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SP: dependentes químicos fazem internações voluntárias e involuntárias

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Cracolândia
Reprodução: flickr – 06/06/2022

Cracolândia


A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, conta com internações voluntárias e involuntárias para o tratamento para  dependentes químicos na capital.

“O número maior de atendimentos é com a internação voluntária. Mensalmente, atendemos mais de 400 pessoas nas nossas unidades do CAPs (Centros de Atenção Psicossocial). Temos 97 postos espalhados pela cidade. No entanto, desde o mês de abril, tivemos 22 casos de internação involuntária”, afirma o prefeito Ricardo Nunes.

Nunes destaca que, nesta situação, as pessoas que têm parentes com dependência química solicitam ao poder público que a pessoa seja analisada por um médico e, se esse profissional considerar necessário, faz a internação voluntária. “Quem tem pessoas que fazem uso de drogas como crack podem procurar qualquer um dos 97 Caps, nossas 23 UPAs ou nossa tenda emergencial do SIAT (Serviço Integrado de Acolhida Terapêutica), na rua Helvétia (no Centro da cidade)”, declara.

Os Caps trabalham sem necessidade de agendamento, ofertando escuta de acolhimento inicial durante todo o período de seu funcionamento, de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h. A partir dessa avaliação, as providências necessárias para a continuidade do atendimento são acordadas com os familiares.”

O prefeito também enfatiza que os protocolos da Prefeitura para as internações involuntárias estão sendo aperfeiçoados. “Estamos intensificando o que já existe na lei estabelecida em 2019. Temos o hospital Bela Vista, na região central, é referência para tratamento das pessoas em situação de rua e também para essas pessoas poderem se desintoxicar”.


De acordo com o secretário municipal Luiz Carlos Zamarco, a internação tem previsão de duração de 90 dias, período durante o qual é feita a desintoxicação do paciente. Na sequência, o tratamento tem continuidade nos Caps e SIATs da cidade.

“Durante o período de desintoxicação as pessoas são medicadas para passar pelo período de abstinência das drogas porque podem se tornar agressivas, violentoas. Às vezes, muitas delas se recuperam em 30 dias. Nesse período elas são acompanhadas por uma equipe composta por assistentes sociais, psicólogos e psiquiatras, para ser convencido a não utilizar mais entorpecentes”, explica Zamarco.

Espirometria

Usuários de crack são pessoas desnutridas, muitas vezes acometidas por tuberculose, segundo o secretário municipal de Saúde. “Por esse motivo, a pedido do prefeito Ricardo Nunes, estamos realizando o exame de espirometria esses pacientes no SIATs emergencial (localizado em uma tenda, na Rua Helvétia). Somente no primeiro dia em que fizemos esse exame, constatamos que 50% dos pulmões de mais da metade dessas pessoas estava comprometido, porque o crack é uma droga inalatória e, misturado a outras substâncias, provoca fibrose pulmonar. Esse paciente vai, entrar em um quadro de insuficiência respiratória, correndo risco de perder a vida”, enfatiza Zamarco.

CAPS

Os Centros de Atenção Psicossocial e as Unidades Básicas de Saúde (UBS) são portas de entrada para o atendimento na área de Saúde Mental dentro da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo. A rede do município conta atualmente com 97 CAPS, sendo 32 deles Álcool e Drogas (AD), 32 Infantojuvenis e 33 Adultos. Ao todo, 40 funcionam como CAPS III (com acolhimento integral – funcionamento 24 horas) e 1 como CAPS IV (com funcionamento 24h e possibilidade de acolhimento integral nas 24h).

Uma equipe multiprofissional composta por médicos psiquiatras, psicólogos, assistentes sociais, enfermeiros, terapeutas ocupacionais avaliam o quadro do usuário e indicam o tratamento adequado para cada caso. O CAPS também atua no acolhimento às situações de crise, nos estados agudos da dependência química e de intenso sofrimento psíquico. A internação hospitalar só é indicada quando esgotadas todas as possibilidades terapêuticas disponíveis no CAPS.

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Fonte: IG SAÚDE

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Síndrome Respiratória Aguda Grave recua em 21 estados e no DF

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Os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) apresentam tendência de queda em 22 unidades da federação, segundo o boletim InfoGripe divulgado hoje (11) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). As exceções são Roraima, onde há tendência de alta, e Amazonas, Amapá, Maranhão e Piauí, cujas incidências se mantiveram estáveis.

A análise considera as últimas seis semanas epidemiológicas, período encerrado em 6 de agosto. Em todo o Sul e Sudeste e em boa parte do Nordeste e Centro-Oeste, a probabilidade de queda nos casos de SRAG é maior que 95%.

O monitoramento dos casos de SRAG ganhou destaque durante a pandemia de covid-19, porque as hospitalizações causadas pelo SARS-CoV-2 passaram a dominar os casos virais dessa síndrome. Segundo a Fiocruz, nas últimas quatro semanas, 79,1% dos casos de SRAG viral foram causados pelo novo coronavírus.

Apesar de apenas o estado Roraima apresentar tendência de alta na análise das últimas seis semanas, quando os pesquisadores se debruçam sobre as capitais, há avanço na incidência da SRAG em Belém, Boa Vista e no Recife.

Edição: Valéria Aguiar

Fonte: EBC Saúde

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Saúde

Fiocruz pede registro de dois testes moleculares para monkeypox

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O Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos da Fundação Oswaldo Cruz (Bio-Manguinhos/Fiocruz) pediu o registro de dois kits de diagnóstico molecular do vírus Monkeypox junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O vírus é considerado uma emergência de saúde pública internacional pela Organização Mundial da Saúde (OMS), e a Anvisa já recebeu cinco pedidos de registro de kits para o diagnóstico da doença.

Um dos kits produzidos pela Fiocruz, chamado kit molecular monkeypox (MPXV), é capaz de fazer a identificação das duas cepas do vírus que circulam de forma endêmica no continente africano. Apenas uma delas, a da África Ocidental, é a responsável pelo surto em outros continentes.

Esse teste é do tipo PCR e consegue identificar o DNA desses dois tipos de vírus em amostras retiradas das erupções cutâneas presentes no indivíduo com suspeita de infecção.

O segundo kit que teve seu registro solicitado no Brasil é para o diagnóstico diferencial, em que outras possibilidades de diagnóstico por vírus relacionados são descartadas.

Com os testes, será possível adotar dois protocolos: no protocolo 1, com o teste MPXV, é feita a detecção e tipagem do monkeypox. Em caso de teste negativo, o protocolo 2 aumenta a possibilidade de esclarecimento do diagnóstico com a utilização do teste diferencial. Segundo a Fiocruz, isso é importante para a vigilância epidemiológica no Sistema Único de Saúde (SUS).

Além de ter desenvolvido e solicitado o registro dos testes, o Bio-Manguinhos já produziu o suficiente para realizar 12 mil testes em casos suspeitos e afirma ter condições de escalonar a produção desses kits sem prejudicar o fornecimento de outros produtos de seu portfólio.

Para a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, uma cadeia de suprimentos mais efetiva e um arranjo produtivo local fortalecido contribuem para a autonomia nacional em relação a insumos indispensáveis ao enfrentamento de problemas de saúde pública.

Edição: Denise Griesinger

Fonte: EBC Saúde

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