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Alesp: Arthur do Val é cassado e perde direitos políticos

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Alesp vota pela cassação e perda dos direitos políticos de Arthur do Val
Divulgação/Assembleia Legislativa de São Paulo

Alesp vota pela cassação e perda dos direitos políticos de Arthur do Val

Como esperado, os deputados estaduais da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) votaram, nesta terça-feira, pela cassação e perda dos direitos políticos do ex-deputado Arthur do Val (União Brasil) , conhecido como “Mamãe Falei”.

Do Val, que deve recorrer à Justiça para evitar a perda dos direitos políticos por oito anos, já havia renunciado ao mandato em 20 de abril. A defesa do agora ex-parlamentar acreditava que, com a renúncia, o processo poderia não ir para votação em plenário, mas esse argumento foi rejeitado pela Procuradoria da Alesp.

O ex-deputado, membro do Movimento Brasil Livre (MBL), foi cassado após o vazamento de uma série de mensagens de áudio enviadas por ele em um grupo de Whatsapp em que o parlamentar, durante uma viagem à Ucrânia já em meio à guerra, dizia que as refugiadas ucranianas são “fáceis porque são pobres”.

“Mamãe falei”, como ficou conhecido em vídeos de seus canais em redes sociais, viajou ao país europeu para, segundo ele, ajudar na resistência contra a invasão da Rússia ao país.

Em outro trecho dos áudios, o parlamentar havia acabado de cruzar a fronteira da Ucrânia com a Eslováquia e disse que a fila das refugiadas só tinha “deusa” e que “a fila da melhor balada do Brasil, na melhor época do ano, não chega aos pés” da fila de refugiadas.

Após a repercussão das mensagens, o político, que estava filiado ao Podemos e era pré-candidato do partido ao governo paulista, retirou a candidatura, deixou a sigla e se licenciou do MBL. Até então, a intenção era que ele atuasse como um palanque para o ex-juiz Sergio Moro em São Paulo.

Então namorada de Do Val, a enfermeira Giulia Blagitz terminou o relacionamento com o político por causa dos áudios.

Quando do vazamento das mensagens, o então deputado estadual admitiu a autoria dos áudios e chegou a pedir desculpas, embora tenha argumentado que a cassação de seu mandato só ocorreu por perseguição política. Isso porque, desde sua eleição, o deputado colecionou desafetos no plenário da Alesp. Menos de um mês depois do escândalo, Do Val filiou-se ao União Brasil. 

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Vídeo: Bolsonaro é provocado e parte para cima de youtuber

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Bolsonaro foi para cima de um influenciador
Reprodução/Twitter – 18.08.2022

Bolsonaro foi para cima de um influenciador

Nesta quinta-feira (18), o presidente Jair Bolsonaro (PL) partiu para cima do youtuber Wilker Leão, na saída do Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência em Brasília, após ser provocado. A confusão foi filmada por pessoas que estavam presentes no local.

Nesta manhã, o chefe do executivo federal foi cercado por apoiadores e aproveitou o momento para tirar fotos e fazer lives. O influenciador digital se aproximou e começou a fazer perguntas provocativas, sendo empurrado por uma pessoa que acabou não sendo identificada.

Leão ficou muito irritado e passou a xingar o presidente de “vagabundo”, “safado”, “covarde” e “tchutchuca do Centrão”. Em um primeiro momento, Bolsonaro seguiu em direção ao carro oficial para ir embora. Porém, com o aumento dos xingamentos, ele se aproximou do youtuber.

O mandatário afirmou que queria conversar com Wilker e tentou pegar o celular dele, puxando o rapaz pelo braço e pela blusa. No entanto, o influenciador conseguiu escapar, sendo cercado pelos seguranças.

Com a confusão, a equipe do presidente tirou Leão de perto. Na sequência, o chefe do executivo federal conversou com o homem e foi embora para São José dos Campos (SP) para participar de um comício junto com o candidato ao governo de SP Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Veja o vídeo:

A conversa de Bolsonaro e Leão

Após a confusão, o presidente ficou frente a frente com Leão e dialogou com o youtuber por cinco minutos. Os dois falaram sobre delação premiada, orçamento secreto, aliança com o Centrão, entre outros temas.

“Eu preciso aprovar as coisas no Parlamento, certo? Se for para aprovar sozinho, eu sou ditador. Fecha tudo, fecha Supremo, fecha Congresso, fecha tudo e eu resolvo as coisas sozinho. Eu tenho que ter o apoio do Parlamento. Os partidos de centro são quase 300 dos 513 parlamentares. Como vou aprovar um projeto simples de lei dispensando 300 votos?”, indagou.

Por fim, Bolsonaro declarou que não vai acertar em todas as suas decisões. “Vai desagradar um ou outro em alguma coisa, vai desagradar”, concluiu.

O canal de Leão no YouTube conta com 13 mil inscritos, enquanto seu perfil no Instagram tem 5,2 mil seguidores e 125 mil no TikTok. Ele afirma ser cabo do Exército desde 2014 e auxiliar da Assessoria Jurídica da Secretaria de Economia e Finanças do Exército desde 2015.

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Fonte: IG Política

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Proposta estabelece piso salarial de R$ 7.272 para o profissional de contabilidade no serviço público

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Wesley Amaral/Câmara dos Deputados
Proposições Remanescentes do Dia Anterior. Dep. Paulo Foletto PSB-ES
Foletto: “É preciso evitar tantas injustiças”

O Projeto de Lei 1645/22 estabelece piso salarial de R$ 7.272 para o profissional de contabilidade no serviço público. Conforme o texto em análise na Câmara dos Deputados, o valor deverá ser pago aos portadores de diploma de nível superior, para jornada de trabalho de oito horas diárias, em todos os entes federativos.

Caso a jornada de trabalho diária seja menor, a remuneração será proporcional, mas não haverá nenhuma inferior àquela correspondente a quatro horas diárias (ou metade do piso salarial, R$ 3.636). No trabalho noturno, continua a proposta, a remuneração do servidor profissional de contabilidade será acrescida de 25%.

“A classe contábil necessita de piso salarial nacional para evitar tantas injustiças”, disse o autor da proposta, deputado Paulo Foletto (PSB-ES). Segundo ele, estudos apontam que a remuneração do contador no mercado é, em média, de R$ 4.631, mas no serviço público estaria em torno de dois salários mínimos (R$ 2.424 em valores de hoje).

Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Reportagem – Ralph Machado
Edição – Ana Chalub

Fonte: Câmara dos Deputados Federais

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