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Setasc já realizou mais de 1,5 mil atendimentos na 3° Expedição Araguaia-Xingu

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Mais de 1,5 mil atendimentos foram realizados pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc) nos cinco primeiros dias de realização da 3° Expedição Araguaia-Xingu. A equipe da Setasc esteve no mutirão realizado, entre os dias 18 a 24 de novembro, nos municípios de Santa Cruz do Xingu, São José do Xingu e Santa Terezinha.

Foram atendidas mais de 700 pessoas em atendimentos como: cópias, fotos 3×4, plastificações e segunda via das Certidões de Nascimento, Casamento e Óbito. O evento é promovido pela Justiça Comunitária e reúne parceiros do Poder Judiciário que prestaram serviços judiciais, de cidadania, saúde e educação ambiental. 

O lavrador Pedro Wilson Neres da Silva, 59, morador da zona rural, Fazenda Lua de Prata, que fica há uns 42 km do município de Santa Terezinha, ficou sabendo da Expedição por meio de um aviso da agente de saúde que esteve na localidade e não perdeu a oportunidade. “Minha certidão de nascimento molhou e estragou e minha identidade está antiga. Solicitei a segunda via da certidão e logo vou ter ela novinha”, comemorou.

“A gente recebe muito pedido de plastificação de documentos e segunda via de certidão. As pessoas perdem a original e não sabem que sem a certidão não é possível fazer outro documento. Para tirar a segunda via é preciso a declaração de hipossuficiência, fornecida pela Defensoria Pública, ou voltar a cidade Natal e pagar pela emissão ao cartório”, comenta a assistente técnica da Setasc, Roseli Hendges da Cruz.

Nesta edição, a Justiça Comunitária inovou e irá recolher as certidões solicitadas na Expedição que serão confeccionadas em Cuiabá e retornará aos municípios contemplados para entregar os novos documentos. De acordo com a programação, a caravana estará em Luciara nos dias 26 e 27 de novembro; para São Felix do Araguaia no dia 30; e em Cocalinho nos dias 02 e 03 de dezembro.


 
PROGRAMAÇÃO

Luciara
 
Data: 26/11 – 8h30 às 17h
Data: 27/11 – 8h30 às 17h
Local: Escola Estadual Juscelino Kubistchek
 
São Félix do Araguaia
 
Data: 30/11 – 8h30 às 17h
Local: Escola Estadual Hilda Rocha Souza
 
Cocalinho
 
Data: 02/12 – 8h30 às 17h
Data: 03/12 – 8h30 às 17h
Local: Escola Municipal José Umberto Moreira

(Com informações da Assessoria do TJMT)

Fonte: GOV MT

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Edital de fomento à bacia leiteira segue com inscrições abertas até 21 de fevereiro

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O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf)), está com inscrições abertas para o edital de seleção de associações sem fins lucrativos ligadas à produção da cadeia leiteira que estão interessados em investir, com contrapartida do Estado, na aquisição de novilhas Girolando ½ sangue, com gestação de embrião sexado fêmea, também Girolando.

O envio de propostas ao edital de chamamento público, aberto no dia 20 de janeiro, pode ser feito até o dia 21 de fevereiro, via site da Seaf ou presencialmente na secretaria, em Cuiabá. Serão selecionadas até 20 associações, todas obrigatoriamente do segmento da agricultura familiar e que, comprovadamente, desenvolvam atividades relacionadas à cadeia produtiva do leite.

Conforme estabelece o edital, cada associação terá que apresentar condições financeiras para adquirir no mínimo de 15 novilhas prenhas, algo em torno de R$ 270 mil. Já o Governo do Estado entra com contrapartida de doar a mesma quantidade de animais que a associação propor adquirir.

Para essa ação, foram destinados R$ 17,9 milhões em recursos estaduais, com o objetivo de fazer o melhoramento genético do rebanho de bovinos leiteiros do Estado por meio da compra de mil novilhas confirmadamente prenhas, com gestação entre quatro a oito meses. “A associação, juntamente com a Empaer, será a responsável por selecionar os produtores familiares que receberão as novilhas. Nós, da Seaf, ficaremos responsáveis por coordenar, acompanhar e monitorar do projeto, com o apoio da Empaer”,  explica o servidor da Seaf, Jurandyr José Pinto.

No dia 28 de fevereiro serão divulgadas as propostas selecionadas. Para outras informações: (65) 3613-6252/6200, o atendimento da secretaria é das 7h30 às 11h30 e das 13h30 às 17h30.

MT Produtivo Leite

O Governo do Estado vem, desde 2019, investindo na compra de maquinários e serviços destinados ao fortalecimento e expansão da bacia leiteira mato-grossense. Até o momento já foram adquiridos 375 resfriadores de leite, 50 ordenhadeiras de leite, 7 mil doses de sêmen bovino, 1,5 mil prenhezes, 40 mil toneladas de calcário para correção de pastagem e 5 caminhões isotérmicos para o transporte de leite. Juntos, esses investimentos no segmento chegam à soma de R$ 8,5 milhões.

Fonte: GOV MT

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Homicídios de mulheres em Mato Grosso deixam 70 filhos sem mães

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A violência contra mulheres não deixa marcas apenas nas vítimas, mas em todo seu círculo familiar. Além das marcas físicas e psicológias, a Polícia Civil identificou que as mortes violentas de mulheres registradas em Mato Grosso, no ano passado, deixaram 70 filhos sem mães, entre crianças, jovens e adultos. Destes, 21 eram filhos das vítimas com os autores. Entre os registros de feminicídios, duas vítimas estavam gestantes quando foram mortas.

Tais acontecimentos em geral desestruturam famílias inteiras, com filhos sem mães e pais, pois, em muitas situações, os homens cometeram suícidio após matar suas companheiras ou foram presos. Esses números integram um estudo realizado, desde 2020, pela Diretoria de Inteligência da Polícia Civil para traçar o perfil de mulheres vítimas de mortes violentas. 

O levantamento coordenado pela Gerência de Inteligência Estratégica é realizado com base nos boletins de ocorrência e em inquéritos policiais e traz também os dados sobre local dos crimes, meio empregado nos homicídios, solicitação de medidas protetivas, perfis das vítimas, vínculo entre vítimas e autores dos crimes, índice de esclarecimento dos homicídios e os efeitos da violência contra mulheres.

Dos homicídios e feminicídios cometidos no ano passado contra mulheres, 80% deles foram esclarecidos. Do total de crimes ocorridos, 66 autores foram indiciados e 24 dos casos seguem em apuração.

Josilaine Maria Gomes dos Reis, 31 anos, deixou três filhos órfãos de seus cuidados. Ela foi morta a golpes de faca pelo seu ex-companheiro, com quem tinha um filho pequeno. Ele não aceitava o fim do relacionamento e na noite do dia 5 de outubro do ano passado, invadiu a casa dela, no bairro Nova Esperança, em Cuiabá, e na frente dos filhos atacou a ex-mulher.

A técnica de enfermagem estava dormindo quando sofreu os primeiros golpes, que terminaram dentro do banheiro da casa. Após cometer o crime e também atentar contra a própria vida, o autor do crime pediu às crianças que fossem até um vizinho para avisar o que ele havia cometido e chamasse a polícia.

Outro crime que deixou crianças órfãs e produziu uma tragédia familiar foi registrado pela Polícia Civil em dezembro de 2021, em Várzea Grande. A técnica em enfermagem, Franciele Robert da Silva, 33 anos, foi morta pelo ex-marido, que invadiu a casa dos pais à sua procura.

Para defender a filha, o pai de Francieli, de 67 anos, entrou em luta corporal com o ex-genro e foi ferido gravemente. Depois, o criminoso foi até o quarto onde a vítima tentava se esconder, junto com a filha de 12 anos, arrombou a porta e desferiu diversos golpes contra a Francieli, que a levaram a óbito. O pai dela chegou a ser socorrido a um hospital, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no dia seguinte.

Violência progressiva

A delegada Mariell Antonini Dias, coordenadora da Câmara Temática de Defesa da Mulher da Secretaria de Estado de Segurança Pública, destaca que o estudo ajuda a compreender melhor o fenômeno da violência doméstica, deixando claro o risco a que as mulheres estão submetidas quando vivem situação de violação de direitos em casa e não procuram ajuda da Polícia.

“Muitas mulheres pensam que o agressor não terá coragem de ceifar a vida delas e que as ameaças são vazias, mas as estatísticas demonstram que a maior parte das mortes de mulheres acontece em casa, por pessoas que possuem vínculo com elas, sendo necessário que todas entendam que a violência pode ser progressiva e cada vez mais letal. E, por isso, elas devem buscar auxílio para o problema que está acontecendo dentro de casa, tornando visível ao Estado o que apenas quem está na relação conhece”, argumenta a delegada, que também é titular da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Várzea Grande.

Mariell destaca ainda que familiares são importantes nesse processo de rompimento do ciclo da violência e têm o “dever moral” de auxiliar a vítima, buscando o aparato estatal.

Fonte: GOV MT

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