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Senador indicou R$ 76,6 milhões do orçamento secreto para Roraima

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Senador Chico Rodrigues (União-RR) apadrinhou R$ 76,6 milhões em recursos do orçamento secreto
Reprodução – 10/05/2022

Senador Chico Rodrigues (União-RR) apadrinhou R$ 76,6 milhões em recursos do orçamento secreto

O senador Chico Rodrigues (União-RR), que ocupou uma vice-liderança do governo no Senado até outubro 2020, apadrinhou R$ 76,6 milhões em recursos do orçamento secreto, nos últimos dois anos. A verba foi destinada via emendas de relator para seu estado, Roraima.

Rodrigues deixou o posto de vice-líder um dia após ser flagrado pela Polícia Federal (PF) com R$ 33 mil escondidos na cueca, durante uma operação que investigava o desvio de cerca de R$ 20 milhões em emendas parlamentares destinadas ao combate à Covid-19.

Rodrigues foi indiciado pela PF em agosto do ano passado por desvio de recursos públicos e pela ocultação de dinheiro na cueca. De acordo com a investigação, o senador teria destinado emendas reservadas para o enfrentamento do coronavírus a uma empresa com a qual teria proximidade, e intercedido em licitações. Rodrigues nega as acusações e afirma que estava apenas “trazendo recursos” para o estado.

O caso, atualmente, está em análise pela Procuradoria-Geral da República (PGR), a quem cabe apresentar denúncia ou pedir o arquivamento.

O montante apadrinhado por Rodrigues dentro do orçamento secreto foi informado pelo próprio senador, e consta em ofícios encaminhados pelo Congresso ao Supremo Tribunal Federal (STF), com informações sobre indicações de todos os parlamentares.

Em 2020, segundo o ofício, Rodrigues informou ter destinado R$ 28,8 milhões via orçamento secreto ao Programa Calha Norte, do Ministério da Defesa, para ações em Roraima. O senador informou que os recursos foram aplicados em pavimentação de ruas no interior do estado.

Em 2021, depois de ter sido alvo da operação da PF, o senador apadrinhou outros R$ 47 milhões, destinados a prefeituras via Ministério da Agricultura e Ministério do Desenvolvimento Regional. Sete municípios, com populações entre 7 mil e 22 mil habitantes, foram as destinatárias dos recursos. A verba destinada variou entre R$ 2,8 milhões, no caso de Alto Alegre (RR), e R$ 11,4 milhões, reservados para Cantá (RR).

Procurado via assessoria de imprensa, na tarde desta terça-feira, para comentar o apadrinhamento de verbas via emendas de relator, Rodrigues ainda não deu retorno.

Sem transparência

O Senado enviou na segunda-feira ao STF cerca de cem documentos com informações sobre as indicações de repasses do orçamento secreto.  A divulgação dos autores dos repasses havia sido uma exigência da Corte ao Congresso quando liberou os pagamentos, no fim do ano passado.

Ao todo, segundo informado pela Casa legislativa, 342 deputados e 64 senadores repassaram informações. Alguns deles, contudo, disseram não terem sido contemplados.

Entre os contemplados estão o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do presidente Jair Bolsonaro, que informou ter destinado R$ 9,5 milhões para um total de 25 municípios paulistas.

O orçamento secreto utiliza as chamadas emendas de relator (identificadas pelo código RP-9) para multiplicar, sem transparência, a quantia que parlamentares têm o direito de indicar para seus redutos eleitorais, dificultando o controle do dinheiro público pelos órgãos de fiscalização.

As destinações são assinadas pelo relator-geral do Orçamento no Congresso, responsável por registrar os pedidos da verba. A informação de quem é o verdadeiro padrinho da emenda, porém, não é divulgada na maioria das vezes. Esse sistema motivou a ministra Rosa Weber a determinar que o Congresso informasse os nomes de todos os beneficiários das emendas de relator até 17 de março — prazo que foi descumprido.

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“Antibolsonaro é alergia, antipetismo é epidemia”, diz Ciro Nogueira

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Ciro Nogueira criticou o PT
Reprodução: commons – 08/04/2022

Ciro Nogueira criticou o PT

Nesta quinta-feira (18), o ministro da Casa Civil Ciro Nogueira (PP) usou seu perfil no Twitter para alfinetar o PT e defender o presidente Jair Bolsonaro (PL). Na avaliação dele, o antipetismo sempre existirá, enquanto o antibolsonarismo é um sentimento passageiro.

“Há quem não goste de Bolsonaro? Sim. Mas não existirá um antibolsonarismo. Já o antipetismo sempre existiu e nunca vai acabar. Antibolsonaro é alergia. Antipetismo é epidemia”, escreveu o ministro.

Ciro Nogueira já foi aliado do Partido dos Trabalhadores e chegou a dizer que estaria com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva “até o fim”, quando o líder nas pesquisas foi impedido pela Justiça de concorrer à Presidência em 2018.

Naquele ano, o PP decidiu apoiar o então candidato Geraldo Alckmin. Porém, Nogueira acabou se tornando um “rebelde” e resolveu fazer parte da campanha de Fernando Haddad (PT) já no primeiro turno, subindo no palanque petista.

Em 2017, o ministro da Casa Civil chegou a criticar o presidente Jair Bolsonaro (PL), chamando-o de fascista. “O Bolsonaro, eu tenho muita restrição, porque é fascista, ele tem um caráter fascista, preconceituoso, é muito fácil ir para a televisão e dizer que vai matar bandido”, declarou para a TV Meio Norte.

A postura em relação ao chefe do executivo federal mudou no ano passado, quando passou a ser cotado para comandar a Casa Civil. Nos últimos meses, ele tem usado as redes sociais para atacar o PT, posicionamento muito diferente de quatro anos atrás.

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Fonte: IG Política

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Bolsonaro defende escolha de ministros por critérios técnicos

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O candidato à reeleição pelo PL, Jair Bolsonaro, defendeu hoje (18) a escolha da equipe de governo utilizando critérios técnicos, de acordo com a função de cada ministério. Segundo ele, foi isso o que fez nesse primeiro mandato na Presidência.

“Assim é um governo que quer realmente fazer com que seu país decole”, disse. “A escolha de pessoas técnicas não é fácil porque tem uma questão política muito grande, mas nos garante que nós podemos deixar de falar ‘país do futuro’ e falar ‘país do presente’”, completou.

Nesta quinta-feira, Bolsonaro esteve em São José dos Campos, no interior de São Paulo, para visitar o Parque Tecnológico da cidade, onde existem infraestruturas do governo federal, como o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).

Bolsonaro estava acompanhado do ex-ministro da Infraestrutura Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato ao governo de São Paulo, e do ex-ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações Marcos Pontes (PL), candidato ao Senado por São Paulo. Entre outros, Bolsonaro citou os dois como escolhas técnicas do seu governo. “Eu sou o técnico, eles entram em campo. É assim que devemos trabalhar. Sempre dei liberdade total para os meus ministros”, disse. “Somente dessa forma nós pudemos atravessar momento difícil como uma pandemia [da covid-19], uma crise [econômica] e uma guerra [da Ucrânia]”, disse.

O candidato à reeleição falou ainda que não vai permitir a legalização de drogas no Brasil. “Nós sabemos que a liberação das drogas é uma desgraça para o país, não pretendo admitir isso”, disse.

Após o evento no Parque Tecnológico, o candidato pelo PL seguiu em comboio de motociclistas até a Arena Farma Conde para mais um ato de campanha com os candidatos locais.

Edição: Claudia Felczak

Fonte: EBC Política Nacional

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