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Roubos e furtos no Centro Político Administrativo reduzem a praticamente zero

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O registro de crimes de roubos e furtos no Centro Político Administrativo (CPA) teve expressiva redução em seus índices. De janeiro a novembro deste ano, nenhum roubo foi registrado na região, mantendo a queda de 100%, já o número de furto caiu 99%, de acordo com os dados divulgados pela 4ª Companhia Independente da Polícia Militar de Segurança Institucional (4ª CIPMSI).

Uma das principais ações que contribuíram para essa redução foi a implantação do projeto Águia, em maio de 2020, que monitora em tempo real todas as ruas do Centro Político Administrativo por meio de câmeras, reforçando a segurança institucional e patrimonial da área. Já no seu primeiro ano, o projeto alcançou a redução de 100% no índice de roubos e de 84% de furtos.

O projeto foi implantado e é coordenado pelas Secretarias de Planejamento e Gestão (Seplag) e de Segurança Pública (Sesp) e possui parceria com os demais Poderes e órgãos localizados no CPA. À época, o Governo do Estado, entidades, demais Poderes e órgãos autônomos circunvizinhos assinaram um termo de cooperação técnica de segurança institucional do Centro Político Administrativo.

A restrição de acesso de pessoas e veículos na região após às 20h, com reabertura para a circulação às 6h da manhã e bloqueio total aos sábados e domingos, e a revitalização do prédio onde hoje funciona a sede da 4ª CIPMSI também são ações colocadas em prática pelo projeto. A revitalização do local foi entregue em setembro deste ano pela Seplag e além de ser um dos pontos de monitoramento eletrônico, o prédio abriga o Memorial da Segurança Pública de Mato Grosso, que está aberto para visitações.

“O projeto Águia é uma ação do Governo do Estado voltada para a segurança pública e com benefícios diretos para a conservação do patrimônio público e para a segurança da população. Em um ano e meio de projeto alcançamos excelentes resultados e estamos cada vez mais próximos de reduzir a zero o número de ocorrências de roubos e furtos no CPA”, comemora o titular da Seplag, Basílio Bezerra.

“Além disso ainda reduzimos custos do Estado com contratos de vigilância, otimizamos o trabalho policial na região e trouxemos mais dignidade a esses profissionais ao proporcionar um ambiente de trabalho mais amplo e confortável”, completa.

Sistema utilizado para a vigilância é interligado com o Ministério da Justiça e Departamento Estadual de Trânsito e faz buscas automáticas na base de dados desses órgãos. Reprodução.

“O fechamento do Centro Político Administrativo é uma experiência bem-sucedida, determinada pelo governador Mauro Mendes. O uso da tecnologia vem cada vez mais otimizando o trabalho da segurança pública. É um belo exemplo que pode ser estendido aos municípios e está sendo implementado em todo o Estado de Mato Grosso”, avalia o secretário de Estado de Segurança Pública, Alexandre Bustamante.

Ao todo, foram instaladas pela Seplag 26 câmeras de monitoramento e 14 analíticas, que coletam imagens que identificam as placas dos veículos. As imagens são transmitidas em tempo real durante 24h por dia e monitoradas pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp) e pela 4ª CIPMSI.  Em média, mais de três mil veículos circulam por dia pelo Centro Político.

O sistema utilizado para a vigilância é interligado com o Ministério da Justiça e Departamento Estadual de Trânsito e faz buscas automáticas na base de dados desses órgãos. Caso alguma ocorrência tenha sido registrada com o automóvel, ele é identificado automaticamente pelos operadores do Ciosp e da 4ª CIPMSI que fazem a abordagem necessária.

Ocorrências

O sargento da 4ª CIPMSI, Fernando Raphael Oliveira, também credita os bons resultados alcançados nos últimos meses ao projeto Águia e destaca a presença dos agentes nas ruas para a diminuição da criminalidade. “Ninguém entra [no CPA] sem ser visto e checado”, afirma.

Segundo o militar, as três ocorrências mais comuns registradas no dia a dia são as abordagens de veículos citados ou envolvidos em crimes, de pessoas em situações suspeitas e os acidentes de trânsito. No entanto, um fato inusitado e envolvendo um animal doméstico ocorreu durante um desses monitoramentos.

Por volta das 17h, as câmeras do sistema de monitoramento registraram o momento em que o suspeito, em uma motocicleta Broz, puxava um cachorro por uma corda. Reprodução.

Em outubro deste ano, a 4ª CIPMSI – Cia Palácio – flagrou através do sistema de monitoramento um homem em uma motocicleta que puxava um cachorro por uma corda pelo Centro Político Administrativo.  O suspeito foi preso em flagrante por maus-tratos ao animal, após os policiais identificarem que o cachorro estava sendo enforcado, com exaustão física e quase não conseguia caminhar. O homem e o animal foram conduzidos para a Central de Flagrantes e a ocorrência entregue à Polícia Judiciária Civil.  

As câmeras também capturaram, em junho deste ano, o momento exato que um indivíduo em uma moto Yamaha 125 realizou a tentativa de assalto a uma mulher que caminhava próximo à rotatória do Detran. A equipe que realizava o monitoramento acionou a Cia do Palácio que, imediatamente, seguiu até o local e deu o flagrante no homem que foi conduzido ao departamento de polícia.

Câmeras flagram tentativa de assalto a uma mulher que caminhava próximo à rotatória do Detran. Reprodução.

Em março, as câmeras também identificaram uma caminhonete roubada que transitava no CPA. O motorista foi monitorado e abordado no posto policial do Batalhão da Polícia Militar de Trânsito (BPMTRAN), na estrada de Chapada dos Guimarães, local onde foi dada a ordem para que parasse, porém ele fugiu do local para uma região de mata. Depois de uma longa perseguição o assaltante foi preso no município de Chapada dos Guimarães (distante 66,5 km de Cuiabá) pela BPMTRAN e a caminhonete foi recuperada.

História parecida envolvendo um veículo gol vermelho que passava pelo Centro Político também foi registrada pelo monitoramento eletrônico, após a checagem da placa confirmar que o carro foi dado como roubado. O caso também encerrou no município de Chapada dos Guimarães com a localização do automóvel.

Abordagem realizada pela 4ª CIPMSI – Cia Palácio de veículo citado ou envolvido em crime. Reprodução.

“O governo do Estado tem realizado diversos investimentos na área da segurança pública no intuito de entregar à população aquilo que ela espera e merece, e o projeto Águia é apenas um deles”, finaliza Basílio.

Canal de denúncias

Com o objetivo de facilitar o repasse de informações, a 4ª CIPMSI informa os seguintes contatos como canal de atendimento e denúncias:

(65) 99981-9421 – Policiamento diário.

(65) 98461-7206 – Viatura que realiza rondas no Centro Político Administrativo.

Fonte: GOV MT

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Homicídios de mulheres em Mato Grosso deixam 70 filhos sem mães

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A violência contra mulheres não deixa marcas apenas nas vítimas, mas em todo seu círculo familiar. Além das marcas físicas e psicológias, a Polícia Civil identificou que as mortes violentas de mulheres registradas em Mato Grosso, no ano passado, deixaram 70 filhos sem mães, entre crianças, jovens e adultos. Destes, 21 eram filhos das vítimas com os autores. Entre os registros de feminicídios, duas vítimas estavam gestantes quando foram mortas.

Tais acontecimentos em geral desestruturam famílias inteiras, com filhos sem mães e pais, pois, em muitas situações, os homens cometeram suícidio após matar suas companheiras ou foram presos. Esses números integram um estudo realizado, desde 2020, pela Diretoria de Inteligência da Polícia Civil para traçar o perfil de mulheres vítimas de mortes violentas. 

O levantamento coordenado pela Gerência de Inteligência Estratégica é realizado com base nos boletins de ocorrência e em inquéritos policiais e traz também os dados sobre local dos crimes, meio empregado nos homicídios, solicitação de medidas protetivas, perfis das vítimas, vínculo entre vítimas e autores dos crimes, índice de esclarecimento dos homicídios e os efeitos da violência contra mulheres.

Dos homicídios e feminicídios cometidos no ano passado contra mulheres, 80% deles foram esclarecidos. Do total de crimes ocorridos, 66 autores foram indiciados e 24 dos casos seguem em apuração.

Josilaine Maria Gomes dos Reis, 31 anos, deixou três filhos órfãos de seus cuidados. Ela foi morta a golpes de faca pelo seu ex-companheiro, com quem tinha um filho pequeno. Ele não aceitava o fim do relacionamento e na noite do dia 5 de outubro do ano passado, invadiu a casa dela, no bairro Nova Esperança, em Cuiabá, e na frente dos filhos atacou a ex-mulher.

A técnica de enfermagem estava dormindo quando sofreu os primeiros golpes, que terminaram dentro do banheiro da casa. Após cometer o crime e também atentar contra a própria vida, o autor do crime pediu às crianças que fossem até um vizinho para avisar o que ele havia cometido e chamasse a polícia.

Outro crime que deixou crianças órfãs e produziu uma tragédia familiar foi registrado pela Polícia Civil em dezembro de 2021, em Várzea Grande. A técnica em enfermagem, Franciele Robert da Silva, 33 anos, foi morta pelo ex-marido, que invadiu a casa dos pais à sua procura.

Para defender a filha, o pai de Francieli, de 67 anos, entrou em luta corporal com o ex-genro e foi ferido gravemente. Depois, o criminoso foi até o quarto onde a vítima tentava se esconder, junto com a filha de 12 anos, arrombou a porta e desferiu diversos golpes contra a Francieli, que a levaram a óbito. O pai dela chegou a ser socorrido a um hospital, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no dia seguinte.

Violência progressiva

A delegada Mariell Antonini Dias, coordenadora da Câmara Temática de Defesa da Mulher da Secretaria de Estado de Segurança Pública, destaca que o estudo ajuda a compreender melhor o fenômeno da violência doméstica, deixando claro o risco a que as mulheres estão submetidas quando vivem situação de violação de direitos em casa e não procuram ajuda da Polícia.

“Muitas mulheres pensam que o agressor não terá coragem de ceifar a vida delas e que as ameaças são vazias, mas as estatísticas demonstram que a maior parte das mortes de mulheres acontece em casa, por pessoas que possuem vínculo com elas, sendo necessário que todas entendam que a violência pode ser progressiva e cada vez mais letal. E, por isso, elas devem buscar auxílio para o problema que está acontecendo dentro de casa, tornando visível ao Estado o que apenas quem está na relação conhece”, argumenta a delegada, que também é titular da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Várzea Grande.

Mariell destaca ainda que familiares são importantes nesse processo de rompimento do ciclo da violência e têm o “dever moral” de auxiliar a vítima, buscando o aparato estatal.

Fonte: GOV MT

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Operação Letífero cumpre mandados judiciais contra alvos investigados por homicídios

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A Polícia Civil deflagrou nesta quarta-feira (26.01) a Operação Letífero para cumprimento de mandados judiciais contra alvos investigados pela Delegacia de Pontes e Lacerda por crimes de homicídio. Estão sendo cumpridos 15 mandados de busca e apreensão e um de prisão temporária nas cidades de Rondonópolis, Pontes e Lacerda e Nova Lacerda. 

A operação conta com apoio das Delegacias Regionais de Rondonópolis e de Primavera do Leste, Polícia Rodoviária Federal, Politec, Polícia Militar, Gerência de Operações Especiais da Polícia Civil, Cioaper e das unidades da Regional de Pontes e Lacerda. 

As equipes de policiais civis estão em cumprimento de nove buscas e uma prisão temporária em Rondonópolis; quatro buscas em Pontes e Lacerda e uma em Nova Lacerda. O principal alvo da operação é um policial militar que já trabalhou na região da fronteira. Os alvos das buscas também são investigados por suspeita de envolvimento com os homicídios apurados. 

A delegada Bruna Caroline Laet, responsável pela operação, explica que os homicídios ocorreram em Pontes e Lacerda, entre dezembro de 2019 e março de 2021. Os exames de balística comprovaram que os disparos efetuados nas cinco vítimas saíram da mesma arma de calibre 9mm. 

“A princípio, esses crimes ocorreram mediante pagamento, mas a Polícia Civil segue com as investigações para chegar ao possível ou possíveis mandantes”, observou a delegada de Pontes e Lacerda. 

Homicídios 

Conforme a investigação, que contou com um trabalho minucioso do Núcleo de Inteligência da Delegacia de Pontes e Lacerda, o principal suspeito seguiu um padrão para a execução dos homicídios. A Polícia Civil apurou que ele saiu de Rondonópolis e seguiu até Pontes e Lacerda utilizando como  transporte motocicletas de média cilindrada. Os veículos usados estavam em nome de terceiros, conforme registros em sistema oficial, e ele fez vigilância para escolher o melhor momento de execução das vítimas, utilizando para os crimes uma pistola calibre 9mm. 

A investigação apontou ainda que em apenas um dos homicídios, o suspeito adotou outro modus operandi em razão da dificuldade de encontrar a vítima fora de sua residência e da possibilidade de reação, já que a vítima possuía armas de fogo em sua residência. 

Um dos homicídios apurados ocorreu em dezembro de 2019. Gleidson de Souza Paiva, 35 anos, foi alvejado por disparos de arma de fogo calibre 9 mm efetuados por um homem que pilotava uma motocicleta Honda Twister preta, em frente à casa de uma sobrinha, no bairro São José. 

Em 05 de maio de 2020, por volta das 09h30, Noel Simon Colontoni, 44 anos, foi morto por disparos de arma de fogo, também de calibre 9mm, feitos por um homem em uma Honda Twister preta. A vítima foi alvejada enquanto reformava um salão de sua propriedade, no Jardim Boa Vista. 

Já em julho de 2020, o terceiro homicídio vitimou Carlos Antonio Silva Araújo, 48 anos, no Jardim Primavera. Ele foi alvejado por uma pessoa que pilotava uma motocicleta Honda/CB300, preta, quando estava na casa da companheira, se preparando para ir à sua fazenda. 

Os dois últimos homicídios apurados pela Delegacia de Pontes e Lacerda vitimaram dois irmãos e ocorrreram em 2020 e no ano passado. No dia 23 de dezembro de 2020, Vanderson de Almeida Castro, 36 anos, foi alvejado por um homem que pilotava uma motocicleta Honda CB300, vermelha, quando ele chegava a uma  oficina mecânica, localizada na  na BR 174, em Pontes e Lacerda. 

Em março de 2021, por volta das 06h20, Ederson Flávio de Castro, 39 anos, foi alvo de disparos de arma de fogo calibre 9mm feitos por pelo menos três homens que usavam camisetas com a identificação da Polícia Civil. O trio dissimulou um cumprimento de mandado de busca e apreensão para atingir a vítima.  

Três das vítimas dos homicídios tinham envolvimento com o tráfico de drogas e outra com homicídio. Uma delas não possúía nenhum registro criminal. 

Operação 

Letífero significa o que acarreta a morte, letal.

Fonte: GOV MT

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