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Dom e Bruno: parentes de suspeito aguardam fim das investigações

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Avião da Polícia Federal (PF) com restos mortais de Bruno e Dom no Aeroporto de Brasília
TV Brasil – 16/06/2022

Avião da Polícia Federal (PF) com restos mortais de Bruno e Dom no Aeroporto de Brasília

Enquanto se protegia do sol na varanda de sua casa, em Atalaia no Norte (AM), na última quinta-feira, Raimunda disse que seu marido deixaria a cadeia no dia 14 de julho. Sem revelar o sobrenome, a mulher conhecida como “Loira”, por seus cabelos e olhos claros, contava os dias para ver o companheiro. O preso, no caso, era Oseney da Costa de Oliveira, o “Dos Santos”, que foi apontado por uma testemunha como um dos envolvidos no duplo homicídio do indigenista Bruno Pereira e do jornalista inglês Dom Phillips na Amazônia, no início de junho . Raimunda é casada há 22 anos com Oseney.

“Hoje é a visita dele. Já levei comida”, diz Raimunda, enquanto se debruça sobre o balcão da casa feita com a madeira que saiu da floresta.

Reiterando que o marido “não fez nada”, ela credita a prisão aos laços familiares:

“Qualquer um vai julgá-lo, mas aquele lá do céu sabe da verdade. Deus sabe. Nós temos 4 filhos. Eu tinha 15 anos quando o conheci, lá no Ladário (comunidade ribeirinha). Prenderam ele só porque é da mesma família (do assassino). Se um errou, não quer dizer que todos erraram, não é?”, argumenta, com indignação.

Irmão de Amarildo da Costa de Oliveira, o Pelado, que confessou os assassinatos , Oseney foi apontado pela Polícia Federal (PF) como possível cúmplice dos crimes. Segundo informação coletada pela investigação, ambos teriam se encontrado no local do desaparecimento de Dom e Bruno.

Enquanto Raimunda esperava o horário da visita à prisão, a PF efetuava mais uma simulação do crime no Rio Itaquaí junto aos suspeitos presos . O plano era confrontar as versões dos envolvidos.

A 700 metros da casa de Raimunda, deputados e senadores que integravam a comissão externa em visita à cidade eram recebidos na sede da União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja) por mais de cem indígenas, mas também pelos prefeitos de Atalaia do Norte, Denis de Paiva (União Brasil), e do município vizinho de Benjamin Constant, David Bemerguy (MDB) — que tiveram de deixar o lugar a pedido dos indígenas.

“Saímos para deixar os indígenas à vontade. Ficaram incomodados. Quem me relaciona ao que aconteceu não conhece a realidade do município”, diz Paiva.

Desde que os crimes começaram a ser investigados, relações políticas e atividades ilegais na região passaram a ser escrutinadas pela opinião pública. Conforme O GLOBO revelou, Pelado é cunhado de Laurimar Lopes Alves, o Caboclo, um pescador que tem processos na Justiça Federal por invasões recorrentes à terra indígena Vale do Javari, além de um histórico de violência contra índios Korubos, de recente contato.

Casado com Elizandra da Costa de Oliveira, irmã de Pelado, Laurimar foi resgatado em 1999 no caminho para a prisão por um vereador, Edmar Chagas, que é ex-secretário de Produção Rural do município e hoje atua como pastor da Assembleia de Deus e porta-voz dos pescadores de Atalaia do Norte. Laurimar tinha sido flagrado com 400 quilos de peixe liso, tracajás abatidos, material de pesca, armas e canoas.

Reunião com a PF

Os parentes do assassino confesso moram em diferentes locais da região, como as comunidades de Ladário e São Gabriel, ambas em Atalaia do Norte.

“Somos a mesma família, mas eles (Pelado e Laurimar) moram lá em cima, em São Gabriel, e a gente mora aqui embaixo (na cidade). A gente estuda e, às vezes, ia para lá pegar um peixe, passar os finais de semana. Está todo mundo abalado”, diz Rauliney, filho de Oseney.

As comissões externas do Senado e da Câmara se reuniram com a Polícia Federal em Tabatinga (AM) e, posteriormente, ouviram também servidores da Funai que trabalham no Vale do Javari. Amigo de Bruno Pereira, o indigenista Guilherme Martins, servidor da Funai, narrou várias ocasiões em que bases do órgão foram alvos de tiros em vários pontos do país, mas que raras eram as respostas das polícias locais.

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Fonte: IG Nacional

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Janones e Lula afirmam que Bolsonaro não manterá Auxílio Brasil

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André Janones e Lula
Reprodução/Facebook André Janones 13.08.2022

André Janones e Lula

Um dia após ser acusado por bolsonaristas de espalhar fake news, o deputado federal André Janones (Avante-MG) voltou a dizer, em transmissão ao vivo neste sábado com o candidato do PT à presidência, Luiz Inácio Lula da Silva, que o governo Bolsonaro não prevê a continuidade do Auxílio de R$ 600 no ano que vem.

“Bolsonaro fez uma bobagem muito grande quando ele fez a PEC para criar o estado emergencial, para poder criar o auxílio emergencial”, afirmou Lula, realçando que a forma com que a medida foi implementada é frágil e não garante sua permanência no ano que vem.

“Ele disse que o auxílio emergencial era uma ajuda que ia sair de R$ 400 reais para R$ 600 até dezembro. Isso é o que está na lei. Isso é o que os deputados aprovaram e o que foi votado”, diz o presidenciável.

Janones já havia afirmado anteriormente em vídeo publicado na última sexta-feira que Bolsonaro iria interromper o auxílio, o que motivou apoiadores do presidente a questioná-lo por fake news.

Diferentemente do que afirma Janones, em seu plano de governo o presidente Jair Bolsonaro se compromete em manter o auxílio em 2023 com o valor atual de R$ 600. Inicialmente o benefício era de R$ 400, mas após aprovação da PEC Eleitoral, que estabelece o estado de emergência, os R$ 200 a mais serão pagos apenas até dezembro.

“Um dos compromissos prioritários do governo reeleito será a manutenção do valor de 600 reais para o Auxílio Brasil a partir de janeiro de 2023”, diz o documento.

O vídeo e a live são parte de uma estratégia para evitar o aumento dos índices de popularidade do presidente Jair Bolsonaro (PL) com a retomada do pagamento do programa Auxílio Brasil no valor de R$600.

Em reação, o deputado federal bolsonarista Carlos Jordy (PL-RJ) entrou com uma representação contra Janones na Justiça Eleitoral, acusando o parlamentar de divulgar fake news.

Janones abriu mão de sua candidatura à presidência em prol do apoio a Lula e tem mencionado o ex-presidente com frequência em seus vídeos. O deputado rebateu as acusações de fake news na transmissão de vídeo.

“Eu nunca divulguei fake news. Tenho zelo com o que eu divulgo. — afirmou o deputado. “Eu estou aqui com a lei [do auxílio] nas mãos, e a lei fala que é um auxílio em estado de emergência pelo qual nosso pais passa, até dezembro”, disse.

Mesmo com o compromisso firmado no plano de governo do candidato à reeleição Bolsonaro, Janones afirmou que não estava falando do Auxílio Brasil, que foi desenhado no governo Bolsonaro como substituto ao antigo Bolsa Família.

“É preciso diferenciar auxílio emergencial do Auxílio Brasil, e Bolsonaro determinou o fim do auxilio em dezembro”, disse o deputado mineiro, lado a lado com Lula. ” Com Bolsonaro, acabou o auxílio emergencial no Brasil, com Lula, ele seguirá”, afirma.

Lula ainda reafirmou que o benefício que está sendo depositado agora não deve ser desprezado.

“Se cair um dinheiro na sua conta, você pegue, mas na hora da eleição não vote me quem está destruindo o Brasil”, disse.

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Fonte: IG Nacional

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Bolsonaro minimiza ação do FBI contra Trump

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Jair Bolsonaro em entrevista ao canal do YouTube
Reprodução/YouTube Cara a Tapa 13.08.2022

Jair Bolsonaro em entrevista ao canal do YouTube “Cara a Tapa”

O presidente Jair Bolsonaro minimizou neste sábado a investigação sobre o ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump por possíveis violação da Lei de Espionagem. De acordo com Bolsonaro, qualquer presidente têm acesso a “informações privilegiadas” e não precisa de “papéis” para isso.

Bolsonaro é aliado de Trump, mas disse que não conversou com ele depois da operação do FBI, a polícia federal americana, em sua mansão, na segunda-feira.

“Tenho liberdade de conversar com Trump, mas não liguei para ele. Teve uma busca apreensão, essa? Foram buscar papéis lá, secretos, sigilosos, que teria, que teria sido guardado com ele. Agora, um presidente, você não precisa de papéis, eu tenho informações privilegiadas, vão fazer o que? Vão me prender agora?”, disse o presidente, em entrevista ao canal do Youtube Cara a Tapa.

O mandado de busca do FBI indica que o ex-presidente republicano está sob investigação por possíveis violações de três leis americanas . A primeira é a Lei de Espionagem, que torna ilegal reter sem autorização informação de segurança nacional que poderia prejudicar os EUA ou auxiliar um adversário estrangeiro.

A segunda é um estatuto associado à remoção ilegal de materiais governamentais. Já terceira é uma lei federal que torna crime destruir ou esconder um documento para obstruir uma investigação do governo.

Bolsonaro é alvo de um inquérito que investiga se o presidente vazou informações sigilosas de uma investigação da Polícia Federal que apura suposto ataque ao sistema interno do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2018. A investigação foi aberta em agosto de 2021 a pedido do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

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Fonte: IG Nacional

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