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Subsídio na gasolina desincentiva etanol e atrasa descarbonização

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Queda de impostos da gasolina pode reduzir uso de etanol e afetar agenda de descarbonização
Fabrizio Gueratto

Queda de impostos da gasolina pode reduzir uso de etanol e afetar agenda de descarbonização

A redução de impostos sobre gasolina e diesel, ainda que temporária como propõe o governo federal, pode levar a uma redução no uso do etanol, combustível importante para o processo de redução das emissões de carbono no país. A avaliação é de Marcio de Lima Leite, presidente da Anfavea, a associação que representa as montadoras do país.

Segundo ele, o etanol tem ICMS até 50% menor do que os demais combustíveis em alguns estados. Com a redução de impostos federais (PIS/Cofins e Cide) e a expectativa de que o Congresso limite o ICMS dos combustíveis a 17%, o preço da gasolina e do diesel nas bombas deve cair.

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“O etanol e os biocombustíveis têm tributação distinta dos combustíveis fósseis. Em alguns estados o ICMS é até 50% menor. E a redução do imposto não será proporcional para o etanol, o que pode elevar a um desequilíbrio no uso desse combustível, que é fundamental para o processo de descarbonização do país. A utilização do etanol tem que ser preservada para que não ocorra migração para outros combustíveis”, disse Lima leite.

Ele observa que uma redução de impostos é importante para a retomada da economia e para o setor automobilístico, além de ajudar a conter a inflação. Mas é importante observar também que existe essa diferença de impostos entre combustíveis fósseis e biocombustíveis, afirma Lima Leite.

Durante apresentação dos números de produção e vendas de veículos em maio, o presidente da Anfavea destacou que além da falta de semicondutores, o setor tem enfrentado também problemas com outros insumos.

Segundo ele, estão faltando itens como borracha (que tinha importação expressiva da Ásia antes dos problemas da cadeia de logística e o Brasil não é autossuficiente na produção), além de cabos, resinas, tintas e solventes.

Esse problema, aliado à guerra na Ucrânia e fechamento de portos na China fez com que a indústria brasileira deixasse de produzir 150 mil veículos nos primeiros cinco meses do ano. Entre maio e junho, deste ano, foram produzidos 888 mil veículos. No mesmo período do ano passado, a produção chegou a 982 mil unidades, uma queda de 9,5%.

Ainda assim, em maio, a produção de veículos subiu 10,7% em relação a abril, chegando a 205,9 mil unidades frente aos 186 mil fabricados em abril.

De acordo com a Anfavea, foram constatadas 16 paralisações de fábricas nacionais, este ano, uma média de 20 dias parados para cada unidade.

“Por isso, um novo olhar sobre a indústria local para evitar novas crises de abastecimento de insumos é fundamental. Isso requer sendo de urgência”, disse o presidente da Anfavea.

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Economia

Dólar sobe para R$ 5,09 com preocupações sobre China

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A divulgação de dados econômicos fracos sobre a China provocou instabilidade no mercado financeiro de países emergentes. O dólar disparou pela manhã, mas desacelerou ao longo do dia. A bolsa de valores iniciou o dia em baixa, mas reverteu o movimento, impulsionado por ações de varejistas.

O dólar comercial encerrou esta segunda-feira (15) vendido a R$ 5,092, com alta de R$ 0,018 (+0,35%). A cotação chegou a R$ 5,14 no início das negociações, mas a tensão diminuiu com a entrada de fluxos externos durante a tarde de investidores atraídos pelos juros altos no Brasil, o que permitiu que o câmbio se mantivesse abaixo de R$ 5,10.

Com o desempenho de hoje, a moeda norte-americana acumula queda de 1,6% em agosto. Em 2022, o recuo chega a 8,68%.

A volatilidade também afetou o mercado de ações. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 113.032 pontos, com alta de 0,24%. Pela manhã, o indicador chegou a cair 1,44%, após a divulgação de que a economia chinesa continuou a desacelerar. No entanto, a melhoria no mercado norte-americano durante a tarde e a alta de ações de setores ligados ao consumo trouxeram o índice para cima.

A política de lockdowns imposta pelo governo chinês para combater a economia de covid-19 fez a economia do país asiático registrar forte desaceleração em julho. Além disso, o prolongamento da crise imobiliária tem afetado a retomada da segunda maior economia do planeta. Problemas econômicos na China afetam países exportadores de commodities (bens primários com cotação internacional), como o Brasil.

Por outro lado, fatores ligados à economia doméstica ajudaram a amenizar as notícias vindas da China. A perspectiva de que o ciclo de alta da taxa Selic (juros básicos da economia) tenha chegado ao fim tem atraído capital externo para o Brasil. Paralelamente, as ações de empresas ligadas ao consumo doméstico passaram a recuperar-se com a expectativa que a Selic comece a cair no próximo ano.

* Com informações da Reuters

Edição: Valéria Aguiar

Fonte: EBC Economia

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O que esperar do 5G no varejo? Tecnologia promete revolucionar o setor

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O que esperar do 5G no varejo? Tecnologia promete revolucionar o setor
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O que esperar do 5G no varejo? Tecnologia promete revolucionar o setor

Sinônimo de inovação, a chegada do 5G ao Brasil promete revolucionar o varejo e as relações sociais.  Já disponível em Brasília, Porto Alegre, João Pessoa, Belo Horizonte e São Paulo, a expectativa é que a tecnologia esteja em todas as capitais brasileiras até o final deste ano. Mais do que velocidade de navegação, o 5G promete transformar as experiências de compra, que serão mais completas, diferenciadas e eficientes.

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Segundo o relatório da EMIS, plataforma digital do Grupo ISI Emerging Markets, estima-se um aumento de 3,8% nas vendas do varejo brasileiro em 2022. Esta perspectiva já é realidade para a China, que além de liderar a corrida de implantação do 5G, aumentou 4,9% das suas vendas em outubro de 2021.

“Realidade virtual, lives commerce , metaverso e muitas outras tecnologias serão facilitadas com o 5G. É a hora dos executivos se atentarem às tendências e possibilidades que dão match com o seu público-alvo. Por isso, traçar caminhos estratégicos e inovadores para cada negócio é crucial neste momento, afinal o 5G traz benefícios para todos”, afirma Jefferson Araújo, CEO da Showkase, plataforma de vendas online.

Há quem diga que o 5G mudará o jeito de se fazer varejo no Brasil. Ampliar o uso da inteligência artificial (IA) e da internet das coisas (IoT), isto é, dos produtos interconectados também está no radar. Com isso, o consumidor que está cada vez mais exigente e imediatista, além de uma experiência de compra mais completa, poderá ter um consumo ainda mais eficiente. Por outro lado, os varejistas terão novas oportunidades e facilidades, inclusive em etapas burocráticas como o pagamento.

Mas, afinal, o que esperar da tecnologia 5G? O executivo listou abaixo três avanços significativos para o varejo brasileiro:

Fidelidade à marca

Inovação, qualidade e agilidade são premissas para o 5G. A tecnologia possibilitará que o atendimento automatizado ganhe ainda mais espaço no dia a dia do cliente. A partir da implementação de soluções como IoT e IA, será possível coletar dados dos usuários, identificar demandas e proporcionar experiências personalizadas.

“O 5G possibilita uma coleta mais veloz e em maior volume, capaz de otimizar a experiência do cliente durante toda sua jornada de compra. Mapear hábitos e padrão de consumo é essencial para uma experiência mais assertiva. Estes dados são valiosos para mais do que ampliar os lucros da empresa, aumentar a fidelidade à marca”, explica Araújo.

Automatização dos processos

Com a chegada do 5G, o machine learning – ramo da inteligência artificial (IA) que reconhece padrões ou a capacidade de aprender continuamente ou fazer previsões com base em dados – também se beneficia e, consequentemente, traz avanços significativos para o varejo.

A tecnologia, além de apoiar estratégias de segurança, automatiza pagamentos e aprimora a performance nas operações, a exemplo da gestão dos funcionários, estoque e logística. “Os clientes terão os prazos de entrega mais atualizados e rastreados em tempo real. Embora esta tecnologia já exista, nem sempre há um funcionamento sem atrasos. Em resumo, o 5G traz maior estabilidade e velocidade aos processos que já existem”, destaca o executivo.

Presença digital e omnichannel

O comércio eletrônico registou um crescimento significativo nos últimos meses: 12,59% no primeiro trimestre de 2022, aponta índice do MCC-ENET, desenvolvido pela Neotrust | Movimento Compre & Confie, em parceria com o Comitê de Métricas da Câmara Brasileira da Economia Digital.

De acordo com Jefferson Araújo, diante desse boom do e-commerce, os empresários precisam estar cada vez mais atentos às estratégias multicanais disponíveis para o varejo. O 5G promete acelerar as soluções em omnichannel , possibilitando assim que o varejista esteja presente em mais de um canal de venda e ofereça uma experiência personalizada para o cliente. “Hoje, o omnichannel é o caminho mais promissor para os resultados do varejo”, complementa o CEO.


Fonte: IG ECONOMIA

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