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Internacional

Ômicron: remédio da GSK-Vir funciona contra mutações, diz estudo

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A farmacêutica britânica GSK informou, nesta terça-feira (7), que sua terapia contra a covid-19 baseada em anticorpos, desenvolvida em parceria com a norte-americana Vir Biotechnology, é eficaz contra todas as mutações da nova variante Ômicron do coronavírus. A empresa citou novos dados de estudo em estágio inicial.

Os dados, que ainda serão publicados em um periódico médico sujeito ao crivo da comunidade científica, mostram que o tratamento da empresa, batizado de sotrovimab, funciona contra todas as 37 mutações identificadas até o momento na proteína spike da variante Ômicron, disse a GSK em comunicado.

Na semana passada, outros dados pré-clínicos mostraram que o remédio funcionou contra mutações cruciais da Ômicron. O sotrovimab foi concebido para se ater à proteína spike na superfície do coronavírus, mas foi descoberto que a Ômicron tem um número anormalmente alto de mutações nessa proteína.

“Esses dados pré-clínicos demonstram o potencial de nossos anticorpos monoclonais serem eficazes contra a variante mais recente, Ômicron, além de todas as outras variantes preocupantes definidas até o momento pela Organização Mundial da Saúde”, disse o chefe científico da GSK, Hal Barron.

A GSK e a Vir estão criando em laboratório os chamamos pseudovírus, que contêm importantes mutações do coronavírus de todas as possíveis variantes que já surgiram, e então realizam testes sobre sua vulnerabilidade ao tratamento sotrovimab.

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Pequim detecta casos de covid-19 em equipe das Olimpíada de Inverno

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Os organizadores da Olimpíada de Inverno de Pequim afirmaram neste domingo que confirmaram 72 casos de Covid-19 entre as 2.586 pessoas envolvidas com os Jogos que chegaram à China entre 4 e 22 de janeiro, com nenhum caso entre os 171 atletas e autoridades das equipes que vieram naquele período.

As últimas preparações estão em andamento para os Jogos de Inverno, durante um surto global de casos da altamente infecciosa variante Ômicron do coronavírus. Os Jogos estão programados para serem realizados entre 4 e 20 de fevereiro, dentro de uma bolha fechada que separa todos as pessoas envolvidas com o evento do público.

Dos casos confirmados, 39 foram descobertos em testes no aeroporto e 33 dentro da bolha, afirmaram organizadores. Participantes da bolha estão sujeitos a testes diários, com 336.421 testes PCR tendo sido administrados entre 4 e 22 de janeiro.

Brian McCloskey, presidente do painel médico de especialistas de Pequim 2022, disse que o número é consistente com os dos Jogos de Tóquio no ano passado e está em linha com as expectativas.

“Nunca estabelecemos uma meta de zero casos dentro da bolha”, disse, em uma entrevista coletiva online no domingo.

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OMS destaca a produção de antivirais genéricos contra a covid-19

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A cientista-chefe da Organização Mundial da Saúde (OMS), Soumya Swaminathan, informou que há dois remédios sendo produzidos por laboratórios para o tratamento da covid-19. Um da farmacêutica Merck, chamado Molnupiravir, e outro da Pfizer, o Paxlovid.

Foram assinados acordos com essas empresas para a produção em versões genéricas por outras companhias. Segundo Swaminathan, isso pode contribuir para agilizar a disseminação dessas alternativas terapêuticas.

“Eles [os medicamentos] estão sendo fabricados por companhias de produtos genéricos, então esperamos que possam ter a distribuição ampliada. As recomendações da OMS deverão vir na próxima semana sobre como usar esses medicamentos”, declarou, em uma entrevista coletiva nesta sexta-feira (21) transmitida pelo canal oficial da OMS.

A cientista-chefe acrescentou que os antivirais atuam na fase inicial da infecção, quando os sintomas ainda estão leves. Os remédios conseguem dificultar a evolução para quadros graves e para a hospitalização. “Mas é preciso diagnosticar as pessoas entre três e cinco dias”, pontuou a representante da OMS.

Durante a entrevista, ela e a diretora do Departamento de Imunização da OMS, Kate O´Brien, ressaltaram a importância da vacinação para conter a disseminação do novo coronavírus, especialmente no cenário de crescimento dos casos com a variante Ômicron.

As duas representantes da OMS também criticaram a produção e difusão de conteúdos falsos sobre a covid-19, o que dificulta a compreensão das medidas preventivas, tanto a vacinação como as chamadas não farmacológicas, como uso de máscara e distanciamento social.

Edição: Aline Leal

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