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Dieese: 40,8% dos reajustes salariais ficam abaixo da inflação em 2022

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Dieese: 40,8% dos reajustes salariais ficam abaixo da inflação em 2022
José Cruz/Agência Brasil

Dieese: 40,8% dos reajustes salariais ficam abaixo da inflação em 2022

Quatro em cada dez (40,8%) reajustes salariais ficaram abaixo da inflação de janeiro a abril deste ano. É o que revelam os dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

O percentual dos reajustes que ficaram iguais à inflação foi de 31,6%. Já os resultados acima do índice inflacionário (com ganhos reais) ficaram em 27,6%.

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Reajustes por setor

Entre janeiro e abril de 2022, os reajustes iguais e acima da inflação foram mais frequentes no comércio, presentes em cerca de 67% das negociações analisadas pelo Dieese. Em seguida, vêm as negociações realizadas no setor da indústria; em 64% dos casos, houve reposição da inflação anual.

Os aumentos reais (acima da inflação), porém, foram mais frequentes na indústria (29,4%) do que no comércio (17,1%).

O setor de serviços chama atenção pela maior proporção de reajustes tanto abaixo (45,1%) quanto acima (29,8%) do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), índice calculado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e usado para correção de salários.

O INPC mede a inflação para famílias com renda até cinco salários mínimos.

Reajustes por região

Nos primeiros quatro meses deste ano, a região Sul foi a que apresentou o maior percentual de reajustes iguais e acima da inflação — cerca de 77% dos casos analisados. O Sudeste, por sua vez, se destacou pelo maior percentual de ganhos acima da inflação (38,7%).

Os piores resultados foram encontrados no Centro-Oeste, onde 63,7% dos reajustes ficaram abaixo do INPC. Ao todo, 21% acompanharam exatamente a variação do índice inflacionário, e apenas 15,3% ficaram acima dele.

Pisos salariais

O valor médio dos pisos salariais, isto é, a média do valor mínimo dos salários, foi de R$ 1.414,77 até abril de 2022. O maior valor médio pertence ao comércio (R$ 1.481,54), e o menor, à indústria (R$ 1.380,19).

A região Sul tem o maior piso salarial médio (R$ 1.536,67), e o Nordeste, o menor (R$ 1.330,10).

Em abril…

A maioria das categorias com data-base em abril conseguiu reajustes iguais ou acima da inflação. Do total de negociações analisadas (163, ao todo), 8% alcançaram resultados acima do INPC, e 46% obtiveram reajustes iguais a esse índice. Por outro lado, o percentual de reajustes abaixo da inflação segue em alto patamar (46% do total, em abril).

Segundo o Dieese, esses dados preliminares praticamente repetem os da data-base março, quando 53,7% das negociações conseguiram reajustes iguais ou superiores ao INPC.

Abril, porém, apresenta a menor proporção de reajustes com ganhos reais em 2022 e a segunda menor proporção nas últimas 15 datas-bases, acima apenas de novembro de 2021 (4%).

Com o resultado, a variação real média dos reajustes salariais no mês passado foi de -0,76%.

“As médias negativas refletem o peso dos resultados abaixo do INPC, que superam em grandeza os ganhos dos reajustes acima do índice inflacionário. Os reajustes abaixo do INPC de abril foram, em média, equivalentes a apenas 83% do valor necessário para a recomposição plena dos salários”, informa o Dieese.

Reajustes necessários

Com o INPC em 1,04% em abril,  o reajuste necessário para as negociações com data-base em maio é de 12,47%. É o maior percentual do boletim realizado pelo Dieese desde o seu início, em fevereiro de 2021.

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iFood, Rappi e mais apps de delivery são notificados pelo Procon-SP

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Procon-SP notifica iFood, Rappi, Uber Eats, 99 Food e outros apps de delivery de comida
Reprodução Twitter

Procon-SP notifica iFood, Rappi, Uber Eats, 99 Food e outros apps de delivery de comida

Os aplicativos de delivery de comida iFood, Rappi, Loggi, Uber, 99 Food Delivery, Aiqfome, Agência de Restaurantes Online, James Intermediação de Negócios, Kyte Tecnologia de Software e Lalamove Tecnologia terão que explicar ao Procon-SP como funciona o negócio, qual a relação estabelecida com os restaurantes parceiros e que tipo de garantias podem oferecer quanto a qualidade e a segurança dos alimentos entregues.

Os apps foram notificados nesta terça-feira (5) e têm até o dia 11, próxima segunda-feira, para responder ao órgão de defesa do consumidor paulista.

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O Procon-SP quer saber quais os requisitos básicos para que os restaurantes sejam cadastrados nas plataformas, se há exigência da classificação como pessoa jurídica, obrigatoriedade de apresentação de alvará sanitário, assim como de autorizações dos órgãos públicos. Além disso, a entidade de quer saber se as empresas fazem alguma checagem tos dados prestados, assim como visitas aos endereços físicos para verificar as condições dos restaurantes.

As plataformas terão que informar também quantos parceiros estão cadastrados e destes quais estão, de fato, ativos.

Uma das preocupações do Procon-SP é saber que tipo de garantia os aplicativos podem oferecer ao consumidor em relação à qualidade e a segurança dos alimentos. E ainda se há canais disponíveis para a comunicação de entrega de produtos inapropriados para o consumo e qual é o procedimento adotado pelos apps diante desse tipo de problema.

Fonte: IG ECONOMIA

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Real sofre desvalorização de quase 50% em dez anos, diz Insper

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Real se desvaloriza quase 50% em dez anos, segundo estudo do Instituto Insper
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Real se desvaloriza quase 50% em dez anos, segundo estudo do Instituto Insper

Com a inflação cada dia mais alta , um levantamento realizado pelo Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper) mostra que o real perdeu quase 50% do seu valor e poder de compra em dez anos. Ou seja, se em 2002 o cidadão possuísse R$ 200, hoje ele teria a metade desse valor.

É possível perceber o aumento da inflação todos os dias, principalmente no mercado. Pouco faz diferença se o consumidor realiza uma compra para o mês inteiro ou para poucos dias — o dinheiro não rende.

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A maior reclamação do consumidor na hora das compras é que, a cada ida ao mercado, se gasta mais para adquirir menos produtos. Esse é um dos efeitos perversos da inflação, que corrói o poder de compra e faz a moeda brasileira perder valor. Segundo o Insper, o real sofreu uma desvalorização de 47% na última década. Em paralelo, a inflação vive um processo de aceleração. De janeiro de 2012 a maio de 2022 a inflação acumulada chegou a 88,41%. Isso significa que — levando-se em conta a alta de preços — se há dez anos uma pessoa possuía R$ 100, hoje ela teria apenas R$ 53,07 em valor real.

Para Juliana Inasz, especialista e professora de Economia do Insper, é possível adotar medidas para “conter o avanço dos preços”.

“É possível adotar medidas para conter o avanço dos preços, mas isso não significa que a gente volta a ter os níveis de preço de dez anos atrás. Isso, de fato, é uma realidade que não faz mais parte do desenho da economia brasileira. A gente consegue diminuir a velocidade da subida, mas sem dúvida a queda não é um elemento que seja factível dentro da nossa estrutura”, afirmou.

Fonte: IG ECONOMIA

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