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Bruno e Dom: suspeito foi preso em 2019 com 200 munições de espingarda

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Acusado de matar Bruno e Dom havia sido preso em 2019 com 200 munições de espingarda
Reprodução – 15/06/2022

Acusado de matar Bruno e Dom havia sido preso em 2019 com 200 munições de espingarda

Atalaia do Norte (AM) — O pescador e caçador Amarildo da Costa de Oliveira, 41, o “Pelado”, que segundo a polícia confessou ter matado o indigenista Bruno Pereira e o jornalista britânico Dom Phillips e indicou onde estavam os corpos, já havia sido preso em flagrante pela Polícia Civil em 2019 pela posse de 200 cartuchos de espingarda calibre 16. Até aqui, acreditava-se que não havia registro policial de “Pelado” anterior aos assassinatos.

De acordo com o depoimento de “Pelado” sobre os assassinatos, ele utilizou uma espingarda com esse mesmo calibre para matar Bruno e Dom no dia 5 de junho. A polícia ainda procura a arma, que o pescador disse ter jogado no leito do rio Itaquaí logo depois do crime.

A Agência Pública localizou na Polícia Civil de Benjamin Constant (AM), que fica a 40 minutos de carro da cidade de Atalaia do Norte (AM), o registro público da ocorrência policial que levou “Pelado” à prisão. Ele foi solto logo depois – não fica claro, na documentação, quanto tempo ele ficou na cadeia; teria sido menos de um dia, de acordo com fontes consultadas pela reportagem.

A apuração também concluiu que “Pelado” não chegou a ser denunciado pelo Ministério Público pois foi excluído do relatório final da polícia. Embora tenha sido indiciado pela polícia, não houve a ratificação do indiciamento no relatório final. A Agência Pública apura os motivos dessa exclusão e, assim que o ponto ficar esclarecido, este texto será atualizado.

A prisão de “Pelado” foi feita por uma equipe da Polícia Militar de Benjamin Constant no dia 26 de fevereiro de 2019 sob acusação de infração ao artigo 12 da lei 10.826/2003.

Após embarcar “caixas de gelo” em sua canoa “com o intuito de pescar”, ele foi deixar Elismário Almeida de Alegria na casa do colega pescador, na rua 13 de Maio, quando “foi abordado pela guarnição de serviço” da PM. De lá, foi levado pela PM à sua casa, na rua Irmão Balduíno, também em Benjamin Constant.

Na residência, a PM disse ter encontrado “oito caixas de cartuchos de espingarda calibre 16, totalizando 200 cartuchos”. Não fica clara a procedência do material e “Pelado” não foi indagado sobre isso. É comum, na região, a aquisição de munições no lado peruano da fronteira com o Brasil. Em Benjamin, os países são separados apenas pelo rio Javari, um trajeto de apenas dez minutos de barco.

“Pelado” foi perguntado pela PM “qual seria a finalidade das referidas munições”. Ele respondeu, segundo o termo de depoimento que foi acompanhado pelo seu então advogado no caso, Hurigel Bruno de Araújo: “Seriam levadas para a comunidade de São Gabriel, localizado no rio Itaquaí, pertencente à cidade de Atalaia do Norte, os quais seriam usados para caçar”.

No seu interrogatório em Benjamin, “Pelado” disse ser católico, com “ensino fundamental incompleto (4ª série)” e que não fora preso ou processado anteriormente. Indagado se era “dado ao uso de bebida alcoólica”, respondeu que “sim, apenas cerveja”. Disse que tinha cinco filhos, de 19, 15, 13, dez e dois anos de idade. Embora tenha reconhecido a posse da munição e que ela seria levada para sua comunidade, ao mesmo tempo e de forma contraditória “afirmou ser inocente”.

Antes do assassinato de Bruno e Dom, ‘Pelado’ foi preso em flagrante pela Polícia Civil em 2019 pela posse de 200 cartuchos de espingarda calibre 16 No seu interrogatório em Benjamin, “Pelado” disse ser católico, com “ensino fundamental incompleto (4ª série)” e que não fora preso ou processado anteriormente.

Indagado se era “dado ao uso de bebida alcoólica”, respondeu que “sim, apenas cerveja”. Disse que tinha cinco filhos, de 19, 15, 13, dez e dois anos de idade. Embora tenha reconhecido a posse da munição e que ela seria levada para sua comunidade, ao mesmo tempo e de forma contraditória “afirmou ser inocente”.

“Pelado” disse ainda que possuía uma espingarda calibre 16, “mas que deixa a mesma na comunidade de São Gabriel, para a qual tais munições seriam levadas”. Foi dessa mesma comunidade que “Pelado” partiu de barco em perseguição a Bruno e Dom na manhã do dia 5, até alcançá-los e matá-los – segundo a polícia, ele e seu colega pescador, Jeferson Lima Silva, o “Pelado da Dinha”, agiram de forma traiçoeira ao atirar em Bruno pelas costas, sem chance de defesa às vítimas.

A polícia investiga se outros membros dessa comunidade, como o irmão de “Pelado”, Oseney Oliveira, o “Dos Santos”, participaram da ocultação dos dois corpos.

O gestor da Polícia Civil em Benjamin Constant – cargo equivalente ao de delegado em municípios do Amazonas que não possuem delegado –, Alcy Barbosa, disse que um cartucho de espingarda calibre 16 pode ser adquirido por até R$ 5 no lado peruano da fronteira. No varejo brasileiro, o preço dessa munição pode chegar a R$ 10. Assim, pelos atuais valores brasileiros as 200 munições apreendidas com “Pelado” custariam até R$ 2 mil. Barbosa não estava lotado na cidade na época de “Pelado” e por isso não tinha informações sobre o registro nem explicação sobre o pescador não ter sido denunciado pelo Ministério Público ao término do inquérito.

O delegado da Polícia Civil em Atalaia do Norte, Alex Perez, disse à Agência Pública que “existe um inquérito instaurado em Benjamin Constant no qual ele [“Pelado”] inicialmente tinha sido indiciado por apreensão de cartuchos”. “Mas não sei o motivo pelo qual ele não foi incluído no relatório final do delegado ou do gestor de lá. E juntamente com o promotor fomos analisar. Só que no relatório final ele [“Pelado”] não entrou… não foi ratificado o indiciamento. Mas ele foi [sim] investigado por participação nessa situação.”

O advogado Hurigel Bruno de Araújo, que defendeu “Pelado” na prisão em flagrante, disse que atuou até a soltura do pescador e não se recorda de detalhes do processo. Afirmou que “não gostaria de comentar o conteúdo do processo” por “questões profissionais”, mas reconheceu que o processo é público.

“Faz tanto tempo que não me lembro mais desse caso. Fui chamado para socorrer ele no flagrante e ele foi posto em liberdade e desde esse dia eu não vi mais ele, não tive mais contato. Eu trabalho em Tabatinga e ele mora em Atalaia do Norte, salvo engano, numa comunidade, e não tive mais contato.”

“Na realidade [não] me chamaram nem para advogar para ele, foi para advogar para uma outra pessoa e ele estava lá, pediu ajuda. Não foi especificamente para ele. Eu tomei pé da situação lá, mas não era exclusivamente para ele, não, entendeu? Envolvia outras pessoas que foram presas e ele estava lá no flagrante”, disse o advogado.

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Fonte: IG Nacional

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Habeas Corpus para cônsul alemão é negado

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Cônsul Alemão, viúvo de belga
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Cônsul Alemão, viúvo de belga

O Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ) negou, neste domingo (7), o pedido de Habeas Corpus solicitado pela defesa do diplomata alemão Uwe Herbert Hahn. O cônsul foi preso em flagrante neste sábado , suspeito de matar o marido, o belga Walter Henri Maxilien Biot, de 52 anos, em um apartamento em Ipanema, na Zona Sul do Rio.

Segundo a defesa do cônsul, a prisão teria sido ilegal, pela ausência de flagrante para a sua custódia, bem como considerando a imunidade diplomática.

A juíza Maria Izabel Pena Pieranti, do plantão judiciário do Tribunal de Justiça, se manifestou pela manutenção da prisão preventiva por entender que não caberia ao plantão judicial decidir sobre a soltura do investigado e que isso deveria ser feito em audiência de custódia.

“O Plantão não é um prolongamento do expediente forense, funcionando com normas próprias, específicas e cogentes. E, por óbvio, não pode o Juiz do Plantão desviar-se dos estritos termos das referidas normas. Não olvidemos que este Órgão Jurisdicional não tem o desiderato de atender a toda e qualquer demanda. Como tal, para atender as medidas que se enquadrem às finalidades textuais, há de pautar-se excepcional e parcimoniosamente”, completou.

O cônsul alemão teria afirmando, durante seu depoimento realizado na 14ªDP (Leblon), ao qual O DIA teve acesso, de que ele teria enviado uma foto do seu marido caído no chão do seu apartamento a um amigo residente em Nova Iorque, nos Estados Unidos. Enquanto estava caída, a vítima emitia gemidos de dor, mas Hahnn disse achar que se tratava de embriaguez, o que seria de costume.

Imunidade

Segundo Caio Padilha, advogado criminalista, a imunidade diplomática não se aplica no caso.”O Supremo tribunal federal (STF), ao analisar casos com esse tema, aponta que o artigo 41 da Convenção de Viena só se aplica se o crime tiver relação com o exercício da função. Então, não há óbice que impeça a prisão preventiva ou em flagrante de um cônsul, principalmente em crimes graves”, disse.

A prisão do cônsul realizada pela Polícia Civil foi em flagrante. A reportagem não encontrou sua defesa; o consulado alemão ainda não se manifestou.

Noite do crime

A polícia foi acionada na noite de sexta-feira, dia 5, para o apartamento do cônsul, uma cobertura em Ipanema, Zona Sul do Rio. O médico do Samu, identificado como Pedro Henrique, foi acionado por volta das 20h e se recusou a atestar o óbito por mal súbito. A polícia acredita que o cônsul tenha demorado a chamar o socorro e confessou que pediu para que uma limpeza fosse feita no apartamento, o que dificultou a perícia. No entanto, luminol foi usado no imóvel e marcas de sangue foram encontradas em móveis.

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Fonte: IG Nacional

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Agentes do Samu se jogam no chão durante tiroteio

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Os agentes do Samu registraram o momento de perigo nas redes sociais
Reprodução Instagram

Os agentes do Samu registraram o momento de perigo nas redes sociais

Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) passou um susto na manhã deste domingo (7). No entorno da Vila do João, comunidade na Zona Norte do Rio, os agentes de saúde tiveram que deitar no chão por conta de um tiroteio que acontecia ali. O momento foi registrado pelos próprios agentes, nas redes sociais.

Ao GLOBO, a assessoria de comunicação da Polícia Militar explicou que policiais militares da UPP Arará/Mandela foram “alvos de disparos de arma de fogo provenientes de criminosos da comunidade Vila do João” quando pararam na Avenida Brasil, sentido Zona Oeste, para sinalizar a pista ao observarem um acidente de trânsito sem vítimas no local.

Ainda segundo a PM, o tiroteio não deixou feridos e a ocorrência foi registrada na 21ª DP.

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Fonte: IG Nacional

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