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Mães pet podem comer os próprios filhotes por algumas razões; conheça

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Entre cadelas e gatas o comportamento de comer os filhotes é raro, mas pode acontecer devido à questões de saúde do próprio filhote
Chiemsee2016/Pixabay

Entre cadelas e gatas o comportamento de comer os filhotes é raro, mas pode acontecer devido à questões de saúde do próprio filhote

Para os seres humanos pode ser algo simplesmente impensável e repugnante pensar em se alimentar com a carne de um igual, especialmente se tratando do próprio filho, mas na natureza isso não é tão incomum e existe uma explicação perfeitamente aceitável para isso.

Ao contrário dos humanos que, geralmente, têm apenas um filho por vez, muitos animais podem ter até 10 filhotes em uma única ninhada, algo impensável para quem precisa sobreviver na natureza, procurando por recursos escassos e se protegendo de eventuais predadores.

Primeiramente, as fêmeas podem se alimentar de um filhote que tenha nascido com alguma deficiência e que naturalmente não conseguiria sobreviver por muito mais tempo. Outro ponto é que a fêmea pode não conseguir alimentar tantos filhotes de uma só vez, algo que a enfraqueceria e prejudicaria de forma geral a própria sobrevivência da mãe e de toda a ninhada. Ao se alimentar dos filhotes, ela garante nutrientes necessários para se fortalecer e aumentar as chances de sobrevivência dos filhotes remanescentes.

Quanto aos predadores, muitas vezes as fêmeas podem preferir elas mesmos se alimentarem dos filhotes, do que dar a chance a um predador de fazê-lo, e se fortalecer ainda mais por isso, ou apenas abandoná-los, para que possa sobreviver e, dessa forma, garantir que haja novas ninhadas no futuro.

Vale pensar que, caso a mãe morra, as chances de sobrevivência dos filhotes na natureza é quase zero, mas com a sobrevivência da mãe, novas ninhadas poderão nascer no futuro – e, consequentemente, a sobrevivência da espécie.

Um exemplo bem comum são os hamsters,  que as fêmeas têm, em média, oito filhotes e podem comer dois deles. Testes feitos em laboratórios constataram que, ao retirar alguns filhotes após o nascimento, esse canibalismo era cessado, mas ao acrescentar mais filhotes, o comportamento aumentava.

Em ambiente doméstico

Uma vez que se considere a questão de sobrevivência de animais na natureza, o que levaria a animais domésticos a comerem os próprios filhotes após o nascimento? Para isso, também existem explicações e não é algo pelo qual os tutores devam repreender seus animais de estimação.

Segundo a médica veterinária Saula Cataneo, essa é uma questão instintiva e não tem relação com o ambiente onde as cadelas residem e pode acontecer caso a fêmea perceba que algum animal da ninhada não irá sobreviver. “Normalmente nascem mais filhotes do que a mãe pode cuidar, se a mãe sente que o filhote tem dificuldade para se alimentar e está muito fraco, ela tem esse comportamento. Pode acontecer, mas não é tão comum”, explica.

Para Juliana Damasceno, mestre em psicobiologia e especialista em comportamento felino, essa questão, além de filhotes que já nascem sem chances de sobrevivência, pode estar atrelada à inexperiência das fêmeas para a maternidade e a situações de estresse vivenciadas pela fêmea durante a gestação, embora, ela afirma, sejam casos mais raros.

“Quando os filhotes nascem natimortos, esse é um comportamento adaptativo que acontece na maioria dos animais, como reaproveitamento energético e também como limpeza do local, por assepsia”, explica a bióloga.

Questões de saúde

Em casos de ninhadas com muitos filhotes, a fêmea não tem condições de cuidar de todos e, especialmente em ambientes selvagens, se alimentar dos filhotes pode garantir a sobrevivência dos remanescentes
SimoneVomFeld/Pixabay

Em casos de ninhadas com muitos filhotes, a fêmea não tem condições de cuidar de todos e, especialmente em ambientes selvagens, se alimentar dos filhotes pode garantir a sobrevivência dos remanescentes

Saula Cantaneo explica que o comportamento de comer os filhotes não está diretamente ligado à mãe, mas ao perceber que um filhote não tem chances de vingar. No caso de um filhote debilitado, mas ainda vivo, a veterinária orienta que as fêmeas podem ter um parto assistido e o tutor pode retirar esse filhote da ninhada e cuidar dele separadamente, já que as chances de um filhote menor e mais fraco são maiores, sendo importante notar se, como mãe, a fêmea assumiu um comportamento mais agressivo e a forma como ela lida com os filhotes, nem sempre estando ligado diretamente aos instintos da fêmea.

Ao se alimentar dos filhotes mais debilitados, a fêmea também está garantindo a sobrevivência dos filhotes mais fortes, pois o animal mais fraco pode também debilitar aqueles com mais chances de sobrevivência.

Como explica Juliana Damasceno, quando as fêmeas dão à luz, elas se alimentam da placenta, higienizando os filhotes, quando um filhote natimorto (quando morre ainda dentro do útero), a fêmea tem o impulso de se alimentar desse filhote, como uma forma de higiene e recuperação de energia, essenciais para a sobrevivência do restante da ninhada.

Estresse, depressão ou traumas do passado

Para Saula, não se deve confundir estresse e depressão com esse comportamento, para ela é uma maneira antropomórfica de avaliar os animais. “Os animais não são conscientes, isso significa que eles agem pelo instinto, agem pelo que está marcado geneticamente neles”, afirma.

Contudo, para Juliana, ter passado por situações traumáticas ou estresse crônico durante o período de gestação podem acarretar nesse comportamento, assim como questões nutricionais.

Uma fêmea muito agressiva, ou que está se escondendo demais, pode estar passando por um momento de estresse e isso pode acontecer durante a gestação. “Ela [a gata] tende a ficar mais agressiva, principalmente com outros gatos, o que é normal, mas existe um padrão dessa agressividade, quando se vai além desse padrão, é motivo para se preocupar”, explica a bióloga.

Juliana também alerta para questões pré-existentes de comportamento que, muitas vezes, os gatos já passam e, por falta de informação, os tutores não sabem. “Infelizmente, na maioria das casas acontecem situações estressantes, conflitos com outros gatos, presença de outros animais (e dificuldade de socialização com esses outros animais), alterações na rotina. São muitos os fatores que podem influenciar no bem-estar de um gato, o levando a sofrer com o estresse”.

Assim como fatores ambientais, a saúde física do pet também pode gerar esse estresse, da mesma forma que a agitação pode levar a problemas mais sérios de saúde. “O estresse deixa o animal imunossuprimido, ficando mais suscetível a ter alguma intercorrência física”, diz Juliana.

A inexperiência na maternidade

O tutor pode ajudar a cuidar dos filhotes que tenham nascido mais debilitados e, eventualmente, sofram a rejeição da mãe
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O tutor pode ajudar a cuidar dos filhotes que tenham nascido mais debilitados e, eventualmente, sofram a rejeição da mãe

Em muitos casos a fêmea ainda não está preparada para ser mãe, portanto não terá o instinto maternal para cuidar dos filhotes.

“Isso pode acontecer tanto em animais domésticos quanto em animais selvagens. Na primeira cria a fêmea ainda não está plenamente desenvolvida, seja comportamental ou fisicamente, para prover os cuidados maternos”, explica Juliana, que ressalta que é algo raro de acontecer, mas é possível, principalmente em casos de filhotes que nascem com alguma deformidade, ou já sem vida.

A importância do pré-natal

Saula Cataneo destaca que é muito importante que seja feito o pré-natal para se certificar de quantos filhotes a fêmea está esperando, mas que, durante o parto, o recomendado é que o tutor não interfira ou, caso haja necessidade, que interfira minimamente.

“No caso de parto assistido, o ideal é que o tutor esteja apenas amparando, pois isso pode levar a rejeição [da fêmea com o filhote]”, explica a veterinária.

“A mãe irá rasgar a bolsa e lamber o filhote, o que é um processo fundamental. Este ato de limpeza do animal estimula o pulmão, desobstruindo as vias aéreas. Esse é o comportamento esperado e a fêmea precisa passar por isso”, destaca Saula, que acrescenta que, caso se perceba que em um parto que deveriam nascer quatro filhotes, nasceram apenas três, e a fêmea está muito ofegante, ela está passando por complicações no parto e o tutor deve leva-la ao veterinário imediatamente.

“O auxílio do parto só deve ser feito quando necessário, pois este momento é muito da mãe. E caso ela rejeite o filhote ou demonstre que pode ataca-lo, o tutor deve isolar o recém-nascido por um tempo da fêmea”, completa.

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Fonte: IG PET

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Guia de Raças: conheça o Cesky Terrier, o cachorro raro e com franja

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O Cesky Terrier é uma raça de cão conhecida por ter uma franja que nasce da testa
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O Cesky Terrier é uma raça de cão conhecida por ter uma franja que nasce da testa

A raça Cesky Terrier, também conhecida como Bohemian Terrier, é originária da República Tcheca e é o resultado de um cruzamento entre outras duas raças: um Sealyham Terrier macho e uma Scottish Terrier fêmea.

O objetivo do cruzamento , idealizado pelo geneticista tcheco Frantisek Horak, foi o de criar uma raça de Terrier de caça que tivesse peso leve, membros curtos, que fosse bem pigmentada, com orelhas caídas, além de ser fácil de tratar e de treinar.

A ideia de Horak era criar uma raça que conseguisse caçar verozmente como um verdadeiro terrier, mas também trabalhar em matilhas como cães de caça de porte maior  e, ao mesmo tempo, ser gentil e obediente em casa, como os retrievers .

Para atingir a pelugem específica , há alguns historiadores que afirmam que o geneticista utilizou também as raças  Dandie Dinmont Terrier e Dachshund de pelo duro.

A pelagem fina e sedosa vem em vários tons de cinza, incluindo uma platina deslumbrante. Pelos faciais ondulados dão a Ceskys um visual esportivo e continental, e o pescoço médio-longo dá uma pitada de elegância a esses terriers. Os machos costumam medir 29 cm e as fêmas 27 cm.

Os Ceskys foram reconhecidos oficialmente pela Federação Cinológica Internacional em 1963 e importados pela primeira vez para os Estados Unidos no final de 1980. A raça foi admitida no American Kennel Club (AKC) – um dos maiores clubes de registro genealógico de cães de raça pura do mundo – em 2011. 

A personalidade do Cesky Terrier

O Cesky Terrier é um companheiro inteligente que gosta de brincadeiras, além de ser aventureiro. É ótima companhia para as crianças e também de caminhada. Eles são tenazes, mas um pouco mais descontraídos e dóceis do que o terrier padrão.

Embora a raça seja determinada e guiada pelo instinto de caça às presas, ela tem um comportamento mais maduro do que um terrier típico.

São desconfiados com estranhos e protetores com os entes queridos, o que os tornam bons  cães de guarda , o que é facilitado com a capacidade ágil que eles têm de treinamento e a vontade natural de querer agradar.

O grande problema é que eles são uma uma raça escassa, que conta com cerca de 600 animais vivendo nos Estados Unidos, de acordo com o American Kennel Club. 

Cuidados básicos com a higiene

Aparar o pelo de um Cesky Terrier exige um tosador profissional de confiança pelo fato da raça ser escassa e muitos especialistas em tosa nem sequer terem visto um na vida.

A pelagem da raça não costuma soltar muita sujeira, então é preciso dar banhos regulares. Um ponto de atenção são os pelos nas orelhas, que costumam ser fartos e, por consequência, precisam ser aparados regularmente para evitar  infecção na região.

E é claro, o charme está nos pelos que crescem na região próxima da testa e que dão um ar diferenciado para a raça com uma franja única. Contudo, é importante prestar atenção se esse pelo não vai atrapalhar a visão do animal ou incomodar os olhos.

Cuidados básicos com a saúde

Esta raça apresenta alguns problemas genéticos devido ao cruzamento que a deu origem, como joelhos escorregadios, problemas cardíacos, atrofia progressiva da retina e catarata.

Muitos sofrem também com um problema neurológico conhecido como Scotty Cramp, um distúrbio que faz com que o cão tenha espasmos, afetando seu movimento, mas que não representa risco de vida.

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Taurina reforça sistema imunológico e pode retardar envelhecimento

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Gatos têm mais necessidade de reposição de taurina do que outros animais.
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Gatos têm mais necessidade de reposição de taurina do que outros animais.

A taurina é um aminoácido que no organismo pode ser encontrada em diferentes tecidos e órgãos, auxiliando diretamente no fortalecimento do coração e dando suporte ao fluxo sanguíneo saudável, além de ter efeito antioxidante nas membranas celulares.

Um estudo recente apontou que o aminoácido é capaz de retardar o envelhecimento . A pesquisa realizada na Universidade de São Paulo (USP) envolveu 24 voluntárias, entre 55 e 70 anos de idade, que foram divididas de forma aleatória em dois grupos.

Metade das participantes consumiu três cápsulas diárias com 500 miligramas de taurina cada (1,5 grama por dia) durante 16 semanas. O outro grupo ingeriu apenas cápsulas contendo amido de milho (placebo). Nem as participantes ou os pesquisadores sabiam a que grupo cada uma pertencia.

Amostras de sangue coletadas antes e ao final da pesquisa apontaram um aumento de quase 20% na concentração da enzima superóxido dismutase (SOD) no grupo que recebeu taurina, enquanto que no outro essa enzima diminuiu 3,5%. A SOD protege a célula das reações danosas do radical superóxido, o que tem como um dos resultados o retardamento do envelhecimento.

O estudo ainda está em sua fase inicial e avalia a dosagem certa, além dos possíveis efeitos colaterais – que não foram observados em nenhuma das voluntárias. 

Aminoácido é importante principalmente para gatos 

Na natureza, a taurina está presente somente em alimentos de origem animal, como carne e aves, especialmente vísceras, como fígado, coração e rim, frutos do mar e ovos. No entanto, é difícil obter a quantidade diária recomendada apenas com a dieta.

Por se tratar de um nutriente essencial, principalmente para gatos, – quando tratamos de pets -, é possível repor a suplementação desse aminoácido de forma sintética. Para a médica veterinária Mayara Baller, a dieta mix feeding – que combina alimento caseiro com ração -, quando oferecida ao pet sem acompanhamento médico – pode acarretar na deficiência do aminoácido.

“Essas dietas geralmente são produzidas pelos tutores em casa e dificilmente acompanhadas por um médico veterinário ou zootecnista. Aí mora o grande perigo, pois sem acompanhamento o tutor não tem a certeza que a alimentação atende às necessidades nutricionais do animal”, afirma a médica veterinária.

A deficiência de taurina no organismo pode causar uma série de problemas, entre eles disfunção imunológica, perda de audição, degeneração da retina central até a completa cegueira e também Cardiomiopatia Dilatada (CMD) – doença degenerativa do músculo cardíaco.

Segundo a especialista, é importante que o tutor ofereça refeições completas, além de providenciar suplementação adequada de acordo com as exigências nutricionais relacionadas à idade e raça. 

“É importante sempre estar atento aos rótulos dos produtos oferecidos, certificando-se que ali estão os nutrientes necessários. Além de, claro, sempre consultar um profissional da área”, afirma. 

Além de problemas no coração, o alto déficit de taurina no organismos de gatos pode causar cegueira total, entre outros problemas
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Além de problemas no coração, o alto déficit de taurina no organismos de gatos pode causar cegueira total, entre outros problemas

A médica veterinária e gerente de produtos pets Marina Tiba explica que os organismos produzem a taurina de forma endógena quando há déficit, ou seja, o próprio organismo origina o aminoácido a partir de um tecido interno de um órgão. A questão é que os felinos fazem a produção sintética de forma insuficiente, o que traz a necessidade de reposição.

“Por isso a reposição é considerada essencial para gatos, mas não necessariamente para as demais espécies. Além disso, gatos são considerados animais carnívoros restritos e a dieta ancestral supria esta demanda de aminoácidos, o que não acontece mais com a alimentação de ração”, explica a veterinária.

A especialista conclui descrevendo os problemas específicos que a deficiência de taurina pode causar em gatos.

“Degeneração central de retina, anormalidades reprodutivas em fêmeas como alta incidência de reabsorção fetal, abortos, baixo peso ao nascer, baixa expectativa de vida nos filhotes, indução de cardiomiopatia miocárdica e comprometimento da função imunológica”, diz Marina, que acrescenta com alguns problemas que podem ocorrer em cães, caso haja a deficiência.

“Em cães, este déficit tem baixa frequência, porém em condições de baixos níveis do aminoácido pode os predispor à cardiomiopatia miocárdica em raças de porte grande”, finaliza.

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Fonte: IG PET

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