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Lula descarta Dilma no futuro governo: ‘muita gente nova’

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Lula descarta Dilma no futuro governo: 'muita gente nova'
Wisom Dias/Agência Brasil

Lula descarta Dilma no futuro governo: ‘muita gente nova’

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deu a entender nesta quarta-feira que a ex-presidente Dilma Rousseff não teria nenhum papel efetivo em seu eventual novo governo.

“O tempo passou, tem muita gente nova no pedaço e eu pretendo montar o governo com muita gente nova, muita gente importante e com muita experiência também. A Dilma é uma pessoa pela qual eu tenho o mais profundo respeito e carinho. A Dilma tecnicamente é uma pessoa inatacável, tem uma competência extraordinária. Onde ela na minha opinião erra é na política”, disse Lula em entrevista à rádio CBN Vale do Paraíba.

Para o ex-presidente, Dilma não tem o traquejo nem a paciência que a política exige.

“Ela não tem a paciência que a política exige que a gente tenha para conversar, para ouvir as pessoas, para atender as pessoas mesmo quando você não gosta do que as pessoas estão falando. Eu sou daqueles políticos que se o cara estiver contando uma piada que eu já sei, não vou dizer que já sei essa, não, conta outra vez. Tudo bem, se for necessário rir (…). Nisso eu acho efetivamente que cometemos um equívoco pela pressão em cima da Dilma (em 2016)”, ressaltou Lula.

Chapa com Geraldo Alckmin

Sobre a eventual chapa com o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin como vice, Lula afirmou que ela depende da escolha do ex-tucano sobre em qual partido deverá se filiar. Alckmin mantém conversar mais avançadas com o PSB, mas foi convidado, também, pelo PSD de Gilberto Kassab.

Em entrevista à rádio CBN Vale do Paraíba, de São José dos Campos (SP), Lula teceu elogios ao ex-adversário político, a quem chamou de “companheiro”, e afirmou que a eventual aliança seria benéfica tanto para o ex-tucano quanto para o ex-presidente.

“Se a gente vai fazer uma chapa comum depende (…) de eu ser candidato e da filiação do companheiro Alckmin a um partido político adequado que faça aliança com o PT. Espero que o PT compreenda a necessidade de fazer aliança”, afirmou.

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O ex-presidente lidera com ampla vantagem todas as pesquisas de intenção de voto para as eleições presidenciais deste ano.

Questionado sobre que papel Alckmin poderia exercer em um eventual novo governo do PT, Lula comparou o ex-governador paulista a José de Alencar, vice do petista em seus dois mandatos presidenciais.

“Se tem alguém que tem experiência de ser vice é o Alckmin, que foi vice do Mario Covas (ex-governador paulista, morto em 2001). O vice está lá para contribuir, para participar. O Zé Alencar participava de todas as reuniões que eu fazia. Quando eu fazia reunião de governo, o Zé Alencar participava, falava, dava opinião, representava o governo. (…) Sempre terei dificuldade, e o Alckmin sabe disso, de encontrar alguém para substituir um companheiro como o Zé Alencar”, disse Lula.

O ex-presidente afirmou que confia em Geraldo Alckmin e que sempre manteve boa relação com o ex-adversário. Os dois, no entanto, disputaram a eleição presidencial de 2006 em uma campanha na qual Alckmin questionava a responsabilidade de Lula no caso de corrupção do mensalão.

“Quando você escolhe uma pessoa para vice, estabelece uma relação de confiança. Não é uma pessoa distante, é o cara que tem que estar na sala, na cozinha, em todo o lugar com o presidente. Ele faz parte da governança do país. (…) Eu tenho confiança no Alckmin, eu fui presidente por oito anos e tive relações com o Alckmin, sempre foram relações de respeito, institucionais”, afirmou o petista.

Críticas a Bolsonaro

Lula voltou a criticar, ainda, o governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), em especial pelo descaso em relação à pandemia.

“Bolsonaro é responsável por mais da metade das pessoas que morreram de Covid. E eles (Bolsonaro e o Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga) continuam divulgando remédio que não serve, continuam combatendo a vacina, e dizem que crianças que morreram são insignificantes”, criticou Lula.

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Comissão discute políticas públicas para agricultura familiar e reforma agrária

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Leonardo Henrique e Valmir Fernandes/Fotos Públicas
Agropecuária - geral - agricultura familiar -- plantação - plantações - MST - manutenção das hortas comunitárias onde se colhe os alimentos que compõem marmitas distribuídas pelo coletivo “Marmitas da Terra” em praças e ocupações urbanas de Curitiba e Região.
Mais de 75% dos estabelecimentos rurais pertencem à agricultura familiar

A Comissão de Legislação Participativa da Câmara dos Deputados realiza audiência pública na terça-feira (31) com o tema: “Políticas Públicas de Agricultura Familiar e Reforma Agrária”.

O deputado Rogério Correia (PT-MG), que pediu o debate, lembra que a agricultura familiar é a principal responsável pela produção e diversidade dos alimentos consumidos pelos brasileiros.

“A significância é tamanha que o Censo Agropecuário de 2017 apontou que 76,8% dos 5,073 milhões de estabelecimentos rurais do Brasil foram caracterizados como pertencentes à agricultura familiar, gerando R$ 106,5 bilhões de receita”, cita o deputado.

Correia lembra que a inclusão dos agricultores familiares no orçamento público aconteceu por intermédio de políticas públicas como o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) e a Política Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Pnater).

Segundo ele, o enfraquecimento destas políticas públicas vem causando um prejuízo enorme aos agricultores e consequentemente na oferta de alimentos e no combate à fome.

“A carestia voltou a ocupar os noticiários. Mais da metade da população do País vive em situação de insegurança alimentar e o Brasil voltou desonrosamente ao Mapa da Fome mundial. A suspensão do Pronaf, o desmantelamento do PAA, do Pnae e do conjunto de políticas públicas voltadas para agricultura familiar tem grande parcela de responsabilidade nessa realidade nefasta”, diz o deputado.

Debatedores
Foram convidados para o debate, entre outros, o presidente do Incra, Geraldo José da Câmara Ferreira de Melo Filho; o secretário de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Márcio Cândido Alves; e a coordenadora-geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar (Contraf), Josana Lima.

Veja a lista completa de convidados.

Hora e local
O debate será no plenário 3, às 16 horas.

Da Redação – RS

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Rejeitada proposta que cria incentivo fiscal para financiamento de projetos na segurança pública

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Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados
Discussão e votação de propostas. Dep. Paulo Ganime NOVO - RJ
Paulo Ganime: não houve demonstração do impacto orçamentário da medida

A Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados rejeitou projeto de lei que permitiria a pessoas físicas e jurídicas utilizar até 4% do Imposto de Renda (IR) devido para financiar, por meio de patrocínio ou doação, projetos de segurança pública aprovados pelo Ministério da Justiça. O texto deverá ser arquivado.

A proposta (PL 1003/19) foi apresentada pelo deputado José Airton Félix Cirilo (PT-CE), e tomou como referência a Lei Rouanet, que possibilita a captação de recursos de Imposto de Renda para aplicação em projetos culturais.

O parecer do relator, deputado Paulo Ganime (Novo-RJ), foi pela inadequação financeira e orçamentária do projeto e da emenda adotada pela Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado.

“Além de não estar acompanhado dos demonstrativos do impacto orçamentário- financeiro exigidos pela Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2022, o projeto não atende aos demais requisitos da LDO, notadamente ao não apresentar avaliação quanto à redução de receita e à criação de despesa”, disse Ganime.

“Para inclusão no projeto dos dispositivos que regulamentem o prazo de vigência e a forma de dedução do imposto e para que constem os documentos que devem acompanhar um projeto com essa finalidade, demonstrando os impactos financeiros e orçamentários, seria necessário estudo detalhado elaborado entre os parlamentares envolvidos no projeto e os órgãos do Poder Executivo responsáveis pela matéria, no caso o Ministério da Justiça e Segurança Pública e o Ministério da Economia”, acrescentou.

Financiamento
Segundo o PL 1003/19, o incentivo a projetos de segurança pública ocorreria por meio do chamado de Programa Nacional de Apoio ao Financiamento da Segurança Pública (Prosusp). Em linhas gerais, pessoas físicas e jurídicas seriam autorizadas a financiar projetos do Prosusp. Os recursos seriam aplicados diretamente ou por meio de fundos públicos de segurança pública, como o Fundo Penitenciário Nacional (Funpen) e o Fundo Nacional Antidrogas (Funad).

Para o autor do projeto, esse seria um mecanismo importante e complementar para o financiamento da segurança pública, em um momento em que os estados não conseguem investir.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Lara Haje
Edição – Pierre Triboli

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