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MSD amplia fabricação de versão genérica de antiviral contra covid-19

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A empresa farmacêutica MSD assinou acordo de licenciamento com a Associação de Patentes Medicinais (MPP), apoiada pela Organização das Nações Unidas (ONU), que permitirá que mais empresas fabriquem versões genéricas de seu tratamento antiviral experimental contra a covid-19, anunciaram a farmacêutica e a organização nesta quarta-feira (27).

A MSD disse que o licenciamento isento de direitos de propriedade se aplicará a 105 países de baixa e média renda. Ele permite que fabricantes selecionados pela MPP produzam versões genéricas do molnupiravir, o antiviral em comprimido que desenvolveu em parceria com a Ridgeback Biotherapeutics.

A Agência de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA) está estudando conceder uma autorização de uso emergencial para o remédio, que um teste clínico mostrou reduzir pela metade o risco de doenças graves e mortes quanto administrado cedo em pacientes com covid-19.

“Este é o primeiro licenciamento de uma tecnologia médica contra a covid-19 transparente e voluntário voltado à saúde pública”, disseram a MSD e a MPP em comunicado conjunto.

Empresas poderão solicitar um sublicenciamento da MPP, e o licenciamento, que também inclui transferência de tecnologia, permanecerá isento de direitos de propriedade enquanto a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificar a pandemia como Emergência de Saúde Pública de Relevância Internacional.

No início deste ano, a MSD assinou acordos bilaterais de licenciamento com oito fabricantes de genéricos da Índia, incluindo as farmacêuticas Aurobindo Pharma, Cipla Ltd, Dr. Reddy’s Labs, Emcure Pharmaceuticals, Hetero Labs, Sun Pharmaceuticals, e Torrent Pharmaceuticals.

O acordo amplia a base manufatureira além dessas empresas. Recentemente, a MPP disse à Reuters que 24 empresas expressaram interesse em produzir o medicamento.

“Sabíamos, há muito tempo, que iríamos querer diversificar o perfil geográfico de nossos parceiros de genéricos, de forma que não somente tivéssemos fornecedores na Índia, mas também em outras regiões”, disse Paul Schaper, diretor executivo de política pública global da MSD, em entrevista.

A Fundação Bill & Melinda Gates informou, na semana passada, que gastará até US$ 120 milhões para impulsionar o desenvolvimento das versões genéricas do molnupiravir, a fim de ajudar a fazer com que países de renda menor tenham acesso igual ao remédio.

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União Europeia autoriza entrada de turistas vacinados com CoronaVac

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A União Europeia (UE) vai permitir a entrada de viajantes vacinados contra a covid-19 com a CoronaVac, vacina do Butantan e da farmacêutica chinesa Sinovac. A decisão, divulgada nesta quinta-feira (25) em comunicado da Comissão Europeia que inclui 27 países, passa a valer em 10 de janeiro de 2022.  Assim, os países europeus passam a focar no status de saúde do viajante e não mais no seu país de origem. 

A recomendação é de que os turistas tenham concluído a série de vacinação (primeira e segunda doses) há menos de nove meses da data da viagem ou recebido uma dose adicional. Será necessária a apresentação de teste de PCR negativo antes da viagem.

O comunicado autoriza ainda o ingresso de pessoas que tiveram a doença e se recuperaram. Os países terão liberdade, entretanto, para aceitar ou não a entrada de viajantes nessas condições.

Crianças e adolescentes entre os seis e 17 anos ainda não vacinados poderão viajar para a União Europeia com um teste PCR negativo feito antes da partida. Os países do bloco podem ainda exigir testes adicionais após a chegada, quarentena ou autoisolamento. Crianças menores de 6 anos estão liberadas dessas exigências.

A CoronaVac teve seu uso emergencial aprovado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 1º de junho deste ano.

Edição: Graça Adjuto

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Com variante do coronavírus, Europa e Ásia reforçam fronteiras

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Autoridades globais reagiram com alarme nesta sexta-feira (26) a uma nova variante do novo coronavírus detectada na África do Sul. A União Europeia (UE), o Reino Unido e a Índia estão entre os que anunciam controles de fronteira mais rigorosos, enquanto cientistas tentam determinar se a mutação é resistente a vacinas.

O Reino Unido proibiu voos da África do Sul e de países vizinhos e pediu que os viajantes britânicos que voltam desses locais entrem em quarentena. A chefe da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse que a UE também pretende deter o tráfego aéreo da região.

Cientistas estudam a variante identificada nesta semana, mas a notícia derrubou os mercados de ações e o petróleo em meio aos temores do que proibições de viagens fariam às economias já abaladas do sul africano.

A variante tem uma proteína de espigão que é dramaticamente diferente daquela do coronavírus original, no qual as vacinas contra covid-19 se baseiam, disse a Agência de Segurança da Saúde britânica, o que aumenta o receio de como as vacinas atuais, bem-sucedidas contra a mais familiar variante Delta, sersairão.

“Como os cientistas descrevem, esta é a variante mais significativa que encontraram até hoje”, disse o secretário dos Transportes britânico, Grant Shapps, ao canal Sky News.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) realiza hoje uma reunião em Genebra. Especialistas debaterão o risco que a variante apresenta e se ela deveria ser designada como de interesse ou preocupante, disse o porta-voz da OMS, Christian Lindmeier.

Quase 100 sequências da variante já foram relatadas, e uma análise inicial mostra que ela tem “um número grande de mutações” que exigem mais estudo, acrescentou Lindmeier.

Um epidemiologista afirmou que já pode ser tarde demais para endurecer as restrições de viagem.

“Acho que temos que admitir que muito provavelmente esse vírus já está em outros lugares. Então, se fecharmos a porta agora, provavelmente será tarde demais”, disse Ben Cowling, da Universidade de Hong Kong.

A África do Sul conversará com autoridades britânicas para tentar convencê-las a reconsiderar a proibição, disse o Ministério das Relações Exteriores em Pretória.

A variante, batizada de B.1.1.529, também foi encontrada em Botsuana e Hong Kong, de acordo com a Agência de Segurança da Saúde do Reino Unido.

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