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Acupuntura pode ajudar no tratamento contra a prisão de ventre

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Acupuntura pode ajudar no tratamento contra a prisão de ventre
Redação EdiCase

Acupuntura pode ajudar no tratamento contra a prisão de ventre

Veja como essa técnica pode ser benéfica em casos de constipação intestinal

A acupuntura é uma técnica milenar chinesa que consiste em estimular pontos específicos do corpo por meio da aplicação de agulhas. Além de ajudar no tratamento de dores crônicas, varizes, rinite, alergia, asma, depressão, irritabilidade e artrite, ela também pode atuar contra a prisão de ventre.

O que é a prisão de ventre?

A prisão de ventre é caracterizada pela dificuldade de evacuar. Conforme explica o gastroenterologista Ronaldo Carneiro Santos, ela pode ser identificada por esforço excessivo ao evacuar, fezes com consistência aumentada ou endurecidas, redução na frequência normal de evacuação (menos de 3 vezes por semana) ou sensação de ‘evacuação incompleta’.

Pontos utilizados pela acupuntura

Primeiramente é identificada a causa da constipação, pois há uma diferença no tratamento para cada órgão afetado. Os pontos da acupuntura guardam relação com o Meridiano, conhecido como Canal de Energia.

“Esses pontos são locais ou à distância, não necessariamente o agulhamento será feito na região do abdômen”, explica a Dra. Márcia Lika Yamamura, acupunturista e diretora do Center AO (Centro de Pesquisa e Estudo da Medicina Chinesa).

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Importância do diagnóstico

O diagnóstico de qual ponto interno está afetado é feito antes da escolha de pontos, pois a acupuntura nunca será restrita apenas ao funcionamento do intestino, trabalhando, assim, vários fatores de uma só vez. 

“Deve-se tratar os desequilíbrios energéticos que levam à constipação intestinal, excluindo doenças orgânicas do diagnóstico, como diabetes , doença de Crohn, câncer etc.”, esclarece a Dra. Márcia Yamamura.“O médico acupunturista institui o tratamento, escolhendo pontos que tratem a condição do indivíduo, mas não apenas os sintomas”, completa.

Tipos de prisão de ventre

A acupuntura costuma ser usada em três tipos de prisão de ventre:

1. Constipação intestinal com fezes secas e duras em cíbalos

Acontece por deficiência da Energia do Estômago Energético, com formação de calor interno e consumo dos líquidos orgânicos, e, portanto, ressecamento das fezes. Acompanha polidipsia (mais sede), polifagia (mais fome), boca e garganta secas, emagrecimento, pode causar também vertigens, cefaleia (dor de cabeça), agitação e ansiedade.

2. Constipação intestinal com fezes secas e duras e depois líquidas

As fezes são secas na primeira porção e depois líquidas e malcheirosas. Isso se deve à alteração da Energia do Fígado Energético, acompanhada de diarreia, irritabilidade, nervosismo, gastrite, distensão abdominal, sensação de peso nas pernas e, no caso da mulher, dismenorreia (alterações menstruais).

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3. Constipação intestinal com fezes secas e duras e pouco peristaltismo

Ocorre pela deficiência de Energia do Rim Energético. É uma constipação acompanhada de boca e garganta secas, palpitações e lombalgia (dor nas costas).

Veja mais notícias sobre saúde na revista ‘Cuidando da Saúde

Fonte: IG SAÚDE

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Conheça os 4 pilares da meditação

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Conheça os 4 pilares da meditação
Redação EdiCase

Conheça os 4 pilares da meditação

Descubra como eles podem te ajudar a inserir a prática em sua rotina de forma fácil

Por Patrícia Calazans

Para meditar não basta apenas fechar os olhos e ficar em silêncio, é preciso também atentar-se a quatro pontos primordiais, como a respiração, a concentração, o autoconhecimento e a presença. A seguir, conheça a fundo esses importantes pilares:  

Respiração

Toda e qualquer prática de meditação envolve tomar consciência da respiração. O ato de respirar é essencial para a vida que roda automaticamente no inconsciente. Através do fluxo da respiração, é possível nos transportarmos para o momento presente.

Concentração

Escolha o objeto da meditação, algo para focar a atenção e se concentrar. Pode ser a chama de uma vela, um ponto físico, um mantra ou simplesmente a própria respiração.

O importante é ter foco em algo, para que a mente concentre a atenção e relaxe o pensamento. Se os pensamentos te distraírem, assim que perceber, volte a atenção ao objeto escolhido. Meditar também é foco.

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Autoconhecimento

Meditar também é se auto-observar, olhar para dentro. Não é apenas a contemplação do que é belo ou da natureza. Atitudes internas e a ampliação da consciência fazem parte do ato de meditar. 

Parar de reclamar da vida e das situações que acontecem ao seu redor, perceber que você é totalmente responsável e cocriador da sua realidade, por meio dos seus sentimentos, palavras e ações, também é meditar.  

Por fim, ter uma postura de aceitação de si mesmo, daquilo que é, exercitando a não resistência, adiando o julgamento, sem reclamar e brigar com você mesmo e todos ao seu redor, também é meditar. 

Presença

Esteja presente! À medida que você passa pelos pilares anteriores, conseguirá voltar facilmente ao objeto da meditação. Finalmente perceberá a mente desacelerando , e os pensamentos e a respiração em uma frequência mais profunda, com maior coerência e alinhamento interno. 

Além disso, você também se sentirá mais relaxado e sereno. Ficará cada vez mais fácil estar no momento presente. Os pensamentos, as ações e a respiração entrarão em sintonia.

Patrícia Calazans

É terapeuta holística registrada pela ABRATH (Associação Brasileira de Terapeutas Holísticos) e possui diversas formações e conhecimentos na área do desenvolvimento humano, como Programação Neurolinguística, Eneagrama, Hipnose Clássica e Ericksoniana, Rebirthing (Respiração Consciente), Meditação, Constelação Sistêmica etc.

Veja mais conteúdos na revista ‘Saúde e Bem-estar’

Fonte: IG SAÚDE

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Estudo alerta para urgência de novos tratamentos contra verminoses

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As verminoses, doenças que afetam bilhões de pessoas no mundo, tem poucos avanços em estudos clínicos. Entre os motivos para que isso ocorra, está o fato de que elas atingem populações mais pobres, não atraindo investimentos de farmacêuticas. O alerta está em um estudo publicado na revista Drug Discovery Today por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Guarulhos e que tem apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

O trabalho se insere em um contexto no qual a Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou, em 2021, um plano de ação para erradicar ou controlar, até 2030, 20 doenças que afetam uma em cada cinco pessoas no mundo e matam cerca de 500 mil por ano. Das 20 doenças, as cinco que mais afetam mais pessoas em números absolutos são verminoses. Uma das estratégias adotadas na busca por novos medicamentos é o reposicionamento farmacológico, estudando medicações já existentes para essas enfermidades negligenciadas.

“Entre as múltiplas metas que foram colocadas no roteiro da OMS, está a busca por novos medicamentos, porque muitas dessas doenças não dispõem de vacina e medicamento considerado de alta eficácia. Embora tenha uma eficácia relativamente boa, mas não o suficiente para controlar a doença, até porque não existe um fármaco 100% eficaz”, afirma Josué de Moraes, que coordena o Núcleo de Pesquisa em Doenças Negligenciadas (NPDN) da Universidade Guarulhos, um dos autores do artigo.

Esquitossomose

Moraes cita, como exemplo, o caso da esquistossomose, que é considerada a principal verminose em termos de morbidade e mortalidade. “Embora a ascaridiose, que é a lombriga, afete uma parcela maior, quase um bilhão de pessoas, a esquistossomose tem mais impacto na saúde”, explica. Há apenas um remédio disponível para a doença, o praziquantel. “Imagina só você ter um medicamento para uma população acima de 200 milhões”, compara. Além disso, o medicamento também não afeta a forma jovem do parasita, impedindo que o tratamento comece no início da infecção.

O pesquisador destaca, entre os impactos da verminoses, o fato de que elas prejudicam o desenvolvimento intelectual de crianças, contribui para a redução na taxa de escolarização e também pode fazer com que a pessoa se afaste do trabalho com licença médica. “Sempre falo que essas doenças não só prevalecem condições de pobreza, mas também representam um forte entrave ao desenvolvimento dos países e, consequentemente, são determinantes na manutenção do quadro de desigualdade”, avalia.

Entre os motivos que impedem o desenvolvimento de estudos no campo da parasitologia, Moraes cita quatro. “As verminoses são as mais negligenciadas dentre as negligenciadas, principalmente porque é um tipo de doença que está mais associado com a questão da pobreza que as outras”, pontua, como primeiro entrave. Ele aponta ainda o fato de que a doença não enseja um senso de urgência. “Não demonstram, visivelmente, ali para para a população uma necessidade.” Ele lembra que em algumas regiões as verminoses são até vistas como algo comum, do cotidiano.

Outra dificuldade se dá nos laboratórios. “Os vermes são de difícil manutenção. É muito mais difícil você conseguir manter um verme em laboratório, ao contrário de algumas doenças causadas por protozoários como, por exemplo, malária, leishmaniose, doença de Chagas, entre outras”, exemplifica. Isso acaba prejudicando o conhecimento biológico dos vermes. “Quando disponível, você precisa ter o hospedeiro definitivo, geralmente a gente usa um roedor e um hospedeiro intermediário, no caso da esquistossomose, um caramujo.” Moraes destaca ainda o nojo que os vermes despertam nos indivíduos.

O pesquisador é enfático ao lembrar que outras medidas de saúde pública, como diagnóstico, controle dos vetores de transmissão e saneamento básico universal, são fundamentais para lidar com essas doenças. “Nós temos cerca de 30 milhões de brasileiros que vivem sem água tratada. Praticamente metade da população não tem acesso a esgoto. Então isso reforça esse quadro, que eu diria lamentável, em relação às verminoses”, avalia.

Edição: Maria Claudia

Fonte: EBC Saúde

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