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Investigação sobre crime do novo cangaço em MT é destaque no Fantástico

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A investigação da Polícia Civil que apurou a ação criminosa de um grupo que assaltou duas cooperativas de crédito, no mês de junho, na cidade de Nova Bandeirantes, no Norte de Mato Grosso, foi um destaques deste domingo do programa Fantástico, dominical da TV Globo.

A reportagem produzida pela equipe da TV Centro América, de Cuiabá, mostra a ação do grupo que, em 30 dias planejou o assalto e abalou o cotidiano da pequena cidade no dia 4 de junho deste ano, com os criminosos que agiram na modalidade conhecida como ‘novo cangaço’.

Câmeras dos caixas eletrônicos e do comércio nas proximidades registraram a ação do grupo que rendeu vítimas e formou um escudo humano para evitar a aproximação dos policiais, enquanto outra parte dos criminosos invadia as agências e roubava os valores. Durante o assalto, duas vítimas foram atingidas, mas sobreviveram. Na fuga, o bando roubou veículos, além de uma arma de fogo e um colete balístico do vigilante de uma das agências.

Responsável pela investigação do assalto, a Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) da Polícia Civil reuniu um farto material probatório que mostra em detalhes como se deu todo o planejamento do crime, quem eram os integrantes do bando e como foi a fuga, buscas e as prisões na sequência.

A investigação conduzida pelo delegado Vitor Hugo Bruzulato Teixeira identificou 22 integrantes do bando criminoso, que foi dividido em três grupos para executar o assalto na logística, execução e resgate. “Eles tiveram mais ao menos trinta dias para planejar esse crime, onde agiram durante toda a atividade com muita violência”,destaca o delegado.

Buscas

Momento após a execução do crime, forças policiais do Estado, incluindo grupos especializados das Polícias Militar e Civil, com apoio do Centro Integrado de Operações Aéreas (Cioaper) da Secretaria de Segurança Pública, se uniram nas buscas pelos criminosos, que se esconderam em áreas de mata fechada na região de Nova Bandeirantes.

Durante mais de 58 dias em campo na busca pelos criminosos, policiais militares e civis chegaram a integrantes do bando que participaram diretamente do assalto. Nove deles morreram em confronto com policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e Força Tática, entre os dias 10 e 28 de junho, em Nova Bandeirantes. Outros cinco foram presos pela equipe da Delegacia de Nova Monte Verde e pela PM em Nova Bandeirantes.

Planejamento

Onze criminosos, entre eles três irmãos, organizaram a logística do assalto. A maior parte veio da região Nordeste do País e chegou a Alta Floresta no mês de maio, onde foi montada a base para o planejamento da ação criminosa. Dois deles, Ronaldo Rodrigues de Souza e Diego Almeida Costa trouxeram uma camionete Hillux, roubada em Petrolina (PE). Outros vieram de ônibus, de veículo locado ou carros particulares.

A investigação identificou ainda que um veículo (uma camionete Ford F100), que foi utilizada posteriormente para levar os criminosos até o esconderijo em uma mata na área rural de Nova Bandeirantes, passou por um pedágio na estrada entre Carlinda e Alta Floresta.

Execução

Na madrugada do dia 04 de junho, os criminosos saíram de Alta Floresta em direção a Nova Bandeirantes e nas proximidades da cidade, se reuniram para distribuir as tarefas durante o assalto. Antes de agir contra as cooperativas de crédito, eles roubaram três veículos, queimaram um deles em cima de uma ponte e atiraram contra um caminhão, atravessado na pista, já com a intenção de obstruir a entrada da cidade.

Em seguida, o bando entrou na cidade e simultaneamente, divididos nas duas camionetes anteriormente roubadas e sempre em comunicação entre eles, assaltaram as duas agências. Seis deles, sendo quatro mortos depois em confronto com as forças policiais (Ronaldo, Maciel, Samuel e Cristiano) roubaram a agência do Sicoob.

Outros seis, sendo três mortos posteriormente durante os confrontos (Diego, Adailton e Waldeir), assaltaram a cooperativa Sicredi.

Resgate

A investigação da GCCO apontou que uma terceira parte do grupo ficou responsável pela organização e tarefa de resgate dos criminosos que executaram o assalto.

O esconderijo do grupo foi montado em uma área a 46 km da cidade de Nova Bandeirantes e eles tentaram confundir os policiais, roubando veículos e queimando em um ponto diferente. 

Para executar a tarefa de resgate e esconder os assaltantes, o grupo formado por sete criminosos escolheu um local na região de mata fechada em Nova Bandeirantes, onde guardaram alimentos,água e acessórios como redes, para que pudessem se esconder.

“A intenção deles era de esconder na mata e ser resgatados aos poucos. Eles não imaginaram que a polícia, especialmente a Polícia Militar, daria a continuidade nas buscas por tanto tempo”, explicou o delegado, sobre as buscas por terra, que duraram 58 dias, feitas pelo Bope, Força Tática e GOE.

Durante as ações de buscas, dois do grupo responsável pelo resgate morreram em confronto com policiais militares. Um deles era empresário em Alta Floresta e foi identificado na investigação como um dos responsáveis por dar apoio à empreitada criminosa.

Investigação

Vitor Hugo Bruzulato pontua ainda que para chegar à dinâmica e esclarecimento das condutas de cada criminoso no planejamento e execução do assalto, o trabalho pericial foi fundamental. Foram realizadas mais de 30 perícias, de simples a complexas, inclusive com banco de dados de DNA, que auxiliaram na identificação dos criminosos. “Foi uma ação integrada que deu esse resultado”.

A investigação da GCCO identificou 22 pessoas envolvidas no crime. Destas, nove morreram em confronto policial entre os dias 10 e 28 de junho. Outras 13 foram indiciadas, sendo cinco foram presos na semana do assalto pela equipe da Delegacia de Nova Monte Verde e pela PM em Nova Bandeirantes.

Um dos veículos roubados e utilizados na fuga 

As diligências investigativas contaram com a colaboração da Regional de Alta Floresta, por meio das Delegacias de Nova Bandeirantes e de Nova Monte Verde, e Gerência de Operações Especiais.

As buscas das forças policiais pelo bando de assaltantes resultaram em 12 armas de fogo apreendidas (3 fuzis, 3 espingardas, 3 pistolas e 3 revólveres) e R$ 20 mil em joias, além de 13 veículos utilizados pelos criminosos em diversas etapas do roubo, desde o planejamento, a execução do assalto e a fuga. Também foram recuperados R$ 573 mil do valor levado das cooperativas Sicredi e Sicoob.

Operação Volantes

No início de outubro, a GCCO deflagrou a Operação Volantes, para cumprimento de mandados judiciais de busca e apreensão e prisão contra os envolvidos no crime. Foram decretadas 12 ordens judiciais pelo juízo da Comarca de Nova Monte Verde, sendo 9 de prisões, duas buscas e apreensões e uma medida cautelar de monitoramento eletrônico (tornozeleira).

Fonte: GOV MT

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Onze motoristas são presos por embriaguez ao volante em Várzea Grande

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Onze motoristas foram presos por embriaguez ao volante, na madrugada deste domingo (05.12), durante a 75ª Operação Lei Seca, realizada na Avenida 31 de Março, no bairro Manga, em Várzea Grande.

Durante a ação, foram realizados 106 testes de alcoolemia. Destes, 21 condutores foram flagrados dirigindo sob efeito de álcool, sendo autuados pela prática e três se recusaram a fazer o teste.

Os agentes da segurança pública identificaram ainda outros 13 motoristas que não possuíam Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e 29 conduziam veículo sem registro ou não licenciado.

Nesta operação, foram registrados 86 Autos de Infração de Trânsito (AITs). Já outros 13 motoristas assinaram Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), na qual 12 não eram habilitados e outro por entregar veículo a pessoa sem possuir CNH.

Ao todo, 106 veículos foram fiscalizados, dentre eles, 48 foram removidos, sendo 39 carros e nove motocicletas e outros 56 autuados. Os agentes recolheram 28 documentos, sendo 21 CNHs e sete Certificado de Registro e Licenciamento de Veículos (CRLVs).

Sobre a operação 

A Operação Lei Seca é uma ação integrada, coordenada pelo Gabinete de Gestão Integrada da Secretaria de Estado de Segurança Pública (GGI-Sesp) e nesta edição contou com a participação do Batalhão de Trânsito Urbano e Rodoviário da Polícia Militar de Mato Grosso, da Delegacia de Delitos de Trânsito (Deletran), da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso (PJC-MT), do Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso (Detran-MT), do Serviço de Operações Penitenciárias Especializadas (SOE) e da Guarda Municipal de Várzea Grande.

Fonte: GOV MT

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Primeira-dama Virginia Mendes é madrinha do projeto de turismo da Aldeia Wazare

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A Aldeia Wazare, localizada no município de Campo Novo do Parecis (a 400km de Cuiabá) é a primeira aldeia de Mato Grosso com autorização e legalidade para desenvolver o Etnoturismo. O projeto tem como madrinha a primeira-dama do Estado, Virginia Mendes que participou da entrega da Carta de Anuência à aldeia, na última quinta-feira (02).

A Carta de Anuência foi entregue pelo presidente da Funai, Marcelo Xavier. A decisão leva em consideração que os indígenas têm assegurado o desenvolvimento sustentável em suas áreas.

No evento de entrega também houve a inauguração da maior ‘Hati’ – Casa Tradicional – da história do povo Haliti-Paresi. A nova ‘Hati’ tem 25 metros de comprimento, 10m de largura e 6,10m de altura, um amplo espaço para receber os visitantes e turistas.

A primeira-dama Virginia Mendes também fez a entrega de 250 cestas básicas, 250 kits de higiene e limpeza, 270 brinquedos e 270 kits de doces para as crianças. As entregas fazem parte da ação de Natal e dos programas SER Família Solidário e SER Família Indígena.

“A convite do Cacique Rony, sou a madrinha do projeto de turismo da Aldeia Wazare e é uma grande honra! Este é um momento histórico, porque são 20 anos dele para tentar regularizar o Etnoturismo aqui, sonho que se realiza hoje. Gratidão a todos que se deslocaram para participar desse dia tão especial. Agradeço ao presidente da Funai, Marcelo Xavier, por entregar em mãos a Carta de Anuência e a sua esposa Jucilene que veio o acompanhando. Quero parabenizar por todo trabalho do nosso superintendente de Assuntos Indígenas, Agnaldo Santos, que não mede esforços para ajudar as comunidades indígenas. Todos, agora, podem ter a oportunidade de vivenciar essa experiência única com segurança, responsabilidade e sustentabilidade. Recomendo a visitação!”, disse Virginia Mendes.

Para o cacique Rony, as comunidades e as organizações indígenas que estiverem trabalhando de forma correta e transparente não terão parcerias negadas. “Por isso eu acho que temos esse apoio tão importante do Governo de Mato Grosso, por meio da nossa primeira-dama Virginia e do governador Mauro, e também da Funai pelo presidente Marcelo Xavier. Nós, da comunidade Paresi, estamos trabalhando com sinceridade e mostrando que não queremos apenas o nosso bem, e sim da comunidade”.

Marcelo Xavier, presidente da Funai, entende que é importante levar protagonismo e deixar cada comunidade indígena ter a autonomia sobre as suas próprias áreas é a solução. “Ninguém melhor que o próprio indígena para decidir o que deseja e o que não deseja fazer dentro das suas terras. Esperamos que esse exemplo sirva como modelo e seja replicado por todo Brasil. E o que é muito importante também o apoio que o Governo de Mato Grosso e dos municípios têm oferecido a esses projetos. Nós entendemos que essa sinergia envolvendo os entes federativos é essencial para levar dignidade às aldeias brasileiras”.

Fonte: GOV MT

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