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Câmara aprova MP que libera R$ 1,2 bilhão para agricultores

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O plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira uma medida provisória que libera R$ 1,2 bilhão para o programa Agropecuária Sustentável. O objetivo é compensar perdas de agricultores familiares atingidos pela seca nos estados de Mato Grosso do Sul, do Paraná, do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. O texto segue para análise do Senado.

Os recursos serão destinados a produtores rurais de municípios destes quatro estados que decretaram emergência ou estado de calamidade. O dinheiro será aplicado no âmbito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). A condição para os agricultores receberam os recursos é não estarem cobertor pelo Proagro ou pelo Seguro Rural.

De acordo com o Ministério da Economia, os níveis de chuva na safra 2021/2022 ficaram abaixo da média histórica. O Poder Executivo vai conceder descontos de até 58,5% nas parcelas de financiamentos contratados pelos agricultores no âmbito do Pronaf, com vencimento entre 1º de janeiro e 30 de junho.

O crédito extraordinário não será sujeito ao teto de gasto, segundo informou o Ministério da Economia.

* Com informações da Agência Câmara de Notícias
 

Edição: Fábio Massalli

Fonte: EBC Política Nacional

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Zambelli queria fazer o PL contratar hacker para fiscalizar urnas

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Deputada Federal, Carla Zambelli
Divulgação/Instagram

Deputada Federal, Carla Zambelli

Responsável por levar o hacker Walter Delgatti, conhecido como “Vermelho”, a reuniões em Brasília nesta semana, a deputada Carla Zambelli (PL-SP) afirmou a interlocutores que sua intenção era discutir a possibilidade de ele integrar uma equipe de consultores contratados para fiscalizar as urnas eletrônicas.

A parlamentar levou Delgatti a um encontro na terça-feira com o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, na sede do partido, e a outro no dia seguinte com o presidente Jair Bolsonaro , no Palácio da Alvorada.

Preso em 2019 na Operação Spoofing, Delgatti foi o responsável por invadir o Telegram e copiar diálogos de integrantes da Operação Lava Jato. O plano de Zambelli era que ele fosse contratado como um especialista em ataques cibernéticos pelo Instituto Voto Legal, indicado pelo PL ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para auditar as eleições em outubro — a instituição ainda aguarda o credenciamento da Corte.

Segundo ela detalhou a pessoas próximas, o principal argumento para contratá-lo era que ninguém dos partidos de esquerda iria querer contestar o trabalho do hacker que revelou a chamada “Vaza Jato”— os dados vazados contribuíram para mudar o entendimento sobre as condenações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) , o que fez com que o petista retomasse os direitos políticos e pudesse concorrer neste ano.

Duas pessoas do PL confirmaram a história, antecipada na quarta-feira pelo site G1. A parlamentar não quis falar sobre o assunto, mas revelou que pagou a hospedagem de Delgatti e do advogado Ariovaldo Moreira, no hotel Phenícia, em Brasília, cujas diárias custam em torno de R$ 200. Moreira defendeu Delgatti na ação da Spoofing.

Delgatti foi à reunião com Valdemar na última terça-feira para falar justamente sobre esse trabalho que ele poderia exercer como “fiscalizador das eleições”. Já a audiência com Bolsonaro tratou de outro assunto, que é mantido em segredo.

Questionada sobre o teor dessa reunião no Alvorada, a deputada confirmou que ali foram tratadas “informações valiosas” às quais ela se recusou a revelar: “Isso eu não posso falar”, disse ela.

Na versão de Zambelli, Moreira pediu uma compensação financeira para que as tratativas continuassem, mas ela recusou. O advogado, por sua vez, nega qualquer pedido de dinheiro.

“Ele virou para perguntar para mim quanto valia a democracia. Eu falei a ele que a democracia não tinha preço. E ele: “mas eu queria ouvir um valor”, relatou a deputada ao GLOBO. Ela ainda afirmou que o advogado ficou “nervosinho” com a recusa, decidiu ir embora e tentou levar o hacker com ele. “E o Walter (Delgatti) falou: “não, eu vou ficar”. E aí ele vazou (o encontro) para a imprensa, porque ele ficou nervosinho e queria dinheiro”, completou.

Ao GLOBO, o advogado Ariovaldo Moreira negou que tivesse pedido dinheiro à deputada e a acusou de estar mentindo. — Em momento algum foi pedido dinheiro. Pelo contrário, ela pediu que ele (Delgatti) fizesse coisas que eu achei que ele não devia fazer. O advogado, porém, não explicou qual foi o pedido de Zambelli. — Eu não vou falar o que ela pedia. O que ela queria eu não ia fazer, só isso. Não pedi dinheiro em momento algum. Ela pode fazer a acusação que ela quiser. Agora, se eu queria dinheiro e o Walter ficou lá? Não é estranho isso? — questionou ele.

Interlocutores da campanha teriam ficado indignados com a iniciativa de Zambelli, a qual chamaram de “operação aloprada”, sobretudo em um momento em que Bolsonaro vem se recuperando nas pesquisas eleitorais. Essas mesmas pessoas ainda comentaram que Valdemar saiu desconfiado do encontro com o hacker e o advogado.

Outra pessoa que participou das reuniões foi o irmão de Carla, Bruno Zambelli — foi ele quem pegou Delgatti e Moreira no aeroporto e os levou ao hotel. Procurado, ele não quis dar detalhes sobre as conversas, dizendo apenas que o advogado era “doido”.

Procurado, o diretor do Instituto Voto Legal, Carlos Rocha, afirmou que a entidade não teve contato com o Delgatti “nem foi comentado nada com a nossa equipe técnica”. Ele acrescentou que está “realizando um trabalho construtivo e de colaboração com o TSE, com o objetivo de fortalecer a transparência eleitoral e a confiança do eleitor no sistema eletrônico de votação”.

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Fonte: IG Política

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Marcha para Jesus: Bolsonaro convoca evangélicos para o 7 de setembro

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Bolsonaro discursando na Marcha para Jesus neste sábado (13) no Rio de Janeiro
Reprodução: redes sociais – 13/08/2022

Bolsonaro discursando na Marcha para Jesus neste sábado (13) no Rio de Janeiro

Durante o discurso para os  fiéis que participam da Marcha para Jesus neste sábado (13), o  presidente Jair Bolsonaro (PL) convida o público do evento para participar do desfile do feriado de 7 de setembro, que ocorrerá na orla de Copacabana, no Rio de Janeiro. O mandatário também pede por ‘transparência e liberdade’.

“No próximo dia 7, vamos todos às 15 horas, estar presente em Copacabana. Vamos dar um grito muito forte, dizendo a quem pertence esta nação. O que nós queremos é transparência e liberdade”, disse Bolsonaro.

No feriado de 7 de setembro de 2021, o Chefe do Executivo esteve presente na Avenida Paulista, em São Paulo, onde xingou de “canalha” o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, e se disse a favor de atos anti-democráticos, como a desobediência à Justiça. Ele ainda chamou as eleições de “farsa” e disse que só sai da presidência “preso ou morto”.

Na marcha, o presidente iniciou o discurso ressaltando sua escolha religiosa. “Hoje todos podem dizer que temos um presidente em Brasília que acredita em Deus. Um presidente que defende a família brasileira”, disse.

E finalizou o discurso com o seu bordão criado em 2018, quando foi eleito: “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”.

Fiéis na Marcha para Jesus neste sábado (13)
Reprodução: redes sociais – 13/08/2022

Fiéis na Marcha para Jesus neste sábado (13)

Milhares de fiéis se reuniram neste sábado (13), no Centro do Rio, para participar da Marcha para Jesus , que chega a sua 15ª edição no Rio de Janeiro e completa 30 anos em 2022.

Ainda, a Prefeitura do Rio preparou um esquema especial de trânsito para o evento, com interdições que começaram às 4h e só terminam às 21h.

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Fonte: IG Política

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