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Kinder: entenda por que a salmonella encontrada no produto pode matar

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Kinder Ovo está supostamente ligado a surto de salmonella no Reino Unido
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Kinder Ovo está supostamente ligado a surto de salmonella no Reino Unido

Na semana passada, a Ferrero, fabricante do Kinder Ovo, anunciou o recall do chocolate em diversos países, após serem registrados mais de cem casos de intoxicação por Salmonella Typhimurium, associados ao consumo do produto . Os infectados são, em sua maioria, criança menores de 10 anos. O Brasil não está envolvido no recall voluntário desses produtos, já que os produtos comercializados aqui não são fabricados no mesmo local .

A salmonella é uma bactéria que pode causar uma infecção chamada salmonelose, popularmente conhecida como intoxicação alimentar. A doença ocorre devido a ingestão de alimentos contaminados, como ovos, carnes mal-cozidas, leite não pasteurizado e até mesmo a água.

Também pode haver transmissão de pessoa para pessoa. Por isso, a recomendação é que pessoas afetadas sigam boas práticas de higiene, como lavar bem as mãos após usar o banheiro e evitar manusear alimentos sempre que possível.

De acordo com o Ministério da Saúde, a salmonella pode causar dois tipos de doença: a salmonelose não tifóide e febre tifoid, que é mais grave e tem uma taxa de mortalidade maior que a salmonelose não tifoide.

Os sintomas incluem dor de cabeça, febre, cólicas estomacais, diarreia, náuseas, cansaço e vômitos. Eles geralmente começam entre seis e 72 horas após a infecção e duram de quatro a sete dias. Apesar de a maioria dos casos ser leve, pode haver complicações que resultam em internação hospitalar e até mesmo em morte, sobretudo em crianças pequenas, idosos e pessoas com o sistema imunológico deficiente.

O diagnóstico da doença ocorre por meio de exames laboratoriais por amostras de fezes, vômito ou ainda dos alimentos suspeitos consumidos. Casos leves são tratados em casa com repouso, ingestão de bastante água e controle os sintomas. Em casos graves, é necessária a internação hospitalar. O uso de antibióticos é indicado apenas para grupos de risco, como bebês, idosos e pacientes imunocomprometidos.

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Embora ainda não esteja confirmada a ligação dos casos de salmonella com os chocolates, agências de saúde alertam para que a população não consuma os produtos afetados pelo recall. No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) acompanha o caso e, na última quinta-feira, publicou uma resolução que proíbe a comercialização, distribuição, importação e uso dos produtos da marca Kinder, que são alvo de alerta e recolhimento internacionais. A medida vale para os lotes fabricados pela empresa Ferrero na Bélgica.

A Agência recomenda aos consumidores que possuam ou pretendam adquirir chocolates da marca Kinder, em especial fora do país, que verifiquem no rótulo os dados do fabricante do produto. Os produtos objeto de recolhimento internacional são os fabricados por: Ferrero Ardennes S.A – Rue Pietro Ferrero, 5 Arlon 6700 Belgium.

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Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Varíola dos macacos: calendário de vacinação deve sair nesta semana

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O Ministério da Saúde (MS) deverá saber nesta semana quando terá as primeiras vacinas disponíveis contra a varíola dos macacos.

Segundo a representante da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) no Brasil, Socorro Gross, a fase de tratativas com o laboratório produtor da vacina terminaram, mas falta uma posição do laboratório sobre o calendário de entrega.

“Esperamos ter o calendário das vacinas nesta semana”, disse ela. “Não temos como apresentar um calendário [de entrega de vacina] neste momento. Sabemos que uma parte das vacinas vai chegar em breve. Esperamos que o fornecedor nos especifique quando nós poderemos transportar a vacina para o Brasil”, disse ela, em coletiva de imprensa, no Ministério da Saúde.

A aquisição dessas vacinas deve ser feita através da Opas, uma vez que o laboratório responsável por elas fica na Dinamarca e não tem representante no Brasil. Assim, o laboratório não pode solicitar o registro do imunizante junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e caso o país queira comprá-lo, a OPAS deve intermediar a transação.

Socorro Gross estava acompanhada do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e de secretários da pasta. Queiroga esclareceu que as 50 mil doses solicitadas pelo Brasil, caso cheguem, irão para profissionais de saúde que lidam com materiais contaminados.

“Se essas 50 mil doses chegarem aqui no ministério amanhã, não terão o condão de mudar a história natural da situação epidemiológica em relação à varíola dos macacos. Essas vacinas, quando vierem, serão para vacinar um público muito específico”.

Queiroga também não considera, até o momento, declarar Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional (Espin) por causa da doença. Segundo ele, a área técnica do ministério não se manifestou nesse sentido.

Além disso, de acordo com Queiroga, mecanismos de vigilância em saúde já foram reforçados; pedidos de registros de testes rápidos já foram feitos junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa); e outras providências podem ser tomadas fora do âmbito da Espin, caso seja necessário.

Até o momento, Estados Unidos e Austrália já declararam emergência em seus territórios.

Dados

Na coletiva de imprensa, o Ministério da Saúde também divulgou dados atualizados sobre a doença. No mundo inteiro foram registrados 35.621 casos em 92 países.

Os países com mais casos são Estados Unidos (11,1 mil), Espanha (5,7 mil), Alemanha (3,1 mil), Reino Unido (3 mil), Brasil (2,8 mil), França (2,6 mil), Canadá (1 mil), Holanda (1 mil), Portugal (770) e Peru (654).

Até o momento, 13 mortes foram registradas, em oito países. São eles: Nigéria (4), República Centro-Africana (2), Espanha (2), Gana (1), Brasil (1), Equador (1), Índia (1) e Peru (1).

No Brasil, foram confirmados até o momento 2.893 casos. Além disso, existem 3.555 casos suspeitos de varíola dos macacos, com uma morte.

Entre os contaminados, 95% são homens e a maioria está na faixa dos 30 anos de idade. Apesar de ser uma doença que acomete, em sua maioria, homens que fazem sexo com homens, o ministro faz um alerta para não se estigmatizar a doença a esse grupo específico ou mesmo discriminá-lo.

“Essas referências feitas aqui a homens que fazem sexo com homens é uma constatação tão somente epidemiológica. Não podemos incorrer nos erros do passado. Nós já sabemos o que aconteceu na década de 80 com HIV/Aids. Não é para discriminar as pessoas, é para protegê-las”.

Queiroga também afirmou que apesar do nome, a doença não é transmitida pelos macacos e fez um apelo para a não agressão desses animais, por medo da doença.

“A varíola dos macacos é uma zoonose e o roedor é a provável origem da zoonose. Não é o macaco. O macaco é tão vítima da doença quanto nós, que também somos primatas. Portanto, não saiam por aí matando os macacos achando que vão resolver o problema da varíola dos macacos”.

Edição: Denise Griesinger

Fonte: EBC Saúde

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Saúde

Ministério compra 1 milhão de doses de CoronaVac para crianças

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Vacinação de crianças de 3 a 5 anos com CoronaVac já começou no Brasil
Tânia Rêgo/Agência Brasil – 26/01/2022

Vacinação de crianças de 3 a 5 anos com CoronaVac já começou no Brasil

O Ministério da Saúde comprou 1 milhão de doses de CoronaVac do Instituto Butantan para crianças de 3 a 5 anos. O anúncio foi feito nesta segunda-feira, data que marca um mês do aval à vacinação, após O GLOBO mostrar que a falta de imunizantes fez com que a imunização do grupo não avançasse.

A instituição prevê entregar as doses em setembro:

“A pasta oficializou a compra de um milhão de doses, que devem ser entregues até meados de setembro. Vale lembrar que o Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) para a produção do imunizante, que está sendo importado da China, é capaz de suprir a demanda de seis milhões de doses de CoronaVac”, diz a nota do Butantan.

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Fonte: IG SAÚDE

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