Protesto na ALMT denuncia risco de fechamento de bases e aumento no tempo de atendimento de urgência
Um verdadeiro cenário de preocupação tomou conta da saúde pública em Mato Grosso nesta quarta-feira (25). A demissão de 56 profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) acendeu o alerta para um possível colapso no atendimento emergencial em Cuiabá e Várzea Grande.
Indignados, servidores realizaram um protesto em frente à Assembleia Legislativa (ALMT), denunciando o impacto direto que a saída desses trabalhadores pode causar na vida da população. Entre os desligados estão 22 enfermeiros, 24 técnicos de enfermagem e 10 motoristas — profissionais essenciais para o funcionamento das ambulâncias.
Segundo representantes da categoria, a falta dessas equipes pode resultar no fechamento de até quatro das dez bases do Samu na região, reduzindo drasticamente a cobertura do serviço. Em Várzea Grande, a situação é ainda mais crítica: há risco de desativação de bases estratégicas, o que pode deixar bairros inteiros desassistidos.
ATENDIMENTO MAIS LENTO E RISCO DE MORTE
Com menos equipes nas ruas, o tempo de resposta das ocorrências tende a aumentar e isso pode ser fatal. Hoje, muitos chamados já enfrentam demora. Com a redução no efetivo, a tendência é que a espera seja ainda maior, colocando vidas em risco.
As unidades do Samu são distribuídas estrategicamente para garantir agilidade, mas com o possível fechamento de bases, a distância entre o socorro e quem precisa dele só aumenta.
FALTA DE PLANEJAMENTO REVOLTA SERVIDORES
Outro ponto que gerou revolta foi a ausência de reposição dos profissionais desligados. Mesmo com concurso público vigente desde 2023 e homologado em 2024, nenhum aprovado foi convocado até agora para suprir a demanda.
A categoria denuncia descaso e aponta um possível “desmonte” do serviço. Além disso, afastamentos legais como férias e licenças agravam ainda mais o déficit de profissionais.
MUDANÇA NO MODELO LEVANTA SUSPEITAS
Os servidores também questionam a ampliação da atuação do Corpo de Bombeiros no atendimento de urgência. Apesar de não serem contra a cooperação, afirmam que o crescimento do efetivo dos bombeiros ocorre ao mesmo tempo em que o Samu perde força.
Para eles, a situação levanta um alerta preocupante: o enfraquecimento gradual do Samu pode comprometer seriamente o atendimento à população.
Enquanto isso, quem depende do serviço teme o pior: menos ambulâncias, mais demora e vidas em risco.
