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Saúde

Ministério lançará consulta pública sobre relatório da Conitec

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Saúde


O Ministério da Saúde lançará uma consulta pública sobre o relatório elaborado pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) com as Diretrizes Brasileiras para Tratamento Medicamentoso Ambulatorial do Paciente com Covid-19.

As diretrizes consistem em um conjunto de orientações para os profissionais do sistema de saúde relativos às respostas para lidar com a doença, incluindo medicamentos, tratamentos e protocolos para pacientes que contraíram a doença.

A consulta pode alterar o conjunto de tratamentos que vem sendo chamado de kit-covid, em especial as recomendações de uso de remédios sem comprovação científica, como ivermectina, cloroquina e hidroxicloroquina.

A consulta será aberta na próxima terça-feira (16). O documento está disponível no site da comissão, por onde as contribuições poderão ser enviadas. Os interessados terão dez dias para apresentar avaliações e recomendações ao documento elaborado pela Conitec.

O documento analisa as tecnologias em nove diretrizes para o tratamento ambulatorial de pacientes com a covid-19. Foram avaliadas as tecnologias com maior relevância no contexto nacional: anticoagulantes, azitromicina, anticorpos, monoclonais, budesonida, colchicina, cloroquina e hidroxicloroquina, corticosteroides, sistêmicos, ivermectina, nitazoxanida e plasma convalescente.

O documento tomou como base as análises e evidências sobre as tecnologias elaboradas pela Associação Médica Brasileira, Associação de Medicina Intensiva Brasileira, Sociedade Brasileira de Infectologia e Associação Brasileira de Medicina de Emergência, além de guias da Organização Mundial de Saúde e de órgãos de saúde da Europa e da Austrália.

O documento esclarece que poucas terapias medicamentosas se mostraram eficazes no tratamento ambulatorial de pacientes que contraíram a covid-19, com exceção de anticorpos monoclonais.

“Há incertezas sobre o benefício do uso de anticoagulantes, budesonida, colchicina, ivermectina, nitazoxanida e plasma convalescente em pacientes em tratamento ambulatorial, não sendo atualmente indicados no tratamento ambulatorial da covid-19. Por sua vez, azitromicina e hidroxicloroquina não mostraram benefício clínico e, portanto, não devem ser utilizados no tratamento ambulatorial de pacientes com suspeita ou diagnóstico de covid-19”, diz o texto.

Nota

Em nota divulgada nesta semana, a Associação Médica Brasileira defendeu a consulta e a aprovação do documento. “Trata-se de um parecer esse construído com expertise de algumas das principais sociedades de especialidades médicas do Brasil, baseado 100% em evidências científicas”, diz a nota.

O Conselho Federal de Medicina, em nota à Agência Brasil, afirmou que o documento “carecia de uma maior objetividade e clareza”, razão pela qual o representante do conselho na Conitec se manifestou por “encaminhar o texto para consulta pública com o indicativo de não recomendação como apresentado, com vistas ao seu aperfeiçoamento”.

Edição: Fernando Fraga

Fonte: EBC Saúde

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Saúde

Começa amanhã vacinação de crianças contra a covid-19 em SP

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Começa amanhã (17), na cidade de São Paulo, a vacinação contra a covid-19 de crianças de 5 a 11 anos de idade com comorbidades ou deficiências físicas permanentes. Também serão imunizadas nessa fase as crianças indígenas que vivem em aldeias.

Na capital paulista, a vacinação será realizada nas unidades básicas de Saúde (UBSs) e assistências médicas ambulatoriais (AMAs). Foram disponibilizadas 64 mil doses para esta etapa da campanha. Os endereços podem ser localizados no sistema Busca Saúde.

As crianças devem estar acompanhadas por um responsável com mais de 18 anos e apresentar documento de identificação (preferencialmente o CPF), carteira de vacinação e comprovante de condição de risco ou comprovante de deficiência permanente.

Abaixo a lista de comorbidades para a vacinação pediátrica contra covid-19:

Insuficiência cardíaca;

cor-pulmonante e hipertensão pulmonar;

cardiopatia hipertensiva;

síndrome coronariana;

valvopatias;

miocardiopatias e pericardiopatias;

doença da aorta, dos grandes vasos e fístulas arteriovenosas;

arritmias cardíacas;

cardiopatias congênitas;

próteses valvares e dispositivos cardíacos implantados;

talassemia;

síndrome de Down;

autismo;

diabetes mellitus;

pneumopatias crônicas graves;

hipertensão arterial;

doença cerebrovascular;

doença renal crônica;

imunossuprimidos (incluindo pacientes oncológicos);

anemia falciforme;

obesidade mórbida;

cirrose hepática;

HIV.

Edição: Graça Adjuto

Fonte: EBC Saúde

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Saúde

Covid-19: procura por vacina infantil no DF é grande no primeiro dia

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O Distrito Federal (DF) começou a vacinar as crianças contra a covid-19 neste domingo (16), com alta procura nos 11 postos de saúde em que o imunizante pediátrico da Pfizer foi colocado à disposição.

Logo cedo, houve registro de longas filas e até o meio-dia, 2.341 doses já haviam sido aplicadas. Neste primeiro dia, a vacinação foi aberta para crianças de 5 anos a 11 anos com comorbidades e de 11 anos sem comorbidades.

A primeira criança a ser vacinada no DF foi o menino Carlos Adalberto, de 8 anos, que tem paralisia cerebral. Sua mãe, Cleci Pereira da Silva, de 37 anos, contou ter chegado ainda de madrugada à Unidade Básica de Saúde 5 (UBS5), na região administrativa de Taguatinga.

Segundo na fila, o motorista Arthur Gilberto Souza, de 55 anos, disse ter chegado às 2h30 para garantir a vacinação de seu filho Davi Borges, de 11 anos. “Valeu a pena. É uma celebração, um alívio”, afirmou.

O governador em exercício, Paco Britto, esteve presente no local e garantiu que, apesar de o DF ainda não ter recebido doses suficientes para atender nem mesmo todo o público-alvo da primeira fase, “todas as crianças vão ser vacinadas”.

“Não há necessidade de chegar de madrugada nas nossas unidades”, disse o governador em exercício. Neste primeiro momento, foram distribuídas 10 mil doses do imunizante pediátrico para os 11 postos abertos no DF. 

Mais 6,3 mil doses desta primeira remessa foram reservadas para vacinação itinerante, sendo aplicadas por equipes da Secretaria de Saúde do DF em crianças sob a tutela do Estado.

Edição: Graça Adjuto

Fonte: EBC Saúde

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