conecte-se conosco


Mulher

Um dia, todas nós estaremos menopausadas

Publicado

Mulher

A menopausa é um momento de transformação na vida da mulher
Pasja1000 / Pixabay

A menopausa é um momento de transformação na vida da mulher

Antes de mais nada, obrigada por estar aqui. Essa coluna no iG tem tudo pra ser o propósito que vinha procurando desde que fiquei desempregada, em 2015. Um ano e meio depois de tentar continuar trabalhando fora de casa, com carteira assinada, salário, férias remuneradas e tudo mais que costumava ter, percebi que não havia mais emprego pra mim. Não do jeito que eu queria. 

Aos 52 anos e com alguns sintomas da menopausa aflorando, parti então para um projeto solo e criei no Youtube o Pirações da Meia-Idade , onde venho desde 2017 compartilhando com mulheres como eu e como você os desafios desta fase da vida. Após 32 anos de contribuição ao INSS, consegui a aposentadoria. Com o “benefício” mais a renda de alguns trabalhos, consigo pagar os boletos e sigo com o canal mais os perfis no Facebook e Instagram.

O Pirações nunca foi um lugar no qual eu pretendia ganhar dinheiro. Se rolasse uma grana, seria ótimo. Porém meu objetivo é apenas informar com liberdade. Desabafar. Trocar ideias com quem me segue. Ajudar as pessoas. Sempre encarei a atividade de informar como um caminho importante para contribuir com o desenvolvimento da sociedade. Meu propósito de vida. Informação de qualidade deve ser compartilhada e recompartilhada. Daí minha alegria em estar aqui estreando essa coluna semanal no iG .

Desejem-me boa sorte, muita energia e saúde. O resto, como dizem por aí, a gente corre atrás. E vamos ao trabalho!

Um dia, todas nós estaremos menopausadas

Pela ordem, você prefere receber primeiro uma notícia ruim ou uma notícia boa?

Para facilitar minha vida, eu mesma fiz a escolha.

Notícia boa : aqueles calorões infernais que surgem na vida da maioria das mulheres a partir dos 48/50 anos são piores durante os cinco primeiros anos, variando para mais ou para menos, dependendo da mulher. Depois, os calorões tendem a ficar mais espaçados e mais tranquilos de encarar. Daí, num belo dia, desaparecem.  

Notícia ruim : Os sintomas da menopausa não terminam. Uns vem, uns vão. “Nós vamos estar em pós-menopausa até a morte”, disse com um sorriso tranquilizador a médica Isabel Cristina Esposito Sorpreto, 47 anos, e há um tempinho experimentando ela própria os malditos calorões. 

Doutora Isabel Sorpreto é professora Associada da disciplina de Ginecologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e abraçou recentemente a tarefa de coordenar o Menopausando, uma iniciativa desenvolvida por professores e alunos do curso de medicina e de outras faculdades da USP para informar e tirar dúvidas de mulheres de meia-idade sobre essa fase da vida. Além do site, que você pode conhecer clicando aqui , o programa tem perfis no  Facebook e no Instagram , além de podcasts acessíveis no  Spotify com dicas e entrevistas esclarecedoras sobre o assunto.  

Para escolherem o assunto que receberia recursos da universidade, professores e alunos da Ginecologia fizeram uma pesquisa nas redes sociais com 300 mulheres de todo o país. A menopausa foi a palavra mais citada pelas entrevistadas quando perguntadas sobre seus maiores medos e preocupações. No Pirações, é também o assunto que gera mais curtidas, comentários e sugestões por parte das seguidoras. 

Segundo a médica, a menopausa é um dos dois grandes marcos da vida da mulher. O primeiro é a menarca (primeira menstruação) e o segundo, a menopausa (última menstruação). 

O antes e depois são conhecidos como pré-menopausa e pós-menopausa. O conjunto do antes, durante e depois é denominado climatério. 

A origem da palavra não tem nada a ver com clima, ok? Cheguei a pensar que tinha. O termo científico tem relação direta com o que sentimos muitas vezes durante essa fase: ponto crítico. “Eu prefiro sempre falar em mudança, modificação, transformação”, ameniza a ginecologista Isabel Sorpreto. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), este período de transição vai dos 40 aos 65 anos, podendo variar de mulher para mulher. 

No Brasil, de maneira geral, as mulheres deixam de menstruar entre os 48 e 50 anos. Algumas de nós, antes. Outras, mais tarde. Os médicos consideram menopausa de fato quando a menstruação deixou de aparecer e permanece ausente pelo período de um ano consecutivo. Pronto: neste momento você se torna uma mulher menopausada.

Os primeiros sinais surgem na pré-menopausa. Alterações no ciclo menstrual e também no sono são sintomas comuns. Porém, é importante saber que somos diferentes uma das outras, e que algumas de nós podem não ter nenhum sintoma aparente. 

“Durante a pré-menopausa, a menstruação não vai vir no mesmo ritmo. Algumas mulheres podem ter um aumento no número de dias e depois, gradativamente, reduz-se. Até que ocorra uma ausência total. O fluxo também pode vir inicialmente aumentado e depois ele começa a reduzir”, explica a médica ginecologista. 

Durante a entrevista, Isabel fez questão de reforçar a importância da consulta  ginecológica para só aí determinar se a paciente está na menopausa propriamente dita. “O que pode parecer sintoma da chegada da menopausa pode esconder alguma doença como um mioma, uma adenomiose, algum problema que possa dar algumas dessas alterações menstruais e a pessoa achar que é menopausa.” 

O sintoma clássico são os malditos calorões. “Esses calores, fogachos, ocorrem normalmente da cintura para cima, acometem tórax, pescoço, face, cabeça…Em algumas mulheres pode vir uma sudorese (suor) fria. Aquela mulher que está numa reunião, que está trabalhando, ou num ônibus ou numa fila, passa por situações constrangedoras”, fala a médica. “Às vezes, a pessoa que está do lado observa, ela vê aquela ruborização, aquela vermelhidão e até falam ‘você está passando mal?'”. 

Eu já passei por situações assim e devo dizer que é muito chato. 

No vídeo abaixo, você pode assistir à minha conversa com a doutora Isabel e saber um pouco mais sobre a maledita menopausa.


Críticas, sugestões e dúvidas, envie um email para [email protected]

Até a semana que vem!!

P.S: Thiago C alil, Deborah Bresser e equipe, obrigada pelo espaço.

Fonte: IG Mulher

Comentários Facebook
publicidade

Mulher

Agosto lilás: Violência patrimonial restringe independência feminina

Publicado

No Brasil, milhões de mulheres sofrem com a violência patrimonial todos os dias
Foto: Unsplash

No Brasil, milhões de mulheres sofrem com a violência patrimonial todos os dias

Em celebração aos 16 anos da Lei Maria da Penha, o mês de agosto é conhecido como o mês da luta contra a violência doméstica. A lei, que foi criada em 7 de agosto de 2006, estabelece 46 artigos que buscam proteger a integridade física e psicológica da mulher. 

Entre as formas de violência doméstica descritas na legislação federal, uma das menos conhecidas e debatidas pelos brasileiros é a violência patrimonial.

O artigo 7 da Lei Maria da Penha define a violência patrimonial como “qualquer conduta que configure retenção, subtração, destruição parcial ou total de seus objetos, instrumentos de trabalho, documentos pessoais, bens, valores e direitos ou recursos econômicos, incluindo os destinados a satisfazer suas necessidades”.

Na maioria dos casos, as vítimas são mulheres que não têm fonte fixa de renda e dependem de parceiros para sobreviver. “Diversos motivos podem prender uma mulher nessa armadilha, como a dependência financeira e o medo de prejudicar os filhos. Porém, a questão emocional tende a pesar mais’’, afirma Lana Castelões, advogada de família da Albuquerque Advogados.

Entre no canal do iG Delas  no Telegram e fique por dentro de todas as notícias sobre beleza, moda, comportamento, sexo e muito mais!

De acordo com a especialista, esse tipo de violência ainda é pouco denunciada no país. “A violência patrimonial é comum, porém subnotificada, tendo em vista que, na maioria dos casos, as vítimas desconhecem a possibilidade de registrar a ocorrência’’.

Brasil não tem dados formados sobre violência patrimonial
Foto: Freepik

Brasil não tem dados formados sobre violência patrimonial

Para a advogada, as vítimas não têm conhecimento das medidas legais que podem guiar a situação. Desde 2015, a falta de pagamento de pensão também se enquadra na lei. “Muitas pessoas não sabem que esse crime se encaixa quando um responsável legal, que tem recursos financeiros, deixar de pagar pensão alimentícia para a mulher’’.

Desigualdade

A desigualdade de gênero é um fator predominante nesse crime. As demandas de casa e o cuidado com os filhos geralmente restringem as mulheres na posição de ‘dona de casa’. Sem a chance de trabalharem ou conquistarem a independência financeira, essas vítimas passam a depender financeiramente e emocionalmente dos parceiros.

A pesquisadora Clara Fagundes reflete que, nos últimos anos, as mulheres ganharam mais espaço no mercado, mas ainda não existe liberdade para o gênero. ‘’Mulheres ainda são impedidas de buscar a independência financeira, seja por regras religiosas ou políticas que prejudicam a ascensão materna no mercado, seja por relações familiares abusivas ou crenças machistas’’.

A profissional afirma que a falta de representatividade, a dissociação do feminino à ideia de liderança, a priorização do amor romântico, a sobrecarga feminina com os trabalhos domésticos e a ideia sexista de que existem trabalhos de homem e de mulher são os principais fatores que afastam as mulheres dessa liberdade.

Mulheres não conseguem se libertar da violência patriarcal por diversos fatores
Foto: Fundação CEPERJ

Mulheres não conseguem se libertar da violência patriarcal por diversos fatores

“A cultura patriarcal também impacta as mulheres de forma individual. A falta de confiança é um obstáculo para muitas na busca pela sua independência. Esse fenômeno pode ser chamado de “síndrome da impostora” e leva mulheres a questionarem sua capacidade todos os dias, em casa ou no trabalho’’.

Para Fagundes, a falta de oportunidades no mercado pressiona mulheres a continuarem em relações abusivas e degradantes. “Mulheres com poder de decisão sobre a própria vida costumam ser também independentes financeiramente’’, declara.


Por mais que não existam dados nacionais sobre a violência patrimonial, o Dossiê da Mulher, produzido no Rio de Janeiro, conseguiu datificar as problemáticas em torno desse crime. De acordo com a análise, que é realizada anualmente no estado carioca, 79,3% dos casos dessa violência foram praticados dentro de casa.

Furto de documentos é uma forma de violência patrimonial que tenta apagar a liberdade e identidade de mulheres
Foto: André Leonardo

Furto de documentos é uma forma de violência patrimonial que tenta apagar a liberdade e identidade de mulheres

Entre os tipos de crime, 50,4% foram de dano, 41,8% foram violação de domicílio e 8,8% foram de roubo de documentos.

Uma das mulheres que tiveram de lidar com a violência patrimonial foi a vendedora C.I*. O crime aconteceu sem que ela percebesse: ‘’Eu tinha um relacionamento há 6 anos e era casada há 3 anos. Um dia, eu saí para trabalhar e, quando retornei, ele tinha vendido todas as minhas coisas’’, diz. “Ele sumiu com tudo, só estavam minhas roupas por lá’’.

O parceiro, na época, chegou a deixar os filhos de C.I* passarem fome. Depois dessa situação, ela percebeu que precisava terminar a relação. ‘’Foi aí que eu dei um basta em tudo’’.

Para a matriarca, é necessário muita força e coragem para conseguir ser independente. ‘’Seja forte e corajosa para dar um basta. Pode parecer o fim, pode parecer que nada mais tem faz sentido e que a dor nunca vai passar. Com o tempo, eu juro que a dor vai embora’’, finaliza.

Fonte: IG Mulher

Comentários Facebook
Continue lendo

Mulher

“Não pensava que ser gestora fosse algo para mim”, diz publicitária

Publicado

Melhora de oportunidades é maior para mulheres brancas e do eixo Sudeste e Sul, analisa diretora de contexto e fala Tatiana Rovina Castro Pereira
Acervo pessoal

Melhora de oportunidades é maior para mulheres brancas e do eixo Sudeste e Sul, analisa diretora de contexto e fala Tatiana Rovina Castro Pereira

A relação da redatora e diretora criativa Tatiana Rovina Castro Pereira com a publicidade começou, efetivamente, no fim dos anos 1990. Ao longo desses mais de vinte anos de experiência, Tatiana foi capaz de acompanhar as diversas mudanças pelas quais o setor publicitário, bem como o mercado de comunicação, passou no período. No entanto, a ocupação de cargos por mulheres, assim como as ações atuais para abrir espaços para outras diversidades, é uma das que ela mais celebra.

Entre no canal do  iG Delas no Telegram e fique por dentro de todas as notícias sobre beleza, moda, comportamento, sexo e muito mais!

Há mais de sete anos, Tatiana é editora de Contexto e Fala da dentsu Brasil, uma das maiores agências de publicidade do mundo e que tem no portfólio mega marcas como Coca Cola, Ferrero, Nissin, Heineken, Pandora, Fiat e Nivea, só para citar algumas. No entanto, o know how vem de muitas experiências em outras agências publicitárias espalhadas pelo Brasil.

Além da graduação em publicidade, o interesse por literatura, a pós-graduação em moda e criação e o mestrado em semiótica guiam os seus conhecimentos para poder dar sentido ao propósito da cartela de clientes. Toda essa vasta experiência era inimaginável para ela na época da faculdade. Lá atrás, ela só tinha um desejo: “Ser uma boa redatora e fazer coisas legais”, lembra.

O caminho de Tatiana seguiu por esse caminho e, consequentemente, o bom trabalho a fez ascender até, eventualmente, ocupar um cargo de gestão. Apesar de parecer uma progressão natural, os rumos foram surpreendentes até para a própria Tatiana. Isso principalmente porque via que as oportunidades para as mulheres eram muito diferentes das atuais.

Ela conta que essa falta de perspectiva fez com que ela pensasse que alcançar um posto como o qual ela atua atualmente era “um pouco utópico, distante”.

“Lá atrás, não pensava que fosse algo para mim. Na faculdade, abria os anuários para ler os nomes dos profissionais nas fichas técnicas. Eram pessoas talentosíssimas, mas, muitas vezes, eram só homens que estavam ali. Claro que não eram todas as agências que eram assim, mas, devido à construção social de oportunidades no ambiente de trabalhos, eram eles que ocupavam os espaços de direção criativa”, conta Tatiana.

Os anos foram passando e as mulheres passaram a ser mais existentes nesses lugares no setor da comunicação. O estudo “A Mulher na Comunicação – sua força, seus desafios”, realizado pela Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje), mostra que mais da metade das mulheres que trabalham no mercado de comunicação exercem papéis de lideranças nas instituições, uma porcentagem de 52%.

“Hoje, tenho a felicidade de pensar que as mulheres e meninas que estão estudando para ingressar na publicidade podem começar sonhando que, um dia, serão líderes ou que poderão estar no papel que elas quiserem. Claro que a gente tem muito que percorrer na área, mas eu acho que mostra que um caminho já foi percorrido”, diz Tatiana.

Siga também o perfil geral do Portal iG no Telegram !

No entanto, ela mesma afirma que o cenário ainda está longe do ideal. Ainda de acordo com dados da Aberje, as profissionais apontam que diversas barreiras estruturais das empresas são mantidas, como a falta de treinamento para mulheres, tratamento desigual entre os gêneros, remuneração desigual, poucas promoções e falta de sororidade. Além disso, 72% delas já passaram por assédio por parte de outros colegas e 77% já presenciaram essa violência.

Inclusão seletiva

Além dessas estruturas promovidas pelas próprias empresas, Tatiana aponta ainda que as mudanças positivas são sentidas apenas por um número muito seleto de pessoas. “Existem várias áreas em que a representação de mulheres das diferentes cores, exercícios de identidade de gênero e sexualidade está distante do ideal”, indica.

“Hoje, a diferença é minimizada quando falamos de mulheres brancas e de mulheres especificamente do eixo Sul e Sudeste. Se a gente pensar em lideranças de mulheres pretas, trans ou de regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste do Brasil, veremos que estamos muito longe do que é o ideal”, acrescenta.

Tatiana afirma que observar os altos índices demonstrados em pesquisas é importante, mas que cada dado precisa ser avaliado de maneira crítica e com lentes mais específicas: “Essas líderes estão à frente de quais áreas e em quais tipos de empresa? Há lideranças pretas e LGBTQIA+ trabalhando nesses espaços? Quando pensamos apenas no panorama geral, esses números podem trair a concepção de equidade nas empresas”, analisa.

A publicidade também precisa corrigir essa falha histórica em sua estrutura. Tatiana afirma que, em anos de trabalho, passou por muitas agências que não favoreciam o talento ou a presença de pessoas diversas, o que acabava gerando uma cultura de oportunidades muito restritas. Com as gerações mais jovens alcançando o mercado de trabalho, principalmente a Geração Z, ela tem expectativas de que a riqueza de pensamentos e percepções seja valorizada.

“Essa nova geração é maravilhosa porque acreditam que quanto mais plurais formos, mais transformações serão possíveis. Eles passam longe das dúvidas que as gerações anteriores tinham, conseguem incluir no trabalho o que querem e o que acreditam para construirmos juntos. A gente [que está na gestão] tá ali para apoiar e reconduzir essas pessoas aos lugares que foram tirados por outros processos ao longo do tempo”, pondera.

Desfazendo os erros do passado

Tatiana aponta que, como gestora, tem o interesse de igualar as oportunidades para todos os grupos. Na dentsu, onde atua como diretora de contexto e fala, ela diz que há uma participação ativa de mulheres na criação. Só o time criativo da empresa no Brasil é composto 60% por mulheres. Ela conta ainda que a empresa tem um  comitê de diversidade formado por pessoas colaboradoras de todos os setores, o que auxilia na conscientização de funcionários de diversos postos de trabalho.

Ao contrário do que pode ouvir de pessoas críticas a essa formação, ela afirma que essa porcentagem não deve significar uma “ameaça” aos colaboradores homens, brancos, heterossexuais e cisgênero. Isso porque o intuito é não deixar ninguém de fora – incluindo eles –, mas fazer o contrário: oferecer oportunidades que foram retiradas para determinados grupos de pessoas.

“Um ambiente diverso e plural se constrói com todos. Devemos ter uma interseccionalidade. Podemos ter um homem e uma mulher preta e trans, por exemplo, construindo juntos. Não é como se fosse algum tipo de punição [aos homens]. Não é excluir, é incluir. Precisamos tornar as empresas mais parecidas com o que é, de fato, a sociedade brasileira”, diz.

Para a própria Tatiana o processo é de reconstrução diária. Ela volta a lembrar sobre a cultura do mercado publicitário há 20 anos, o mesmo que quase a convenceu de que ela jamais poderia alcançar um cargo de diretoria. Para ela, o mais importante é encontrar esses talentos diversos e genuinamente permitir que suas ideias sejam mostradas. Ela afirma que é um trabalho que requer muita empatia, já que a escuta é também uma etapa primordial.

“O nosso trabalho precisa ser colaborativo. Penso que minha parte nisso é ser um elo dessa correntinha enorme e estar ali para fazer o possível para que outras pessoas ascendam e brilhem. É preciso cuidar das pessoas para que elas evoluam e conquistem o que elas querem”, afirma a especialista.

A diretora conclui que a pluralização dos ambientes de trabalho, seja na publicidade, na comunicação ou em qualquer outro setor, é um caminho que já começou a ser trilhado – e que quem não o seguir, certamente vai acabar ficando para trás. Ela também afirma que as empresas que não seguirem esse movimento podem acabar perdendo credibilidade dos próprios futuros candidatos.

“As empresas que não se pluralizarem vão acabar falando sozinhas. Provavelmente, em alguns anos, o que elas falarem não vai ser do interesse de ninguém porque não estará minimamente contextualizado com os avanços sociais ou com questões pertinentes. Essa nova configuração preza pela saúde emocional dos funcionários por ambientes diversos. A longo prazo, é uma sobrevivência das empresas. É um movimento de fora para dentro que é, felizmente, sem volta”, afirma.

Fonte: IG Mulher

Comentários Facebook
Continue lendo

Policial

Política

Mato Grosso