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Programa AMOR amplia atendimento para mais duas comunidades rurais; quase 300 famílias beneficiadas

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Quase 300 famílias passaram a ser contempladas pelos serviços prestados pelo Programa AMOR – Assistência Médica e Odontológica Rural, nessa quinta-feira (18), na comunidade Parque das Siriemas (região do São Gerônimo) e no Assentamento Monte Sinai (próximo ao Residencial Buriti). Com isso, o programa passa a atender 20 comunidades rurais de Cuiabá. 

As duas equipes do AMOR se deslocaram logo nas primeiras horas do dia, cada uma para uma comunidade. Chegando lá, foram recebidos pelos moradores, cerca de 50 pessoas compareceram em cada local de atendimento, onde foram feitos os cadastramentos de todos, triagem, aferição de pressão, peso e temperatura, teste de glicemia, consulta, entrega de medicamentos para quem já tinha receita médica, encaminhamento para exames, atualização da caderneta de vacinação. Também foram disponibilizados testes de Hepatite B, sífilis, teste de antígeno para detecção de covid-19 e também foi feito o cadastramento daqueles que ainda não se vacinaram contra a doença para que sejam vacinados na próxima visita da equipe, que ocorreu nesta sexta-feira (19). Cada equipe é composta por médico, cirurgião dentista, enfermeira, assistente social, técnico de enfermagem, técnico de saúde bucal e motorista. 

No assentamento Monte Sinai, que existe há 15 anos e onde vivem mais de 130 famílias, várias delas compareceram ao primeiro dia de atendimento de saúde, que ocorreu no rancho da Associação de Pequenos Produtores Rurais Monte Sinai. Todos foram informados previamente pelo presidente da associação, através do grupo de WhatsApp da comunidade. A agricultora Cleonice Souza Silva mora há 4 anos no local e conta que era grande a dificuldade para conseguir ser atendida. “A gente tinha que sair procurando os postos. Eu consultava no Alvorada porque eu tenho uma irmã lá e usava o endereço dela. Já fui no Ilza Terezinha Picolli. Consultei também no Barreiro Branco. Essa equipe vai nos ajudar porque a gente não tem posto de saúde ainda. Tem que sair pela cidade procurando um médico, pra conseguir pegar um remédio. Para nós vai ser bom demais. Vai ter dentista, vacinas. Para nós vai ser uma benção”, conta.

A coletora de material reciclável, Maria Ramilza de Oliveira, foi com as filhas de criação Esther, 9, e Elizabela, 6. As três passaram pela triagem e consulta, atualizaram o calendário vacinal e receberam as orientações para fazer coleta de exames na visita seguinte da equipe. “Fazia quase um ano que não passava por uma consulta médica. Com certeza agora vai melhorar, já é mais um ganho nosso”, afirma. 

Quem também aproveitou a oportunidade foi o casal Hercília Gomes Antunes, 72, e Malvino Antunes, 71. Ele conta que foi em busca de encaminhamento para a esposa, que tem problema de saúde ainda não identificado que dificulta a respiração da idosa. Segundo ele, desde o início da pandemia, o casal praticamente não sai da comunidade e a idosa estava há 2 anos sem ir ao médico. Ambos já estão imunizados contra  a covid-19. “Ela não quer ir na cidade para evitar pegar doença e aí fica difícil até da gente conseguir uma consulta, só vamos no caso de estar muito ruim. O que dá pra ir passando, a gente vai passando. Mas eu estou vendo que ela precisa de uma consulta porque ela é uma pessoa que já sofreu um AVC, ficou com sequela na perna e pode ser que o médico tenha algum atendimento para isso. Ela também não tomou a vacina da gripe e aqui vai aplicar. Vamos fazer exames. Eu, por exemplo, nunca fiz exame de próstata e o enfermeiro já fez o pedido. Eu nunca tomei remédio pra pressão e ele achou minha pressão alta, vai monitorar”, contou. 

Sobre a comunidade passar a ser atendida mensalmente pelo programa AMOR, o idoso comemorou. “Eu achei bom demais! Vai ser uma coisa ótima porque a gente mora longe da cidade, precisamos demais! A gente tem que agradecer muito que os governantes estão dando apoio pro povo”. 

De acordo com o presidente da Associação de Pequenos Produtores Rurais Monte Sinai, Aécio do Nascimento, popularmente conhecido como Japão, a maioria dos moradores da localidade vive da agricultura familiar e da coleta de material reciclável no aterro sanitário que fica próximo à comunidade. Para conseguir atendimento médico, eles costumavam buscar unidades básicas de saúdes na região do CPA, 1º de Março, Novo Paraíso, Residencial Ilza Terezinha Picolli, entre outros. “Agora nós começamos a ter uma referência. Isso melhora a auto estima de todo mundo porque a gente vive aqui à margem de todos os benefícios públicos porque estamos longe e esse projeto foi uma bênção pra nossa comunidade. O prefeito acertou nessa situação para atender a gente que fica distante do centro, ainda mais na área de saúde que é tão importante para as pessoas carentes”, avalia. 

De acordo com o enfermeiro Marcelo Coelho, o atendimento em cada comunidade ocorre em dois ou três dias consecutivos, com a triagem no primeiro dia e as consultas e coletas de exames nos dias seguintes, pois os pacientes precisam receber as orientações sobre o preparo para os procedimentos. “Para fazer os exames, os pacientes têm que vir em jejum. Geralmente esses exames ficam prontos em 10 a 15 dias e esse é o tempo que a gente tem para atender outras comunidades e retornar para fazer o monitoramento. A grande vantagem do programa AMOR é a continuidade, pois estamos todos os meses nas comunidades e, com isso, a gente consegue prevenir vários problemas de saúde e tratar para não surgir complicações”, afirma. 

Conforme o coordenador do programa AMOR, Ivo Razzini, a ampliação das comunidades atendidas foi possível após um remapeamento das comunidades, aliada às adequações na logística e apoio dos coordenadores da rede de atenção primária da Secretaria Municipal de Saúde. “Desde o ano passado, percebemos que já estávamos com tendência de crescimento. Fui pedindo para os colegas da Secretaria que conhecem as comunidades que nos informassem locais onde havia a demanda e a gente passou a adequar no nosso calendário. A gente verifica se realmente existe a demanda, se o local conta com uma estrutura mínima para a gente poder trabalhar, pelo menos um local coberto, e passamos a atender”, informa.

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Cinco unidades básicas de saúde começam a vacinar crianças a partir de segunda-feira (24)

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Luiz Alves

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Nesta segunda-feira (24) Cuiabá passará a ter mais locais de vacinação contra o coronavírus exclusivos para crianças. Por determinação do Ministério da Saúde a vacinação do público de 5 a 11 anos não pode ser feita no mesmo local onde os adultos são vacinados.

O prefeito Emanuel Pinheiro solicitou à coordenação da campanha que, ao escolher os locais para a vacinação de crianças, tivessem o cuidado de colocar unidades nas cinco regionais da cidade. “Como não podemos disponibilizar muitas unidades básicas para a imunização das crianças, porque ainda estamos imunizando os adultos, além de atendermos vários pacientes com sintomas gripais, pedi que colocassem ao menos uma unidade em cada regional, para facilitar o acesso da população”, comentou.

Na regional Leste já está em funcionamento o polo de vacinação da UNIC, que passou a ser exclusivo para crianças. Na regional Sul, que é muito grande, serão dois locais de vacinação para o público de 5 a 11 anos: USF do Pedra 90 Ie II  e USF Parque Cuiabá. Na regional Oeste o local escolhido foi a USF Quilombo e na regional Norte a coordenação precisou trocar o local que já havia sido anunciado por questões de logísticas, por isso a vacinação será na USF Jd.Vitória I. Já na regional rural, a USF Guia realizará a vacinação, além do Programa Amor I  e Amor II. As unidades vão fazer a aplicação das 8h às 11h e das 13h às 16h30.

“Importante lembrar que nas unidades que vão aplicar a vacina nas crianças não serão realizados testes de Covid, para evitar o risco de contaminação dos pequenos. Também não terá vacina de rotina, para que não haja chance de aplicação de outro imunizante que não seja o da Pfizer de uso infantil”, explicou Valéria de Oliveira, coordenadora da campanha de vacinação.

Seguindo o cronograma do Ministério da Saúde, neste momento Cuiabá está vacinando crianças com comorbidades ou deficiência permanente, crianças quilombolas, crianças que vivem em lar com pessoas com alto risco para evolução grave de Covid-19 (por exemplo: lares com pessoas com HIV positivo, pacientes oncológicos, pacientes que realizam hemodiálise rotineiramente e pessoas imunossuprimidas) e crianças com 11 anos completos. A Prefeitura de Cuiabá divulgará o começo de cada faixa etária nos seus canais de comunicação (site e redes sociais).

 

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Gestão Emanuel Pinheiro constrói 30 travessias de concreto em 2021; meta é substituir 80% das pontes de madeira até 2024

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Luiz Alves

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A Secretaria Municipal de Obras Públicas encerrou o ano de 2021 com 30 travessias de concreto construídas, englobando bueiro celular, bueiro tubular e ponte. O trabalho faz parte de um planejamento que é executado desde 2017 pela gestão do prefeito Emanuel Pinheiro, por meio do qual a meta é chegar até o ano de 2024 com pelo menos 80% das pontes de madeiras da zona rural substituídas por essas estruturas.

De acordo com o vice-prefeito e secretário de Obras Públicas, José Roberto Stopa, o planejamento é dividido em dois tipos de atuação, que levam em consideração a necessidade específica de cada uma das regiões beneficiadas. A primeira estabelece a edificação de bueiros celular e tubular, que atendem com eficiência a demanda de córregos, onde o volume da passagem de água é menor que a de rios.

Stopa destaca que, conforme relatório da Secretaria, mais de 100 estruturas desse tipo foram construídas no período de 2017 a 2021. “Os bueiros celular e tubular são mais baratos e de rápida construção. Para locais onde a demanda é menor, são estruturas extremamente apropriadas e que possuem a qualidade necessária para resolver definitivamente os problemas enfrentados por moradores de pequenas comunidades”, explica o vice-prefeito.

Já a segunda atuação está concentrada no levantamento de pontes de concreto, que são estruturas maiores e localizadas nos rios que cortam a cidade. No primeiro mandato, o prefeito Emanuel Pinheiro investiu mais de R$ 4 milhões nesse trabalho, resultando em seis pontes de concreto executadas nas comunidades dos Médicos (rios Aricazinho e dos Médicos), Ecoville II, Distrito do Aguaçu, e Distrito Coxipó do Ouro (rios Bandeira e Paciência).

Em 2021, dando continuidade a substituição das estruturas de madeira, o Município iniciou a construção de mais seis pontes de concreto em diferentes comunidades da zona rural. A previsão é de que todas elas sejam concluídas e entregues à população no primeiro semestre deste ano. Para o segundo semestre, o objetivo da Prefeitura de Cuiabá é dar a ordem de serviço para o levantamento de outras sete.

“A edificação de pontes de concreto foi uma missão dada pelo prefeito Emanuel Pinheiro e que foi cumprida com muito sucesso no primeiro mandato pelo secretário Vanderlúcio Rodrigues. Agora, estamos trabalhando para manter o ritmo e alcançar, prioritariamente, aquelas comunidade que possuem maior urgência. A meta é universalizar e acabar com transtornos recorrentes nessa área”, pontua Stopa. 

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