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PIB não anima e projeções seguem fracas para a economia em 2022

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Bancos e economistas mantêm projeções de crescimento fraco para o Brasil em 2022
Reprodução: iG Minas Gerais

Bancos e economistas mantêm projeções de crescimento fraco para o Brasil em 2022

O crescimento de 1% no PIB do primeiro trimestre deste ano veio abaixo das projeções de mercado. Ainda assim, grandes bancos e consultorias têm mantido ou até revisado para cima suas estimativas de crescimento para a economia do país. No geral, porém, os analistas esperam um arrefecimento da atividade econômica no segundo semestre, considerando inflação e juros em alta e o cenário eleitoral polarizado.

Para o Itaú, o segundo trimestre ainda deve ter alta relativamente robusta. A equipe de economistas do Itaú Unibanco deverá revisar para cima sua estimativa de alta do PIB para 2022, hoje de 1%, embora o resultado do primeiro trimestre tenha vindo abaixo do 1,3% que o Itaú esperava.

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A economista Julia Gottlieb, da equipe do banco, observa que o indicador diário de atividade econômica criado pelo Itaú (Idat) continua acima do patamar de 100 pontos, melhor do que período pré-pandemia. Para ela, no segundo trimestre, a economia continuará sendo influenciada positivamente pelo consumo.

“Houve estímulos à renda como liberação de parte do FGTTS, antecipação do 13º de aposentados e aumentos salariais nos estados”, diz Gottlieb.

A tendência para o segundo semestre segue de perda de força da atividade econômica. Além dos fim desses estímulos à renda, os juros mais altos devem impactar negativamente o crescimento. O Itaú estima que o Banco Central eleve a Selic até 13,75%. Também a inflação mais alta deve consumir renda.

“No segundo semestre, haverá um efeito contracionista da política monetária, o fim dos estímulos à renda e a inflação mais alta”, explica a economista do Itaú. 

A XP vai manter sua projeção de 1,6%, mesmo com o resultado do primeiro trimestre abaixo do 1,3% previstos pela corretora. Para o segundo trimestre, a estimativa é de crescimento de 0,5% em relação ao primeiro trimestre.

“Os índices de confiança subiram nas últimas tomadas mensal e temos vendas do comércio em abril vindo bem. Há desaceleração do ritmo de crescimento, mas ainda é algo positivo. Para o segundo semestre, a estimativa é de um enfraquecimento da atividade doméstica, provavelmente o aperto monetário deve ser sentido de maneira mais clara”, afirma o economista Rodolfo Margato, da XP.

“Até havia algum viés de alta em relação a essa expectativa, mas com essa surpresa para baixo, a nossa visão até ganha probabilidade. A maior preocupação fica por conta de 2023, com maior aperto global e dissipação de efeitos que têm sido favoráveis para o Brasil , a partir do próximo semestre”, diz ele.

A consultoria Tendências, que já projetava alta de 1% no PIB do primeiro trimestre, deve manter sua previsão mais conservadora, de crescimento de 1% para a economia brasileira no ano.

“O crescimento do primeiro trimestre veio muito influenciada pelo bom desempenho de alguns serviços, especialmente presenciais como hotelaria, bares e restaurantes. É uma recuperação tardia da pandemia devido à normalização da oferta. A indústria, por outro lado, não cresceu”, afirma o analista Thiago Xavier. 

O economista ressalta que, mesmo com a alta da inflação, famílias com renda mais alta têm retomado o consumo de serviços. De modo geral, a alta da atividade nesses serviços têm levado à recente redução da taxa de desocupação.

“As mais ricas estão com poupança, tiveram um fluxo de renda pouco alterado na pandemia e sofrem menos com a inflação. As mais pobres estão mais afetadas pela inflação e têm renda comprimida, tendem a consumir menos serviços”, explica Xavier. Para ele, esse bom desempenho dos serviços não deve se manter no segundo semestre.

“O governo adiantou o 13º de aposentados e pensionistas, fez uma liberação de recursos do FGTS, mas isso tem efeitos pontuais. Nós vemos um segundo semestre devagar por fatores como inflação, juros altos e a eleição, que deve paralisar decisões de investimentos e gastos de longo comprometimento”, diz. 

O efeito da alta no preço de commoditties no geral deve beneficiar os setores exportadores do Brasil, especialmente o agronegócio, segundo o analista.

“É o fator preponderante para prevermos crescimento de 1% neste ano, mas o efeito ocorre de maneira defasada, deve ser sentido também em 2023.”

O Credit Suisse vai manter, por enquanto, sua projeção atual de 1,4% para o crescimento do país, mesmo com o desempenho do primeiro trimestre aquém da estimativa do banco, que era de 1,2%.

“Nossa surpresa ficou concentrada no desempenho fraco da indústria, pelo lado de oferta, e no lado de inevstimentos, pela demanda”, diz Lucas Vilela, economista do banco. 

Para ele, o efeito da política de alta de juros levada a caob pelo Banco Central para conter a inflação elevada deve começar a ser sentido de maneira mais forte já no segundo trimestre, mas o banco destaca um bom desempenho da geração de vagas no mercado de trabalho.

“A atividade econômica deve retrair com a alta dos juros. Na margem, porém, temos visto uma dinamica um pouco mais favorável (para a economia) nas últimas duas semanas. Vemos alguns vetores de crescimento econômico, como o mercado de trabalho, motor de crescimento do consumo e dos investimentos, e as exportações líquidas do setor externo”, avalia. O banco destaca a perspectiva favorável para os setores ligados a commoditties, que devem turbinar exportações brasileiras. Hoje, as commoditties representam dois terços das exportações do país.

“Há problemas estruturais na cadeia global de suprimentos, o ciclo de alta de preços não deve ser resolvido no curto prazo”, explica Vilela. 

Medidas como a liberação do FGTS devem ter, segundo ele, efeito pontual no consumo e os recursos devem ser usados principalmente para reduzir endividamento.

Para o economista do banco BV Carlos Lopes, as recentes altas na taxa básica de juros pelo Banco Central, medidas tomadas para combater a inflação, associadas ao aperto no crédito e à confiança ainda em baixa, vão fazer com que a segunda metade do ano seja mais difícil.

“Esse freio no consumo será disseminado na economia. No primeiro trimestre, chama atenção a ajuda do setor externo. A gente teve queda muito grande nas importações e aumento acima do esperado nas exportações. O mundo está desacelerando, as condições estão se agravando e esse componente também não vai ser muito verdade daqui para a frente.”

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Campos Neto diz não querer permanecer à frente do BC em 2024

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Roberto Campos Neto
José Cruz/Agência Brasil

Roberto Campos Neto

O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto , disse nesta quinta-feira (18) que não quer ser reconduzido ao cargo quando terminar o seu mandato, em 2024.

Quando o Congresso aprovou a autonomia do BC, incluiu a possibilidade de reeleição a cada quatro anos, o que Campos Neto diz ter sido contrário. Segundo ele, a possibilidade de recondução não seria saudável porque expõe o órgão à vontade política do Executivo.

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“Eu acho que a recondução não é saudável mesmo porque cria uma fragilidade no meio do mandato porque vai ter um presidente do banco central que vai estar interessado em estar reconduzido e fica exposto naquele momento à vontade do Executivo”, disse.

“Eu não gosto, não acho que é bom. Se tivesse dependido só de mim não teria nem recondução na lei de autonomia”, completou.

Quando aprovada a autonomia do BC, em 2021, o banqueiro já estava à frente da instituição a dois anos. Segundo ele, seu trabalho já foi feito. 

“O Brasil fez o trabalho mais cedo, mais rápido e as pessoas entendem que o trabalho do Banco Central está em grande parte feito”, afirmou.

A lei visa proteger a diretoria e o presidente do órgão de influências políticas. Para isso, entre outras medidas, criou um mandato fixo de quatro anos tanto para o presidente como para os diretores. Antes, o presidente da República indicava o nome que regeria a política monetária. 


Fonte: IG ECONOMIA

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Valores a Receber: 2ª fase de consultas ainda segue sem data definida

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Valores a Receber: 2ª fase de consultas ainda segue sem data definida
José Cruz/Agência Brasil

Valores a Receber: 2ª fase de consultas ainda segue sem data definida

Prevista para começar no dia 2 de maio, a segunda fase de consultas ao “dinheiro esquecido” nos bancos — o Sistema de Valores a Receber, do Banco Central — segue sem data definida. A retomada foi adiada com a greve dos servidores da entidade monetária.

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“As consultas ao Sistema de Valores a Receber (SVR) estão temporariamente suspensas para aprimoramento”, informa o Banco Central no site do SVR.

A paralisação dos servidores, porém, terminou há 40 dias, e o BC ainda não divulgou uma data para a retomada das consultas.

Questionado, o BC afirmou que “o cronograma e as informações sobre a nova etapa do SVR serão divulgados oportunamente, com a devida antecedência”.

O Banco Central estima que há cerca de R$ 8 milhões em valores “esquecidos” nos bancos. Na primeira fase de consultas, cerca de R$ 4 milhões foram liberados.

A primeira fase de consultas se encerrou no dia 16 de abril, com a respecagem de valores esquecidos por brasileiros que haviam perdido o prazo para resgate. Na ocasião, eles puderam reagendar uma nova data para recuperar o dinheiro.

Para a segunda fase, o Banco Central anunciou algumas mudanças:

  • Não haverá mais necessidade de agendamento. O cidadão poderá pedir o resgate dos recursos no momento da primeira consulta;
  • O SVR contará com informações novas repassadas pelas instituições financeiras. Ou seja, mesmo quem já resgatou seus recursos e quem não tinha valores a receber na primeira etapa deve consultar novamente o SVR, pois os dados serão atualizados e pode haver recurso novo.

Nessa etapa, os cidadãos poderão consultar se possuem dinheiro esquecido nos bancos oriundo de:

  • Contas-correntes ou de poupança encerradas, com saldo disponível;
  • Tarifas e parcelas ou obrigações relativas a operações de crédito cobradas indevidamente, desde que a devolução esteja prevista em Termo de Compromisso assinado pelo banco com o BC;
  • Cotas de capital e rateio de sobras líquidas de beneficiários e participantes de cooperativas de crédito;
  • Recursos não procurados relativos a grupos de consórcio encerrados.


Fonte: IG ECONOMIA

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