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SP: Motoristas de ônibus entram em greve na capital quarta-feira (25)

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Ponto de ônibus na Avenida Paulista após liberação do uso da máscara em ambientes abertos.
Rovena Rosa/Agência Brasil – 10.03.2022

Ponto de ônibus na Avenida Paulista após liberação do uso da máscara em ambientes abertos.


Motoristas de ônibus de São Paulo devem paralisar o serviço nesta quarta-feira na capital paulista. O “Estado de Greve” foi aprovado ontem em uma assembleia geral organizada pelo sidicato da categoria. Os servidores também aprovaram por unanimidade a realização de protestos em todos os terminais de ônibus da cidade a partir das 14 horas. 

Os trabalhadores ouviram o relato do presidente do Sindmotoristas, Valdevan Noventa, a respeito da proposta salarial indecente apresentada pelo SPUrbanuss que, aliás, foi rejeitada pela diretoria e comissão de negociação dos trabalhadores na reunião da última quinta-feira (19).


Conforme foram divulgados nos meios de comunicação oficiais do sindicato, os empresários querem usar a categoria como massa de manobra, ou seja, sem propostas que atendam a pauta de reivindicações, o impasse certamente levará os trabalhadores a fazerem protestos e paralisações na cidade.

Noventa lamentou a terrível situação do setor. “Gananciosos e insensíveis, os concessionários do sistema do transporte público urbano de São Paulo não estão preocupados com as consequências do seu jogo sujo, o quanto isso pode afetar os condutores, usuários de ônibus e a população em geral”.

MOBILIZAÇÃO TOTAL

A diretoria do sindicato reforça os trabalhadores para continuarem mobilizados 100%. Dependendo dos próximos encaminhamentos, ainda está semana a categoria pode ser convocada para mais uma assembleia geral para avaliar uma nova proposta salarial ou até mesmo a deflagração da greve.

Entre as reivindicações estão um reajuste Salarial de 12,47%, mais aumento real, benefíciod de Vale Refeição de 33 reais, equiparação de todos os benefícios para os trabalhadores e trabalhadoras das empresas do sistema complementar com empresas novas, participação nos Lucros ou Resultados (PLR) 2.500,00 reais, fim das escalas com uma hora para refeição sem remuneração, reajustes nos valores dos benefícios: Auxílio Funeral, Seguro de Vida, Convênio Médico e Odontológico, além de adequação das nomenclaturas do Plano de Carreira do Setor de Manutenção, equiparação salarial e promoção para funcionários e funcionárias Fora de Função.

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Perícia conclui que enteada morreu por intoxicação

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Cíntia Mariano Dias Cabral está presa; à direita, a enteada dela, Fernanda Carvalho Cabral, que morreu em março
Reprodução – 06.07.2022

Cíntia Mariano Dias Cabral está presa; à direita, a enteada dela, Fernanda Carvalho Cabral, que morreu em março

O laudo complementar de necropsia realizado no cadáver exumado da estudante Fernanda Carvalho Cabral, de 22 anos, atesta que a causa de sua morte foi intoxicação exógena, provocada por ação química por envenenamento. O documento do Instituto Médico-Legal Afrânio Peixoto (IMLAP), da Polícia Civil do Rio, ao qual o GLOBO teve acesso com exclusividade, demonstra que, embora o exame toxicológico não tenha sido capaz de identificar substâncias tóxicas, a análise de prontuário médico do Hospital Municipal Albert Schweitzer, onde a jovem ficou internada por 12 dias, indica que a eliminação do organismo de carbamato, inseticida comumente chamado de chumbinho, é rápida. 


Madrasta de Fernanda, Cíntia Mariano Dias Cabral está presa temporariamente por tentar matar também envenenado seu irmão, Bruno Carvalho Cabral, de 16 anos, em 15 de maio. Ela ainda é investigada, em inquéritos na 33ª DP (Realengo), pela morte da estudante, em 15 de março; de um ex-namorado, o dentista Pedro José Bello Gomes, em 2018; e de um vizinho, o representante farmacêutico Francisco das Chagas Fontenele, em 2020.

De acordo com o laudo do IML, assinado pela perita legista Gabriela Graça, durante o atendimento médico de Fernanda, na unidade de saúde, já havia a suspeita do diagnóstico de intoxicação exógena, conforme consta na evolução apresentada pelos profissionais e fundamentalmente desde a admissão, quando os sintomas estavam característicos.

“Observado ao exame inicial: redução da expansibilidade pulmonar, déficit muscular ventilatório, entre outros. Cabe explicar que gasping é o nome dado a respiração agônica com amplitude curta de movimentos podendo ser causada por insuficiência de contratura muscular levando a alterações de PH como cetoacidose. Além do padrão respiratório, foi observada diarreia pastosa, sendo ambos os sintomas presentes nas síndromes colinérgicas”, escreve a profissional.


“Após período prolongado de internação, o quadro evoluiu para as complicações esperadas de um paciente admitido em estado grave, sendo suspeitado por outro profissional de diagnósticos de exclusão, como trombose, que não foi confirmada. Sobre a síndrome colinérgica, cabe explicar que substâncias como carbamatos e organofosforados bloqueiam a enzima acetilcolinesterase, levando ao aumento se acetilcolina e hiperestímulos parassimpáticos em uma síndrome colinérgica. O início do quadro clínico cursa com agitação seguida de hipoexcitabilidade, associada a apatia sem reação a estímulos externos, podendo cursar com perda de interação com o meio externo por comprometimento neurológico, visto que o efeito é dose dependente. Os tremores são típicos e associados a sialorreia, bradicardia, diarreia, vômitos”, pontua.


Em relação à eliminação de eventuais venenos, como chumbinho, a profissional explica: “Sobre a eliminação da substância — carbamato/aldicarbe, cabe explicar que sua eliminação do organismo é rápida, sendo possível a intoxicação exógena sem a presença da substância detectada no organismo em pacientes vivos ou cadáveres com pouco tempo de óbito. No caso em tela, a equipe pericial teve acesso ao cadáver ja sepultado, sendo exumado, o que pode ter dificultado o encontro de qualquer substância”.

Nesta terça-feira, o EXTRA mostrou que o laudo de exame complementar de pesquisa indeterminada de substância tóxica em amostra biológica apresentou evidências da presença dos compostos carbofurano e terbufós no material gástrico de Bruno. O documento, produzido com base em análise realizada no Laboratório de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico (Ladetec) da Universidade Federal do Rio (UFRJ) atesta que os pesticidas estavam em quatro grânulos esféricos diminutos, de colocação azul escura, no organismo do estudante.

De acordo com o documento, a partir do laudo produzido pelo Laboratório de Toxicologia do IML, foi utilizado no Ladetec um método com maior sensibilidade e resolução. “O material analisado apresenta evidências da presença dos compostos carbofurano e terbufós, assim como seus compostos de degradação. Ambos compostos relatados acima são pesticidas, sendo o carbofurano do grupo dos carbamatos e o terbufós da classe dos organofosforados”, escreveu a perita Aline Machado Pereira.


O laudo complementar de exame de corpo de delito de lesão corporal feito a partir da análise do material gástrico de Bruno já mostrava que o estudante havia sido vítima de uma “ação química, envenenamento por carbamatos” — compostos orgânicos utilizados como inseticida. Nesse documento, o perito Gustavo Figueira Rodrigues havia explicado que o exame laboratorial revelou a presença dos grânulos no organismo de Bruno — “forma de apresentação de raticida ampla e clandestinamente comercializado e conhecido como chumbinho”. A análise química do material em questão, entretanto, não revelou a presença de substâncias tóxicas: “Os carbamatos possuem meia vida curta, e considera-se que, em 24 horas, 90% da dose ingerida é eliminada pela urina”, escreveu.

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Fonte: IG Nacional

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PM que matou a irmã alegou ‘problemas de relacionamento’

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A policial Rhaillayne Oliveira de Mello fazia parte do 7ºBPM (São Gonçalo)
Reprodução – 04.07.2022

A policial Rhaillayne Oliveira de Mello fazia parte do 7ºBPM (São Gonçalo)

Ouvida na Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSGI) pouco depois de abrir fogo contra a própria irmã, a soldado Rhaillayne Oliveira de Mello, presa em flagrante pelo próprio marido — o também PM Leonardo de Paiva Barbosa —, contou que “já tinha diversos problemas de relacionamento” com a comerciante Rhayna Oliveira de Mello. O crime aconteceu na manhã do último sábado, em um posto de gasolina no bairro Camarão, em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio.

No auto de prisão em flagrante, assinado pelo delegado-adjunto Wilson Luiz Palermo Ferreira, consta que, “mesmo ciente dos seus direitos constitucionais e legais, dentre os quais o de permanecer em silêncio, a autora narrou sua versão dos fatos, corroborando o que já havia sido dito pelo próprio companheiro”. No documento ao qual O GLOBO teve acesso, Rhaillayne também relata que “no momento dos fatos foi vítima de diversos xingamentos” por parte da irmã.

Ao prestar depoimento na DHNSGI, a PM chegou a aparentar descontrole em diversos momentos. Do lado de fora da especializada, era possível ouvir gritos de Rhaillayne : “Quero a minha irmã de volta”, repetia ela. Também ouvido na especializada, Leonardo contou que a esposa vinha se mostrando nervosa e “claramente sem paciência” nos últimos tempos.

No auto de prisão em flagrante, assinado pelo delegado-adjunto Wilson Luiz Palermo Ferreira, consta que, “mesmo ciente dos seus direitos constitucionais e legais, dentre os quais o de permanecer em silêncio, a autora narrou sua versão dos fatos, corroborando o que já havia sido dito pelo próprio companheiro”. No documento ao qual O GLOBO teve acesso, Rhaillayne também relata que “no momento dos fatos foi vítima de diversos xingamentos” por parte da irmã.

Ao prestar depoimento na DHNSGI, a PM chegou a aparentar descontrole em diversos momentos. Do lado de fora da especializada, era possível ouvir gritos de Rhaillayne : “Quero a minha irmã de volta”, repetia ela. Também ouvido na especializada, Leonardo contou que a esposa vinha se mostrando nervosa e “claramente sem paciência” nos últimos tempos.

Na análise, o perito afirma também que a policial apresentou hematomas “condizentes com a autolesão relatada”. O profissional enumerou, então, os machucados sofridos por Rhaillayne: “Tumefação frontal, equimose e tumefação em terço distal do antebraço esquerdo, face antero-medial, ausência da unha do 5º dedo da mão esquerda”.

Assinado pelo mesmo perito legista, o laudo de exame de necropsia realizado no cadáver de Rhayna mostrou que ela morreu em decorrência de um disparo de arma de fogo no tórax. No documento do Instituto Médico-Legal (IML), é apontado que ela sofreu hemorragia interna, além de lesões pulmonar e vascular após ser baleada pela irmã. O documento aponta que o projétil da pistola ponto 40 pertencente à Secretaria de Polícia Militar foi encontrado na região dorsal direita da vítima.

Rhaillayne só  conseguiu ingressar na Polícia Militar por força de decisões judiciais. Após prestar concurso em 2014, a aspirante a PM acabou reprovada na etapa de Exame Social e Documental, também chamada de “pesquisa social”, quando aspectos da vida pregressa do candidato são avaliados. Um documento de 2018 do Centro de Recrutamento e Seleção de Praças obtido pelo GLOBO indica que a própria Rhaillayne informou que “já fez uso de substância tóxica por três vezes em festas rave”, situações nas quais teria ingerido “maconha, LSD, ecstasy e MD”.

Após ser impedida de integrar as fileiras da corporação, Rhaillayne entrou com uma ação na Justiça contra a decisão. “Em relação à alegação de uso de substâncias entorpecentes, a autora agiu de forma totalmente transparente e honesta ao responder a pergunta realizada pelo pesquisador, momento em que afirmou ter feito uso de substâncias entorpecentes POR APENAS TRÊS VEZES NO ANO DE 2013”, pondera a petição apresentada pelos advogados da candidata. “Tal posicionamento de expor o ocorrido anteriormente demostra o seu caráter, o sentimento de agir com a verdade e retidão com o que preceitua, acreditando-se que não estaria devendo nada à Justiça ou a qualquer outro órgão”, prossegue a defesa, cuja tese acabou prevalecendo nos tribunais.

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Fonte: IG Nacional

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