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Dor na lombar: novo estudo propõe tratamento com menos remédios

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Dor na lombar é uma das mais comuns e afeta quatro entre cinco pessoas
Benjamin Wedemeyer / Unsplash

Dor na lombar é uma das mais comuns e afeta quatro entre cinco pessoas

Cientistas brasileiros à frente de um estudo que propôs uma mudança na compreensão e no tratamento da inflamação e da dor investigam agora outras formas de aliviar o sofrimento. Publicada no periódico científico Science Translational Medicine (STM) e com ampla repercussão internacional, a pesquisa sugeriu que alguns dos medicamentos mais usados para aliviar a dor lombar podem, em vez disso, prolongá-la.

Se estima que nada menos do que quatro em cada cinco pessoas tenham dor lombar, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). É a mais comum das dores . E elas são muitas e frequentes. Cerca de 20% da população mundial sofre com dores crônicas severas o suficiente para reduzir a qualidade de vida.

É um sofrimento que permanece sem tratamento eficiente, afirma o brasileiro Lucas Lima, um dos principais autores do estudo e cientista do Centro de Pesquisa da Dor da Universidade McGill, em Montreal, no Canadá.

O estudo sugere uma verdadeira mudança de paradigma ao dizer que controlar a inflamação da lesão com corticosteroides e anti-inflamatórios não esteroides pode transformar uma dor aguda em crônica, aquela que persiste por três meses ou mais.

A cientista Gabrielle Guanaes Dutra, também do grupo da McGill, observa que combater a dor bloqueando a inflamação sempre pareceu o mais lógico a fazer. Porém, o estudo revelou evidências de que isso, na verdade, impede o processo de recuperação natural do organismo a uma lesão e deixa como sequela a cronificação da dor.

A seguir, os pesquisadores revelam detalhes do estudo e as fronteiras da investigação da dor.

Tempo para o corpo: Lucas Lima diz que o estudo abre caminho para uma mudança de paradigma ao sugerir que a inflamação decorrente de lesões não deve ser tratada e que é justamente o bloqueio do processo inflamatório reparador que leva à cronificação da dor. O melhor seria deixar o processo de inflamação seguir seu curso, dando ao corpo a chance se recuperar de uma lesão, seja ela uma contusão, torção ou resultado de uma cirurgia, por exemplo. O estudo ilumina possíveis caminhos para tratar a dor crônica e abre uma janela na compreensão da inflamação, destaca Gabrielle Dutra.

Sem agonia: Não interferir na inflamação não quer dizer que a dor aguda deve ser deixada sem alívio, frisam os cientistas. Até porque a dor aguda, quando não tratada, se torna um fator de risco para que se torne crônica. Existem analgésicos que não interferem na inflamação, caso do paracetamol, da lidocaína, da morfina e da gabapentina.

Alerta vermelho: A inflamação é a forma como o corpo alerta o sistema imunológico sobre lesões ou risco de infecções. Nesse processo, diferentes tipos de células são enviados para a região afetada, para remover tecidos que tenham sido danificados, promover cicatrização, eliminar possíveis bactérias e vírus que estejam infectando o local.

Para que serve a dor: A dor faz parte do processo inflamatório, com a função de alerta. Por exemplo, numa torção do tornozelo é preciso que a área afetada fique imobilizada por um tempo para que possa cicatrizar. A dor indica que não se deve movimentar a região nem colocar peso sobre o seu tornozelo. Mas, mesmo com o conhecimento da função do processo inflamatório, observa Dutra, no tratamento o instinto tem sido bloquear a resposta inflamatória. Seja com medicamentos ou com a aplicação de gelo.

Males necessários: Dor, febre e medo são mecanismos naturais de defesa e alerta. São altamente complexos e ainda não completamente compreendidos. Pessoas que devido a uma doença genética não sentem dor morrem cedo porque se ferem mais, têm infecções recorrentes e seu organismo é incapaz de perceber e reagir.

Sem controle: Nem toda a inflamação é benéfica, adverte Lima. Há diferentes situações em que a inflamação é prejudicial. Na inflamação crônica, por exemplo, não existe mais a função de reparo. Um exemplo é a artrite reumatoide. Outra situação nociva ocorre quando o sistema imunológico tem uma resposta inflamatória exagerada, como no caso da sepse.

Dor crônica: Segundo Lima, por muito o tempo, o estudo da dor crônica tem focado na investigação do sistema nervoso. Em especial, do sistema nervoso central, isto é, o cérebro e a medula espinhal. Se sabe que existe um fenômeno chamado sensibilização central. São alterações no cérebro e na medula espinhal que fazem com que uma pessoa tenha maior sensibilidade à dor.

Sistema de defesa: Mais recentemente se começou a investigar o papel do sistema imunológico na dor crônica, que foi um dos focos do estudo. Há cada vez mais evidências de que a dor crônica está ligada a complexas interações entre os sistemas nervoso e imunológico, diz o artigo na STM.

Surpresa: Imaginamos que iríamos descobrir algum processo do sistema imune que fosse causa de dor crônica, afirma Lucas Lima. Descobriram o contrário. Os cientistas viram que pessoas que se recuperam da dor aguda e não desenvolveram dor crônica tinham uma resposta imune inflamatória mais exacerbada, mais eficaz. E o sistema imunológico de pessoas com dor crônica era debilitado, pouco ativo.

Linha de frente: A hipótese é que os anti-inflamatórios inibem a ação dos neutrófilos. Estes são a linha de frente das defesas do organismo, as primeiras células ativadas pelo sistema imunológico, seja para recuperar uma lesão ou atacar uma inflamação. Porém, até agora os neutrófilos não eram associados à dor. Se pensava que tinham papel no combate de infecções. A dor crônica seria uma sequela da interferência no funcionamento dos neutrófilos.

Comprovação: Se os achados do estudo forem reproduzidos em ensaios clínicos, que são pesquisas em que remédios são testados em pacientes, a dor aguda poderá passar a ser tratada sem interferência no processo inflamatório, destaca Lucas Lima. Os ensaios clínicos são o padrão ouro em ciência médica. No estudo publicado na Science Translational Medicine, os cientistas trabalharam com testes em animais, análises de bancos de dados genéticos e observações de pacientes com dor lombar.

Novos caminhos: Uma possibilidade seria melhorar a resposta imunológica das pessoas com o sistema de defesa enfraquecido. Lucas Lima diz que isso poderá ser feito por meio de novos medicamentos ou com atividade física. Segundo ele, para quem sofre com dores crônicas, a principal recomendação é fazer exercícios.

O melhor tratamento: Já se sabe que a atividade física atua sobre o sistema imunológico, estimula e acelera os mecanismos de recuperação do organismo. Também age sobre o sistema nervoso central. Os melhores protocolos para tratamento de lesão são baseados em exercícios, destaca Lucas Lima. O repouso deve ser o mínimo possível.

Tornozelo: O grupo de Lucas Lima investiga se o nível de atividade física influencia como o organismo responde às drogas anti-inflamatórias. A ideia é acompanhar um grupo de pessoas com torção no tornozelo para avaliar a ação da atividade física tanto no tratamento como na prevenção da dor crônica.

Gelo: Outra linha de pesquisa do grupo de Lima é o papel do gelo na inflamação. O gelo é considerado anti-inflamatório. Mas pode não ser bem assim. Na verdade, ele pode apenas ter efeito analgésico e, em vez, de combater a inflamação, retardaria a recuperação. Um estudo de 2021, realizado no Japão, mostrou que a aplicação de gelo após uma lesão muscular atrasa o reparo do tecido. Isto é, quando se aplica gelo, o músculo demora mais tempo para se regenerar. A hipótese de Lima é que ao reduzir a circulação sanguínea, o gelo dificulta a migração de células do sistema imunológico para o local da lesão, prejudicando a recuperação do tecido danificado.

Brasileiros: O estudo na STM tem quatro autores brasileiros, inclusive o principal, Lucas Lima. O Brasil tem excelentes cientistas, mas não tem reconhecimento do governo federal, lamenta Gabrielle Dutra.

Mais pesquisas: A cientista acrescenta ser preciso realizar pesquisas mais amplas, com pessoas de diferentes etnias, faixas de renda, gênero. Se sabe, por exemplo, que mulheres parecem sofrer mais dor. Se os resultados forem replicados por ensaios clínicos mais amplos, será possível pressionar a indústria farmacêutica a buscar formas diferentes para tratar a dor, frisa Dutra.

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Fonte: IG SAÚDE

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Monkeypox: OMS muda o nome das variantes do vírus; entenda motivo

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Micrografia eletrônica de transmissão colorida de partículas do vírus da varíola dos macacos (amarelo) encontradas dentro de uma célula infectada (verde), cultivadas em laboratório
Reprodução/NIAD 13.08.2022

Micrografia eletrônica de transmissão colorida de partículas do vírus da varíola dos macacos (amarelo) encontradas dentro de uma célula infectada (verde), cultivadas em laboratório

Um grupo de especialistas reunidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou a mudança nos nomes das variantes do vírus monkeypox, causador da varíola dos macacos , nesta sexta-feira. Em vez de carregarem o nome das regiões da África onde são predominantes, agora as linhagens serão reconhecidas por meio de algarismos romanos, em busca de uma nomenclatura “não discriminatória”.

A equipe trabalha para renomear tanto as cepas, como a própria doença, desde junho, quando a organização atendeu a um pedido de diversos virologistas internacionais. O nome que irá substituir o termo varíola dos macacos, no entanto, ainda não foi decidido.

Segundo a OMS, as alterações seguem as melhores práticas atuais para nomear doenças e patógenos, que devem “evitar ofender qualquer grupo cultural, social, nacional, regional, profissional ou étnico e minimizar qualquer impacto negativo no comércio, viagens, turismo ou bem-estar animal”, explica a instituição em comunicado.

Antes chamadas de Clado do Congo – variante predominante na África Central – e Clado da África Ocidental, agora as linhagens são oficialmente nomeadas de Clado I e Clado II, respectivamente. O Clado II é dividido ainda em duas sublinhagens, o Clado IIa e o Clado IIb .A decisão foi tomada pelo Comitê Internacional de Taxonomia de Vírus (ICTV) em reunião realizada no dia 8 de agosto.

De acordo com a OMS, o grupo segue trabalhando para o novo nome que substituirá “monkeypox”, e consequentemente “varíola dos macacos”, em português. A denominação da doença já recebia críticas, uma vez que os macacos não são portadores da doença.

A confusão começou em 1958, quando o vírus foi isolado pela primeira vez. Para isso, os pesquisadores utilizaram um macaco cinomolgo (Macaca fascicularis), espécie natural da Ásia. Porém, os principais animais que carregam o vírus são roedores.

Na última terça-feira, a OMS chegou a lamentar relatos de ataques a primatas ocorridos no Brasil pelo medo da contaminação pela varíola dos macacos, e reforçou que o surto atual é causado pela transmissão entre humanos.

A declaração veio após indivíduos da espécie terem sido envenenados e feridos numa reserva natural em Rio Preto, no Estado de São Paulo. Equipes de resgate e ativistas suspeitam que os animais foram alvos depois que três casos da varíola símia foram confirmados na região.

Além da referência aos macacos, os especialistas reclamavam principalmente da associação das variantes às localidades da África. Em junho, cerca de 30 profissionais ao redor do mundo fizeram uma publicação no virological.org – site em que virologistas compartilham informações sobre vírus em tempo real – pedindo a alteração nos nomes.

Chamada de “Necessidade urgente de uma nomenclatura não discriminatória e não estigmatizante para o vírus monkeypox”, o documento tem entre seus assinantes o brasileiro Tulio de Oliveira, um dos responsáveis por sequenciar a variante Ômicron do Sars-CoV-2 na África do Sul e que foi escolhido como um dos cientistas do ano em 2021 pela revista científica Nature.

O movimento tem argumento semelhante ao realizado no ano passado, quando a OMS passou a adotar letras gregas para as cepas da Covid-19, no lugar da referência ao país em que ela foi identificada. Na época, a epidemiologista-chefe da OMS e líder da resposta ao novo coronavírus, Maria Van Kerkhove, destacou que “nenhum país deve ser estigmatizado por detectar e relatar novas variantes”. Foi, por exemplo, quando a antiga “variante indiana” passou a ser chamada de variante Delta.

Segundo os pesquisadores, a retirada das regiões africanas nos nomes das variantes do vírus monkeypox é uma iniciativa importante, especialmente pelo vírus estar se disseminando agora por todos os continentes.

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Fonte: IG SAÚDE

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Por falta de doses de BCG, postos de saúde racionam estoques

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Cobertura vacinal de crianças com a BCG está abaixo de 60%, e estados têm baixa no estoque
Lucas Alvarenga/Prefeitura de São Gonçalo

Cobertura vacinal de crianças com a BCG está abaixo de 60%, e estados têm baixa no estoque

Desde o final de abril, quando o Ministério da Saúde reduziu o envio de doses da vacina BCG , postos de saúde pelo país precisaram se adaptar e racionar estoques para evitar o desabastecimento. Estratégias como agendamento prévio, dias específicos para a aplicação e oferta do imunizante apenas em determinadas unidades são implementadas em diversos estados do Brasil, mostra levantamento feito pelo GLOBO.

As medidas, no entanto, podem intensificar ainda mais a queda da cobertura vacinal, que está no pior percentual já registrado, por volta de 56%, avaliam especialistas.

Para Patrícia Boccolini, doutora em saúde coletiva e pesquisadora do Observa Infância, projeto da Fiocruz e do Centro Universitário Arthur de Sá Earp Neto (Unifase) que monitora a vacinação de crianças, são entraves que levam a aplicação da vacina a deixar de ser prioridade.

“Os pais chegam no posto para se vacinar e são informados de que não há doses, ou que tem que voltar em outro dia que é específico para a BCG. Só que muitas vezes no outro dia os pais não podem, e a vacina acaba sendo deixada de lado. E pouco tem sido feito em relação a campanhas de vacinação no Brasil, porque não adianta dizer apenas “vai vacinar”, é preciso explicar por que é tão importante para que se torne uma prioridade”, diz a especialista.

O pediatra Daniel Becker, sanitarista do Instituto de Estudos em Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), concorda e destaca que os quadros de tuberculose graves , que são evitados com a BCG, são especialmente perigosos para crianças não vacinadas.

“Existe algo chamado de oportunidade de vacinação. Especialmente quando temos pessoas com pouco acesso aos serviços de saúde, para ela voltar é muito difícil. E o Brasil tem uma das maiores taxas endêmicas de tuberculose, então para o bebê não vacinado a doença pode provocar quadros muito graves. É uma vacina muito importante que definitivamente não pode faltar”, afirma Becker.

Parte do Programa Nacional de Imunizações (PNI) , a vacina BCG é feita com uma única dose e é indicada para todos a partir do nascimento até antes de completar cinco anos de idade, de preferência no primeiro mês de vida. Embora não previna 100% a doença, a aplicação em massa consegue evitar o desenvolvimento para formas graves, como a meningite tuberculosa.

A realidade de baixos estoques da vacina BCG acontece no momento em que o país vive quedas sucessivas na cobertura com o imunizante. O último ano em que o Brasil atingiu a meta de vacinar mais de 90% do público-alvo foi em 2018, quando alcançou 99,7% das crianças, segundo dados do Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações (SI-PNI).

Nos anos seguintes, o percentual caiu para 86,7%, em 2019; 74,3%, em 2020; 69,1%, em 2021, e agora está em 56,31%. É a cobertura mais baixa da série histórica, que teve início em 1996, destaca Patrícia, do Observa Infância.

“No caso da BCG, a queda é preocupante porque nós tínhamos um histórico de altíssimas coberturas. E agora não é só uma questão de adesão da população, estamos vendo pessoas indo aos postos e não conseguindo ter acesso à vacina. Então são outros problemas que se apresentam para um imunizante que é indicado para ser aplicado de preferência no primeiro mês de vida”, explica a especialista.

Em nota, o Ministério da Saúde afirmou não haver desabastecimento, apenas uma “readequação do quantitativo” devido ao processo de compra importada dos imunizantes.

Isso porque a única fábrica autorizada a produzir a vacina no país, pertencente à Fundação Ataulpho de Paiva (FAP), no Rio de Janeiro, está interditada pela Anvisa pela necessidade de ajustes impostos após a última inspeção sanitária realizada pela agência.

Com isso, o ministério passou a adquirir as vacinas com o Fundo Rotatório da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), braço regional da Organização Mundial da Saúde (OMS), mas o quantitativo enviado aos estados por mês foi reduzido de 1 milhão para 500 mil doses. Segundo a pasta, a previsão é que a situação seja normalizada em setembro.

Levantamento feito pelo GLOBO mostra os impactos em âmbito nacional. Na capital de Minas Gerais, Belo Horizonte, eram recebidas, em média, 21 mil unidades da vacina antes da redução nacional. O contingente diminuiu para 7,3 mil doses.

Porém, neste mês, o quantitativo foi de apenas 4,2 mil – uma redução total de 78%. De acordo com a pasta estadual, para suprir as demandas de todos os municípios são necessárias 75 mil doses, mas nos últimos meses Minas Gerais tem recebido cerca de 41,5 mil.

Em Cuiabá, a aplicação da BCG chegou a ser suspensa no dia 18 de julho, e foi retomada apenas nesta segunda-feira. A Secretaria Municipal de Saúde alertou que a quantidade recebida é insuficiente para abastecer toda a rede pública e, por isso, dividiu a aplicação do imunizante em apenas quatro unidades de saúde.

Em diversos estados o quantitativo enviado pelo ministério está longe do necessário para a população. No Espírito Santo, o total de doses enviadas tem sido de somente 60% do solicitado. No Rio Grande do Sul, 55,5%; em Santa Catarina, 45,3%; no Ceará, 45%; em São Paulo, 40%; no Rio Grande do Norte, 35%; em Goiás e na Bahia, 30%; em Roraima, 29%, e na Paraíba, 17,9%.

Na capital do Rio de Janeiro, o recebido no momento é de 50% do que era enviado anteriormente. Em Aracaju, capital do Sergipe, o contingente é 38,5% do necessário; em Manaus, capital do Amazonas, de 45% e, em Recife, capital de Pernambuco, de apenas 7,1%.

No Distrito Federal, onde as doses recebidas correspondem a apenas 31,2% das remessas anteriores, a Secretaria Estadual de Saúde informou ainda que há somente 200 unidades em estoque, que devem durar por apenas mais uma semana.

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Fonte: IG SAÚDE

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