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Eleições: chefe do Estado-Maior do Exército pede voto ‘consciente’

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General Valério Stumpf Trindade
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General Valério Stumpf Trindade

O chefe do Estado-Maior do Exército , Valério Stumpf, afirmou nesta quinta-feira que a população precisa votar de forma “consciente” para auxiliar no “desenvolvimento social e econômico” do Brasil. 

O apelo ocorreu durante um discurso para oficiais-generais recém-promovidos, em Brasília. No mesmo evento, ele também destacou a participação das Forças Armadas no sistema de votação, foco de uma disputa entre o presidente Jair Bolsonaro e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O titular do Palácio do Planalto vem defendendo enfaticamente a necessidade de os militares participarem de forma mais ativa do processo eleitoral, inclusive com sugestões para, supostamente, melhorar o funcionamento das urnas eletrônicas. Bolsonaro, reiteradamente, levanta suspeitas infundadas a respeito das urnas, sem jamais ter apresentado qualquer prova que indique vulnerabilidade do sistema.

“Todos nós, brasileiros, teremos em nossas mãos o mais poderoso e legítimo instrumento da democracia, o voto, para decidirmos os destinos de nosso Brasil. Vamos usá-lo de forma consciente para que juntos possamos avançar no desenvolvimento social e econômico do país”, discursou o general, sem citar nenhum candidato.

Noutro momento, Stumpf ressaltou ainda que os militares compõem a Comissão de Transparência Eleitoral, e que também vão atuar no transporte de urnas em áreas remotas do país.

“Em breve, o Exército e, por certo, os novos generais estarão empenhados em um momento especial para a Nação brasileira: as próximas eleições. Faremos, como sempre, em apoio à Justiça Eleitoral, o transporte de urnas e a segurança dos locais de votação em muitos rincões de nosso país. Técnicos das Forças Armadas estão, este ano, por solicitação do Tribunal Superior Eleitoral, atuando na Comissão de Transparência das eleições, com o objetivo de fortalecer ainda mais nosso processo eleitoral.”

O general ainda afirmou que o Exército está “firmemente comprometido com suas missões constitucionais”.

“Esse é o Exército Brasileiro, o braço forte que protege e a mão amiga que apoia, firmemente comprometido com suas missões constitucionais.”

Bolsonaro não estava presente no evento. Participaram os ministros Paulo Sérgio Nogueira (Defesa), e Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional). À tarde, os novos generais serão recebidos no Palácio do Planalto.

O presidente tem colocado em dúvida a confiabilidade das urnas eletrônicas, mas sem apresentar provas de fraudes, e tem utilizado manifestações do Ministério da Defesa para embasar seus questionamentos.

Na quarta-feira, técnicos da Defesa iniciaram a análise dos códigos-fonte das urnas eletrônicas que serão usadas nas eleições de outubro deste ano. 

A inspeção do material ocorreu dia após a pasta encaminhar um ofício “urgentíssimo” cobrando o agendamento de uma data para que a realização da vistoria fosse feita. Entretanto, a possibilidade de analisar o código-fonte está aberta às entidades fiscalizadoras desde outubro de 2021.

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Fonte: IG Política

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Flow: Bolsonaro volta a defender remédios ineficazes contra a Covid-19

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Jair Bolsonaro sendo entrevistado no Flow Podcast
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Jair Bolsonaro sendo entrevistado no Flow Podcast

Em entrevista ao podcast “Flow”, o  presidente Jair Bolsonaro (PL) disse que “o Brasil é o país com menos sofreu com a Covid-19” logo no início da conversa. Hoje, o país ultrapassa o número de 680 mil mortes por conta do coronavírus. O candidato à Presidência também questionou a imunização contra a doença e voltou a defender os medicamentos ineficazes.

O mandatário ainda admitiu ter recebido orientações para evitar o assunto para perder eleitores, mas disse não se importar e que prefere dizer “a verdade”, segundo ele.

Apesar da fala de Bolsonaro, pesquisas mostram a queda no número de mortes acompanham o avanço da vacinação. Ele ainda disse que preferiu não se vacinar contra a Covid-19, embora tenha imposto sigilo de cem anos em sua carteira de vacinação.

“O pessoal me recomenda: ‘não toque nesse assunto’. Poxa, eu tenho que valar a verdade para o pessoal. Não quer votar mais em mim, lamento, né, posso fazer o quê? Eu tenho que falar a verdade”, disse o presidente.

Enquanto Bolsonaro falava sobre a questão da pandemia durante a entrevista, o programa exibido pela plataforma Youtube, destacava na legenda: “Lembre-se de pesquisar tudo o que foi dito neste programa”.

“Eu não tomei vacina. Me recomendaram até a tomar uma água destilada. Eu não vou. Posso enganar a você, mas não vou enganar a mim. Influencia alguns (a não tomar a vacina). Não é que a minha palavra tá valendo, eles foram ler a bula”, disse.

Bolsonaro citou estudos de Israel que apontam a perda de eficácia da vacina da Pfizer. Entretanto, a aplicação da quarta dose para adultos acima de 40 anos, imunossuprimidos e profissionais de saúde quatro meses após a terceira dose, é recomendada pelo Ministério da Saúde.

Apesar das críticas, Bolsonaro disse que as doses de vacina contra o coronavírus seguirão sendo disponibilizadas:

“Tem gente que quer tomar a terceira, quarta dose. Sem problema nenhum, enquanto quiser tomar, vamos dar a vacina. Agora, respeite quem não quer tomar a vacina”, disse.

Ademais, o presidente  voltou a defender medicamentos comprovadamente ineficazes contra a Covid-19, como a hidroxicloroquina.

“Eu acho que deviam tomar. Eu tomei e fiquei bem, 90% tomaram e tão bem”.

Bolsonaro ainda diz que a “liberdade médica” foi cassada durante a pandemia.

“O meu ministro da saúde, o tal do Mandetta, ele fez um protocolo e quem tava com Covid ia pra casa e quando sentia falta de ar, ia para o hospital. Aí eu falei ‘ vai pro hospital fazer o que? Ser intubado?’. Por que você não garante a liberdade do médico de clinicar seu paciente? Porque o médico sabe disso. Se chega alguém que tá passando mal que pode morrer, ele pode receitar alguma coisa em comum acordo com o paciente ou com a família”.

O Chefe do Estado também comentou sobre a questão do contrato da Pfizer ter chegado no Brasil e ele não ter aceitado prontamente, questão tratada durante a CPI da Covid, onde foi divulgado que 101 e-mails com ofertas de venda e reforço da disponibilidade das doses foram ignorados pelo governo brasileiro, o que poderia ter adiantado o  início da vacinação no Brasil.

Bolsonaro justificou que a oferta chegou em maio de 2020 e não aceitou, pois, segundo ele, a farmacêutica não se responsabilizava pelos efeitos colaterais.

“Me acusam de não ter comprado vacina. Li o contrato da Pfizer e tava escrito: “Não nos responsabilizamos pelos efeitos colaterais”. Falei não, pô”.

Antes de estar disponível para o cidadão, qualquer vacina ou medicamento passa primeiramente pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). A agência avalia os estudos de eficácia da vacina, ou seja, quanto que ela funciona, e os estudos de segurança, isto é, as reações adversas, efeitos colaterais e problemas observados nas pessoas que se vacinaram. Ou seja, é verdade que as empresas não se responsabilizam pelos possíveis efeitos colaterais, mas ela dispõe de dados, resultados e acompanhamentos para que uma agência de saúde possa aprovar ou não um imunizante com segurança. Se aprovado, é porque a vacina tem sua segurança cientificamente comprovada.

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Fonte: IG Política

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‘Não estou interessado’, diz Bolsonaro sobre anistia após mandato

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Jair Bolsonaro sendo entrevistado no Flow Podcast
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Jair Bolsonaro sendo entrevistado no Flow Podcast

O presidente  Jair Bolsonaro afirmou, em entrevista ao Flow Podcast, que não está interessado em qualquer tipo de imunidade caso não seja reeleito em 2022.

Integrantes do Centrão iniciaram uma ofensiva para emplacar uma Proposta de Emenda Constitucional visando criar o cargo de senador vitalício para Bolsonaro e outros ex-presidentes. A intenção seria que o atual titular do Palácio do Planalto tenha foro privilegiado, mesmo sem mandato.

“Vão falar que eu estou pedindo arrego. ‘Peidou na farofa’, no linguajar popular. Não estou interessado nisso. Não quero imunidade. Quero meu país democrático”, declarou o presidente da República.

Golpe civil e militar de 1964

Na entrevista, o chefe executivo voltou a minimizar a o golpe civil e militar que ocasionou a Ditatura que durou 20 anos no Brasil. Bolsonaro afirmou que O golpe foi dado pelo Congresso, e não pelos militares. 

“Quem cassou o João Goulart não foram os militares, foi o Congresso Nacional. O Congresso, em uma sessão de 2 de abril de 1964, cassou [o mandato de Goulart]. No dia 11, o Congresso votou no Marechal Castello Branco e no dia 15 ele assumiu”, enfatizou.

“Não houve um pé na porta, porque os golpes se dão com pé na porta, com fuzilamento, com paredão. Foi tudo de acordo com a Constituição de 1946, nada fora dessa área”, completou.

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Fonte: IG Política

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