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Saúde

Conheça os principais cuidados com a alimentação durante a gravidez

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Conheça os principais cuidados com a alimentação durante a gravidez
Redação EdiCase

Conheça os principais cuidados com a alimentação durante a gravidez

Os alimentos podem contribuir para uma gestação mais saudável

Quando a mulher fica grávida, uma das primeiras preocupações é com relação à alimentação, pois, a partir desse momento, tudo o que ela ingerir também alimentará o bebê. Cada nutriente é importante para auxiliar na boa formação do feto, e algumas substâncias presentes em determinados alimentos podem prejudicar o seu desenvolvimento.

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Importância da avaliação nutricional

De acordo com a Dra. Liliane de Melo Guimarães, ginecologista e obstetra, uma avaliação nutricional no início, ou antes, da gravidez permite identificar fatores de risco e maus hábitos alimentares, que podem ser corrigidos para garantir um bom desenvolvimento fetal e o bem-estar da gestante.

Mudanças que ocorrem no sistema digestivo

Durante a gravidez, o corpo da mulher sofre diversas modificações, inclusive no sistema digestório. “Tanto o estômago quanto o intestino, e até a vesícula, trabalham mais lentamente, fazendo com que a digestão seja mais lenta, há uma maior tendência à azia e ao refluxo e o intestino fica mais preguiçoso”, afirma a médica.

Por causa disso, é recomendado que a gestante adote uma dieta fracionada, isto é, faça várias refeições ao dia, com porções menores em cada uma. “A grávida deve procurar comer devagar, mastigando bem os alimentos, e nunca se deitar após as refeições, evitando azia e refluxo”, aconselha a ginecologista.

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Cuidados com a alimentação

Uma dieta equilibrada é essencial para que a mãe garanta a obtenção adequada de todos os nutrientes necessários para uma boa gestação , acrescenta a Dra. Liliane de Melo Guimarães. “Todos os grupos alimentares devem fazer parte de uma alimentação equilibrada, sendo combinados entre si de maneira a atender as necessidades específicas da gestante”, enfatiza.

A ginecologista e obstetra explica que o ideal é que todas as refeições tenham pelo menos um alimento de cada grupo: proteínas, carboidratos, gorduras, vitaminas, sais minerais, fibras e água.

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Primeiros meses de gestação

Cada fase da gestação exige alguns cuidados específicos. De acordo com a Dra. Liliane de Melo Guimarães, no primeiro trimestre da gravidez, as mulheres costumam apresentar náuseas e vômitos, consequentes principalmente das alterações hormonais.

“Nessa fase vale a pena evitar alimentos mais pesados e gordurosos como frituras, molhos e doces, dando preferência às frutas, verduras e legumes. Outra dica é a ingestão de sucos e frutas ácidas, que minimizam os sintomas nesse período”, aconselha.

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Alimentação no segundo e terceiro trimestres

O segundo e terceiro trimestres da gravidez são mais estáveis em relação à alimentação. A mulher volta a conseguir controlar o ganho de peso, a retenção de líquidos e o consumo adequado de ferro e micronutrientes.

“Tendo ainda como base a pirâmide alimentar, recomendamos moderação em sal e açúcar, bom consumo de água, dar preferência às frutas, verduras e legumes”, aconselha a Dra. Liliane de Melo Guimarães.

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Fonte: IG SAÚDE

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Ômicron: 56% dos infectados não sabiam que estavam com o vírus

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Covid: mais da metade dos infectados pela Ômicron não sabiam que estavam com o vírus, mostra estudo
André Biernath – @andre_biernath – Da BBC News Brasil em Londres

Covid: mais da metade dos infectados pela Ômicron não sabiam que estavam com o vírus, mostra estudo

A variante Ômicron do Sars-CoV-2, vírus causador da Covid-19, foi descoberta no fim do ano passado na África do Sul e, desde então, provocou recordes de casos da doença por todo o mundo devido à maior capacidade de escapar da resposta imune.

No entanto, os números registrados da doença podem ser ainda menores que a realidade, mostra um novo estudo publicado na revista científica JAMA Network Open. De acordo com uma estimativa dos pesquisadores, mais da metade dos infectados pela cepa não sabiam que haviam sido contaminados pelo vírus.

O trabalho, conduzido por especialistas do Centro Médico Cedars-Sinai, nos Estados Unidos, analisou registros de saúde de 2.479 participantes de um estudo sorológico já em andamento sobre Covid-19 realizado em Los Angeles. Os indivíduos tinham amostras de sangue coletadas recorrentemente há mais de dois anos, então os cientistas decidiram analisar a presença de anticorpos mês a mês entre setembro de 2021 e dezembro de 2021, o início da onda da variante Ômicron.

Foi detectado um aumento recente de anticorpos próximo a dezembro em 210 participantes, o que foi ligado a uma alta probabilidade de infecção pelo vírus. Os participantes haviam sido vacinados antes da primeira medição, logo, a variação encontrada durante o período não foi relacionada aos imunizantes. Dos 217, apenas 92 (44%) relataram um diagnóstico pela Covid-19. Os outros 118, 56% da amostra, contaram não saber que haviam sido contaminados pela doença.

“Os resultados do nosso estudo aumentam a evidência de que infecções não diagnosticadas podem aumentar a transmissão do vírus. Um baixo nível de conscientização sobre as infecções provavelmente contribuiu para a rápida disseminação do Ômicron”, explica a pesquisadora do Cedars-Sinai e primeira autora do estudo, Sandy Joung, em comunicado.

Além disso, o estudo mostrou que ,entre os que não sabiam sobre a infecção, 10% admitiram ter sentido sintomas, mas disseram pensar que os sinais eram relacionados a um resfriado comum ou outra infecção respiratória, como a gripe.

“Esperamos que as pessoas leiam essas descobertas e pensem: ‘Eu estava em uma reunião onde alguém deu positivo’ ou ‘Comecei a me sentir um pouco mal. Talvez eu devesse fazer um teste rápido.’ Quanto melhor entendermos nossos próprios riscos, melhor estaremos em proteger a saúde da população e de nós mesmos”, orienta Susan Cheng, presidente do departamento de Saúde Cardiovascular Feminina e Ciência Populacional no Cedars-Sinai e também autora do estudo.

As pesquisadoras explicam que, em comparação com as variantes anteriores, a Ômicron é associada a sintomas menos graves, que podem incluir fadiga, tosse, dores de cabeça, incômodo na garganta e nariz escorrendo. Além disso, com o avanço da cobertura vacinal, que protege contra os desfechos graves da doença, a tendência é que os sinais sejam mais leves.

Porém, elas destacam que não buscar o diagnóstico, mesmo que em casos de poucos sintomas, leva a uma maior circulação do vírus e aumento na taxa de contaminação. Agora, mais estudos, com um número maior de pessoas e em diferentes países, são necessários para compreender o cenário de falta de conhecimento sobre uma infecção.

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Fonte: IG SAÚDE

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Covid aumenta risco de nevoeiro mental e outros transtornos cerebrais

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BBC News Brasil

Covid aumenta risco de 'nevoeiro mental' e outros transtornos cerebrais, indica estudo
Reprodução: BBC News Brasil

Covid aumenta risco de ‘nevoeiro mental’ e outros transtornos cerebrais, indica estudo

Os diagnósticos de demência, epilepsia e “nevoeiro mental” são mais comuns dois anos depois de ter covid do que em outras infecções respiratórias, indica um estudo da Universidade de Oxford, no Reino Unido.

Outros quadros, porém, como ansiedade e depressão não se tornaram mais frequentes naqueles que foram infectados pelo coronavírus entre 2020 e 2021, segundo a pesquisa.

Mais trabalhos são necessários para entender como e por que a covid pode levar a outras condições que afetam o cérebro e o bem-estar.

Em linhas gerais, especialistas dizem que o vírus interrompeu a rotina e a vida, além de deixar as pessoas doentes.

Pesquisas anteriores haviam apontado que os adultos correm um risco maior de doenças cerebrais e mentais nos seis meses após ter contato com o coronavírus.

O estudo mais recente analisou o risco de sofrer com 14 distúrbios diferentes em 1,25 milhão de pacientes que tiveram covid há dois anos.

Em seguida, esse grupo foi comparado com outro, também de 1,25 milhão de pessoas, que foram diagnosticadas com outras infecções respiratórias (como gripe ou resfriado, por exemplo).

No grupo que teve covid há dois anos, foi possível observar mais casos de:

  • Demência, acidente vascular cerebral (AVC) e confusão mental em adultos com mais de 65 anos;
  • “Nevoeiro mental” em adultos de 18 a 64 anos. Esse é um termo genérico que os cientistas usam para descrever quadros de confusão e esquecimentos, como se o raciocínio e a memória estivessem embaralhados;
  • Epilepsia e distúrbios psicóticos em crianças, embora os riscos fossem pequenos.

O risco das crianças de desenvolver epilepsia após ter covid foi de 260 a cada 10 mil pessoas, por exemplo. Naquelas acometidas por outras infecções respiratórias, essa taxa ficou em 130 em 10 mil.

Já a probabilidade de desenvolver um transtorno psicótico também aumentou após a doença — ficou em 18 em 10 mil — mas ainda é considerada uma condição rara pelos especialistas

O estudo também revelou que alguns distúrbios tornaram-se menos comuns dois anos após a infecção, como:

  • Ansiedade e depressão em crianças e adultos;
  • Transtornos psicóticos em adultos.

De acordo com o levantamento, o aumento do risco de depressão e ansiedade em adultos no pós-covid dura menos de dois meses antes de retornar aos níveis considerados normais.

‘Preocupante’

O professor Paul Harrison, autor principal do estudo, considera “preocupante” que alguns distúrbios, como demência e convulsões, se tornem mais frequentes no pós-covid, mesmo dois anos depois de um diagnóstico positivo.

Mas o especialista, que integra o departamento de psiquiatria da Universidade de Oxford, classifica como “boa notícia” o fato de os casos de depressão e ansiedade terem uma “vida curta” e não serem observados em crianças.

Os pesquisadores indicam que os números de indivíduos afetados eram “difíceis de ignorar”, mas “não formaram um tsunami”. Alguns deles, porém, precisam de atenção médica, o que poderia aumentar ainda mais a pressão sobre os serviços de saúde.

O estudo, publicado no periódico científico The Lancet Psychiatry , não acompanhou cada participante ao longo de todo esse período — em vez disso, compilou e comparou o número de pessoas com um novo diagnóstico de transtorno nos dois anos que se passaram após a infecção.

O artigo também não analisou a gravidade de cada condição após o diagnóstico ou quanto tempo ela durou, e se as enfermidades descritas pós-covid são semelhantes às que ocorrem em outras infecções.

Os cientistas também optaram por não chamar essas condições de “covid longa”, embora o nevoeiro mental — ou os problemas de memória e concentração — seja um sintoma típico desse quadro.

A variante ômicron, que causou recordes de novos casos ao longo dos últimos meses, está relacionada com uma menor probabilidade de sofrer com sintomas de longo prazo em comparação com as linhagens anteriores do coronavírus, sugerem pesquisas recentes.

Porém, embora provoque um quadro agudo menos grave do que a variante delta, a ômicron parece levar a riscos semelhantes de doenças cerebrais e mentais, segundo o estudo da Universidade de Oxford.

‘Agitação social’

O estudo recém-publicado tem algumas limitações — não analisou, por exemplo, como a covid pode causar distúrbios cerebrais e mentais, embora alguns especialistas digam que isso possa ser explicado pelo desenvolvimento de pequenos coágulos no sangue.

Os professores Jonathan Rogers e Glyn Lewis, da University College London, também no Reino Unido, que não estiveram envolvidos na pesquisa, disseram que o estudo destacou “algumas características clínicas que merecem uma investigação mais aprofundada”, mas acrescentaram que mais trabalhos são necessários para confirmar as descobertas.

Já o professor David Menon, da Universidade de Cambridge (Reino Unido), calcula que o impacto de estar no hospital com covid é comparável a “20 anos de envelhecimento”.

Paul Garner, professor emérito da Escola de Medicina Tropical de Liverpool (Reino unido), aponta que a pandemia mudou a vida das pessoas de muitas maneiras.

Ele ressalva que os pequenos aumentos observados em problemas como demência e psicose podem estar mais relacionados “à agitação social e à distopia que vivemos, em vez de serem um efeito direto do vírus”.

Este texto foi publicado originalmente em https://www.bbc.com/portuguese/geral-62589473


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Fonte: IG SAÚDE

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