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Interface cérebro-máquina controla próteses sem esforço

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Paciente tetraplégico consegue comer usando braços mecânicos
Johns Hopkins Applied Physics Laboratory/Johns Hopkins School of Medicine

Paciente tetraplégico consegue comer usando braços mecânicos

A interface cérebro-máquina é uma técnica que permite ligar sistemas computadorizados à rede neural, de modo a permitir que uma pessoa possa controlar outros dispositivos apenas com o poder da mente. As pesquisas ainda estão em sua infância, mas já permitem pacientes paralisados, ou amputados, recuperarem um pouco de sua autonomia, ou se comunicar mesmo estando inteiramente paralisados.

Um dos desafios da técnica, entretanto, é reduzir o estresse do usuário ao manusear braços mecânicos, no que uma pesquisa recente apontou um caminho alternativo: o paciente não precisa controlar tudo, se você deixar parte das decisões a cargo de um sistema de tomada de decisões.

O artigo (cuidado, PDF) publicado na Frontiers in Neurorobotics foi liderado por pesquisadores da Universidade Johns Hopkins, no que um paciente tetraplégico com mínimos movimentos e sensibilidade em ambos os braços conseguiu manusear um par de próteses biônicas e se alimentar, usando garfo e faca. O mais importante: com um mínimo de esforço por parte do processo de pensamento.

Considere que sabemos bem pouco como o cérebro funciona, ainda não temos certeza de como a consciência se forma, já controle motor é um campo muito estudado e foi devidamente destrinchado pela comunidade científica. O problema, se é que podemos chamar assim, está no fato de que o paciente, quando ligado a uma interface cérebro-máquina “tradicional”, é responsável por controlar todos os movimentos das próteses, como se fossem seus próprios braços.

A diferença está no fato de que quando movemos um braço ou uma perna, nós não pensamos ativamente em fazê-lo. Em alguns casos isolados, o cérebro consegue fazer outsourcing enquanto cuida de outras coisas, e em outros, decide que a consciência é desnecessária, desliga você e liga o piloto automático.

Para controlar uma prótese externa, a coisa muda totalmente. O indivíduo precisa dar comandos precisos para mover braços mecânicos da maneira que deseja, um processo menos natural, que exige tanto treino quanto paciência.

Um descanso para o cérebro

É nesse ponto que a pesquisa recente se foca. Os pesquisadores usaram um sistema especialista de controle compartilhado, capaz de captar os inputs mínimos do usuário e expandir seus graus de liberdade de movimentos, para que o processo de mover os apêndices externos seja menos cansativo.

O artigo descreve o uso de uma interface cérebro-máquina para o controle simultâneo de dois braços biônicos, ligados ao córtex motor do paciente, Robert “Buz” Chmielewski, tetraplégico há mais de 30 anos, que possui apenas 4 graus de liberdade nos braços, 2 em cada. Ele fez movimentos mínimos para dar ordens às próteses, estas capazes de expandir os 4 graus para 12, de modo que ele pôde usar um garfo e uma faca para cortar uma sobremesa e comer.

O processo todo para “Buz” mover os braços e se alimentar sozinho levou 90 segundos, segundo os pesquisadores. Um índice excelente, dadas as condições.

A pesquisa ainda está bem no início, mas é promissora. Os pesquisadores já consideram melhorias para o sistema, por exemplo, melhorar a precisão para que ele não dependa de confirmação visual, adicionando feedback tátil, em que o paciente sente fisicamente o manuseio dos braços mecânicos.

A longo prazo, um sistema compartilhado poderá habilitar a realização de movimentos realmente complexos, sem que o indivíduo tenha que forçar a mente para isso.

Referências bibliográficas

HANDELMAN, D. A. et al. Shared Control of Bimanual Robotic Limbs With a Brain-Machine Interface for Self-Feeding. Frontiers in Neurorobotics (2022), Volume 16, 10 páginas, 28 de junho de 2022. Disponível aqui .

Fonte: IG TECNOLOGIA

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Afinal, por que há tantos modelos de celulares no mercado?

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Entenda por que fabricantes apostam em tantas variações de smartphones
Unsplash/Jenny Ueberberg

Entenda por que fabricantes apostam em tantas variações de smartphones

Comprar um celular nem sempre é uma tarefa tão simples. Desde os modelos mais simples aos mais completos, as fabricantes lançam algumas variantes para atingir um mesmo segmento. Mas a diversidade não para por aí, pois, além das opções Lite, Pro e Ultra, ainda há linhas que oferecem alternativas de memória RAM. E, no meio disso tudo, surge a pergunta: qual é o melhor celular para comprar?

Possivelmente, você já fez esse questionamento diante de inúmeras opções de smartphones disponíveis no mercado. Afinal, quase todas as fabricantes apostam na diversificação do portfólio para atingir o maior número de públicos possíveis. E esta tendência alcançou até os smartphones mais caros, como é o caso da Samsung com a linha Galaxy S22, que possui a edição convencional, o Galaxy S22+ e o Galaxy S22 Ultra.

Uma escolha que não tem fim

A grande questão é que toda essa aposta resulta em uma quantidade quase infindável de lançamentos. Não à toa, no mundo todo, a Samsung lançou cerca de 20 celulares entre 1º de janeiro e 18 de julho de 2022. É o que mostra um levantamento feito pelo Tecnoblog com base na lista de dispositivos do GSMArena.

Parte desses lançamentos estão voltados para a linha de celulares premium da marca, como o Galaxy S22. Mas a fabricante ainda revelou o Galaxy S21 FE em janeiro, que é a opção mais simples da geração anterior. E este é um ponto curioso, pois o celular é muito parecido com o Galaxy S21 convencional em diversos aspectos da ficha técnica – especialmente no visual.

Mas a grande maioria dos lançamentos da marca até o momento gira em torno de modelos intermediários. Do segmento, há dois carros-chefes: o Galaxy A73 e o Galaxy A53. E é aqui que entra o pulo do gato, pois existem apenas mudanças pontuais no processador, câmeras e tamanho de tela entre cada um.

A situação fica mais notável quando a Xiaomi, que já lançou 40 celulares neste ano, entra no assunto. O Redmi Note 11 global, por exemplo, possui quatro variantes, sendo que as mais avançadas se chamam Redmi Note 11 Pro e Redmi Note 11 Pro 5G. E daí você se pergunta: o que muda é apenas o suporte ao 5G, certo? Não, porque um tem mais câmeras do que o outro.

A diferenciação não para por aí. Além de ter quatro edições, há diversas variações dentro de cada um. O Redmi Note 11 convencional, por exemplo, tem opções com as seguintes combinações de RAM e armazenamento: 4 GB + 64 GB, 4 GB + 128 GB e 6 GB + 128 GB. O mesmo acontece com o Redmi Note 11 Pro com as seguintes alternativas: 6 GB + 64 GB, 6 GB + 128 GB e 8 GB + 128 GB. Ou seja, é uma variação dentro de uma variação.

A Motorola também não escapa desse cenário. Até o momento em 2022, a empresa lançou 13 celulares globalmente. No Brasil, a marca oferece o Moto G22 com um processador MediaTek Helio G37 e o Moto G42 com Snapdragon 680 4G. Mas os dois celulares foram lançados no comércio nacional com o mesmo preço sugerido: R$ 1.699.

Claro, para um observador mais atento, dá para entender que um dos dois telefones tem um chip mais eficiente. Mas e o público mais leigo, como fica nesta situação, sendo que não há nem como diferenciá-los pelo valor?

Diversificação e várias faixas de preço

Mas por que tantos lançamentos? Para tirar essa dúvida, conversamos com o gerente de pesquisa e consultoria de Consumer Devices da IDC Brasil, Reinaldo Sakis. Ao Tecnoblog, o analista fez uma analogia entre os mercados de celulares e de computadores.

Segundo Sakis, dentro de um modelo de um notebook, por exemplo, há diversas variações. Este esquema permite que o computador seja escolhido com mais ou menos memória RAM, SSD maior ou menor, com teclado iluminado e afins. Em outras palavras: o consumidor consegue comprar o dispositivo de acordo com as suas necessidades.

O mesmo acontece com os smartphones. “No mundo dos celulares, para ter essa gama mais ampla, o fabricante acaba optando por ter modelos parecidos, com configurações parecidas, mas com nomes diferentes”, explica.

A analista da Counterpoint Research, Tina Lu, também lembra da divisão de mercado pela faixa de preços. “As principais fabricantes pretendem ter alguns modelos em cada faixa de preço”, diz. “Existem de sete a treze faixas de preços, e cada fabricante as segmenta de forma ligeiramente diferente”.

E a segmentação continua dentro de uma única faixa de preço. Isto porque, mesmo dentro de um grupo de consumidores, há variações que podem atender a um público bem específico. E é aí que entram as mudanças nas especificações citadas pelo gerente da IDC Brasil, como a oferta de uma câmera melhor, suporte ao 5G, entre outros.

Atendendo a todos os públicos sem aumentar o preço

Toda essa estratégia gira em torno de uma presença maior no mercado. Tina Lu conta que, ao abocanhar uma fatia maior em cada segmento de preço, as empresas aumentam a sua participação no mercado em geral.

“Por exemplo, a Samsung, que é líder na região da América Latina, lidera na maioria dos segmentos de preço”, afirma. “Geralmente tem pelo menos dois modelos líderes em cada faixa de preço. Isso significa que tem de dois a quatro modelos para cada segmento de preço”.

Reinaldo Sakis também ressalta que, ao ter várias opções para atender o público, as fabricantes acabam sortindo mais o portfólio para alcançar os usos diferenciados que um celular pode ter.

“Eu posso ter um modelo em uma faixa de preço parecida, mas terei um com um pouco mais de memória. Para um usuário que gosta mais de câmera, eu posso diminuir a memória e aumentar a potência da câmera. Se é um usuário gamer, então talvez eu diminua a câmera, mas coloque mais processamento interno”, explica.

A lógica é parecida com os modelos que têm diversas variações dentro de si. É o caso do Redmi Note 11 Pro 5G citado anteriormente, que tem três câmera e oferece 5G. Já o Redmi Note 11 Pro tem um sensor fotográfico extra, o que pode chamar a atenção de quem dá mais atenção às fotos, mas só vai até o 4G.

Essa diversificação ajuda a dar um gás extra na concorrência. Vamos supor que a empresa B quer ultrapassar a empresa A. Para isso, a fabricante B cria diversos produtos dentro de uma única família: um com câmera melhor, outro com memória maior e outro com uma bateria que dura mais tempo.

Dessa forma, a companhia B mira em um produto específico da companhia A para ultrapassá-lo com opções específicas para grupos de consumidores diferentes.

“Se colocar esses atributos no mesmo produto, ele vai ficar mais caro e vai sair dessa competição”, explica Sakis. “Assim, eu vou cercando o meu competidor com produtos, pois, quando o usuário tem cinco opções para escolher, é mais fácil direcioná-lo nesse tipo de situação”.

E as fabricantes? O que dizem?

Mas, afinal, o que pensam as fabricantes? Ao Tecnoblog, o gerente sênior de produto da divisão de dispositivos móveis da Samsung, Marcelo Daou, afirmou que a marca tem um portfólio variado para atender às necessidades individuais dos consumidores.

Daou ressalta que o segmento intermediário tem uma grande importância no mercado de smartphones. Esta atenção é dada justamente pela alta variedade de produtos, o que ajuda a atender um perfil maior de consumidores. “Entendemos que essas linhas são essenciais para a democratização da tecnologia”, ressalta.

E é aí que entram as duas linhas intermediárias da marca. A mais conhecida, a família Galaxy A, segundo o executivo, “lidera a democratização das últimas inovações” da empresa. Já a categoria Galaxy M “foi desenvolvida para potencializar o dia a dia de usuários que buscam recursos de alta capacidade em um smartphone com ótimo custo-benefício”.

O head de produtos da Motorola, Thiago Masuchette, também destacou a diversificação da cartela de produtos. “Nosso portfólio de produtos inclui smartphones com especificações exclusivas e que foram cuidadosamente escolhidos para atender as várias necessidades e custos de consumidores de todo o mundo”, ressaltou.

O executivo ainda falou sobre o lançamento de muitos celulares em pouco tempo. Segundo Masuchette, a estratégia foi adotada por vários fatores, incluindo o aumento na demanda por novos produtos e a escassez de componentes no mercado. E, de fato, a falta de chips resultou até mesmo em relançamentos de smartphones no mundo todo.

O outro lado da história

De fato, essa estratégia tem uma baita vantagem: atender a todos os públicos possíveis. Afinal, as fabricantes podem lançar produtos para diversas faixas de preço, o que possibilita a expansão da sua participação de mercado. Mas… e o outro lado da moeda?

Tina Lu, da Counterpoint Research, expõe a dificuldade por trás de toda a engrenagem do mercado. “Grandes portfólios são caros para gerenciar e dão dores de cabeça ao processo de fabricação e à cadeia de suprimentos”, afirma. “Muitas vezes, alguns modelos acabavam com estoque alto”.

Reinaldo Sakis, da IDC Brasil, não pensa diferente. “Essa estratégia é cara”, diz. “Gerar um produto com várias opções tem um investimento muito alto da indústria”.

“A gestão de um portfólio amplo é difícil para a empresa. É um risco: para buscar mais usuários, eles têm que arriscar esse tipo de controle [de preços, portfólio, parceiros de varejo, etc]”, conclui. “Alguns tentam controlar isso na vírgula, para que a maior parte dos varejistas tenham um preço parecido”.

Confuso ou não confuso? Eis a questão

De fato, há celular para todo mundo. Essa faixa vai desde modelos mais simples, para quem deseja economizar e usar o básico, até opções mais completas, para quem quer o melhor do melhor. É até o caso de smartphones para um segmento muito específico, como o público gamer, que está mais focado no processamento do que nas câmeras, por exemplo.

Ainda assim, os consumidores ficam confusos com tantas opções disponíveis no mercado? A analista Tina Lu diz que isso pode até acontecer, mas a questão é outra.

“Sua primeira pergunta geralmente é ‘quanto estou disposto/capaz de gastar?’ Em seguida, se move para decidir sobre a marca e o modelo”, afirma. “Mas, frequentemente, um vendedor no lugar certo pode ajudar os consumidores a mudar sua decisão”.

Reinaldo Sakis, por sua vez, lembra que toda essa vastidão não chega a ser confuso porque hoje tem muita informação disponível aos consumidores. “Você coloca lá no buscador: ‘eu quero um celular na faixa de preço tal e que tenha prioridade em câmera’. Você vai encontrar”.

O gerente da IDC Brasil também voltou a ressaltar a diversidade do mercado de celulares da atualidade. Sakis fez uma contraposição com a famosa história do modelo T, da Ford, de que o seu carro podia ter “qualquer cor, desde que fosse preto”. Segundo o analista, “hoje, tendo um portfólio mais amplo, o usuário consegue identificar a sua verdadeira necessidade”.

Fonte: IG TECNOLOGIA

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Microsoft começa a testar plano família para Xbox Game Pass

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Até quatro pessoas podem usar o pacote
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Até quatro pessoas podem usar o pacote

O plano família pode estar mais próximo de chegar ao Game Pass. A Microsoft iniciou testes e liberou para insiders da Colômbia e da Irlanda a opção de dividir a conta com até quatro amigos ou familiares. Os convidados pelo usuário passam a ter acesso à todo conteúdo oferecido pelo serviço sem custo adicional.

Apesar da novidade, ainda não há previsão de chegada do plano ao Brasil ou outros países. Para participar dos testes, os usuários precisam fazer parte do programa Insider e assinar o Preview do Game Pass na Microsoft Store.

Assim que a inscrição for concluída, é possível converter sua conta individual para o plano família e convidar até quatro amigos via e-mail. Valores ainda não foram anunciados, mas, de acordo com a Microsoft, 1 mês de assinatura Ultimate é convertido em 18 dias no novo plano.

Segundo a empresa, os convidados precisam residir no mesmo país de assinatura, porém, sem a necessidade de também fazer parte do programa de testes. O pacote garante acesso a todos os benefícios oferecidos pelo Game Pass Ultimate, como o Cloud Gaming nas TVs Samsung , por exemplo.

Planos e preços do Game Pass no Brasil

De acordo com a Microsoft, os assinantes do Game Pass podem ter acesso a mais de 400 jogos do catálogo, seja de Xbox 360, One, Series S/X e PC.

Atualmente, há três planos disponíveis:

  1. Xbox Game Pass para Console: Custa R$ 29,99 ao mês e dá acesso aos jogos para Xbox 360, One e Series S/X;
  2. Xbox Game Pass para PC: Custa R$ 29,99 ao mês, com os jogos do EA Play e apenas para Windows;
  3. Xbox Game Pass Ultimate: Custa R$ 44,99 e dá acesso tanto a biblioteca do Xbox quanto do PC, também inclui os benefícios do Xbox Live Gold, EA Play e os jogos do Cloud Gaming.

Além disso, novos assinantes também podem aproveitar o serviço pelo valor promocional de R$ 5 no primeiro mês.

Fonte: IG TECNOLOGIA

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