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Corpos de Dom e Bruno serão entregues às famílias nesta quinta-feira

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O indigenista Bruno Araújo e o jornalista Dom Phillips
Reprodução – 06/06/2022

O indigenista Bruno Araújo e o jornalista Dom Phillips

A Polícia Federal informou que os corpos do  jornalista inglês Dom Phillips e do indigenista Bruno Pereira serão entregues às suas famílias nesta quinta-feira. Os restos mortais estão previstos para deixar o aeroporto de Brasília às 14h. De acordo com o Comitê de Crise, criado para investigar o caso, os exames de DNA foram concluídos e os resultados confirmaram que os restos mortais encontrados na cena do crime são de Phillips e Pereira .

“As amostras biológicas apontaram a presença de 02 (dois) Perfis Genéticos distintos nos remanescentes humanos encontrados pela Perícia da Polícia Federal. Os resultados encontrados estão em consonância com as análises de Odontologia Legal, da Antropologia Forense e da Papiloscopia que apontaram tratar-se dos remanescentes de Dom Phillips e Bruno Pereira”, diz a nota da Polícia Federal.

No domingo, a Polícia Federal (PF) informou que subiu para oito o número de suspeitos de envolvimento com as mortes — três deles já foram presos durante as investigações sobre o caso. De acordo com a polícia, mais cinco homens que ajudaram a ocultar os corpos de Bruno e Dom na mata foram identificados. A polícia, porém, não informou os nomes.

Último a ser preso, Jeferson da Silva Lima, conhecido como “Pelado da Dinha”, confessou em depoimento à Polícia Civil que estava na cena do crime, mas negou ter atirado contra Bruno e Dom Phillips.

Os outros dois presos, que também estão na carceragem da delegacia, são os irmãos Amarildo da Costa Oliveira, o “Pelado”, e Oseney da Costa de Oliveira, o “Dos Santos”. Segundo o superintendente da PF do Amazonas, Eduardo Alexandre Fontes, Pelado confessou ter cometido o crime. Dos Santos, por sua vez, teria negado a participação no crime, versão em que os policiais não confiam.

Os cinco fazem parte do grupo de pescadores ligados a Pelado e podem ser da comunidade de São Rafael, de acordo com investigadores. A ocultação de cadáver é um crime mais leve, com pena de 1 a 3 anos de prisão. De acordo com essa fonte, os assassinatos teriam sido cometidos num dia e os corpos oculados e o barco afundado no dia seguinte.

“As investigações continuam no sentido de esclarecer todas as circunstâncias, os motivos e os envolvidos no caso. Os trabalhos dos peritos do Instituto Nacional de Criminalística continuam em andamento para completa identificação dos remanescentes humanos e compreensão da dinâmica dos eventos”, diz a nota da PF.

Segundo as apurações, Pelado e os outros suspeitos presos faziam parte de um grupo de pesca e caça ilegal de animais vetados por lei, como pirarucus, tracajás e tartarugas, no Vale do Javari — região onde há a maior presença de indígenas isolados e a segunda maior reserva indígena do país. O suspeito já havia sido citado em denúncias feitas por Bruno e a Unijava (União dos Povos Indígenas do Vale do Javari), remetidas às autoridades.

Há indícios de que o esquema de pesca e caça ilegal seria custeado pelo narcotráfico e usado para lavar dinheiro. O Vale do Javari se situa na tríplice fronteira entre Brasil, Peru e Colômbia. A região é conhecida por fazer parte da rota da cocaína e skunk, que são produzidos nos países andinos e enviados ao Brasil para abastecer o mercado interno e externo.

Desde o início das investigações, testemunhas relataram terem visto Pelado e outras duas pessoas em uma embarcação indo atrás de Bruno e Dom no rio Itaquaí, que faz parte da bacia do Alto Solimões.

Exames feitos no Instituto de Criminalística da PF, em Brasília, concluíram que Bruno levou três tiros, um na cabeça e dois no tórax; e Dom, um no abdômen.

Sem mandante, diz PF Na manhã de sexta-feira, a Polícia Federal afirmou que os suspeitos de envolvimento no desaparecimento do indigenista Bruno Pereira e do jornalista inglês Dom Phillips agiram “sem mandante nem organização criminosa por trás do delito”, segundo indicam as investigações. A PF diz também, no entanto, que mais prisões devem acontecer, dado existirem indícios da participação de outras pessoas no crime.

Ainda segundo a nota, as buscas pela embarcação da dupla, que teria sido afundada por Pelado, que confessou o assassinato dos dois, continuam nesta sexta-feira, com apoio dos indígenas da região e dos integrantes da União dos Povos Indígenas do Vale do Javari. A entidade contesta a versão de que não houve mandante.

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4 de 10 pessoas creem que Bolsonaro incentiva ilegalidade na Amazônia

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4 de 10 pessoas creem que Bolsonaro incentiva ilegalidade na Amazônia
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4 de 10 pessoas creem que Bolsonaro incentiva ilegalidade na Amazônia

Um levantamento do Datafolha apontou que aproximadamente 4 em cada 10 brasileiros avaliam que o presidente de Jair Bolsonaro (PL) mais incentiva do que combate ilegalidades na Amazônia como pesca irregular, invasão de terras indígenas, desmatamento e garimpo ilegal.

A pesquisa mostrou entre 39% e 43% dos entrevistados acredita que o atual governo age mais para estimular do que de enfrentar os problemas da região. Já para um percentual entre 31% a 35% a atual gestão atua mais no combate do que incentivo a criminalidade no território amazônico.

Entre 8% e 10% afirmam que Bolsonaro não fomenta nem reprime os crimes. Já 13% a 18% dos entrevistados não souberam opinar.

O Datafolha entrevistou, na quarta e quinta-feira, 2.556 eleitores em 181 municípios de todas as regiões do país. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-09088/2022. A margem de erro é de dois pontos percentuais, e o índice de confiança é de 95%.

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Corpo de Dom Phillips é velado neste domingo em Niterói

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Corpo de Dom Phillips é velado neste domingo em Niterói
Reprodução Twitter/@domphillips 6.6.2022

Corpo de Dom Phillips é velado neste domingo em Niterói

O velório de Dom Phillips acontece na manhã deste domingo no Cemitério Parque da Colina, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio. A cerimônia de despedida é restrita a familiares e amigos do jornalista britânico assassinado no Vale do Javari neste mês. A cremação do corpo está marcada para 12h.

Do lado de fora do cemitério, integrantes de movimentos sociais cobram a continuidade da apuração do assassinato. Com uma faixa estendida, eles perguntam “Quem mandou matar Dom e Bruno?”.

Os corpos do indigenista Bruno Pereira e do jornalista Dom Phillips foram entregues às famílias pela Polícia Federal somente nesta quinta-feira, mais de duas semanas após seus desaparecimentos. Na manhã de sexta, Bruno foi enterrado no cemitério Morada da Paz, em Paulista, região metropolitana do Recife (PE).

O caixão foi coberto com bandeiras do estado de Pernambuco, do Sport – time de coração dele – e com uma camisa da União dos Povos Indígenas do Vale do Javari. O velório contou com a presença de indígenas, como os xukurus, que realizaram rituais pela passagem de Bruno. Também houve pedidos de Justiça, e críticas à gestão do presidente Jair Bolsonaro.

Segundo as investigações do caso, que já prenderam quatro suspeitos pelo crime, Dom e Bruno foram assassinados no Vale do Javari (AM), quando se dirigiam à cidade de Atalaia do Norte. A suspeita é de que as mortes foram cometidas por pescadores que se queixavam da atuação de Bruno Pereira em repressão à pesca ilegal na região, que sofre influência do narcotráfico.

Segundo laudo feito nos corpos, encontrados no dia 15 de junho, 10 dias após o desaparecimento de Dom e Bruno, os dois foram mortos a tiros, com munição de caça.

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