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Eleições: Bolsonaro diz que ‘pessoas’ querem ‘tumultuar’ o país

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Presidente Jair Bolsonaro (PL)
Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil – 04/05/2022

Presidente Jair Bolsonaro (PL)


Um dia após o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Edson Fachin, afirmar que quem trata das eleições são “forças desarmadas”, o  presidente Jair Bolsonaro (PL) disse que as Forças Armadas foram convidadas a participar do processo eleitoral e não foram para servir de “moldura para quem quer que seja”. 

O presidente ainda afirmou, sem citar o nome do ministro, que há, em Brasília, “pessoas poucas” que saem das quatro linhas da Constituição para “tumultuar o que vem acontecendo no Brasil”.

Na quinta-feira, Fachin disse que “forças desarmadas” são responsáveis pelas eleições e que “ninguém nem nada vai interferir” no pleito. A expressão foi uma referência à participação das Forças Armadas na preparação da disputa deste ano. Militares integram a Comissão de Transparência Eleitoral (CTE), apresentando sugestões. Embora nunca tenha ocorrido um caso comprovado de fraude nas urnas, Bolsonaro tem usado os questionamentos dos militares ao tribunal como forma de lançar suspeitas acerca do processo eleitoral.

“Vocês devem estar acompanhando o que acontece no centro do poder lá em Brasília. Uma luta pelo poder. Pessoas poucas, mas que saem das quatro linhas da Constituição para tumultuar o que vem acontecendo no Brasil”, discursou o presidente na abertura da 56ª Convenção Nacional do Comércio Lojista, em Campos do Jordão (SP).

“Nós queremos eleições limpas, transparentes, com voto auditável. Convidaram as Forças Armadas a participar do processo eleitoral. Elas fizeram seu papel, não foram lá para servir de moldura para quem quer que seja, e hoje nos atacam como que as Forças Armadas estivessem interferindo no processo eleitoral. Longe disso”,  completou.

Na quinta-feira, o presidente havia diminuído o tom de ataque às urnas ao dizer que Fachin vê “fantasma” e que as Forças Armadas não interferem nas eleições.

“Não existe interferência, ninguém quer impor nada, ninguém quer atacar as urnas, atacar a democracia, nada disso. Ninguém está incorrendo em atos antidemocráticos. Pelo amor de Deus! A transparência das eleições, eleições limpas, transparente, é questão de segurança nacional”, disse ele, durante sua transmissão semanal nas redes sociais.


Já nesta sexta-feira, Fachin respondeu à declaração de Bolsonaro, durante o Congresso Brasileiro de Magistrados, em Salvador (BA). Sem citar nominalmente o presidente da República, o ministro disse que o Brasil tem hoje “ilícitos indutores de regressos institucionais” que colocam em risco a democracia.

“Dizem que falo de fantasmas. A violência tem gênero e grau. A violência no Brasil é trágica. A desinformação tem nome e origem. Não é um fantasma. (…) Assistimos quase incrédulos a normalização de ataques às instituições impulsionadas por práticas de desinformações”, destacou Fachin.

Durante o discurso, Bolsonaro voltou a criticar as medidas restritivas durante a pandemia da Covid-19. Disse que elas prejudicaram em muito a economia, não salvaram vidas e deram um “golpe” na educação do mundo todo. Segundo ele, a Academia Militar das Agulhas Negras, Academia da Força Aérea e Escola Naval não fecharam na pandemia e, mesmo assim, “nenhum cadete foi internado” por Covid-19.

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Comissão de Educação debate experiência e resultados do Projeto Axé, na Bahia

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Michele Brito/Governo da Bahia
Projeto Axé celebra 30 anos com transformação da vida de mais de 30 mil crianças e jovens
Projeto Axé completou 30 anos com mais de 30 mil crianças e jovens atendidos

A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados debate nesta segunda-feira (30) proposições e projetos idealizados por Cesare de Florio La Rocca, conhecido pela atuação na busca de soluções para a defesa de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social. La Rocca fundou na Bahia o Projeto Axé, que atende crianças e adolescentes por meio da arte-educação. O debate foi solicitado pela deputada Lídice da Mata (PSB-BA).

O italiano Cesare de Florio La Rocca morreu em novembro do ano passado. Ele chegou ao Brasil no final dos anos 60 para atuar como missionário entre indígenas da região amazônica. Vivia desde 1990 em Salvador, onde montou a sede do Projeto Axé no Pelourinho, no centro histórico da cidade. Com a parceria da ONG Ação Para a Cidadania, do sociólogo Betinho, realizou o primeiro mapeamento de pessoas vivendo em situação de rua do Brasil.

Em associação com diversas instituições culturais da cidade, como os blocos afros Olodum, Ilê Aiyê, Muzenza e o Circo Picolino, o Projeto Axé iniciou o atendimento dos que hoje já somam mais de 30 mil crianças, adolescentes e jovens.

“Queremos, com o debate, fazer que seja conhecida a experiência bem-sucedida do Projeto Axé no território baiano frente aos desafios do País para o futuro das crianças e dos adolescentes em situação de vulnerabilidade”, afirma Lídice da Mata.

Foram convidados:
– o coordenador de arte-educação do Projeto Axé, Marcos Antonio Candido;
– o presidente do Centro Projeto Axé, Ená Benevides;
– a gerente da Unidade Arteducativa do Pelourinho, Luciana Xavier dos Santos; e
– o coordenador de Projetos Sociais, Mário Volpi.

O debate será realizado às 9h30 no plenário 10. Os interessados podem participar do debate e acompanhar a discussão pela internet. 

Da Redação – RL

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Comissão de Trabalho recebe ministro do setor na terça

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Valter Campanato/Agência Brasil
Ministro do Trabalho fala ao microfone. Ele é um homem branco, meio calvo, usa óculos e um terno escuro e segura um papel. Ao fundo, do lado esquerdo tem uma bandeira do Brasil
O ministro José Carlos Oliveira deve apresentar seus planos para a pasta

A Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados recebe na próxima terça-feira (31) o ministro do Trabalho, José Carlos Oliveira.

Oliveira assumiu o cargo no fim de março no lugar de Onyx Lorenzoni, que chefiava o ministério desde agosto de 2021. Onyx e outros oito ministros deixaram o governo para disputar as eleições deste ano.

A reunião com o ministro será realizada no plenário 12, a partir das 9h30.

Da Redação – ND

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