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ANPD ‘absolve’ WhatsApp, mas Idec questiona encerramento do caso

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Caso sobre política de privacidade do WhatsApp é encerrado
Unsplash/Mourizal Zativa

Caso sobre política de privacidade do WhatsApp é encerrado

A Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) divulgou no início do mês uma nota técnica que conclui o caso da mudança de política de privacidade do WhatsApp, que foi tema de polêmica no ano passado. Segundo o órgão, o mensageiro cumpriu 100% de suas recomendações.

Nesta sexta-feira (27), o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), afirmou que análises extras deveriam ser feitas pela ANPD, responsável por fazer cumprir a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).

O que a ANPD concluiu

A ANPD afirma que fez diversas recomendações ao WhatsApp e que todas elas foram cumpridas pela empresa. “Um dos benefícios gerados pelas recomendações da ANPD foi a alteração do formulário disponibilizado na plataforma para o exercício de direitos. O novo modelo é mais simples e intuitivo e facilita o exercício dos direitos dos titulares – usuários do aplicativo. Algumas mudanças recomendadas trouxeram alterações na plataforma, inclusive em âmbito mundial, conforme informado pelo WhatsApp”, afirma a ANPD.

Além da ANPD, a análise do caso foi feita também pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), pelo Ministério Público Federal (MPF) e pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon).

De acordo com a ANPD, apesar do caso ter sido dado como encerrado, novas investigações serão feitas a respeito do WhatsApp. Um procedimento que analisa especificamente o compartilhamento de dados do WhatsApp com o Facebook já foi aberto pelo órgão.

Além disso, a Autoridade também reservou outros temas específicos, como o tratamento de dados pessoais de crianças e adolescentes e medidas de segurança de privacidade desde a concepção e privacidade por padrão, para análises mais longas, aprofundadas e que contemplem também outras plataformas digitais.

Idec questiona encerramento do caso

Para o Idec, alguns pontos importantes ficaram de fora da análise da ANPD. Mesmo com a abertura de investigações futuras, o Instituto acredita que as pendências deveriam ter tido mais destaque na avaliação encerrada.

“As grandes ameaças à proteção de dados do consumidor não foram avaliadas, isto é, o compartilhamento dos dados dos usuários do aplicativo com o grupo Meta (controlador do WhatsApp e Facebook). Isso significa que os dados dos consumidores continuam sendo coletados e utilizados para finalidades alheias aos serviços de mensagens, muitas vezes sem o conhecimento do próprio usuário”, justifica a advogada do programa de Direitos Digitais e Telecomunicações do Idec, Juliana Oms. 

O Idec ainda afirma que toda a política de privacidade do WhatsApp deveria ser analisada, e não apenas as mudanças estabelecidas em 2021. “Consideramos que uma análise da política de privacidade como um todo, independente se originada em 2016 ou em 2021, seria mais benéfica ao consumidor. No entanto, entendemos que as mudanças que ocorreram ou vão ocorrer são positivas”, afirma Oms.

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Mark Zuckerberg posta selfie no metaverso e vira piada na internet

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Mark Zuckerberg posta foto no metaverso
Reprodução/Facebook

Mark Zuckerberg posta foto no metaverso

Mark Zuckerberg, CEO da Meta, virou motivo de piada nas redes sociais nesta semana depois de publicar uma selfie no metaverso. O ambiente digital foi criticado por ter design muito simples e nada imersivo.

A imagem foi postada por Zuckerberg na terça-feira (16) para anunciar a chegara da plataforma de metaverso da empresa, a Horizon Worlds, na França e na Espanha.

Na foto, Zuckerberg aparece na frente da Torre Eiffel, em Paris, e do Templo da Sagrada Família, em Barcelona. Nas redes sociais, a falta de recursos da imagem foi criticada.

“Não parece um produto real. Não há nada de ‘imersivo’ nisso. Quando seu produto principal se parece com as paredes pintadas de uma creche abandonada, você deve se perguntar”, escreveu um internauta. “Parece ótimo”, brincou outro.

“O que eles estão fazendo com todo esse dinheiro?”, questionou outro usuário, em referência aos US$ 10 bilhões que a Meta está investindo na criação de seu metaverso.


Fonte: IG TECNOLOGIA

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Após denúncia de ONG, Meta proíbe anúncios que questionem as eleições

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Meta atualiza regras eleitorais no Brasil
Unsplash/Dima Solomin

Meta atualiza regras eleitorais no Brasil

A Meta afirmou nesta semana que vai proibir anúncios questionando a legitimidade das eleições deste ano em suas plataformas. A atualização apareceu em uma publicação da empresa a respeito das medidas que está tomando durante o período eleitoral brasileiro.

A decisão veio a público depois que a  ONG internacional Global Witness acusou a empresa de permitir a circulação de anúncios deste tipo no Brasil. Na segunda-feira (15), a organização divulgou um relatório mostrando 10 peças publicitárias que passaram pelos critérios da dona do Facebook, Instagram e WhatsApp.

Enquanto alguns anúncios tinham datas e locais de votação errados, o que poderia impedir cidadãos brasileiros de votarem, outros criticavam as urnas eletrônicas, questionando a legitimidade do pleito.

Na terça-feira (16), a Meta atualizou sua publicação confirmando a novidade. “Como parte do nosso trabalho para proteger a eleição no Brasil em 2022, vamos proibir anúncios questionando a legitimidade desta eleição”, afirmou a companhia.

A atualização aconteceu em um texto publicado na última semana que relata os esforços da Meta em relação às eleições deste ano. Entre as medidas, estão a parceria com checadores de fatos e a “remoção de conteúdos que violam as políticas voltadas para supressão de votos, ou seja, para conteúdos que desestimulam o voto ou interferem na votação”.

Esses conteúdos, que já são proibidos, também foram aprovados nos anúncios que a Global Witness publicou, o que mostra um baixo cumprimento das próprias regras da Meta. “O Facebook sabe muito bem que sua plataforma é usada para espalhar desinformação eleitoral e minar a democracia em todo o mundo”, disse Jon Lloyd, consultor sênior da ONG.

“Apesar dos autoproclamados esforços do Facebook para combater a desinformação, particularmente em eleições de alto risco, ficamos chocados ao ver que eles aceitaram todos os anúncios de desinformação eleitoral que enviamos no Brasil”, completou.


Fonte: IG TECNOLOGIA

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