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IBGE: Cerca de 20 milhões estão com segunda dose da vacina atrasada

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Cerca de 9,3% da população do Brasil não tomou a segunda dose da vacina contra covid-19
Myke Sena/Ministério da Saúde

Cerca de 9,3% da população do Brasil não tomou a segunda dose da vacina contra covid-19

Apesar do avanço na imunização, o abandono vacinal pode prejudicar o controle da pandemia no Brasil. Dados do Ministério da Saúde revelam que pouco mais de 20 milhões de pessoas perderam o prazo para tomar a segunda dose da vacina contra a Covid-19. É o equivalente a 9,3% da população do país, com base na projeção do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Se considerada só a população vacinável — 159,9 milhões de pessoas a partir de 12 anos —, a taxa sobe para 12,5%. Entre as causas apontadas por especialistas para os “faltosos”, estão as mais variadas: de medo de reações adversas, desinformação e esquecimento da data até a sensação de que a pandemia já foi superada.

A maior cobertura vacinal leva à queda da circulação do coronavírus e, consequentemente, do risco do surgimento de novas mutações. Para a professora de Saúde Coletiva da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e integrante do Observatório Covid-19 BR Alexandra Boing, o impacto do abandono vacinal passa pela menor efetividade da imunização:

“Com um menor número de pessoas com esquema vacinal completo se ampliará o risco de formas graves da doença e, consequentemente, de hospitalizações e óbitos por covid-19. Adiciona-se a isso que o maior número de pessoas completamente vacinadas contribui para menor disseminação do vírus, uma vez que os vacinados transmitem menos quando comparados aos não vacinados. Há ganhos individuais e coletivos quando ampliamos a imunização”, pondera a epidemiologista.

Dos 20 milhões, quase metade se concentra em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia. O diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) Renato Kfouri avalia que o total de “faltosos” não é tão alto, diante da complexidade da campanha de vacinação, com longos e diferentes intervalos entre as doses.

Na visão dele, não completar o ciclo de imunização representa mais um risco individual — em relação às chances de infecção, de hospitalização e de óbito, por exemplo — do que coletivo.

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“A meu ver, não é um número grande. É claro que num cenário da pandemia, a gente queria 100%, mas é um fato muito comum pra vacinas multidoses”, afirma o pediatra infectologista, que completa: “É necessário tomar a segunda dose, a proteção não se sustenta com uma só.”

Com a falta de estratégias contra o abandono vacinal, o Brasil vê as estatísticas de atraso no esquema vacinal saltarem desde abril, quando o dado foi divulgado pela primeira vez. Na data, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou que 1,5 milhão de pessoas deixaram de voltar aos pontos de vacinação.

O dado disparou para 4,6 milhões de pessoas em 30 de julho. Já eram 7 milhões de “faltosos” em 11 de agosto, que passaram a 8,5 milhões no dia 20 do mesmo mês. Como mostrou O GLOBO, o número mais que dobrou em 40 dias, quando alcançou 17,2 milhões de pessoas em 1º de outubro.

“Se eu tenho ainda um contingente muito grande de população que não está completamente vacinado, isso pode atrasar a nossa flexibilização (dentro dos critérios científicos) e o mínimo retorno à normalidade”, declara a infectologista Ana Helena Germoglio, do Hospital Regional da Asa Norte (Hran).

“Estudos mostram que as pessoas que estão ficando doentes são aquelas que não têm o esquema completo de imunização, principalmente quem ainda não vacinou ou só tem uma dose. Essas pessoas, de forma muito ilusória, se acham protegidas.”

Nessa esteira, para além de entender o porquê de as pessoas estarem em atraso com a segunda dose, cientistas avaliam que é preciso definir ações que reduzam as estatísticas de abandono, com a busca ativa por quem ainda não tomou a segunda dose.

“Pela primeira vez, a gente está fazendo campanha com registro nominal. Cada município deve fazer um esforço na busca desses faltosos: por que não veio, se é erro de digitação, melhorar o acesso, fazer vacinação noturna… Entender quais são as causas e procurar soluções”, complementa Kfouri.

“O Ministério da Saúde reforça a importância da segunda dose para garantir a máxima proteção dos brasileiros, principalmente, contra as novas variantes. A orientação é completar o esquema vacinal da Covid-19 para que o caráter pandêmico da doença seja superado no país. A pasta continua com sua campanha massiva de incentivo à imunização nacional e a importância da segunda dose e recomenda aos estados e municípios que também façam uma busca ativa da população-alvo”, diz a nota da pasta.

Fonte: IG SAÚDE

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Biden faz apelo por vacina e diz que lockdown ainda não está nos planos dos EUA

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Joe Biden fez apelo para que população dos EUA se vacine
WEF

Joe Biden fez apelo para que população dos EUA se vacine

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, fez novo apelo aos cidadãos do país para que completem sua vacinação contra a covid-19. Biden disse que o surgimento da variante Ômicron, que já teve casos detectados no Canadá, “preocupa”.

“Eu sei que vocês estão cansados de ouvir, mas a melhor proteção contra essa variante ou qualquer outra variante é tomar a vacina e a dose de reforço”, insistiu o presidente. “Temos vacinas para crianças de 5 a 11 anos e vacinas para reforço”, lembrou.

Biden afirmou que a Casa Branca lançará uma “estratégia detalhada” sobre como será o combate à disseminação do vírus no país durante o inverno, quando a tendência é de um aumento na taxa de contágio.

Segundo ele, isso não se dará através dos lockdowns, “mas sim difundindo mais a vacinação, doses de reforço e testes”. O presidente também garantiu que testes e vacinas continuariam gratuitos no país.

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Ao ser questionado por um repórter, Biden disse que “se as pessoas estão vacinadas e usando máscaras, não há necessidade de um novo lockdown”.

Mesmo sendo um dos países com mais oferta de vacinas em todo o mundo, a vacinação nos Estados Unidos estagnou em 57,88%, e os índices de casos e mortes estão aumentando, fato que preocupa as autoridades.

No sábado (27), o governo do Estado de Nova York declarou situação de “emergência de desastre” devido ao aumento nas estatísticas.

Fonte: IG SAÚDE

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Ômicron: Ministério da Saúde prepara reunião para avaliar ações contra variante

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Ômicron: Ministério da saúde prepara reunião para avaliar ações contra variante
Peter Ball – BBC World Service

Ômicron: Ministério da saúde prepara reunião para avaliar ações contra variante

O Ministério da Saúde deve realizar amanhã (30) uma reunião interministerial a fim de avaliar planos e ações de enfrentamento à variante ômicron, cepa do novo coronavírus originada no sul da África e que vem se espalhando rapidamente pelo mundo.

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) também deve participar da agenda. O objetivo é balizar as medidas que serão implementadas pelo governo nas próximas semanas.

Além de iniciativas sanitárias, as autoridades devem discutir durante a reunião pontos como a continuidade ou não das restrições de voos originários de seis países do continente africano.

Devem participar do encontro o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira (PP-PI), da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, e outros. A agenda ainda não foi oficializada pelo Ministério da Saúde, mas foi antecipada a secretários estaduais de Saúde que participaram de reunião hoje com dirigentes da pasta.

O ministro Marcelo Queiroga, responsável por recepcionar os colegas, buscou hoje passar uma mensagem positiva em relação ao alastramento da ômicron. Em cerimônia realizada na Bahia para formalizar a compra de 100 milhões de doses da vacina da Pfizer, Queiroga voltou a dizer que a nova cepa é “uma variante de preocupação, mas não é uma variante de desespero”.

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“Não é uma variante de desespero porque nós temos autoridades sanitárias comprometidas com assistência de qualidade à nossa população. Hoje temos mais de 42 mil leitos de UTI. Todos esses leitos foram habilitados com valor de diária dobrado. Foram equipados com respiradores, com bombas de infusão. E hoje, se houver uma virtual.

Na última sexta (26), Queiroga havia justificado e defendido a iniciativa do governo brasileiro de restringir a livre circulação com países africanos. Segundo ele, tratava-se de uma “necessidade” para que a ômicron não venha a provocar um “impacto grave”.

“Vamos fechar as fronteiras aéreas para 6 países da África: África do Sul, Botsuana, Eswatini, Lesoto, Namíbia e Zimbábue. A medida foi necessária para que a nova variante do coronavírus não cause grave impacto no Brasil.”

Até o momento, o Ministério da Saúde investiga um caso isolado de um brasileiro que teve teste positivo para a covid-19 ao desembarcar em São Paulo de um voo originário da África. Não há ainda a confirmação que o caso seja da variante ômicron.

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Fonte: IG SAÚDE

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