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Alternativa para contornar invasão do peixe-leão pode estar na cozinha

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Bonitinho, mas ordinário: peixe-leão é considerado uma praga nos oceanos brasileiros
Pixabay 02.05.2022

Bonitinho, mas ordinário: peixe-leão é considerado uma praga nos oceanos brasileiros

No último mês, duas ocorrências assustaram cidades litorâneas do Ceará. Em datas distintas, dois pescadores se feriram após o contato com o peixe-leão, espécie que chama atenção pela beleza, mas guarda espinhos perigosos e um veneno potente.

A espécie invasora é considerada uma praga no país. O animal, que possui corpo listrado de branco com tons de laranja, vermelho e marrom, é natural do Pacífico, e foi criada por muito tempo em aquários. Estima-se que ele tenha chegado ao Caribe em meados de 1980 em um grupo pequeno, de apenas oito peixes – o suficiente para causar preocupação.

“Durante 30 anos, eles conseguiram reproduzir o suficiente pra tomar o Caribe inteiro, e todos os espaços ali foram colonizados por essa espécie”, explica o biólogo e doutor em oceanografia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPC), Prof. João Feitosa.

Sem predadores naturais e com 18 espinhos que o fornecem uma capacidade de defesa, resta o peixe-leão apenas a reprodução. Eles se alimentam de qualquer espécie pequena, impedindo que os demais peixes cheguem a idade adulta e se reproduzam, diminuindo a quantidade de peixes no local. Esse é um dos maiores temores dos especialistas.

“Eles podem detonar a pesca de um lugar e se reproduzirem sem limites, porque os predadores no seu local de origem, como garoupas, tubarões, aqui não os reconhecem como presas. É um animal muito diferente de todos os outros, e quando vão comer o peixe-leão, eles têm uma experiência de degustar esse animal peçonhento”, afirma o professor.

Antes do Ceará, o peixe-leão já havia sido visto no Rio de Janeiro e em Fernando de Noronha. A “demora” em chegar ao Brasil é explicada por uma barreira natural imposta no meio do caminho – a foz do Rio Amazonas. De alguma forma ainda desconhecida, eles venceram essa etapa, e antes do Ceará, foram avistados no Rio de Janeiro e em Fernando de Noronha.

O biólogo afirma que é quase impossível erradicar a presença do peixe-leão, mas chama atenção para a forma que outros locais, como algumas regiões das Bahamas e o Panamá encontraram de lidar com a espécie invasora.

“Se criou uma rede econômica em cima da invasão do peixe-leão que consistia na educação de de pescadores locais a captura do animal sem acidentes e o beneficiamento [tratamento] desse animal para que ele pudesse ser vendido a restaurantes”, conta.

“Nas Bahamas isso deu muito certo. Em dado momento, o quilo do peixe-leão estava valendo mais de 20 dólares, porque o pessoal fazia pratos bonitos, exóticos”.

Ele afirma que ao contrário dos acidentes no contato entre o ser humano e os espinhos, o consumo da carne do peixe-leão não faz mal a saúde, e vê essa como uma possível saída para o litoral brasileiro.

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“Nenhum local conseguiu erradicar os animais, é uma algo bastante difícil de fazer, não tem como a gente alcançar todos os animais, retirar e e achar que ele não vai voltar. Ele é um animal que ele não é predado normalmente pelos predadores naturais, os tubarões e as garopas como eu falei. Ele se torna somente predado pelo ser humano”, diz.

“Após o corte dos espinhos, das nadadeiras onde o veneno está localizado, esse animal pode ser utilizado tranquilamente para alimentação. Não vai fazer mal para ninguém, inclusive é muito gostoso”, completa. “Pode-se criar uma resistência das pessoas, tanto para captura de um animal peçonhento quanto para a venda, mas é um caminho que deve ser seguido por aqui”.

O que fazer ao avistar o peixe-leão

Órgãos que protegem o meio ambiente no Brasil estão de olho no aparecimento do peixe-leão. Em caso de avistamento da espécie, o Instituto Chico Mendes (ICMBio) pede que o local do avistamento seja informado o mais rapidamente possível por meio de um formulário. Confira aqui todos os informativos .

Informe do ICMBio sobre avistamento e captura do peixe-leão
Reprodução

Informe do ICMBio sobre avistamento e captura do peixe-leão

É preciso anotar o local, a profundidade, e se possível, enviar fotos e vídeos junto ao relato.

Em caso de pesca da espécie, é recomendado que ele não seja devolvido à água. Os materiais informativos do Ministério do Meio Ambiente orientam como os espinhos devem ser cortados. Depois, a espécie deve ser encaminhada para o posto do ICMBio na região.

Foi furado por um peixe-leão?

O ICMBio orienta que o cidadão procure imediatamente o posto médico mais rápido possível para receber o atendimento adequado. Se possível, passe água quente no local para dificultar a ação do veneno.

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Delegado da Polícia Federal pede apreensão do celular de Aras e Guedes

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Procurador-geral da República, Augusto Aras
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Procurador-geral da República, Augusto Aras

Responsável por inquéritos sensíveis ao governo de Jair Bolsonaro, o delegado de  Polícia Federal Bruno Calandrini solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) duas medidas que geraram mal-estar em integrantes da corporação. 

A primeira foi um pedido de busca e apreensão do telefone celular do procurador-geral da República Augusto Aras e do ministro da Economia Paulo Guedes, já negado pelo ministro Luís Roberto Barroso, que não viu elementos para justicar tais ações. 

A segunda foram diligências contra a própria cúpula da PF, que está sob análise da ministra Carmen Lúcia.

O pedido de diligências contra a cúpula da PF foi revelado no sábado pelo portal “Metrópoles” e seria motivado por suspeitas de interferência de diretores da PF na investigação sobre o ex-ministro da Educação Milton Ribeiro. Os alvos dessas diligências e o teor estão mantidos sob sigilo.

O caso deflagrou uma crise interna na atual gestão do diretor-geral Marcio Nunes de Oliveira. A avaliação entre integrantes do órgão é que foi uma tentativa do delegado Bruno Calandrini para se blindar da sindicância aberta após ele acusar que houve interferência na investigação do ex-ministro Milton Ribeiro.

Calandrini foi notificado para prestar depoimento sobre o caso, mas até agora não compareceu. Segundo interlocutores, há um receio do delegado que a sindicância seja usada para puni-lo pela atuação no caso.

O delegado Calandrini chegou a escrever, em mensagem a seus colegas, que houve interferência para impedir a transferência do ex-ministro para Brasília após sua prisão. Mas a direção da PF argumentou que não houve tempo nem disponibilidade de aeronave para realizar o deslocamento.

No pedido de busca e apreensão contra Aras e Guedes, Calandrini também havia pedido medidas contra o advogado do ministro, Ticiano Figueiredo.

O requerimento tinha como base a divulgação de um diálogo entre Aras e Ticiano no qual o advogado pedia que o procurador-geral intercedesse para suspender um depoimento de Guedes à PF em uma investigação sobre desvios no fundo de pensão dos Correios, o Postalis. Guedes havia sido citado em um depoimento. Barroso, entretanto, considerou que não havia elementos para autorizar a medida e arquivou o pedido.

Os pedidos provocaram descontentamento na PF. Os delegados que integram a atual gestão avaliam que havia poucos elementos para justificar as medidas. Calandrini não consultou seus superiores ao apresentar os pedidos e os protocolou diretamente no STF.

Procurada, a PF não comentou. A assessoria de Aras afirmou que não iria se manifestar porque o caso já havia sido arquivado.

O advogado Ticiano Figueiredo, que defende o ministro Paulo Guedes, afirmou em nota: “Se isso for verdade mesmo, esse é um ato que se revela autoritário, odioso e destoa do trabalho relevante dos delegados da Polícia Federal. Causa perplexidade, já que exercer, de forma plena, o direito de defesa dos clientes, é um dos pilares do Estado Democrático de Direito e não pode, jamais, ser criminalizado por quem quer que seja”.

Também procurado, Calandrini não respondeu aos contatos da reportagem.

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Fonte: IG Nacional

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Aeronave cai sobre casa na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro

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Aeronave cai sobre casa na Barra da Tijuca no Rio de Janeiro
Reprodução/Twitter

Aeronave cai sobre casa na Barra da Tijuca no Rio de Janeiro

Um avião caiu na tarde de hoje no bairro da Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro. As primeiras informações apontam que duas pessoas estavam dentro da aeronave e teriam sido levadas ao hospital. Não há informações sobre mortos. 

Não há informações sobre a causa do acidente até o momento.

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o momento em que um homem recebe atendimento médico ao lado da aeronave, perto de uma piscina. 

*Mais informações em instantes.

Fonte: IG Nacional

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