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Mulheres negras são maioria das vítimas de feminicídio e as que mais sofrem com desigualdade social

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Paulo Sérgio/Câmara dos Deputados
Debater a desigualdade e a violência contra a mulher negra no Brasil. Dep. Tia Eron REPUBLICANOS-BA; Benedito Gonçalves - Ministro do Superior Tribunal de Justiça
Deputada Tia Eron (E) e ministro Benedito Gonçalves, do STJ, durante comissão geral

A Câmara dos Deputados realizou uma comissão geral nesta terça-feira para discutir a desigualdade e a violência contra a mulher negra no Brasil. O secretário nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Paulo Roberto, destacou que, das 1.350 mortes por feminicídio em 2020, a maioria foi de mulheres negras:

“Ninguém nasce racista, isso é uma construção social. E, se foi construído, nós podemos destruir. É isso que nos alenta. Nós podemos destruir com atitudes para afastar essa questão cultural. Investir nas novas gerações para que seja risível em pouco tempo falar em racismo”, disse.

A secretária de Segurança Pública da Bahia, Denice Santiago, afirmou que, durante a pandemia, a cada oito minutos uma mulher sofre violência e mais da metade são negras. Anielle Franco – irmã da vereadora Marielle Franco, assassinada em março de 2018 – destacou a morte por balas perdidas de mais de 15 gestantes durante a pandemia no Rio de Janeiro.

Paulo Sérgio/Câmara dos Deputados
Debater a desigualdade e a violência contra a mulher negra no Brasil. Soraya Mendes - Jurista
Soraya Mendes alertou para os abortos inseguros e o racismo estrutural

Aborto inseguro
Para a jurista Soraya Mendes, muitas grávidas negras também morrem por causa de abortamentos inseguros. Ela destacou, além disso, o caso de Luciana Barbosa, lésbica negra que foi assassinada em 2016 por policiais militares. E explicou que o caso foi considerado pela Organização das Nações Unidas (ONU) como um exemplo de racismo estrutural.

A deputada Vivi Reis (Psol-PA) apontou a desigualdade de condições das mulheres negras no país: “Nós precisamos analisar hoje o quanto as mulheres negras ainda estão trabalhando nas casas das pessoas brancas. Ainda estão nos trabalhos de baixa remuneração, ainda estão fora dos espaços da universidade.”

A ativista cultural Beth de Oxum criticou o conteúdo de programas da TV aberta que, segundo ela, tratam as religiões de origem africana de maneira discriminatória.

A deputada Tia Eron (Republicanos-BA), que presidiu a sessão, disse que o importante é fazer o combate ao racismo todos os dias.

Reportagem – Sílvia Mugnatto
Edição – Roberto Seabra

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Filhos de Bolsonaro usam R$ 500 mil do Congresso, mas não aprovam nada

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Bolsonaro e filhos
O Antagonista

Bolsonaro e filhos

Os dois filhos do presidente Jair Bolsonaro que atuam no Congresso Nacional tiveram desempenho irrelevante em 2021 quando o assunto é projeto de lei. Ao todo, Eduardo e Flávio, o “01” e o “03”, apresentaram 6 textos ao Legislativo, mas nenhum deles sequer foi votado. A informação é do colunista do GLOBO, Ancelmo Góis. 

Segundo o portal da Câmara dos Deputados, Eduardo Bolsonaro gastou R$ 359.929,03 de verba parlamentar no ano passado. Já Flávio custou aos cofres do Senado R$ 113.883,40 no ano passado. Juntos, somam quase R$ 500 mil (R$ 473.812,43).

Confira:



Flávio foi mais ativo, apresentou cinco dos projetos: dois que tratam de aspectos econômicos e três que falam do ordenamento jurídico. Um deles, por exemplo, quer criminalizar atividades culturais que envolvam nudez para menores de 14 anos. 

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Já Eduardo apresentou apenas um projeto. Sugeriu em 10 de dezembro lei que altera regras sobre a vigilância epidemiológica no país e a vacinação. Em síntese, o deputado quer “proteger” aqueles que não se vacinaram.

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Após velório da mãe, Bolsonaro joga na Mega-Sena e volta para Brasília

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Jair Bolsonaro (PL)
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Jair Bolsonaro (PL)

Na manhã deste sábado (22), o presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a Brasília (DF) após o velório da mãe, Olinda Bolsonaro, em Eldorado, no interior de São Paulo . Antes, o mandatário passou em uma lotérica para apostar na Mega-Sena.

Olinda Bolsonaro morreu aos 94 anos na madrugada dessa sexta-feira (21) . O presidente foi até o velório e sepultamento da mãe na tarde de ontem acompanhado da primeira-dama Michelle Bolsonaro e dos filhos Flávio Bolsonaro, que estava com a esposa, e Renan.

Após saber da morte da mãe, Bolsonaro interrompeu uma viagem internacional que fazia ao Suriname e depois seguiria para a Guiana, com o objetivo de conversar sobre cooperação econômica após as recentes descobertas de petróleo e gás pelos dois vizinhos do Brasil, de acordo com o Ministério das Relações Exteriores.

Hoje, por volta das 9h, o mandatário saiu da casa da família, onde passou a noite, e falou com jornalistas e alguns moradores. Depois, ele e o Flávio foram até uma lotérica da cidade apostar na Mega-Sena.

Mais tarde, Bolsonaro, a família e a comitiva presidencial embarcaram em dois helicópteros com destino ao Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, onde pegaram um avião para Brasília.

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