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Internacional

Reino Unido: homem vai receber primeira prótese ocular impressa em 3D

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Internacional


Um paciente do hospital de oftalmologia Moorfields Eye, em Londres, vai ser o primeiro homem do mundo a receber um olho criado em uma impressora 3D. Os médicos acreditam que a prótese terá um aspecto mais realista do que o tradicional olho de acrílico.

“Preciso de uma prótese ocular desde que tenho 20 anos e sempre me senti inseguro em relação a isso”, disse à BBC Steve Varze, agora com 40 anos.

Esta inovação não só permitirá próteses mais realistas como deverá reduzir pela metade o tempo de adaptação dos pacientes às próteses, passando de seis a três semanas.

“Quando saio de casa costumo olhar no espelho e nunca gosto do que vejo”, lamentou Varze. “Estes novos olhos têm uma aparência fantástica e, sendo criados com tecnologia de impressão 3D, ficarão cada vez melhores”.

A técnica tradicional para fazer próteses oculares implica que o paciente seja submetido a uma sessão de duas horas durante a qual é realizado um molde da cavidade ocular. Depois disso, a fabricação da prótese leva três semanas. No final do processo, o olho falso é encaixado e pintado para que se assemelhe a um olho real.

A tecnologia 3D deverá permitir que a prótese seja fabricada mais rapidamente, em cerca de duas semanas, e a consulta inicial para realizar o molde poderá passar a ser de apenas meia hora, segundo o hospital Moorfields Eye.

“Esperamos que o ensaio clínico nos forneça provas robustas sobre o valor desta tecnologia, demonstrando como pode fazer a diferença para os pacientes”, declarou à BBC o professor Mandeep Sagoo, oftalmologista no Moorfields Eye.

Para o especialista, a nova técnica tem, “claramente, o potencial para reduzir as listas de espera”.

A utilização de impressoras 3D na tentativa de construir próteses de partes do corpo humano não é inédita. Ainda este ano, cientistas da Universidade de Swansea, no País de Gales, procuraram imprimir em três dimensões um substituto de cartilagem humana para dar a uma menina de dez anos uma prótese de orelha.

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OMS destaca a produção de antivirais genéricos contra a covid-19

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A cientista-chefe da Organização Mundial da Saúde (OMS), Soumya Swaminathan, informou que há dois remédios sendo produzidos por laboratórios para o tratamento da covid-19. Um da farmacêutica Merck, chamado Molnupiravir, e outro da Pfizer, o Paxlovid.

Foram assinados acordos com essas empresas para a produção em versões genéricas por outras companhias. Segundo Swaminathan, isso pode contribuir para agilizar a disseminação dessas alternativas terapêuticas.

“Eles [os medicamentos] estão sendo fabricados por companhias de produtos genéricos, então esperamos que possam ter a distribuição ampliada. As recomendações da OMS deverão vir na próxima semana sobre como usar esses medicamentos”, declarou, em uma entrevista coletiva nesta sexta-feira (21) transmitida pelo canal oficial da OMS.

A cientista-chefe acrescentou que os antivirais atuam na fase inicial da infecção, quando os sintomas ainda estão leves. Os remédios conseguem dificultar a evolução para quadros graves e para a hospitalização. “Mas é preciso diagnosticar as pessoas entre três e cinco dias”, pontuou a representante da OMS.

Durante a entrevista, ela e a diretora do Departamento de Imunização da OMS, Kate O´Brien, ressaltaram a importância da vacinação para conter a disseminação do novo coronavírus, especialmente no cenário de crescimento dos casos com a variante Ômicron.

As duas representantes da OMS também criticaram a produção e difusão de conteúdos falsos sobre a covid-19, o que dificulta a compreensão das medidas preventivas, tanto a vacinação como as chamadas não farmacológicas, como uso de máscara e distanciamento social.

Edição: Aline Leal

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Internacional

Riscos da Ômicron são 50% a 60% inferiores aos da variante Delta

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A variante Ômicron do novo coronavírus SARS-CoV-2, responsável por dois terços dos novos casos de covid-19 na Europa, representa menos 50% a 60% de risco de hospitalização e morte do que cepas anteriores, como a Delta, anunciou hoje (21) o Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (ECDC).

Em relatório divulgado nesta sexta-feira com atualização epidemiológica, o ECDC diz que a Ômicron foi identificada em todos os países da União Europeia e Espaço Econômico Europeu, com “prevalência estimada de 69,4%”, 20% a mais que na semana anterior.

Estudos feitos em vários cenários mostraram que risco de hospitalização foi menor para a Ômicron do que para a variante Delta. Considerando a imunidade prévia à infecção, a vacinação, incluindo doses de reforço, e as melhores opções de tratamento contribuem para resultados menos graves, o que torna difícil estimar o risco inerente de infecção grave”, afirma a agência europeia.

Ainda assim, “a maioria dos estudos encontrou redução de risco da ordem de 50% a 60%”, acrescenta.

Dados divulgados pelo centro europeu mostram que, do total de 155,15 mil casos da variante Ômicron, comunicados entre os dias 20 de dezembro de 2021 e 9 de janeiro deste ano, 1,14% resultaram em internamentos, 0,16% implicaram apoio respiratório nas unidades de cuidados intensivos e 0,06%, mortes.

Estudos iniciais sugerem que vacinas atuais podem ser menos eficazes contra Ômicron, embora proporcionem proteção contra hospitalização e doenças graves. Considerando a vantagem do crescimento da propagação e o elevado número de casos, quaisquer benefícios observados, de menor gravidade da doença, podem ser ultrapassados pelo simples número de resultados graves ao longo do tempo, alerta o ECDC.

A agência europeia fala, por isso, em nível global de risco muito elevado para a saúde pública, associado à emergência e propagação da Ômicron.

“Estados-membros devem avaliar urgentemente os níveis aceitáveis de riscos residuais, a capacidade atual do sistema de saúde e as opções disponíveis de gestão de riscos, por exemplo, adotando medidas de contingência”, sugere o ECDC.

A posição é manifestada em momento de elevado ressurgimento de casos de infecção pelo SARS-CoV-2, que ainda assim não representam elevadas taxas de internação ou morte. A elevada capacidade de transmissão da nova cepa contribui para o elevado número de caso, que batem recordes diários.

O ECDC diz que a média de idade dos atingidos pela Ômicron é de 20 a 33 anos e que a transmissão ocorre principalmente em nível local, sendo apenas 7% de casos importados ou relacionados com viagens.

A covid-19 provocou 5,55 milhões de mortes em todo o mundo desde o início da pandemia.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detectado no fim de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China.

*É proibida a reprodução deste conteúdo.

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