatada

Uma ocorrência de extrema violência registrada na tarde desta segunda-feira (30), em Sinop, terminou com um integrante de facção morto, cinco suspeitos presos e duas vítimas resgatadas de um cativeiro onde eram brutalmente torturadas.

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O caso começou por volta das 14h30, nas proximidades da BR-163, quando criminosos renderam um homem e o forçaram a entrar em um dos veículos utilizados na ação. Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o momento exato em que a vítima é levada, dando início à mobilização das forças de segurança.

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Durante as diligências, equipes localizaram um Fiat Palio branco nas imediações de um viaduto. O condutor tentou fugir em alta velocidade, chegou a trafegar na contramão e provocou um acidente envolvendo outros veículos antes de ser interceptado.

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As buscas continuaram e levaram os policiais até um segundo carro utilizado pelo grupo, um Ford Fiesta. A partir daí, foi possível chegar até uma residência no bairro São Cristóvão, usada como cativeiro pela organização criminosa.

No local, os agentes encontraram as duas vítimas. Além do homem sequestrado inicialmente, havia outra pessoa sendo submetida a um “julgamento” promovido pela facção. Essa segunda vítima sofreu sessões de tortura e teve um dos dedos decepado durante as agressões.

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Dentro do imóvel, duas mulheres foram presas. Outros envolvidos tentaram fugir pulando os muros dos fundos. Durante a incursão policial, um dos suspeitos reagiu armado, houve confronto e ele acabou baleado. O indivíduo ainda foi socorrido e levado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA), mas não resistiu aos ferimentos.

As primeiras informações apontam que o crime teria sido motivado por uma desavença familiar. Integrantes da facção teriam sido acionados para executar uma espécie de “sentença”, prática comum em organizações criminosas, conhecida como “tribunal do crime”.

A suspeita é de que as vítimas estavam marcadas para morrer, o que evidencia a gravidade da ocorrência e a rápida atuação das forças policiais para evitar uma execução.

O caso segue sendo investigado pelas autoridades competentes.