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Lira afirma que a Câmara cumpre seu papel de tentar tirar a pressão inflacionária sobre a população

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Acervo Câmara dos Deputados
Arthur Lira preside a sessão do Plenário
Lira acredita que a proposta sobre ICMS da energia terá celeridade no Senado

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), afirmou que a Casa tem focado suas votações para diminuir a pressão inflacionária que atinge a população. Segundo ele, a aprovação do projeto que torna energia e combustíveis serviços essenciais mostra que os deputados têm feito sua parte. Lira destacou que a limitação de cobrança de até 17% de ICMS sobre esses serviços pode acarretar uma redução de até 1,3% no índice inflacionário. As afirmações foram feitas em entrevista à Rádio Bandeirantes nesta sexta-feira.

“O que vimos na Câmara? Vimos discursos polarizados, mas é um projeto tão simples, porque cabe ao Legislativo legislar por lei complementar e dizer quais são os bens essenciais à população. Foi isso que fizemos”, afirmou. “Vamos tirar a pressão inflacionária. É a nossa luta de todos para tentar diminuir a pressão inflacionária que machuca a população”, destacou.

Lira afirmou que conversou com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, na semana passada e disse esperar que a proposta tenha celeridade naquela Casa.
“É um projeto estruturante que modifica basilarmente os impostos sobre serviços essenciais, posso lhe garantir que, na conversa, ele (Pacheco) ressaltou que diversos senadores gostaram do projeto”, disse o presidente.

Lira afirmou também que a Câmara deverá votar nas próximas semanas o marco das garantias de empréstimos.

Cobrança do ICMS
Lira lembrou ainda da aprovação do projeto que mudava a cobrança do ICMS dos combustíveis pelo Congresso. A decisão não foi cumprida pelos governos estaduais, após o Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária) estabelecer uma alíquota única do ICMS sobre o litro do diesel (R$ 1,006 por litro), alíquota essa mais alta do que é aplicada pela maioria dos estados e autorizar que os entes federados aplicassem descontos sobre esse valor.

Dessa forma, os governadores manteriam a arrecadação de 2021. Segundo Lira, a decisão do órgão anulou toda a economia feita pelo Congresso após a aprovação da Lei Complementar 192/22. Lira criticou os governadores e cobrou uma atuação mais firme dos estados para atenuar a inflação.

“Não acreditemos em arrecadação negativa, porque os estados têm batido recorde de arrecadação. Então, não teremos perdas para os estados e sim ganho para população”, disse Lira. “Não temos os governadores como inimigos, os governadores precisam dar sua conta de sacrifício de impostos”, acrescentou.

Petrobras
Lira voltou a criticar a Petrobras pela falta de sensibilidade com o que chamou de “lucro abusivo” e a falta de investimentos da empresa na economia brasileira. Segundo ele, ou a empresa é privatizada ou medidas mais duras serão tomadas. “A Petrobras não tem nada estruturante a não ser pagamentos de dividendos. Ela não quer ser cobrada pela sua inação”, criticou.

O presidente foi questionado sobre a privatização da empresa, mas ele afirmou que, no período eleitoral, com o País tão polarizado, é impossível uma proposta dessa ser aprovada no Congresso.

Reportagem – Luiz Gustavo Xavier
Edição – Wilson Silveira

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Em São Paulo, Lula se encontra com presidente de Portugal

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Lula e Marcelo Rabelo se encontraram em agenda em SP
Divulgação / Ricardo Stuckert

Lula e Marcelo Rabelo se encontraram em agenda em SP

ex-presidente e atual pré-candidato à presidência da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se encontrou, na manhã deste domingo (3), com o presidente de Portugal, Marcelo Rabelo de Sousa, na residência oficial do cônsul-geral português em São Paulo. Em reunião que durou cerca de 1h30, assuntos como a situação política na Europa e na América do Sul e a guerra entre Rússia e Ucrânia foram pauta. Mas, no pano de fundo da reunião, estava também uma outra questão, que ameaçava estremecer a diplomacia entre os dois países.

O presidente Jair Bolsonaro (PL) , irritado, cancelou esta semana um almoço que havia marcado com Rabelo ao saber que ele se encontraria com o adversário petista, numa espécie de retaliação, conforme antecipado pela coluna de Lauro Jardim em O GLOBO .

No aeroporto, antes de embarcar rumo ao Brasil, o líder português disse entender “as questões políticas” que levaram Bolsonaro a desmarcar o encontro, e comentou sobre a agenda com Lula em SP, dizendo tratar-se de um compromisso com um ex-presidente, e não com um candidato, e que a corrida eleitoral não seria tema das conversas. Ele também se encontrará com o  ex-presidente Michel Temer (MDB) e tentará, ainda, uma reunião com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

“São personalidades que marcaram muito as relações entre Portugal e Brasil”, disse, na última sexta-feira (1), sobre os ex-presidentes, acrescentando que o atrito com Bolsonaro não interfere nas relações dos países “Não, nada (melindra as relações entre Brasil e PT). As relações entre Portugal e Brasil são entre povos.”

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Fonte: IG Política

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Crivella diz ter colocado ‘nome à disposição’ para o governo do Rio

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Crivella admite concorrer ao governo do Rio
Fernando Frazão/Agência Brasil

Crivella admite concorrer ao governo do Rio

O ex-prefeito do Rio Marcelo Crivella (Republicanos) , em entrevista publicada na última sexta-feira pelo canal Flow Podcast, admitiu publicamente pela primeira vez a possibilidade de concorrer ao Palácio Guanabara nas próximas eleições. Ele disse que colocou seu nome à disposição do partido e destacou os resultados de uma pesquisa publicada pelo Ipec na segunda metade de maio, que, àquela altura, apontava um empate técnico entre ele e os atuais pré-candidatos Cláudio Castro (PL) e Marcelo Freixo (PSB) na corrida pelo governo do RJ.

“Olha só a pesquisa : 16%. Vamos fazer a conta: 2,05 milhões no primeiro turno. Quando eu tive isso de intenção no primeiro turno? Tá bom (sic), eu me elegi como senador com 3 milhões, mas era um cenário onde o eleitor tinha dois votos, duas opções. Agora, no primeiro turno, eu tenho 2 milhões de pessoas dizendo: ”Vou votar no Crivella”, mas eu nem disse que sou candidato”, declarou Crivella.

“O Cláudio diz que é candidato, o Freixo diz que é candidato, mas eu não disse. Eles estão fazendo campanha; o Lula apoia ele (Freixo), o Bolsonaro apoia ele (Castro)… e eu? Ninguém me apoia, mas eu tenho 2,05 milhões de pessoas que me apoiam. Quando eu tive isso? Mas paguei um preço.”

Na semana passada, O GLOBO mostrou que o flerte de Crivella com uma possível candidatura a governador despertou uma reação do governador do Rio, Cláudio Castro (PL), que agora tenta atraí-lo para sua chapa à reeleição como candidato ao Senado. Nome do campo da direita com o apoio do presidente Jair Bolsonaro (PL) ao estado, Castro teme que Crivella, bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus, conquiste o eleitorado evangélico.

Além disso, apesar do desejo de concorrer ao governo e de ser bem-visto como um nome ao Senado, Crivella esbarra em resistências internas em seu partido, o Republicanos. No cálculo mais conservador de alguns nomes do partido, uma candidatura do ex-prefeito à Câmara dos Deputados significaria um voo mais tranquilo para Crivella e para o partido, além de garantir um número maior de parlamentares na bancada federal.

“Eu coloquei meu nome à disposição (no partido, para concorrer ao governo do RJ). E eu digo a vocês que é uma honra para mim se eu for deputado federal, senador… um senador tem oito anos de mandato, e um governador tem 4 anos de pancada”, acrescentou o ex-prefeito.

A mesma pesquisa do Ipec, citada por Crivella, dispõe também que o ex-prefeito do Rio foi o candidato mais rejeitado pelos eleitores: 42% responderam que não votariam de jeito nenhum nele. Na leitura, Freixo é rejeitado por 27%, enquanto Castro e Garcia, por 17% cada. Eduardo Serra (15%), Neves (13%), Santa Cruz (12%) e Ganime (10%) completam a lista.

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Fonte: IG Política

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