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Adenovírus 41: conheça o ‘suspeito’ por surto de ‘hepatite misteriosa’

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Adenovírus 41: Saiba qual é o ‘suspeito’ por epidemia de ‘hepatite misteriosa’
Testalize.me / Unsplash

Adenovírus 41: Saiba qual é o ‘suspeito’ por epidemia de ‘hepatite misteriosa’

Uma pesquisa realizada pelo Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças apontou uma possível associação entre os recentes casos de um tipo misterioso de hepatite e infecções causadas pelo adenovírus 41. O microrganismo foi identificado na maioria dos casos registrados no Reino Unido (72%), na Europa (mais de 60%) e nos Estados Unidos (mais de 50%).

Segundo a publicação, “a etiologia (estudo da causa e da origem de um fenômeno) e os mecanismos patogenéticos da doença ainda estão sob investigação”, mas uma possível associação entre os casos de infecção atual e o adenovírus foi encontrada, principalmente nos casos relatados no Reino Unido. No entanto, o estudo destaca que “outras hipóteses e possíveis cofatores estão sob investigação”.

Para o levantamento, foram analisados casos suspeitos em todo o mundo até o dia 10 de maio. Casos da inflamação do fígado já foram relatados em mais de 25 países, embora a maioria esteja concentrada no Reino Unido (com cerca de 160) e nos Estados Unidos (cerca de 110), com a maioria dos registros ocorrendo em crianças com menos de 5 anos.

Segundo a rede de TV “NBC News”, Markus Buchfellner, bolsista de doenças infecciosas pediátricas da Universidade do Alabama, em Birmingham, teria sido o primeiro a notar o padrão incomum da hepatite misteriosa em crianças americanas e a denunciar tais ocorrências ao Centro de Controle e Prevenção de Doenças do país (CDC).

Ele e outros especialistas passaram a pesquisar se o isolamento, consequente da pandemia de Covid, teria resultado na redução da exposição aos adenovírus em geral, o que tornaria as crianças mais vulneráveis à nova variante.

Os especialistas, contudo, não descartam a possibilidade de que a Covid possa, também, ser um “contribuinte subjacente”, uma vez que a onda de casos parece ter surgido durante a pandemia.

“[amostras de tecidos coletadas no Reino Unido] mostram nenhuma das características típicas que você poderia esperar com uma inflamação do fígado devido ao adenovírus, mas estamos aguardando exames adicionais de biópsias”, disse Phillipa Easterbrook, cientista sênior da OMS.

No Brasil, os casos foram registrados em sete estados. São Paulo é o que concentra a maioria deles, oito no total. Em seguida, aparecem Rio de Janeiro, com sete; Minas Gerais, com quatro; e Paraná, com três. Espírito Santo, Santa Catarina e Pernambuco têm dois casos cada.

O Ministério da Saúde orienta que os profissionais da área façam notificações imediatas de casos suspeitos, e informou que “os Centros de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (Cievs) e a Rede Nacional de Vigilância Hospitalar (Renaveh) monitoram qualquer alteração do perfil epidemiológico”.

Entre os sintomas, as crianças apresentam náusea, vômito, icterícia (pele e olhos amarelados), febre, dor abdominal, dores musculares entre outros. A chamada “hepatite misteriosa” foi identificada pela primeira vez no Reino Unido, no mês passado. Desde então, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) já identificou mais de 200 casos em todo o mundo.

Como O GLOBO mostrou, o primeiro caso possível da doença foi notificado em Niterói em uma criança de três anos. Um dos pacientes cujo caso está sob investigação teve de realizar um transplante de fígado. A doença é causada por uma inflamação no fígado. Até o momento, no entanto, não se sabe o que origina a inflamação uma vez que não os vírus causadores das hepatites A, B, C, D ou E não foram encontrados nas amostras. A suspeita é que a hepatite misteriosa seja originada por um adenovírus.

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Fonte: IG SAÚDE

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Entenda o que é tremor essencial, doença que acomete Djavan e Caetano

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O cantor e compositor Djavan revelou que teve tremor essencial
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O cantor e compositor Djavan revelou que teve tremor essencial

Em entrevista exclusiva publicada nesta terça-feira, o cantor e compositor Djavan revelou ao GLOBO que teve tremor essencial. A condição também já afetou Caetano Veloso e outras celebridades, como a atriz Katherine Hepburn e o ator Rob Mallard, que interpreta o personagem Daniel Osbourne em Coronation Street.

Mas afinal, o que é tremor essencial? A condição é considerada o transtorno de movimento mais comum do mundo e ocorre até 6% da população, dependendo do estudo e da etnia. Embora possa aparecer em qualquer idade – Mallard foi diagnosticado aos 14 anos – a incidência é maior entre idosos.

Apesar de ser relativamente comum, sua causa exata ainda é desconhecida. Sabe-se, no entanto, que há um forte componente genético: cerca de 50% dos casos ocorrem em pessoas que tem histórico familiar.

O tremor essencial é uma doença neurológica caracterizada por um tremor incontrolável, que ocorre principalmente durante o movimento, em diferentes partes do corpo. As áreas mais afetadas são geralmente mãos, braços, cabeça, laringe, língua e queixo. O acometimento das penas é menos comum, mas pode ocorrer quando as mãos e o restante do corpo já apresenta o tremor.

A doença em si não gera uma ameaça à vida do paciente. A maioria das pessoas é capaz de viver normalmente com esta condição. Por outro lado, ela pode impactar negativamente em sua qualidade de vida, já que interfere eu sua autonomia e autocuidado, ao gerar dificuldade na realização de atividades diárias como comer, se vestir ou escrever. Quando os tremores se agravam, ela pode se tornar incapacitante.

Há ainda a questão do estigma, pois a doença é frequentemente confundidos com Parkinson e outras condições neurológicas. É o que aconteceu com o cantor e compositor Caetano Veloso. Quando ele apareceu com as mãos tremendo enquanto dedilhava o violão na live que fez junto com os filhos em 2020, muita gente se perguntou se ele havia desenvolvido a doença.

O diagnóstico é feito com base na história familiar, no tipo de tremor e no exame neurológico completo. Se os sintomas forem leves, pode não haver necessidade de tratamento. Mas quando o tremor se intensifica e interfere na capacidade funcional ou social do paciente, é possível melhorar os sintomas com medicamentos. Em casos resistentes ou em que a medicação é contra-indicada, a estimulação cerebral profunda pode haver indicação de cirurgia.

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Fonte: IG SAÚDE

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Bio-Manguinhos vai fornecer remédio usado por 60 mil pacientes do SUS

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O Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos da Fundação Oswaldo Cruz (Bio-Manguinhos/Fiocruz) vai fornecer ao Sistema Único de Saúde (SUS) o medicamento biológico adalimumabe biossimilar a partir de agosto de 2022. O biofármaco é indicado para o tratamento de oito doenças no SUS, e o instituto estima que 60 mil pacientes o utilizam em seus tratamentos. 

Segundo Bio-Manguinhos, o adalimumabe é o produto com o maior número de indicações e de pacientes vivendo com doenças reumatológicas e doença de Crohn simultaneamente. Ele é indicado para artrite reumatoide, espondilite anquilosante, artrite psoriásica, psoríase, doença de Crohn, hidradenite supurativa e uveíte, além de artrite idiopática juvenil.

Até então, o medicamento era importado, mas Bio-Manguinhos vai incorporar totalmente a produção devido a uma parceria com o laboratório alemão Fresenius Kabi, que detém a tecnologia, e com o laboratório privado nacional Bionovis. Mais de 500 mil seringas do medicamento serão disponibilizadas ao SUS já no primeiro ano do fornecimento. 

O adalimumabe é o quinto produto da cesta de tratamentos para reumatologia no portfólio de Bio-Manguinhos, que já produz o infliximabe, o etanercepte, o golimumabe e o rituximabe. Além disso, ele é o segundo para doenças inflamatórias intestinais, após o infliximabe. 

Edição: Lílian Beraldo

Fonte: EBC Saúde

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