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Google oferece US$ 90 mi para encerrar ação movida por desenvolvedores

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Google paga desenvolvedores para encerrar processo
Unsplash/Kai Wenzel

Google paga desenvolvedores para encerrar processo

Nos Estados Unidos, o Google é alvo de uma ação coletiva que alega que pequenos desenvolvedores são prejudicados pela Play Store por conta de taxas altíssimas e falta de espaço para outros sistemas de pagamento. Deu resultado. A companhia concordou em pagar US$ 90 milhões para encerrar o processo e prometeu algumas concessões.

Esse é um filme que, provavelmente, você já assistiu. Não é de hoje que desenvolvedores reclamam das políticas da Google Play Store. A regra da discórdia é a que determina que a loja fique com até 30% do valor das compras ou assinaturas feitas a partir de apps distribuídos por ali.

A porcentagem é considerada muito alta, se não por todos, por boa parte dos desenvolvedores. Para piorar a situação, nenhum sistema de pagamentos externo (e mais barato) pode ser usado nos aplicativos distribuídos via Google Play Store.

Foi então que, em 2020, o escritório de advocacia Hagens Berman moveu uma ação coletiva contra o Google. O processo acusa a companhia de violar leis antitruste dos Estados Unidos. Isso teria sido feito por meio de contratos anticompetitivos e abusos estratégicos do domínio da loja, por exemplo.

Acordo de US$ 90 milhões e algumas mudanças

Para encerrar o processo, o Google concordou em desembolsar US$ 90 milhões em compensações. De acordo com o escritório Hagens Berman, estão aptos a receber parte do montante desenvolvedores dos Estados Unidos que registraram ganhos anuais inferiores a US$ 2 milhões entre 17 de agosto de 2016 e 31 de dezembro de 2021.

Estima-se que 48 mil desenvolvedores poderão ser indenizados. A compensação mínima será de US$ 250, mas alguns desenvolvedores poderão receber mais de US$ 200.000.

Para a maioria deles, provavelmente, as compensações terão apenas um efeito simbólico. As mudanças que o Google prometeu na esteira desse e de outros processos devem ser mais impactantes.

Uma delas é esta: o Google se comprometeu a cobrar uma comissão de até 15% (e não mais de 30%) sobre o primeiro US$ 1 milhão que um desenvolvedor faturar. A medida está em vigor desde 2021, mas a empresa promete manter essa política pelo menos até 2025.

A companhia também se comprometeu a revisar contratos para que os desenvolvedores possam usar informações de contato obtidas por meio dos apps. Assim, os usuários poderão receber ofertas mais vantajosas financeiramente sobre assinaturas ou compras em lojas rivais ou no site do desenvolvedor.

Além disso, o Google afirma que manterá algumas mudanças implementadas no Android 12 que facilitam o uso de outras lojas de aplicativos no sistema operacional.

Por fim, o Google se comprometeu a criar um “Indie Apps Corner”, ou seja, uma área na Play Store americana que promove aplicativos de destaque criados por desenvolvedores independentes ou pequenas startups. Note, porém, que o acordo carece de aprovação judicial para entrar em vigor.

Apple também fez acordo, mas de US$ 100 milhões

A Google Play Store não é o único alvo da Hagens Berman. O escritório também abriu um processo coletivo contra a Apple, por motivos semelhantes.

Em agosto de 2021, ambas as partes chegaram a um acordo para indenizar desenvolvedores com receita anual inferior a US$ 1 milhão na App Store. A Apple criou um fundo de US$ 100 milhões para isso e também prometeu algumas concessões aos desenvolvedores.

Mas essa história ainda está longe do capítulo final. Para ter uma ideia do que pode vir pela frente, Estados Unidos e União Europeia já consideram criar leis para tornar as plataformas da Apple e do Google mais abertas a lojas concorrentes ou a instalações de aplicativos por outros meios.

Fonte: IG TECNOLOGIA

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Fábio Faria nega desmatamento da Amazônia para instalação do 5G

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Fábio Faria disse que 10 milhões de pessoas devem ser favorecidas
Alan Santos/ PR

Fábio Faria disse que 10 milhões de pessoas devem ser favorecidas

O ministro das Comunicações, Fabio Faria, disse que o país deverá conectar na rede 5G pelo menos 10 milhões de pessoas na Amazônia sem derrubar uma única árvore. O ministro afirmou que isso será feito através da instalação de uma rede de fibra ótica, e a região passará a ter a rede 5G dentro do programa Norte Conectado.

Faria lembrou que mais de 40 milhões de brasileiros ainda não têm redes de conexão atualmente e a meta do governo é encerrar os chamados “desertos digitais” no país, sem especificar prazos. Ele disse que serão investidos pelo menos R$ 10 bilhões para conectar todas a vilas e aldeias do país.

“Vamos conectar 10 milhões de pessoas na Amazônia, com fibra ótica, sem cortar uma única árvore”, disse Faria, lembrando que serão investidos outros R$ 3,1 bilhões para cobrir escolas públicas com a rede.

O ministro falou durante o Seminário 5G.BR, organizado pela sua pasta. Ele disse que a implantação dessa tecnologia trará um ciclo longo de investimentos no país e que haverá transformações importantes em diferentes setores, como agricultura, finanças e indústria.

E depois, afirmou, o país deverá investir em capital humano. O ministro mediou o painel sobre como a tecnologia poderá contribuir para que as metas de desenvolvimento sustentável sejam atingidas no país.

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A rede 5G pura deverá chegar a pelo menos 25 capitais do país até o final de agosto, estimou o ministro. Manaus e Belém ainda enfrentam dificuldades na limpeza da faixa e deverão ativar sua rede 5G em 60 dias.

O cronograma da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) indica que todas as capitais devem ter a faixa do 5G liberada até o fim do mês, mas as empresas de telecomunicações só serão obrigadas a ativarem o sinal até o final de setembro, quando a Anatel começará a fiscalizar o sinal da rede. O ministro afirmou que as teles estão ativando o sinal imediatamente após a faixa ser liberada.

“O que temos no radar é que até o final deste mês pelo menos 25 capitais estarão funcionando o 5G”, disse o ministro.

O sinal já está funcionando em Brasília, Belo Horizonte, Porto Alegre, São Paulo e João Pessoa. Na próxima semana, Curitiba, Salvador e Goiânia começam a usar a rede. Depois, a rede 5G chegará ao Rio de Janeiro.

Fonte: IG TECNOLOGIA

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Windows 11 tem falha que pode causar perda de dados em PCs novos

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Windows 11 tem novo bug
Divulgação/Microsoft

Windows 11 tem novo bug

Nesta semana, a Microsoft reconheceu a existência de mais uma falha no Windows 11. Desta vez, o problema envolve um recurso de criptografia e pode causar perda de dados em computadores novos.

Sendo mais preciso, a falha pode atingir PCs e servidores com processadores baseados nas arquiteturas Ice Lake, Tiger Lake, Rocket Lake e Alder Lake. Entre eles estão alguns chips Intel Core de 10ª geração, bem como todos os processadores da 11ª e da 12ª geração.

Servidores também podem ser afetados. Isso porque, além do Windows 11, a falha envolve o Windows Server 2022. As versões anteriores desses sistemas — Windows 10 e Windows Server 2019 — estão imunes ao problema porque não contam com os códigos problemáticos.

Que códigos? Os sistemas operacionais Windows usam o SymCrypt, uma biblioteca de funções criptográficas cujo desenvolvimento teve início em 2006. Nos Windows 11 e Server 2022, o SymCrypt passou por algumas atualizações, razão pela qual ambos os sistemas tiveram que receber novos “caminhos de código” para usarem a biblioteca. É aqui que os problemas começam.

A intenção era boa

As tais atualizações incluem recursos para que o sistema operacional possa aproveitar as instruções Vector Advanced Encryption Standard (VAES). Como o nome indica, estas têm como base o conhecido padrão de criptografia AES.

De modo geral, instruções VAES servem para acelerar operações criptográficas. Mas o processador deve ser compatível com elas. Os mencionados chips da Intel suportam o conjunto de instruções AVX-512 que, veja só, inclui as especificações VAES.

Nos Windows 11 e Server 2022, o SymCrypt foi atualizado justamente para permitir que computadores com processador compatível possam aproveitar as instruções VAES. A Microsoft não dá detalhes, mas explica que os “caminhos de código” adicionados para esse fim podem causar perda de dados.

A falha só não é mais grave porque recursos avançados de criptografia no Windows 11 só costumam ser usados em aplicações corporativas. Em outras palavras, usuários domésticos devem ser pouco prejudicados.

Tem solução, mas…

Ela é um pouco confusa. Para as máquinas suscetíveis ao problema, a Microsoft recomenda a instalação de atualizações de segurança lançadas em 24 de maio ou 14 de junho de 2022.

Essas atualizações resolvem o problema, mas podem deixar o desempenho de alguns recursos mais lentos. De acordo com a Microsoft, a taxa de transferência de dados da unidade de armazenamento e aplicações baseadas no BitLocker e no Transport Layer Security (TLS) podem ser as mais afetadas.

Se isso acontecer, a companhia recomenda a instalação das seguintes atualizações, ambas liberadas em 23 de junho:

  • Windows 11: KB5014668
  • Windows Server 2022: KB5014665

Ou a instalação das atualizações liberadas em 12 de julho:

  • Windows 11: KB5015814
  • Windows Server 2022: KB5015827

Fonte: IG TECNOLOGIA

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