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Em 10 anos, 43 indígenas foram assassinados na Amazônia

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Em 10 anos, 43 indígenas foram assassinados na Amazônia
reprodução/pf

Em 10 anos, 43 indígenas foram assassinados na Amazônia

Em pouco mais de 10 anos, 43 indígenas foram assassinados na Amazônia Legal, dos quais 23 apenas nos três anos e meio do governo Jair Bolsonaro. Os mortos eram, em maioria, líderes de povos que vivem em terras indígenas homologadas pela União e se opunham a práticas criminosas como desmatamento, garimpo, tráfico de drogas e pesca ilegal. Os dados foram levantados pelo GLOBO com base nos relatórios de conflitos no campo da Comissão Pastoral da Terra (CPT).

Este ano, foram registrados quatro casos: três na Terra Indígena Yanomami, que sofre com garimpeiros, e um em Mato Grosso, onde o povo Kanela denunciou ameaças e invasões de comerciantes no município de Confresa. Eliseu Kanela, de 44 anos, foi morto quando seguia para o trabalho numa fazenda.

Em Rondônia, Ari Uru, de 32 anos, assassinado em 2020, denunciava a exploração ilegal de madeira na Terra Indígena Uru-Eu-Wau-Wau. No Pará, Isac Tembé, 24 anos, morto em fevereiro de 2021, era professor de história e havia fundado um grupo de jovens para fortalecer a cultura do seu povo. A suspeita é de que tenha sido executado por uma milícia de uma fazenda vizinha da Terra Indígena Alto Rio Guamá, onde atuava.

Cooptação

No Maranhão, onde seis indígenas foram assassinados desde 2019, estão entre os mortos Paulo Paulino Guajajara, 26 anos, integrante do grupo Guardiões da Floresta, formado para proteger o território de invasão por madeireiros, e o professor Zezico Rodrigues Guajajara, um dos líderes da Terra Indígena Araribóia. Outra vítima foi Kwaxipuru Kaapor, 32 anos, cujo assassinato é atribuído a uma vingança de traficantes, após a destruição de uma plantação de maconha na terra indígena.

“Há silenciamento dos indígenas, e é mais grave porque estão desprovidos de aparatos de Estado”, diz Danicley de Aguiar, especialista em Amazônia do Greenpeace.

Segundo ele, indígenas são cooptados para a exploração predatória. Os que aderem passam a ganhar dinheiro e bens como voadeiras (canoas com motor), combustível. São os cooptados, alerta Danicley, que entregam ameaças aos líderes indígenas. No Tapajós, segundo o especialista, nenhum líder que enfrenta o garimpo pode andar de barco de linha ou de ônibus:

“A ameaça faz parte de um modo de agir que retira as pessoas da discussão. Entre as 37 pessoas ameaçadas por conflitos na Amazônia em 2021, segundo o Conselho Indigenista Missionário, está Txai Surui, 25 anos, a única brasileira a discursar na Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, a COP26, em Glasgow, na Escócia. Txai é filha de Almir Suruí, líder indígena de Rondônia que denuncia o desmatamento”.

Gilmara Fernandes, antropóloga indigenista e integrante do Cimi, afirma que a Amazônia sempre foi lugar de conflito, mas a violência aumentou nos últimos anos. A TI Vale do Javari, onde o indigenista Bruno Pereira e o jornalista e Dom Phillips foram mortos, foi atacada cinco vezes de 2019 para cá. O elemento novo, segundo ela, são as facções criminosas.

“Não há mais garimpeiros isolados e amadores. São grupos armados e financiados”, diz.

Na TI Vale do Javari, onde vivem pelo menos 18 povos isolados, lideranças indígenas já fizeram diversas denúncias de invasores. Segundo relatório do Cimi, a Associação dos Kanamari do Vale do Javari denunciou avanço do garimpo no Rio Jutaí. Mais de dez dragas atuam em área próxima à Aldeia Jarinal.

Indenização

O Ministério Público Federal e a Defensoria Pública da União pediram ontem à Justiça Federal do Amazonas que a União pague R$ 50 milhões de indenização por danos morais coletivos aos povos indígenas do Vale do Javari. A indenização seria por falta estrutura adequada de proteção.

Uma funcionária da Funai denunciou à polícia que, na sexta-feira, dois colombianos foram à sede da da autarquia em Ataliaia do Norte e à União dos Povos Indígenas do Vale do Javari sem se identificar e procurando informações para entrar na TI.

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Fonte: IG Nacional

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SP: pista expressa da Marginal Pinheiros será interditada para obras

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Obras na Linha 17 Ouro do Metrô
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Obras na Linha 17 Ouro do Metrô

A Pista Expressa da Marginal Pinheiros, sentido Castelo Branco, será interditada no trecho entre as pontes Transamérica e Octavio Frias de Oliveira (Estaiada), na região da Chácara Santo Antônio, Zona Sul da Cidade, das 21h00 de sexta-feira (12) às 04h00 de segunda-feira (15), para obras da Linha 17 Ouro do Metrô.

Interdições

• Pista expressa da Marginal Pinheiros, sentido Castelo Branco, entre as pontes Transamérica e Octavio Frias de Oliveira (Estaiada). • Alça da Ponte Velha João Dias para a pista expressa da Marginal Pinheiros. • Alça da Ponte Edson de Godoy Bueno para a pista expressa da Marginal Pinheiros.

Alternativas

● O fluxo de trânsito será canalizado para a pista local e poderá retornar para a pista expressa na Transposição próximo da Rua Flórida; ● Os veículos oriundos da Ponte Velha João Dias com destino à pista expressa da Marginal Pinheiros, deverão utilizar alça da Ponte João Dias para a pista local; ● Os veículos oriundos da Ponte Edson de Godoy Bueno com destino à pista expressa da Marginal Pinheiros, deverão utilizar o acesso para a pista local.

A Engenharia de Tráfego da CET vai monitorar a interdição e orientar o trânsito na região, visando manter as condições de fluidez e preservar a segurança dos usuários da via. Para informações de trânsito, ocorrências, reclamações, remoções e sugestões, ligue 156.

Recomendações

• Respeite a sinalização; • Se necessitar pedir informações, proceda de forma a não comprometer a fluidez do trânsito; • Ao avistar a canalização de orientação na pista, reduza a velocidade dos veículos para maior segurança.

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Fonte: IG Nacional

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Prefeitura abre Semana das Juventudes com  #AgendaCidadeUNICEF

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A Prefeitura de São Paulo abriu nesta terça-feira (09), no Centro de Formação Cidade Tiradentes, na Zona Leste da capital, a Semana das Juventudes 2022, promovida pela Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania (SMDHC). Durante o evento, houve o lançamento da #AgendaCidadeUNICEF, iniciativa para promover direitos e oportunidades para crianças e adolescentes.

O prefeito Ricardo Nunes participou da abertura da Semana e destacou que a Prefeitura vem trabalhando em várias frentes para melhorar a vida dos jovens da capital. “Uma das questões principais é a geração de empregos. No ano passado, foram criados na nossa cidade 336 mil empregos formais. A segunda colocada no país, Rio de Janeiro, gerou 82 mil, mas tem metade da população de São Paulo que criou quatro vezes mais”, afirmou. A #AgendaCidadeUNICEF é uma parceria do órgão com prefeituras de grandes centros urbanos brasileiros. A proposta é unir esforços com organizações da sociedade civil, empresas e as próprias comunidades para que crianças e adolescentes estejam na escola; tenham oportunidade de inclusão produtiva; acesso a serviços de proteção contra violências, além de saúde integral e bem-estar assegurados. “Essa iniciativa acontece não só em São Paulo, mas em outras sete capitais do Brasil. É um movimento de municípios, mas, especialmente, de pessoas que podem ajudar a transformar a realidade de territórios como o da Cidade Tiradentes”, contou a chefe do escritório do Unicef em São Paulo, Adriana Alvarenga.

O secretário executivo de Projetos Estratégicos da Prefeitura, Alexis Vargas, explicou os motivos da escolha de Cidade Tiradentes. “Foram dois motivos: ser um dos distritos mais vulneráveis para primeira infância e por ser um dos prioritários para investimentos públicos”. Semana das Juventudes 2022

A programação da Semana das Juventudes 2022 começa com uma apresentação cultural na abertura e aula de dança, além de oficina lambe-lambe: juventude e direitos; a roda de conversa “Os desafios das Juventudes de São Paulo”, com a participação do Unicef, apresentação do Programa Bolsa Trabalho e Programa Jovem Monitor Cultural e musical do DJ Tyan. “Todo mundo tem o direito de buscar a sua felicidade e a gente tem o dever de oferecer oportunidades para que alcancem essa felicidade”, disse a secretária municipal de Direitos Humanos, Soninha Francine.

“A Semana das Juventudes 2022 está descentralizada em cinco pontos da cidade, levando inclusão produtiva, participação social, cultura e oportunidades. O evento visa retomar a esperança das juventudes a fim de se emanciparem. Preparada com muito carinho, a Semana está com uma programação incrível que vale a pena conferir”, destaca o coordenador de Políticas para a Juventude da SMDHC, Ramirez Tosta. Ainda nesta terça-feira, no Centro de Referência e Promoção da Igualdade Racial – Unidade Tiradentes, acontece a roda de conversa “A Juventude Negra quer Viver” é iniciativa da Coordenação de Promoção da Igualdade Racial incorporada ao programa da Semana das Juventudes 2022. O evento segue até o dia 13 de agosto com atividades em cinco regiões da cidade. A programação diversificada e gratuita celebra o Dia Internacional de Juventude (12/08), data instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) para celebrar e refletir sobre a inclusão e contribuição dos jovens para a sociedade.

Cada dia da Semana das Juventudes 2022 será realizado num equipamento público diferente: Centro de Formação Cultural Cidade Tiradentes (09) na zona Leste; Centro Cultural Tendal da Lapa (10) na zona Oeste; Centro Cultural Grajaú (11) na zona Sul; Centro Cultural São Paulo (12) na região Central e Centro Cultural da Juventude Rute Cardoso (13) na zona Norte.

O evento é realizado em parceria com as secretarias municipais da Cultura (SMC), Pessoa com Deficiência (SMPED), Inovação e Tecnologia (SMIT), Desenvolvimento Econômico e Trabalho (SMDET), Saúde (SMS), Verde e Meio Ambiente (SVMA), Adesampa e Fundação Paulistana de Educação, Tecnologia e Cultura.

Entre os serviços disponíveis durante a Semana das Juventudes 2022 estão atendimentos de saúde como testagem de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) e Covid-19, postos de vacinação e a presença das unidades móveis do Centro de Apoio ao Trabalho e Empreendedorismo (Cate) e de Cidadania LGBTI. Além disso, também terá divulgação e inscrição em programas do Adesampa, apresentação dos FabLabs, laboratórios públicos de fabricação digital, entre outras ações.

(https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/direitos_humanos/juventude/programas_e_projetos/index.php?p=332768) e veja a programação completa do evento.

SECOM – Prefeitura da Cidade de São Paulo Telefones: 3113-8835/ 3113-8831 E-mail: [email protected] Sala de imprensa: imprensa.prefeitura.sp.gov.br

Fonte: IG Nacional

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