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Após reunião com Anatel, Cade poderá aprovar venda da Oi Móvel

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Sede da Oi
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O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) deve aprovar a compra das redes móveis da Oi para as concorrentes Vivo, Claro e TIM, em reunião nesta quarta-feira, de acordo com fontes que participam das negociações para viabilizar a operação.

O conselheiro Luis Braido, relator do processo, deve votar contra a venda. Mas a maioria do tribunal administrativo, formado por sete conselheiros, deve se manifestar a favor da operação.

Apesar de permitir a operação, o Cade deve impor restrições e condições para a venda relacionada aos ativos da Oi Móvel.

O dia nesta terça-feira foi de muita conversa entre os técnicos do Cade, conselheiros, executivos das operadoras e integrantes da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e do juiz da recuperação judicial, Fernando Viana.

A preocupação das empresas com a possibilidade de o Cade barrar a operação ganhou força a partir da última sexta-feira e após o Ministério Público Federal (MPF) junto ao órgão pedir a rejeição da venda.

O principal foco de discussão é porque as três operadoras passarão a controlar praticamente todo o espectro — que são por onde passam os dados das redes móveis, considerado o principal ativo da telefonia móvel. Elas concentrariam cerca de 96% do mercado incorporando os atuais 16% da Oi.

Por isso, o Cade deverá impor exigências e restrições com relação a eses ativos.

Contrapartidas controversas

Mesmo essas contrapartidas viraram alvo de discussões. As empresas alegaram que, dependendo da quantidade de exigências do Cade, a compra da Oi Móvel poderia ficar desinteressante. Isso poderia fazer as compradoras desistirem, o que seria desastroso para o plano de recuperação judicial da Oi.

Por isso, as exigências têm relação com o aluguel e compartilhamento de redes para cidades de médio porte, locação de espectro em localidades com uso ocioso, entre outras condicionantes.

Nas reuniões nos últimos dias, a Oi e as compradoras tentam convencer conselheiros do Cade de que a tele sediada no Rio só tem caixa para operar até abril e que a reprovação do negócio levaria a companhia à falência.

Anatel e juiz também alertaram Cade para risco de insolvência da Oi

Essa mesma avaliação foi levada também por integrantes da Anatel, numa reunião de última hora com conselheiros do Cade nesta terça-feira.

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De acordo com fontes familiarizadas com o assunto, a Anatel destacou nesta conversa as dívidas da empresa e de que forma estes números irão saltar exponencialmente caso a Oi Móvel não seja vendida para a Claro, Vivo e TIM.

O juiz que coordena a recuperação judicial, Fernando Viana, também afirmou a membros do Cade que vai reabrir a discussão sobre o plano de recuperação em função da decisão do conselho.

Segundo participantes das conversas, Viana disse que o cronograma segue e se o plano não estiver cumprido como aprovado pela Assembleia Geral de Credores, a empresa pode ir à falência.

Executivos das teles e governo também se movimentaram

Gestores das empresas — inclusive executivos globais das três operadoras — também fizeram uma série de conversas em Brasília.

O governo federal também tem acompanhado com preocupação o assunto, pois avalia que o veto à operação pode quebrar a empresa e afetar os serviços aos usuários. Nos bastidores, integrantes do Executivo argumentam que 50 milhões de linhas podem deixar de operar a partir de abril, caso a venda não seja autorizada.

Integrantes do Ministério das Comunicações também argumentam que a quebra da Oi iria criar um “deserto digital” no Norte e no Nordeste, já que a empresa ainda fornece infraestrutura para diversos serviços nessas regiões.

Oi espera receber R$ 16,5 bi

A venda da Oi Móvel é considerada fundamental para o processo de recuperação judicial da operadora. O valor da operação foi de R$ 16,5 bilhões, e os recursos serão usados para reduzir a dívida da tele.

Se a operação de venda da Oi Móvel for concretizada, Vivo, Tim e Claro passarão a concentrar ainda mais o mercado nacional de voz e dados móveis.

Nesta terça-feira, as operadoras Algar Telecom e Sercomtel (do empresário Nelson Tanure)  enviaram novas petições ao Cade e contra a aprovação do negócio sem contrapartidas mais duras.

A Algar pede mais mecanismos de compartilhamento de redes e radiofrequências, roaming e acesso a ofertas de redes no atacado. A Sercontel também pede que Claro, Tim e Vivo sejam obrigadas a se desfazer de parte dos ativos da Oi Móvel.

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Única empresa a apresentar proposta, Aena leva Aeroporto de Congonhas

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A Aena arrematou o bloco mais esperado do leilão da sétima rodada do programa de concessões aeroportuárias, que incluiu entre os ativos o Aeroporto de Congonhas, localizado na zona sul da capital paulista, o segundo mais movimentado do país. A Aena já detém a concessão de seis aeroportos na Região Nordeste, entre o quais, os de Maceió e do Recife. A concessão é por 30 anos.

A empresa espanhola adquiriu todo o bloco SP-MS-PA-MG, que, além de Congonhas, inclui os aeroportos de Campo Grande, Corumbá e Ponta Porã, em Mato Grosso do Sul; Santarém, Marabá, Parauapebas e Altamira, no Pará; e Uberlândia, Uberaba e Montes Claros, em Minas Gerais. O valor oferecido foi R$ 2,45 bilhões, o que significou ágio de 231,02% sobre o valor de referência estabelecido em edital.

Não houve concorrência no leilão deste bloco, pelo qual apenas a Aena fez proposta.

Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o programa de concessão aeroportuária do Brasil já havia repassado à iniciativa privada 77,5% do tráfego nacional entre os anos de 2011 e 2021. Com a sétima rodada, esse percentual deve atingir agora 91,6% de passageiros atendidos em aeroportos concedidos no país.

Outros blocos

Mais dois outros blocos foram leiloados na tarde de hoje na B3, a bolsa de valores de São Paulo. O Bloco Aviação Geral, formado pelos aeroportos de Campo de Marte, em São Paulo, e Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, foi adquirido pela XP Infra IV FIP em Infraestrutura, que ofereceu R$ 141,4 milhões, ágio de 0,01%. Também não houve concorrência nesse bloco.

O Bloco Norte II, integrado pelos aeroportos das capitais do Pará, Belém, e do Amapá, Macapá, foi o único que teve concorrência, sendo disputado em muitos lances de viva voz pelo Consórcio Novo Norte Aeroportos e pela Vinci Airports. Esse bloco acabou sendo vencido pelo Consórcio Novo Norte, que ofereceu a proposta de R$ 125 milhões, o que representou ágio de 119,78%.

Segundo a Anac, os 15 aeroportos que foram leiloados hoje (18) respondem por 15,8% do total do tráfego de passageiros no Brasil, o que equivale a mais de 30 milhões de viajantes por ano.

Edição: Nádia Franco

Fonte: EBC Economia

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Caixa tem lucro de R$ 1,8 bi no 2º trimestre, queda de 70,7% em um ano

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Caixa tem lucro de R$ 1,8 bi no 2º trimestre, queda de 70,7% em um ano
Marcelo Camargo/Agência Brasil – 13.09.2019

Caixa tem lucro de R$ 1,8 bi no 2º trimestre, queda de 70,7% em um ano

A Caixa Econômica Federal registrou lucro líquido de R$ 1,8 bilhão no segundo trimestre de 2022. O valor representa uma queda de 70,7% em relação ao mesmo período do ano passado, quando obteve ganhos com a abertura de capital da Caixa Seguridade, que movimentou R$ 5 bilhões, e com a venda das ações do Banco Pan. 

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Os dados foram divulgados pela Caixa nesta quinta-feira (18). Em relação ao primeiro trimestre deste ano, o lucro recuou 27,9%.

Os dados são referentes aos últimos meses de gestão de Pedro Guimarães, que pediu demissão em julho em meio a denúncias de assédio moral e sexual.

Carteira de crédito

A carteira de crédito ampliada da instituição, por sua vez, cresceu 13,7% em um ano, totalizando R$ 928,2 bilhões. No último trimeste, foram concedidos R$ 127,8 bilhões em crédito para a população brasileira, aumento de 18,6% em relação ao trimestre anterior e de 17,5% em relação ao mesmo período do ano passado.

Já a inadimplência da carteira de crédito fechou o segundo trimestre em 1,89%, redução de 0,57 pontos percentuais (p.p.) sobre o primeiro trimestre de 2021. A cobertura da provisão finalizou o período em 244,6%.

Recorde no crédito imobiliário

A Caixa segue como o maior financiador da casa própria no país. No segundo trimestre deste ano, o banco registrou o maior volume de contratação trimestral da história em crédito imobiliário: R$ 39,7 bilhões, com crescimento de 15,4% sobre os três primeiros meses do ano e de 9,6% sobre o mesmo período do ano passado.

Com isso, a estatal teve saldo de R$ 595,2 bilhões na carteira de crédito imobiliário, 11% maior se comparado ao mesmo período do ano anterior.

Também foram contratados R$ 16,3 bilhões pelo Programa de Habitação Popular, incluindo os subsídios, o equivalente a 93,9 mil novas unidades habitacionais.

Auxílio Brasil

A Caixa Econômica Federal ainda informou ter realizado 51,5 milhões de pagamentos do benefício para 17,8 milhões de beneficiários do Auxílio Brasil, que receberam, ao total, um montante de R$ 21,3 bilhões.

Antecipação do Saque-Aniversário do FGTS

A operação de crédito para Antecipação do Saque-Aniversário do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) resultou na contratação de R$ 2,2 bilhões, distribuídos em 2,1 milhões de operações.

Com ela, os cidadãos não precisam aguardar seu mês de aniversário para resgatar os valores.

Saque extraordinário do FGTS

Os pagamentos do saque extraordinário do FGTS começaram em abril e foram liberados de acordo com o mês de nascimento do trabalhador. Cerca de R$ 29,9 bilhões foram liberados para, aproximadamente, 43,4 milhões de brasileiros.


Fonte: IG ECONOMIA

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