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Saúde

Brasil estuda tratamento barato para Covid-19 em países pobres

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BBC News Brasil

Brasil participa de estudo global que busca tratamento barato para covid em países pobres
Letícia Mori – Da BBC News Brasil em São Paulo

Brasil participa de estudo global que busca tratamento barato para covid em países pobres

Letícia Mori – Da BBC News Brasil em São Paulo

O primeiro remédio para tratamento da covid-19 foi aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) em março de 2021, cerca de um ano depois do início da pandemia — um tempo recorde em termos de pesquisa, produção e aprovação de medicamentos.

Esse primeiro medicamento foi o Rendesivir, da farmacêutica Gilead, um tipo de antiviral (que dificulta a replicação de vírus dentro do corpo) de uso hospitalar. Hoje, já são seis remédios contra o coronavírus ou seus efeitos aprovados pela agência para pacientes e situações específicas (veja na lista abaixo) — e nenhum deles deve ser tomado sem indicação médica .

A OMS (Organização Mundial de Saúde) também tem quatro medicamentos pré-aprovados para o tratamento de covid.

No entanto, os medicamentos que tiveram resultados positivos nas pesquisas e foram recomendados pela OMS têm preços elevados e não estão amplamente disponíveis no mundo todo. O mesmo vale para remédios aprovados pela Anvisa — medicamentos como o Sotrovimabe e o Paxlovid são caros e pouco acessíveis.

Pensando nisso, 27 organizações de saúde internacionais e instituições de pesquisa renomadas se uniram para fazer um grande estudo clínico, o ANTICOV, cujo objetivo é identificar tratamentos baratos e acessíveis, que possam ser usados no mundo todo — incluindo em países e regiões com recursos limitados.

“É uma coalização internacional de pesquisa, uma plataforma de pesquisa pré-clínica e clínica para países de baixa renda e meia renda. Iniciamos na África e agora temos também a colaboração do Brasil”, afirma Sergio Sosa, diretor da DNDI (Drugs for Neglected Diseases Initiative, em inglês), iniciativa que ajudou a criar e coordena o consórcio ANTICOV.

O estudo tem diversas fases — cada uma testando medicamentos diferentes — e acontece simultaneamente em 13 países africanos. A nova fase do estudo terá participação do Brasil através do Together Trial, plataforma brasileira que se une ao ANTICOV e vai coordenar a pesquisa clínica no país. Até 600 pacientes brasileiros devem participar da pesquisa, que será realizada em 21 locais diferentes — majoritariamente no SUS (Sistema Único de Saúde) — e terá a participação de dezenas de pesquisadores e médicos.

Sosa afirma ser extremamente importante que as pesquisas de medicamentos sejam realizadas nos países em desenvolvimento, pois isso agiliza a disponibilização dos remédios para a população.

“Até pouco tempo atrás, 90% das pesquisas eram no norte global (países ricos como EUA ou países da Europa). Agora temos a colaboração entre os países do sul global que, além de adequar as pesquisas para essas populações, reduz o tempo para o acesso ao medicamento”, diz o diretor da DNDI.

Isso porque quando uma pesquisa clínica é autorizada e acompanhada pelo comitê ético e pela agência reguladora de um país, todos os processos são mais rápidos: a apresentação dos resultados, sua análise, a discussão com o Ministério da Saúde, a recomendação.

“Quando a pesquisa vem de fora, por mais que tenha sido aprovada pela OMS ou pelas agências americanas e europeias, a agência reguladora vai precisar fazer sua própria análise — que vai começar do começo e demorar mais”, afirma Sosa.

Fotografia colorida mostra mulher branca de cabelo castanho, de máscara, em cama de hospital

Getty Images
Vários dos tratamentos disponíveis hoje têm uso restrito a hospitais

Plataforma de pesquisa brasileira

O grupo brasileiro que participa do consórcio ANTICOV é o Together Trial, uma iniciativa de pesquisadores de Minas Gerais que começou em junho de 2020, inicialmente para testar remédios em pacientes em hospitais e que depois evoluiu para testes em pacientes ambulatoriais. Sem conseguir recursos no Brasil, os pesquisadores conseguiram financiamento através de uma parceria com a McMaster University, no Canadá, e de uma bolsa Universidade de Washington, nos EUA.

O grupo foi responsável pela criação de um protocolo para pesquisa clínica contra covid-19 e pelo estudo brasileiro que demonstrou em outubro de 2020 que a hidroxicloroquina não funcionava no tratamento da covid. O estudo foi publicado em abril de 2021.

“O estudo foi um sucesso e fomos demandados por diversas instituições internacionais, então criamos uma nova plataforma, que passou a se chamar Together Trial, para um estudo adaptativo de medicamentos para tratamento da fase inicial de covid”, explica o pesquisador Gilmar Reis, líder da pesquisa e professor de medicina da PUC-Minas.

“Em vez de diversos estudos, temos uma plataforma que é um único estudo, com o mesmo protocolo, onde entram e saem medicamentos”, afirma Reais.

O teste de um desses medicamentos resultou na publicação de um paper na renomada revista Lancet, em outubro de 2021.

A plataforma já fez triagem de 25 mil pessoas e teve a participação de mais de 6 mil pacientes. Seus estudos mostraram também a ineficácia do uso da metformina e da ivermectina contra covid.

Ao se unir ao ANTICOV, o Together Trial será responsável pela realização da pesquisa de um dos braços do consórcio no Brasil. Essa nova fase vai começar testando a eficácia contra a covid-19 de uma nova combinação de medicamentos com ação antiinflamatória — ambos amplamente disponíveis, seguros e já usados no Brasil.

Uma dessas substâncias que será testada é da mesma classe da fluvoxamina, um dos medicamentos já testados pelo Together e cuja pesquisa teve resultados positivos — mas que ainda não foi aprovado pela Anvisa e não é indicado para uso nos pacientes .

“A fluvoxamina é um remédio antidepressivo que também tem um mecanismo de ação que bloqueia o processo inflamatório do corpo”, explica Reis.

Em muitos dos casos de covid, o agravamento do quadro é resultado de reação imunológica exagerada do corpo — e essa substância atua no início desse processo. A expectativa é que os dois medicamentos que serão testados em conjunto também sejam capazes de interromper esse processo inflamatório.

“Hoje, em julho de 2022, sabemos que o efeito redutor de eventos graves da fluvoxamina é o mesmo do antiviral Molnupiravir, mas nenhuma farmacêutica requisitou à Anvisa sua aprovação. E nós pesquisadores não vamos submeter isso à Anvisa, nosso interesse não é comercial.”

A nova combinação que será pesquisada pelo ANTICOV no Brasil será testada em pacientes no início da doença, que não estejam hospitalizadas. Espera-se que os medicamentos diminuam os casos de agravamento e hospitalização, explica Reis. Se o resultado for positivo, a grande vantagem dos remédios é seu preço e sua disponibilidade.

Ainda não se sabe se a combinação também pode ter o efeito de diminuir a incidência da chamada “covid longa”, ou seja, quando sintomas da doença perduram por meses em alguns pacientes.

“Essa é uma questão central que ainda precisa ser estudada mais a fundo.”

Para Sergio Sosa, da DNDI, a inclusão dos brasileiros na pesquisa agrega conhecimento e tecnologia e permite dar consistência aos resultados.

“O conhecimento isolado em ciência não é suficiente. É importante, mas não é suficiente. Procuramos demonstrar consistência, que é a repetição de resultado similar por grupos independentes em diferentes contextos”, explica.

Homem sendo vacinado no Sudão

Getty Images
Além do Brasil, consórcio ANTICOV faz pesquisa em 13 países da África

Tratamento e vacina

Diferentemente da vacinação, que é um medicamento preventivo e tem objetivo de preparar o sistema imunológico do corpo para evitar a contaminação, os tratamentos com medicamentos são administrados durante o desenvolvimento da doença, após a contaminação. O objetivo é combater o vírus e evitar o agravamento da doença.

Os tratamentos não substituem a vacinação — segundo a Anvisa, a vacinação continua sendo a melhor forma de evitar a covid-19 grave, hospitalizações e óbitos. Iniciada no Brasil no começo do ano passado, mudou decisivamente a evolução da pandemia, com uma enorme diminuição na transmissão, nos casos graves e na mortalidade da doença.

No entanto, tratamentos ainda são necessários, explica Reis, porque “ainda temos um contingente importante de pessoas que ao adquirir o covid-19, mesmo vacinados, desenvolvem a resposta inflamatória grave, muitas vezes interferem e muitas vezes acabam perdendo a vida.”

“Mesmo na população vacinada, a taxa de mortalidade ainda é cinco ou seis vezes a mortalidade da Influenza (o vírus da gripe). Ainda é uma doença muito grave”, afirma.

Além disso, o coronavírus têm grande capacidade de mutação, e regiões do mundo onde não há vacinação da maior parte da população funcionam como local de surgimento de novas cepas.

Reis explica também que os pacientes não devem se automedicar com nenhum dos medicamentos testados contra a covid — e nem mesmo os aprovados pela Anvisa, que devem ser indicados pelos médicos.

“Cada medicamento é testado em um cenário diferente, funciona para certos públicos, e em momentos diferentes do desenvolvimento da doença. A indicação pelo médico é necessária, pois eles avaliam se o paciente se encaixa em alguma dessas situações”, destaca o pesquisador.


Tratamentos disponíveis contra covid-19 no Brasil

Na maioria dos casos, o tratamento contra o covid, explica a OMS, é feito através do cuidado paliativo dos sintomas — e o próprio corpo combate o vírus e se recupera da doença. Em casos de pacientes com riscos, no entanto, podem ser indicados tratamentos contra a covid-19 que ajudam a evitar o agravamento dos casos.

Há três tipos de medicamentos disponíveis hoje para tratamento de covid: os antivirais, que dificultam a reprodução do vírus dentro do corpo; os anti-inflamatórios, que contém reações exageradas e potencialmente letais do nosso sistema imunológico e terapias de anticorpos monoclonais, que imitam o sistema imunológico para atacar o vírus.

No momento, há seis* remédios para tratamento contra covid-19 aprovados pela Anvisa:

  • Rendesivir – produzido pela farmacêutica Gilead, é um antiviral injetável e de uso hospitalar. É destinado no Brasil a pacientes com pneumonia que precisam de suplementação de oxigênio, mas que não estão sob ventilação artificial.
  • Paxlovid (nirmatrelvir + ritonavir) – antiviral oral da Wyeth/Pfizer, indicado como tratamento precoce para pessoas com maior risco de ter covid-19 grave. Deve ser tomado assim que possível dentro de cinco dias de início dos sintomas. A pesquisa que mostrou alta redução na taxa de hospitalização foi feita com pessoas não vacinadas, por isso o paciente deve discutir com seu médico se há vantagem para o seu caso.
  • Molnupiravir – antiviral da farmacêutica MSD (Merck Sharp & Dohme), foi o remédio aprovado mais recentemente. Deve ser indicado por um médico e é destinado principalmente a pacientes com quadros leves e moderados e com risco de agravamento. Também deve ser tomado via oral dentro de cinco dias do início dos sintomas.
  • Sotrovimabe – anticorpos monoclonais da GSK de uso restrito a hospitais. Indicado pela anvisa para pessoas com covid-19 leve a moderada, mas que estão em risco de progressão para o estágio grave da doença. No serviço de saúde britânico, costuma ser administrado como transfusão para receptores de transplantes, pacientes com câncer e outros grupos de alto risco.
  • Baricitinibe – anti-inflamatório recomendado pela OMS para pacientes graves; e autorizado pela Anvisa para uso em pacientes adultos hospitalizados que “necessitam de oxigênio por máscara ou cateter nasal, ou que necessitam de alto fluxo de oxigênio ou ventilação não invasiva”.
  • Evusheld (cilgavimabe + tixagevimabe) – tratamento injetável da AstraZeneca com anticorpos monoclonais indicado como profilaxia (ou seja, deve ser tomado antes da exposição à covid-19) para pessoas com comprometimento imunológico moderado a grave ou em tratamento com imunossupressores. A Anvisa destaca que a profilaxia com Evulshed não substitui a vacinação para indivíduos em que a vacinação é recomendada.

*outros três remédios chegaram a ser aprovados, mas tiveram uso suspenso ou revogado.

Fontes: Anvisa, OMS, NHS, GSK, MSD, Pfizer, Gilead, AstraZeneca.


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Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Poliomielite: Brasil começa hoje campanha de vacinação contra a doença

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Poliomelite
Agência Brasil

Poliomelite

O Brasil dá início, nesta segunda-feira, à campanha de vacinação contra a poliomielite, doença também conhecida como pólio e paralisia infantil.

O objetivo é ampliar a cobertura da proteção contra a doença, que não chegou a 50% do público-alvo em 2022, embora a meta preconizada pelo Ministério da Saúde seja de 95% para manter o vírus erradicado no país.

A mobilização vai até o dia 9 de setembro, e envolve ainda um esforço para aplicar as demais vacinas que compõem o calendário da criança e do adolescente, como tríplice viral (sarampo, rubéola e caxumba) e HPV.

“Faço um apelo a todos os pais e mães, avós e avôs para que levem as crianças da sua família para as mais de 38 mil salas de vacinação do país. Não faltam vacinas, elas estão aí e elas só têm um dono: o povo brasileiro. Temos que imunizar 15 milhões de crianças contra a pólio”,  afirmou o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, durante o evento de lançamento da campanha em São Paulo, neste domingo.

A cobertura da pólio é uma das mais preocupantes no momento. Isso porque, segundo dados do Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações (SI-PNI), apenas cerca de 47% do público-alvo foi imunizado contra a doença neste ano.

O percentual não atinge os 95% desejados pelo ministério desde 2015. No ano passado, alcançou apenas 70% das crianças.

A queda na proteção coloca o Brasil em alto risco de reaparecimento da doença, que é considerada erradicada no país desde 1994.

Outros países que também enfrentam baixa cobertura vacinal, como Estados Unidos e Israel, têm vivido novos casos da paralisia infantil. O combate à pólio é considerado uma emergência internacional de saúde pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Em julho, o estado de Nova York, nos Estados Unidos, detectou o primeiro caso de poliomielite em mais de dez anos. O paciente foi identificado como um homem adulto não vacinado. Já Israel apresentou uma série de infecções no início do ano, quando direcionou esforços para ampliar a baixa imunização no país. No Reino Unido, o vírus foi encontrado pela primeira vez em quarenta anos. Também houve um surto da doença no Malawi, na África, após a infecção de uma criança de 3 anos.

O esquema de imunização contra a doença no Brasil é composto de cinco doses, as três primeiras com a vacina de vírus inativada aos 2, 4 e 6 meses de idade, aplicadas por injeção.

Depois, entre os 15 e os 18 meses de idade, é feito o primeiro reforço com a vacina de vírus atenuado, a famosa gotinha. Aos 4 anos de idade, é realizado o segundo, e último, reforço, também por via oral.

O Ministério da Saúde estima que é preciso vacinar mais de 14 milhões de crianças contra a doença durante a campanha para chegar à cobertura de 95%. Para isso, cerca de 40 mil postos de saúde pelo país estão oferecendo todas as doses do imunizante.

Além da proteção contra a pólio, a mobilização foca em demais vacinas destinadas à criança e ao adolescente, como a da Covid-19, disponível hoje no país para todos com três anos ou mais. Confira todas as vacinas:

Vacinação infantil

  • Hepatite A e B
  • Penta (DTP/Hib/Hep B)
  • Pneumocócica 10 valente
  • VIP (Vacina Inativada Poliomielite)
  • VRH (Vacina Rotavírus Humano)
  • Meningocócica C (conjugada)
  • VOP (Vacina Oral Poliomielite)
  • Febre amarela
  • Tríplice viral (Sarampo, Rubéola, Caxumba)
  • Tetraviral (Sarampo, Rubéola, Caxumba, Varicela)
  • DTP (tríplice bacteriana)
  • Varicela
  • HPV quadrivalente (Papilomavírus Humano)
  • Covid-19

Vacinação adolescentes

  • HPV
  • dT (dupla adulto)
  • Febre amarela
  • Tríplice viral (Sarampo, Rubéola, Caxumba)
  • Hepatite B
  • dTpa (tríplice bacteriana adulto)
  • Meningocócica ACWY (conjugada)
  • Covid-19

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Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Colesterol alto é fator de risco para doenças cardiovasculares

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O presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes – Regional RJ (SBD-RJ), Daniel Kendler, lembra, no Dia Nacional de Prevenção e Controle do Colesterol, comemorado hoje (8), que o excesso dessa gordura no organismo é um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC) ou derrame. Cerca de 40% da população brasileira têm colesterol elevado, de acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). 

Em entrevista à Agência Brasil, Kendler, endocrinologista e professor do Instituto de Educação Médica (Idomed) da Universidade Estácio de Sá, explicou que o colesterol é um tipo de gordura produzida tanto pelo próprio organismo quanto pela ingestão de alimentos. 

“Essa gordura é importante para a fabricação de hormônios, para a constituição de membranas celulares. Ela tem várias funções que são super importantes”. Já o excesso de colesterol, entretanto, principalmente do chamado colesterol LDL, ou colesterol ruim, é um dos principais fatores de risco para as doenças cardiovasculares, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC) ou derrame. O “colesterol bom” é conhecido como HDL.

Segundo o endocrinologista, o excesso de colesterol pode se depositar nas paredes das artérias, fazendo com que elas fiquem obstruídas e o sangue pare de chegar ao coração; no caso das artérias cerebrais, pode ocorrer o AVC ou derrame cerebral.

Combate

Para combater o excesso de colesterol, Daniel Kendler destacou a necessidade de melhorar a saúde do indivíduo como um todo. “Quando queremos melhorar o colesterol alto, logo pensamos nas medidas que evitam as doenças cardiovasculares: manter o peso adequado, fazer atividade física regular, não fumar, não ingerir bebida alcoólica em demasia. Tudo isso é importante para o indivíduo que tem colesterol alto. Porque a doença cardiovascular tem vários fatores de risco e temos que atacar todos eles”.

Outro orientação útil para a redução do colesterol alto é evitar o consumo de gorduras saturadas, principalmente gorduras de origem animal. “É o indicado para redução do colesterol”, afirmou o médico. Ele admitiu que, em alguns momentos, dependendo dos níveis de gordura, há necessidade do uso de medicamentos. “Mas vida saudável todo mundo pode e deve ter, independentemente de ir ao médico”.

A realização de exame de sangue anual para medir o colesterol é importante, lembrou o presidente da SBD-RJ. Isso se explica porque o colesterol alto não apresenta sintoma nenhum. A orientação é que, a partir de 40 anos de idade, ou antes, se a pessoa tiver outros fatores de risco, como obesidade, diabetes, história familiar, pressão alta, deve fazer, além da consulta, exame laboratorial para avaliar os níveis de colesterol.

Recomendação

Kendler ressaltou que não existe receita mágica, porque cada indivíduo é diferente. Mas a recomendação geral para evitar o colesterol alto é “não fume, beba com moderação, faça atividade física regular e tenha uma alimentação balanceada em relação à proteína animal, com pouca gordura saturada, muita fibra, vegetais, frutas”. Acrescentou que a proteína animal, com muita gordura, tende a aumentar o colesterol.

O especialista destacou que anualmente, no Brasil, as doenças cardiovasculares são as principais causas de óbitos registrados. Observou ainda que a hereditariedade também pode determinar o colesterol alto, mesmo em indivíduos que tenham hábitos saudáveis. É a chamada hipercolesterolemia familiar, comentou.

Edição: Graça Adjuto

Fonte: EBC Saúde

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