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Deputado pede que PGR investigue participação da primeira-dama na TV

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Michelle Bolsonaro faz pronunciamento no Dia das Mães ao lado de ministra Cristiane Brito
Reprodução – 09/05/2022

Michelle Bolsonaro faz pronunciamento no Dia das Mães ao lado de ministra Cristiane Brito

O deputado federal Rui Falcão (PT-SP) pediu que a Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) faça uma representação na Justiça Eleitoral contra a participação da primeira-dama, Michelle Bolsonaro, no pronunciamento em cadeia nacional da ministra da Mulher, da Família e do Direitos Humanos, Cristiane Rodrigues Britto.

Para Falcão, a presença de Michelle caracteriza desvio de finalidade e propaganda eleitoral antecipada durante o pronunciamento em rede nacional de rádio e televisão na noite de domingo, Dia das Mães.

Para Rui Falcão, o objetivo do pronunciamento foi promover a primeira-dama e a ministra e, assim, melhorar a imagem do governo federal e do presidente Jair Bolsonaro , que vai disputar a reeleição em outubro. Ele também solicitou que a PGE envie uma cópia do caso para uma unidade do Ministério Público Federal (MPF) que atua na primeira instância. A ideia é que o MPF possa abrir um inquérito civil para apurar a prática de improbidade administrativa.

O pronunciamento durou três minutos e meio, em que foram exaltadas ações do governo para as mulheres. A primeira-dama mencionou, por exemplo, o programa de Renda e Oportunidade (PRO), que permite reembolso com gastos com creche ou a liberação do FGTS para arcar com despesas com crianças. Também citou o lançamento do Cuida Mais Brasil, voltado à saúde da mulher e ao amparo materno-infantil, e falou a respeito do Auxílio Brasil.

“O espaço publicitário acabou ocupado não apenas pela Ministra, mas também pela esposa do Presidente que terá a função, nesses meses anteriores ao pleito de outubro de 2022, de amenizar a imagem do Presidente junto ao eleitorado feminino”, diz trecho do documento apresentado pelo deputado petista.

Segundo ele, a participação de Michelle no vídeo “objetivou apenas e unicamente lhe conferir palco para se apresentar como mulher sensível, como uma mãe zelosa e conhecedora das dificuldades que afligem a maioria das mães brasileiras, buscando com isso não apenas benefícios pessoais próprios pelo seu enaltecimento, mas também melhorar a imagem desgastada do Presidente da República junto ao eleitorado feminino brasileiro”.

Ele também destacou que a rede nacional de rádio e TV é usada para pronunciamentos de chefes de poderes e eventualmente ministros em temas de relevância e interesse nacional. Assim, somente a ministra da Mulher deveria ter gravado o vídeo. Michelle, por sua vez, exerce apenas a Presidência do Conselho do Programa Nacional de Incentivo ao Voluntariado.

Para Falcão, houve lesão ao princípio da impessoalidade, uma vez que o pronunciamento destacou uma característica pessoal da primeira-dama e da ministra: a condição de mãe.

“É desinfluente para o cidadão – que deve ser informado sempre de modo objetivo e direto em toda e qualquer publicidade oficial – se a primeira-dama considera que por vezes abre mão de suas vontades para acolher os filhos e oferecer o melhor para eles. Nenhum brasileiro, também, necessita saber por meio de publicidade oficial que a Ministra Titular da Pasta das Mulheres, da Família e dos Direitos Humanos trabalha ‘diariamente para construir um futuro melhor para o Flavinho'”, destacou Falcão.

Michelle é tratada nos bastidores do governo como peça estratégica para Bolsonaro ganhar terreno entre o eleitorado feminino, parcela da população na qual ele enfrenta forte rejeição, de acordo com pesquisas eleitorais. Integrantes do comitê de campanha do presidente defendem que intensificar as aparições de Bolsonaro ao lado da primeira-dama ajudaria a suavizar a sua imagem.

“Por conhecer os desafios da maternidade temos o compromisso de cuidar das mães do nosso país. Nesse sentido, o governo federal tem implementado uma série de ações que beneficiam as mães brasileiras. Hoje elas são prioridade no Auxílio Brasil, nos programas habitacionais e em todos os processos de regularização fundiária”, disse Michelle durante o pronunciamento no domingo.

A ministra da Mulher, Cristiane Rodrigues Britto, assumiu a pasta em abril, substituindo Damares Alves, que deixou o cargo para disputar as eleições pelo Republicanos no Distrito Federal.

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Haddad faz aposta sobre candidatura de Tarcísio

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Fernando Haddad não acredita que eleição em SP terminará no primeiro turno
Reprodução/YouTube – 18.08.2022

Fernando Haddad não acredita que eleição em SP terminará no primeiro turno

Nesta quinta-feira (18), durante sabatina no Macro Day, organizada pelo Banco BTG, o candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) afirmou que dificilmente conseguirá vencer as eleições no primeiro turno. O ex-prefeito da capital paulista fez uma aposta sobre a candidatura de Tarcísio de Freitas.

“É muito pouco provável que aconteça eleição em 1 turno em São Paulo. A eleição se deve a vários fatores: o primeiro deles, nível de conhecimento. Você não rejeita quem você não conhece”, iniciou.

“Nós estamos recebendo de braços abertos o Tarcísio e ele vai passar a ser conhecido agora. Precisa aumentar o grau de conhecimento dele, mais gente vai querer voltar dele, mais gente vai querer não votar nele. É natural da democracia”, completou.

No início da semana, a TV Globo divulgou relatório da pesquisa Ipec, ex-Ibope, e Haddad apareceu em primeiro lugar com 29% das intenções de votos. Tarcísio de Freitas (Republicanos) obteve 12% e Rodrigo Garcia (PSDB) ficou com 9%, o que representa um empate técnico, já que a margem de erro é de 3%.

O levantamento entrevistou 1,2 mil eleitores entre os dias 12 e 14 de agosto deste ano em 59 cidades de São Paulo. A pesquisa está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número SP-04035/2022.

Haddad e as privatizações

O ex-prefeito de São Paulo declarou que é contra a privatização da Sabesp. “Não precisa ser vendida. “Ela é uma empresa de capital aberto que pode fazer subconcessão, operação de crédito e lançar novas ações. Ela está livre para fazer o que ela bem entender. Não entendo esse apetite em querer vender uma coisa que tem todos os instrumentos para fazer bem feito”, comentou.

No entanto, afirmou que é favorável que a Ceagesp seja entregue para a iniciativa privada. “Eu não sou dogmático em relação à privatização ou não. Acho que tem coisas que o Estado não precisa fazer e nem deve”, concluiu.

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Fonte: IG Política

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TSE informa tempo dos candidatos à Presidência no horário eleitoral

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou hoje (18) a proposta de distribuição de tempo no horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão para os candidatos à Presidência da República.  A propaganda começa no dia 26 deste mês e vai até 29 de setembro.

A minuta de resolução foi apresentada durante audiência pública promovida pelo TSE e ainda poderá ser contestada pelos partidos. O texto final será julgado na terça-feira (23). O tempo é calculado conforme a representatividade dos partidos políticos na Câmara dos Deputados.

Conforme o cálculo, a distribuição do tempo diário dos candidatos nos blocos de propaganda ficou estabelecida assim:

Luiz Inácio Lula da Silva (3 minutos e 39 segundos) – Coligação Coligação Brasil da Esperança, formada pela Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB, PV), Federação PSOL/Rede, Solidariedade, PSB, AGIR, Avante e Pros

Jair Bolsonaro (2 minutos e 38 segundos) – Coligação Pelo Bem do Brasil (PL, PP e Republicanos);

Simone Tebet  (2 minutos e 20 segundos) – Coligação Brasil para Todos (MDB e Federação PSDB-Cidadania e o Podemos);

Soraya Thronicke (2 minutos e 10 segundos) – União Brasil

Ciro Gomes (52 segundos) – PDT

Roberto Jefferson (25 segundos) – PTB

Felipe D’Avila (22 segundos ) – Novo

Os candidatos ainda terão à disposição as inserções de propaganda durante a programação das emissoras.

Eymael (DC), Léo Péricles (UP), Vera Lúcia (PSTU) e Sofia Manzano (PCB), que não atingiram os requisitos mínimos, não terão acesso ao horário eleitoral. Pela cláusula de barreira, para isso, é preciso que as legendas tenham obtido 1,5% dos votos válidos na última eleição em um terço dos estados, ou nove deputados eleitos distribuídos por um terço do território nacional. 

Pablo Marçal (Pros) não entrou na contagem. Sob nova direção, a legenda revogou a candidatura dele.

Ordem de apresentação

No dia 26 de agosto, primeiro dia do horário eleitoral, a ordem de apresentação dos candidatos à Presidência da República será a seguinte: Roberto Jefferson, Soraya Thronicke, Felipe D’Avila, Lula, Simone Tebet, Bolsonaro e Ciro Gomes. 

O primeiro turno será realizado no dia 2 de outubro, quando os eleitores vão às urnas para eleger o presidente da República, governadores, senadores, deputados federais, estaduais e distritais.

Caso haja segundo turno  para a disputa presidencial e para governos estaduais, a votaçao será em 30 de outubro. 

Edição: Nádia Franco

Fonte: EBC Política Nacional

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