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Lula entra pro TikTok e supera engajamento de Bolsonaro na 1ª semana

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Lula e Bolsonaro
Ricardo Stuckert / Divulgação e Presidência da República

Lula e Bolsonaro

Líder nas pesquisas de intenção de voto na disputa ao Palácio do Planalto, o ex-presidente Lula (PT) chegou atrasado no TikTok, mas alcançou resultados relevantes e fez frente à conta de Jair Bolsonaro (PL) na semana de estreia. O petista abriu sua conta oficial na rede social chinesa no último dia 20, oito meses após a chegada de Bolsonaro, e, mesmo longe do 1,8 milhão de seguidores do presidente, superou o engajamento do adversário. Segundo especialistas, a marca é positiva para o petista, que busca recuperar o terreno perdido nas redes sociais, área dominada pelo presidente e seus seguidores.

Um relatório dos pesquisadores Djiovanni Marioto, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), e Luiza Mello, da Universidade Federal Fluminense (UFF), analisou os vídeos dos dois presidenciáveis entre os dias 20 e 26. Nesse período, Bolsonaro fez 23 postagens, criticando diretamente Lula em pelo menos 4. A grande maioria dos conteúdos reproduz discursos do presidente em agendas públicas e imagens de motociatas.

Já Lula fez 9 postagens, citando Bolsonaro em apenas uma. Segundo o levantamento, o vídeo do petista com mais engajamento mostra o ex-presidente fazendo uma “sarrada no ar” ao lado de jovens da militância do PT. O conteúdo teve aproximadamente 63,5 mil curtidas, 7,8 mil compartilhamentos e 5,6 mil comentários. Na gravação, Lula também faz o sinal de “hang loose” após pedido dos correligionários.

No mesmo intervalo, o vídeo com melhor performance de Bolsonaro, em que ele destaca feitos de seu governo no campo econômico, teve cerca de 52 mil curtidas, 3 mil compartilhamentos e mil comentários. Bolsonaro só ganha de Lula na quantidade de visualizações, com 470 mil reproduções de seu vídeo contra 428 mil do de Lula.

Para Djiovanni Marioto, os dados demonstram uma estratégia acertada do candidato petista na rede, que tem investido em vídeos com estética jovem, com música, dança e ao lado de influenciadores que já fazem sucesso no TikTok, como Deolane Bezerra, conhecida como Dra Deolane. Já Bolsonaro foca em postagens institucionais, reproduzindo falas e discursos.

Marioto destaca, no entanto, que houve um atraso para o ingresso de Lula na plataforma:

“Ele chegou atrasado e isso é um ponto importante porque a gente já tem o engajamento de um perfil oficial do Bolsonaro há um bom tempo, já com selo de verificação, tendo milhões de curtidas e visualizações. O perfil do Bolsonaro no TikTok já se tornou um canal de divulgação consolidado” avalia o pesquisador, ressaltando que para Lula se aproximar de Bolsonaro na rede, precisa manter a constância de suas publicações.

O prejuízo para Lula causado pela demora em ingressar na plataforma fica evidente em uma análise geral do engajamento de todos os perfis dos principais presidenciáveis, considerando o histórico das contas. Nesse comparativo, que além de Bolsonaro inclui o candidato do PDT, Ciro Gomes, o deputado federal André Janones (Avante), Pablo Marçal (Pros) e Simone Tebet (MDB), Lula fica na frente apenas da senadora.

Bolsonaro vence a disputa, com um grau alto de engajamento. Ele é seguido por Ciro Gomes, que posta vídeos no TikTok desde abril de 2021, e André Janones, ainda sem perfil verificado, os dois com engajamento médio. Em quarto lugar, já com grau de engajamento considerado baixo, fica Pablo Marçal, o “coach messiânico” que divulga mensagens de motivação na rede desde março de 2020. É nesse patamar que aparece Lula, precedido por Tebet. O grau de engajamento foi calculado por Marioto e Luiza Mello a partir da soma de curtidas, seguidores, comentários e compartilhamentos de todos os posts de casa presidenciável e comparada com a média geral.

O TikTok, aplicativo criado na China, onde os usuários postam vídeos curtos voltados para o entretenimento imediato, tem se tornado cada vez mais relevante dentro do cenário político, principalmente entre os jovens. Em eleições em outros países, como aconteceu na Colômbia, a rede foi primordial para o aumento de popularidade dos candidatos.

Para Marcelo Vitorino, especialista em marketing político e professor no Centro de Inovação e Criatividade da ESPM, o aplicativo deve ser usado com moderação. Ele pontua que nem todo candidato tem características e afinidade com todas as redes e que, mais importante do que apenas se fazer presente, é produzir um conteúdo que seja relevante.

“Os candidatos que optarem pelo uso da rede deverão compreender melhor sua dinâmica, menos focada no pragmatismo e mais focada em entretenimento. Terão que trazer bastidores de suas agendas, informações que faltarem em entrevistas, detalhes de suas vidas, histórias. Fugir da comunicação com “verniz” e entrar em uma mais próxima da vida do eleitor”, explica.

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Fonte: IG Política

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Zambelli queria fazer o PL contratar hacker para fiscalizar urnas

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Deputada Federal, Carla Zambelli
Divulgação/Instagram

Deputada Federal, Carla Zambelli

Responsável por levar o hacker Walter Delgatti, conhecido como “Vermelho”, a reuniões em Brasília nesta semana, a deputada Carla Zambelli (PL-SP) afirmou a interlocutores que sua intenção era discutir a possibilidade de ele integrar uma equipe de consultores contratados para fiscalizar as urnas eletrônicas.

A parlamentar levou Delgatti a um encontro na terça-feira com o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, na sede do partido, e a outro no dia seguinte com o presidente Jair Bolsonaro , no Palácio da Alvorada.

Preso em 2019 na Operação Spoofing, Delgatti foi o responsável por invadir o Telegram e copiar diálogos de integrantes da Operação Lava Jato. O plano de Zambelli era que ele fosse contratado como um especialista em ataques cibernéticos pelo Instituto Voto Legal, indicado pelo PL ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para auditar as eleições em outubro — a instituição ainda aguarda o credenciamento da Corte.

Segundo ela detalhou a pessoas próximas, o principal argumento para contratá-lo era que ninguém dos partidos de esquerda iria querer contestar o trabalho do hacker que revelou a chamada “Vaza Jato”— os dados vazados contribuíram para mudar o entendimento sobre as condenações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) , o que fez com que o petista retomasse os direitos políticos e pudesse concorrer neste ano.

Duas pessoas do PL confirmaram a história, antecipada na quarta-feira pelo site G1. A parlamentar não quis falar sobre o assunto, mas revelou que pagou a hospedagem de Delgatti e do advogado Ariovaldo Moreira, no hotel Phenícia, em Brasília, cujas diárias custam em torno de R$ 200. Moreira defendeu Delgatti na ação da Spoofing.

Delgatti foi à reunião com Valdemar na última terça-feira para falar justamente sobre esse trabalho que ele poderia exercer como “fiscalizador das eleições”. Já a audiência com Bolsonaro tratou de outro assunto, que é mantido em segredo.

Questionada sobre o teor dessa reunião no Alvorada, a deputada confirmou que ali foram tratadas “informações valiosas” às quais ela se recusou a revelar: “Isso eu não posso falar”, disse ela.

Na versão de Zambelli, Moreira pediu uma compensação financeira para que as tratativas continuassem, mas ela recusou. O advogado, por sua vez, nega qualquer pedido de dinheiro.

“Ele virou para perguntar para mim quanto valia a democracia. Eu falei a ele que a democracia não tinha preço. E ele: “mas eu queria ouvir um valor”, relatou a deputada ao GLOBO. Ela ainda afirmou que o advogado ficou “nervosinho” com a recusa, decidiu ir embora e tentou levar o hacker com ele. “E o Walter (Delgatti) falou: “não, eu vou ficar”. E aí ele vazou (o encontro) para a imprensa, porque ele ficou nervosinho e queria dinheiro”, completou.

Ao GLOBO, o advogado Ariovaldo Moreira negou que tivesse pedido dinheiro à deputada e a acusou de estar mentindo. — Em momento algum foi pedido dinheiro. Pelo contrário, ela pediu que ele (Delgatti) fizesse coisas que eu achei que ele não devia fazer. O advogado, porém, não explicou qual foi o pedido de Zambelli. — Eu não vou falar o que ela pedia. O que ela queria eu não ia fazer, só isso. Não pedi dinheiro em momento algum. Ela pode fazer a acusação que ela quiser. Agora, se eu queria dinheiro e o Walter ficou lá? Não é estranho isso? — questionou ele.

Interlocutores da campanha teriam ficado indignados com a iniciativa de Zambelli, a qual chamaram de “operação aloprada”, sobretudo em um momento em que Bolsonaro vem se recuperando nas pesquisas eleitorais. Essas mesmas pessoas ainda comentaram que Valdemar saiu desconfiado do encontro com o hacker e o advogado.

Outra pessoa que participou das reuniões foi o irmão de Carla, Bruno Zambelli — foi ele quem pegou Delgatti e Moreira no aeroporto e os levou ao hotel. Procurado, ele não quis dar detalhes sobre as conversas, dizendo apenas que o advogado era “doido”.

Procurado, o diretor do Instituto Voto Legal, Carlos Rocha, afirmou que a entidade não teve contato com o Delgatti “nem foi comentado nada com a nossa equipe técnica”. Ele acrescentou que está “realizando um trabalho construtivo e de colaboração com o TSE, com o objetivo de fortalecer a transparência eleitoral e a confiança do eleitor no sistema eletrônico de votação”.

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Fonte: IG Política

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Marcha para Jesus: Bolsonaro convoca evangélicos para o 7 de setembro

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Bolsonaro discursando na Marcha para Jesus neste sábado (13) no Rio de Janeiro
Reprodução: redes sociais – 13/08/2022

Bolsonaro discursando na Marcha para Jesus neste sábado (13) no Rio de Janeiro

Durante o discurso para os  fiéis que participam da Marcha para Jesus neste sábado (13), o  presidente Jair Bolsonaro (PL) convida o público do evento para participar do desfile do feriado de 7 de setembro, que ocorrerá na orla de Copacabana, no Rio de Janeiro. O mandatário também pede por ‘transparência e liberdade’.

“No próximo dia 7, vamos todos às 15 horas, estar presente em Copacabana. Vamos dar um grito muito forte, dizendo a quem pertence esta nação. O que nós queremos é transparência e liberdade”, disse Bolsonaro.

No feriado de 7 de setembro de 2021, o Chefe do Executivo esteve presente na Avenida Paulista, em São Paulo, onde xingou de “canalha” o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, e se disse a favor de atos anti-democráticos, como a desobediência à Justiça. Ele ainda chamou as eleições de “farsa” e disse que só sai da presidência “preso ou morto”.

Na marcha, o presidente iniciou o discurso ressaltando sua escolha religiosa. “Hoje todos podem dizer que temos um presidente em Brasília que acredita em Deus. Um presidente que defende a família brasileira”, disse.

E finalizou o discurso com o seu bordão criado em 2018, quando foi eleito: “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”.

Fiéis na Marcha para Jesus neste sábado (13)
Reprodução: redes sociais – 13/08/2022

Fiéis na Marcha para Jesus neste sábado (13)

Milhares de fiéis se reuniram neste sábado (13), no Centro do Rio, para participar da Marcha para Jesus , que chega a sua 15ª edição no Rio de Janeiro e completa 30 anos em 2022.

Ainda, a Prefeitura do Rio preparou um esquema especial de trânsito para o evento, com interdições que começaram às 4h e só terminam às 21h.

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Fonte: IG Política

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