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Saúde

Covid-19: Rio retoma calendário de vacinação infantil na quarta-feira

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A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) do Rio de Janeiro deve retomar o cronograma de vacinação infantil contra a covid-19 na próxima quarta-feira (26). A retomada será possível, com a chegada de um lote de 90 mil doses da CoronaVac, na segunda-feira (24); além de um lote de 30 mil doses pediátricas do imunizante da Pfizer.

Ontem (20), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a aplicação do imunizante do Instituto Butantan, a CoronaVac, em crianças e adolescentes com idade entre 6 e 17 anos.

De acordo com a SMS, a vacinação na próxima quarta-feira será para crianças de 10 anos, de ambos os sexos. O calendário divulgado inicialmente, que previa a imunização dessa faixa etária até amanhã (22), foi suspenso por falta de doses.

“A SMS aguarda o envio de 120 mil doses de vacinas pelo Ministério da Saúde no início da próxima semana, sendo 30 mil da Pfizer e 90 mil da CoronaVac, esta que poderá ser aplicada no público de 6 a 17 anos sem comorbidades. Com isso, o Município mantém a repescagem para os três grupos já atendidos e, a partir da quarta-feira, avançará no calendário”, informou o órgão por meio de nota.

De acordo com a secretaria municipal, foram vacinadas até ontem (20) cerca de 39 mil crianças dos grupos de 11 anos e a partir dos 5 com comorbidades e com deficiência.

Segundo a pasta, o avanço para a faixa etária dos 10 anos requer um aporte de mais 60 mil doses. “Com a chegada desses novos lotes, a SMS pretende ajustar o calendário de vacinação infantil. Os detalhes serão divulgados em breve”.

O Ministério da Saúde espera receber na segunda-feira mais 1,8 milhão de doses da Pfizer para aplicação em crianças de 5 a 11 anos. De acordo com a pasta, o país já recebeu 2,5 milhões de doses da vacina pediátrica.

O último lote, com 1,2 milhão de doses, foi entregue domingo passado (16) e está sendo distribuído aos estados. A reportagem perguntou ao Ministério sobre a distribuição da CoronaVac para aplicação nas crianças, mas ainda não obteve retorno.

Reforço

O secretário Municipal de Saúde, Daniel Soranz, afirmou que a dose de reforço para os adultos tem se mostrado eficiente para evitar agravamentos da infecção pela variante Ômicron, que já representa 90% dos casos de covid-19 na cidade. Segundo ele, 650 mil pessoas estão aptas a receber a dose de reforço e não retornaram aos postos de vacinação.

Até o momento, a cidade já aplicou 2,1 milhão de doses de reforço contra a covid-19.

Casos

Apenas em janeiro de 2022, o município já confirmou 122.189 casos da doença, sendo 550 casos graves e 67 óbitos. O número de casos já supera metade dos 217,8 mil registrados em todo o primeiro ano da pandemia, em 2020, e chega a 42,6% dos 289,5 mil registros de 2021.

No momento, o painel da prefeitura informa que são 862 pessoas internadas com covid-19 na rede pública da cidade, sendo que 88% dos internados não completaram o calendário vacinal.

Edição: Denise Griesinger

Fonte: EBC Saúde

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Varíola dos macacos: quais países confirmaram casos da doença

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Varíola dos macacos: 334 casos já foram confirmados em 20 países
Reprodução/Montagem iG 25.5.2022

Varíola dos macacos: 334 casos já foram confirmados em 20 países

O número de casos confirmados da  varíola de macaco já está em 334 pessoas, segundo números atualizados, nesta sexta-feira (27), pela iniciativa Global.health, formada por pesquisadores das universidades de Harvard e Oxford. Além disso, segundo os números do projeto, 20 países já confirmaram casos da doença, que se espalha pelo mundo.

Os países europeus estão no epicentro da doença até o momento, mas a  Organização Mundial da Saúde já se prepara para evitar que a varíola se torna um problema em outras regiões do mundo.

Nesta sexta-feira, a diretora da OMS, Sylvie Briand, disse que conter o surto da varíola dos macacos em países não endêmicos é uma prioridade, e que isso pode ser feito caso os países tomem medidas rápidas.

“Achamos que, se tomarmos as medidas certas agora, podemos contê-lo (o surto) facilmente (…) Investigação de casos, rastreamento de contatos, isolamento em casa (para infectados) serão as melhores apostas”, afirmou a representante na assembleia anual da OMS.

Países com casos confirmados até agora

  1. Reino Unido – 90 casos
  2. Espanha – 84 casos
  3. Portugal – 58 casos
  4. Canadá – 26 casos
  5. Alemanha – 13 casos
  6. Países Baixos – 12 casos
  7. Itália – 10 casos
  8. Estados Unidos – 9 casos
  9. França – 7 casos
  10. Bélgica – 6 casos
  11. República Checa – 5 casos
  12. Suíça – 3 casos
  13. Suécia – 2 casos
  14. Austrália – 2 casos
  15. Dinamarca – 2 casos
  16. Slovenia – 2 casos
  17. Israel – 1 caso
  18. Emirados Árabes Unidos – 1 caso
  19. Finlândia – 1 caso

Casos suspeitos

Ainda segundo a iniciativa Global.health, existem casos suspeitos da doença que ainda estão em avaliação. A Espanha é o país que mais conta com casos suspeitos, com 55 possíveis novas infecções ainda sem confirmação.

Na sequência, o Canadá tem 34 casos suspeitos, enquanto a Itália tem 2, os Estados Unidos, Bélgica, Israel, Argentina, Sudão e Bolívia com 1 caso suspeito até o momento.


Situação no Brasil

No Brasil, ainda não houve casos confirmados ou suspeitos da doença, mas, as recentes possíveis infecções na Argentina e na Bolívia levantaram um alerta para as autoridades de saúde do país.

A fronteira entre o Brasil e a Bolívia, por exemplo, está em alerta após um jovem boliviano, de 26 anos, ser isolado na cidade de Santa Cruz de la Sierra com sintomas parecidos ao da varíola dos macacos. O comunicado foi feito pela Secretária de Saúde de Corumbá, cidade que fica na fronteira com o país vizinho.

“Recebemos o comunicado da vigilância de fronteira sobre o possível diagnóstico de uma doença relacionada à varíola dos macacos, trata-se de um jovem boliviano, que está em Santa Cruz de la Sierra isolado”, informou o secretário Rogério Leite.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou uma nota, na última terça-feira (24), esclarecendo as recomendações feitas para tentar retardar a entrada do vírus no Brasil. Segundo a agência, foi apenas reforçada a adoção das medidas que já estão em vigência em aeroportos e aeronaves e que são destinadas a proteger “o indivíduo e a coletividade não apenas contra a Covid-19, mas também contra outras doenças.”

Origem do vírus

Os primeiros registros da doença, provocada pelo vírus monkeypox, começaram a ser feitos na metade deste mês de maio, e o sequenciamento genético do vírus foi feito no dia 19. Ou seja, é cedo demais para fazer afirmações precisas sobre a disseminação, a letalidade e os possíveis rumos da doença.

Porém, segundo a revista científica ‘Nature’, o número de casos detectados fora do continente africano nos últimos dias já ultrapassou o acumulado dos últimos 50 anos. Apesar do novo surto com potencial global, a varíola dos macacos é conhecida e monitorada há décadas.

De acordo com especialistas, a varíola dos macacos é uma parente mais branda da varíola humana. A maior parte dos infectados tem um quadro que começa com mal-estar, dor de cabeça, dor no corpo e febre. Depois de alguns dias, aparecem as lesões na pele.

Essas lesões na pele geralmente começam vermelhas e menores, mas ficam maiores por conta do pus e do inchaço. É na fase de inchaço e pus que a transmissão do vírus é maior.

A doença é uma versão semelhante à varíola erradicada em 1980. Ela costuma ser passada de animais, principalmente roedores, para os humanos. O período de incubação do vírus monkeypox – tempo entre infecção e aparecimento de sintomas – é geralmente de 6 a 13 dias, mas pode variar de 5 a 21 dias, segundo a OMS.

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Fonte: IG SAÚDE

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Novo medicamento dá perspectiva a pacientes de insuficiência cardíaca

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Pacientes com insuficiência cardíaca tem nova opção de tratamento
Pixabay

Pacientes com insuficiência cardíaca tem nova opção de tratamento

Pacientes com a chamada insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada (ICFEP) tem, a partir de agora, uma nova perspectiva de qualidade de vida, tudo por conta de um novo medicamento, a empagliflozina, aprovada nesta semana pela Anvisa.

Até então, no país, o tratamento para esse tipo de insuficiência era focado nos sintomas, como a falta de ar, cansaço e inchaço das pernas. Agora será possível tratar o mal em si, assim como é feito com o tipo mais comum de insuficiência, com fração de ejeção reduzida.

“Não existia tratamento específico que mostrasse melhora nos desfechos principais, que são a hospitalização e a mortalidade”, explica a médica especialista Thais Melo, diretora da Boehringer Ingelheim no Brasil.

“Agora, após a publicação do estudo e com a aprovação da Anvisa, associada a terapia padrão acima mencionada, a empaglioflozina levou a uma redução de 21% no risco relativo de morte cardiovascular ou de hospitalização por insuficiência cardíaca. É uma diferença significativa, então, na prática, a gente pode esperar redução de hospitalização, que é uma questão muito crítica, e reduçaõ de mortalidade”, aponta. A contra-indicação é apenas para pacientes com insuficiência renal grave.

A substância já é utilizada no Brasil para tratamento de diabetes, e faz parte de diversos estudos em pacientes cardiovasculares.

No Brasil, a insuficiência cardíaca é a primeira causa de internação hospitalar em pessoas com mais de 60 anos, e metade dos paciente diagnósticos morrem cinco anos após o diagnóstico, em média, o que aponta a urgência no desenvolvimento de novos tratamentos. Fadiga, falta de ar são sintomas comuns, que afetam a qualidade de vida dos pacientes.

Estudo

O medicamento foi testado para os dois tipos de insuficiência cardíaca. Dos quase 6 mil participantes, 700 eram brasileiros.

“Esses dados estabelecem a empagliflozina como o primeiro tratamento aprovado capaz de melhorar significativamente a saúde de pacientes com ambos os tipos de insuficiência cardíaca”, afirma a médica.

Fonte: IG SAÚDE

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