Defesa rebate acusações e aponta distorções em cobertura da Operação “Déjà Vu”

· 2 minutos de leitura
Defesa rebate acusações e aponta distorções em cobertura da Operação “Déjà Vu”

A defesa da servidora pública Carolina Taques Miranda Pinheiro divulgou, nesta semana, uma nota oficial contestando informações veiculadas na imprensa sobre a chamada Operação “Déjà Vu”. O posicionamento foi assinado pelo advogado Danilo Aritony Neres, que afirma haver “distorções” nas manchetes publicadas, em portais .

GRUPO LAPADA

LAPADA LAPADA 14
WhatsApp Group Invite

Segundo a defesa, é incorreto afirmar que a investigada tenha “cancelado 169 dívidas fiscais” ou “recebido propina”, como sugerido em reportagens recentes. De acordo com o advogado, a versão apresentada nos autos aponta que Carolina teria sido vítima de violação de confiança, com uso indevido de suas credenciais funcionais por terceiros dentro da repartição pública.

A nota destaca ainda que a própria apuração reconhece que operações consideradas fraudulentas teriam sido realizadas a partir do computador da servidora, utilizado por outro investigado, o ex-servidor Adriano Henrique Escame de Oliveira, sem o consentimento dela. A defesa sustenta que não houve conluio nem participação direta de Carolina em eventuais ilícitos, mas sim uso abusivo de sua estrutura de trabalho.

Outro ponto ressaltado é a decisão judicial que negou o pedido de prisão preventiva. Conforme o comunicado, a magistrada Henriqueta Fernanda Chaves Alencar Ferreira Lima entendeu que, apesar da gravidade das investigações, não estariam presentes os requisitos legais para a decretação da medida extrema, como risco à ordem pública.

A defesa também reforça o princípio da presunção de inocência e afirma que a suspensão temporária das atividades da servidora é uma medida cautelar comum nesta fase do processo, não representando condenação ou juízo definitivo de culpa.

Por fim, o advogado declarou que a equipe jurídica segue colaborando com as autoridades para demonstrar que Carolina Taques Miranda Pinheiro não é autora dos fatos investigados, mas teria sido mais uma vítima de um esquema articulado por terceiros. A nota conclui com críticas à divulgação de informações consideradas falsas ou caluniosas e afirma que a verdade deverá prevalecer no âmbito judicial.